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Está Gripado e Vai Viajar de Avião? Veja os Cuidados Que Você Deve Tomar

Está Gripado e Vai Viajar de Avião? Veja os Cuidados Que Você Deve Tomar

E, depois de alguns anos sem pegar nenhuma gripe (a Dengue de 2015 não conta), uma rinite alérgica blockbuster me pegou de surpresa alguns dias antes de viajar. Então se você está gripado, resfriado ou com alguma alergia (do tipo rinite e sinusite) e vai viajar de avião, você deve tomar alguns cuidados para que essa viagem não se torne um pesadelo.

Para quem já atravessou o oceano antes, sabe que apesar das maravilhas que descobrimos no nosso destino, o momento do voo em si, não é dos mais agradáveis do mundo. Ninguém gosta de se sentir encaixotado por tanto tempo.

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Mas, a pressão do ar, bem como a qualidade dele dentro do avião e a limpeza não são nada bons para o nosso organismo. Pena que minha última viagem transatlântica não tenha sido nada melhor.

Primeiro porque você (normalmente) se programa para esse tipo de viagem, compra a passagem com bastante antecedência. Nestes casos, você – que como eu não tem bola de cristal – não sabe qual será seu estado de saúde na data escolhida.

Exatamente onze dias antes da minha viagem eu comecei a ficar meio ruinzinha. Fazia bastante tempo que eu não adoecia, bastante tempo mesmo. Então achei que era só um resfriado e que ainda tinha muito tempo até a minha viagem. Pensei que, no máximo, em uma semana eu estaria nova em folha e pronta para apertar o cinto e encarar o voo rumo ao velho continente.

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Para minha surpresa, comecei a piorar. Fazia inalação, tomava muita água, e também tomei um remédio para a garganta que estava inflamada. Só depois descobri que tive reação ao medicamento e que ele estava mais atrapalhando do que ajudando.

Por isso, recomendo fortemente que, ainda que seja um remédio fraquinho ou já velho conhecido, não se automedique. As consequências podem ser inesperadas.

Eu estava na maior correria para deixar tudo em ordem, que não tive tempo de pensar que ir ao médico para tratar uma “simples” rinite, poderia fazer tanta diferença na qualidade da minha viagem.

Leia também Checklist – Tudo Para a Sua Viagem.

Resultado: acordei no dia da viagem muito mal, mas mal mesmo. O estresse da viagem, acumulado todos esses dias, com todas as coisas que tinha para resolver, me trouxeram sintomas inesperados.

mulher doente

A essa altura, finalmente comecei a me preocupar se estaria bem para um voo tão desgastante com mais de dez horas de duração. Fora que antes ainda teria que pegar um avião de Curitiba até São Paulo.

No fim das contas, é sempre bom ter essas experiências. Pelo menos, posso contar para as pessoas e ajudá-las a não cometerem os mesmos erros. Lição dada e aprendida! Viagem é coisa séria, e de avião então, nem se fala. Pensa você falando para o piloto: – “Encosta aí que eu não tô bem”. Complicou um pouco, não é mesmo?!

Apesar de toda a minha experiência com aeronaves, nada te prepara para o que você ainda não viveu intensamente. E olha que viver uma crise alérgica severa não é novidade para mim: uma vez fui mordida em um casamento e ganhei duas pernas no dia seguinte.

Tive que tomar uma injeção de corticóide e tomar bastante cuidado, já que iria viajar também no outro dia. Minha sorte é que neste caso o voo era mais perto e a alergia foi cortada no momento da injeção e já comecei a sarar.

avião suíça

A Epopéia Alérgica

Infelizmente com uma rinite alérgica as coisas são mais devagar. E no meu caso que me automediquei, acabei arrumando mais sarna para me coçar e atrasei a minha recuperação.

Mas, o dia da viagem chegou e tinha que ir. A gente acaba com aquela desculpa de que não é nada e, afinal de contas, vai poder dormir a viagem inteira. Mal sabia eu que iniciaria uma epopéia alérgica.

Minhas pernas e os assentos dos aviões nunca foram muito amigos. Sempre brigam a viagem toda. E, quando você está doente parece que tudo passa a te incomodar mais. É quando o assento se torna um problemão daqueles.

Comprei minha passagem pela companhia internacional, que tem voos diretos porque eu estava querendo encurtar ao máximo meu voo, claro. Mas, a parceira dela no Brasil para o voo até São Paulo, é a Latam, uma companhia que normalmente não me agrada.

Depois que passaram a cobrar para despachar bagagem, achei mesmo que alguma coisa ia melhorar no atendimento ou iam oferecer alguma coisa a mais, além de água durante o voo doméstico.

Acontece que a Latam, resolveu que agora você é atendido por um totem. Não sei se isso é em todos os aeroportos, mas pelo menos no de Curitiba foi essa a informação que tive.

Você não pode falar com o atendente sobre o seu assento se não marcou antecipadamente. Tudo é gerado automaticamente, inclusive seu voo internacional. Isto é, aquela pessoa linda lá no antigo balcão de check-in só serve agora para pesar sua mala.

No máximo consertar algum erro da máquina. Pelo menos foi o que uma “pitbull”, que já é velha conhecida por prestar informações desencontradas nos meus check-ins, me disse na entrada da fila para os balcões usuais.

Em tempo de “humanizar” tudo, parece que a Latam resolveu retroceder e dar um atendimento padrão sem verificar os casos isolados. O que era bem o meu caso naquele momento.

Ocorre que normalmente em voos mais longos eu vou na janela para dormir. A desvantagem é que você tem duas pessoas do seu lado para acordar caso queira levantar para ir ao banheiro ou qualquer outra coisa.

Como eu estava gripada só tinha certeza de uma coisa. Queria poder estar livre caso tivesse que ir ao banheiro, lavar o rosto ou tomar um remédio. Então o assento do corredor seria o mais indicado dessa vez. Mas, é claro que alguma coisa tinha que dar errado.

Em outras épocas eu não iria nem achar ruim. Não sou muito de reclamar de poltrona. Mas, aquele era realmente um caso incomum. E eu precisava mesmo escolher um assento no corredor. Acho que a gente só sente mesmo quando é na nossa pele.

Bom, já que a Latam alegou não ter acesso ao sistema da Swissair, então precisei chegar em São Paulo antes de poder fazer alguma coisa. Já na Swissair até que tentaram me ajudar, mas era tarde demais, o voo estava com lotação máxima.

O jeito foi encarar a janela e pedir para levantarem caso eu precisasse passar. Ainda não gosto de acordar os outros, deve ser trauma. Mas, sempre acho que a pessoa vai gritar comigo.

O pior de tudo é que como eu estava com o nariz trancado, acabei descobrindo que terminaria com uma terrível dor de ouvido. Fiquei quase que completamente surda de um dos ouvidos e no momento em que escrevo este post (dois dias depois da viagem) ainda sinto muita dor de ouvido e de cabeça.

Isto, porque pessoas com as mucosas inflamadas, com secreção, são propensas a ter esse tipo de problema. Aí juntando doente aqui com as consequências que a mudança de pressão pode trazer, o resultado pode ser desastroso.

Na teoria seria como se a pressão que deveria ser equalizada, não conseguisse fluir por causa da barreira causada pela secreção que deixam as vias aéreas mais estreitas. Isto é, o ar de dentro dos ouvidos não consegue sair e o ar do ambiente não consegue entrar, o que causa pressão no ouvido tendo, às vezes, dor como consequência, o que foi o meu caso.

Juro que nem pensei nisso antes. Minha única preocupação era a de ficar tossindo e as pessoas por perto acharem ruim, ou de piorar, porque a gente sabe que esses aviões da vida são cheios de germes, ácaros, bactérias e sabe-se lá mais o quê. Mas, de tudo o que poderia acontecer, foram os meus ouvidos que me judiaram mais neste dia.

Como resultado, como já contei, tive a incomum surdez transitória causada pela “viagem” de parte da secreção retida nas vias aéreas superiores que migram para o ouvido durante o voo. Normalmente, essa secreção seca e drena para fora dos ouvidos. Já eu, ainda estou esperando isso acontecer. 🙂

virus da gripe

Pensem na cena, eu passando pelo controle de passaporte quase que completamente surda do ouvido direito e com muita dor, além da rinite. Se eu fosse o agente da imigração nunca ia me aceitar no país deles. Mas, esse agente ficou até com pena de mim. E nem quis me fazer muitas perguntas.

Leia mais sobre controle de passaporte no post Missão Aeroporto – Como Não Ser Barrado na Imigração.

Viaje Melhor

Diante de todo esse perrengue que eu passei nessa viagem, resolvi dar umas dicas que podem te ajudar (caso você esteja na mesma situação que eu) a ter uma viagem melhor. Afinal, com saúde não se brinca.

O primeiro cuidado que você deve tomar, é garantir com o médico que você não tem nada mais grave do que uma gripe, resfriado ou alergia e que você só precisa se preocupar com isso.

Digo isso, porque em Curitiba estava tendo um surto de tuberculose e, neste caso, todo mundo no avião pode ficar doente. Tosses com mais de três semanas devem ser levadas a sério, e nesse caso, ir ao médico, é fundamental.

gripe

Já para a viagem é importante que você não esqueça alguns requisitos básicos.

  • Colírio Lubrificante – Se você usa lentes de contato e já voou de avião, sabe como o ar dentro dele é muito seco. Em casos mais raros a umidade relativa do ar pode chegar a 0%. Multiplique isso por horas e pense no resultado. Nada bom, não é?! Muitas pessoas já tiveram problemas sérios e bem dolorosos por conta da lente muito seca nos olhos. Então aquele colírio lubrificante para manter os olhos umedecidos é indispensável em uma viagem internacional.
  • Retire Lentes para Dormir – Se puder retirar as lentes para dormir, melhor. Eu, mesmo sem usar lentes, sinto sempre como se tivesse areia em meus olhos de tão ressecados que ficam. Geralmente leva uns dois dias para eu voltar ao normal.
  • Mastigue – Para aliviar os efeitos da mudança brusca de pressão, marcar chicletes é uma dica que me deram e que eu achava que era bobeira. Não é não! Assim como deglutir e tomar algum líquido, mastigar pode ajudar a melhorar os efeitos do voo, já que ajuda a desobstruir os canais auditivos.
  • Spray Nasal – Na sua passagem pelo médico já peça um spray para aliviar o desconforto no nariz e ouvidos durante o voo. Alguns sprays são bem fortes e tem contra indicações, portanto não compre sem a visita ao médico.
  • Beba Líquidos Quentes – Peça sempre chá para os comissários. Normalmente eles têm algum tipo e líquidos quentes vão ser muito bons para amenizar a tosse.
  • Se Alimente Bem – Ainda que não esteja com fome, faça todas as refeições. Aquele lance de deglutir deve ser praticado aqui. Acredite, isso pode fazer toda a diferença, além de te deixar mais forte para se recuperar mais rápido. Às vezes, quando estamos doentes ficamos sem fome e problemas como gripes, resfriados e mais a altitude, fazem a comida ficar insossa. Então, se prepare para comer algo bem sem graça. Insista!
  • Beba Muita Água – A dica de ouro mais básica e óbvia da vida: beba muita água para evitar a desidratação. O benefício é bem mais extenso  do que simplesmente hidratar. A tosse é aliviada, além do desconforto da pressão e por aí vai.
  • Roupas Confortáveis – Na hora de voar nada de saltos ou roupas desconfortáveis e apertadas. Isso não tem a ver só com o conforto. A possibilidade de trombose nas alturas aumenta absurdamente e você pode ter inchaço nas pernas também pela falta de movimentos. Você com gripe já tem problemas demais. Para não complicar, preze pelo conforto e pela saúde. Não tem como errar!

Essas dicas parecem simples, mas sua vida vai ficar bem mais complicada caso não siga toda elas. Ah! Leve também um creme para as mãos e para o rosto, além de algum hidratante para os lábios. Você vai me agradecer!

Se você sabe de alguma dica para ajudar em uma viagem mais confortável, compartilhe com a gente aqui nos comentários.

Até a próxima viagem!

KS.

 

Autor:

Jornalista curitibana, apaixonada por viagens e outras culturas, compartilhando a própria perspectiva sobre lugares, pessoas e costumes.

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