Publicado em Curiosidades, Viagem

A Magia das Cabines Vermelhas de Londres

A Magia das Cabines Vermelhas de Londres

Quem já foi para Londres e nunca tirou uma foto ao lado de uma das famosas cabines telefônicas vermelhas das terras da rainha, que atire a primeira pedra. Hoje eu conto aqui a história dessas belezuras que encantam quem por elas passa.

Cabine Vermelha Telefônica de Londres

Se você ainda não sabe, a primeira vez que eu fui para Londres eu tinha acabado de tomar a vacina contra a febre amarela. Isso porque, depois de lá, partiria direto para a sudeste asiático, com a primeira parada em Bangkok: o único lugar da face da terra que você tem que passar pelo Health Control (Controle Sanitário).

Mentira! Mesmo viajando para lugares que pediam a carteirinha internacional, com a vacina da febre amarela estampada, nunca me pararam, porque viam pelo meu passaporte que eu estava antes na Europa, onde moro.

Até em Bangkok onde me pararam não pediram a carteirinha, mas você tem que passar mesmo assim pelo controle e preencher um formulário, além de apresentar seu passaporte, claro.

Mas, esse não é o foco do post. Se você quiser saber mais detalhes sobre a vacina contra a febre amarela e os países que exigem que você a tome, acessa o post Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir. Lá eu te conto a minha epopeia quando fui uma das raras criaturas a ter reação à ela.

Depois de uns dias de molho, achei sacanagem estar em Londres e não poder aproveitar. Eu tinha uma semana para ficar por lá e não ia ficar presa naquele quarto de hotel completamente sozinha.

Foi quando juntei todas as forças do meu ser e levantei da cama. Meio podre ainda, mas não tinha jeito, eu ia ver alguma coisa de Londres ou mudava meu nome, ainda não sei para qual.

A Real Sobre Londres

Peguei um Uber e disse que queria ir para o Parlamento Inglês ou Elizabeth Tower, como preferisse. Depois de altos papos com o motorista Mohamed, me contando sobre sua imigração para a capital do Reino Unido, ele finalmente me largou na frente, claro que bem nessa hora começou a chover.

Mas, eu não estava nem aí. Eu queria mesmo era curtir o frenesi de Londres e não tinha chuva que me fizesse parar. Gente, Londres é, sem dúvidas, um dos lugares que mais gosto no mundo.

Eu estava eufórica para conhecer o cenário de tantos filmes de princesa da minha infância que me acompanharam até a minha adolescência. Para onde meus olhos pairassem, eu ficava em um estado de encantamento puro.

Foi quando ao caminhar sobre a ponte, depois de apreciar um escocês tocando gaita de foles, o Darth Vader performando com sua incrível espada, uma loja de souvenir encantadora, descobri que a parte da Elizabeth Tower onde fica o relógio de quatro faces e o sino – O Big Ben, estava em reforma e só ficaria pronto em “3079”, ou melhor 2021, fiquei super chateada.

Mas passou em três segundos, porque avistei os telefones vermelhos em “filinha indiana”. Ai que emoção gente! Ali, me dei conta de que estava em Londres. O chato de viajar sozinho é não ter com quer dividir essas coisas bobas. Mas, foi bom demais mesmo assim.

Cabines telefônicas Londres

Sim, eu estava lá do ladinho de uma delas garantindo a minha selfie. Mas, te garanto que não era só eu. Toda hora as cabines tinham um turista parando para fazer seu sonhado clique.

Acho meio esquisito pagar de turista sozinha, não sei porquê. Todo mundo me fala que não tem nada a ver, mas fico meio sem jeito. Mas, fazer o quê? Tinha que tirar a foto, não é? No fim nem doeu, mas podia ter alguém para tirar uma foto de corpo inteiro para mim. 😦

IMG_5905

Bom, mas eu vim aqui para contar a história dessas vermelhinhas, não é? Então vamos ao que interessa.

Como Ficaram Famosas?

Em 1924, o designer Gilles Gilbert Scott, foi convidado para participar da competição que definiria o novo modelo das cabines telefônicas londrinas, vencendo.

A partir de então, elas sofreram pequenas modificações, como por exemplo a cor, que segundo o design de Scott, seria prata, com interior verde azulado.

A cor então definida foi o Post Office Red, o vermelho tão conhecido, que pintou as Red boxes que começaram a aparecer pelas ruas de Londres e de outras cidades. Mas virou sinônimo da capital inglesa.

A cor creme também é vista em outras cidades e algumas estão em Londres, mas são bem raras.

Por que K6?

A série chamada K e o número que segue a letra, vem de Kiosk Nº1, que passou a ser designada somente K1. As versões seguintes seguiram a ordem numérica até a versão K8, após isso, começaram a ser chamadas KX. A versão que domina as ruas hoje é a K6, mas outras versões podem ser vistas mais raramente.

  • K1 – Foram os primeiros modelos criados. Eram de cor creme com algumas colunas em vermelho.
  • K2 – Essas já foram as projetadas por Gilles Gilbert Scott. Depois do concurso para criação das novas cabines, elas já eram basicamente as vermelhas que ficaram tão famosas. Scott se inspirara no domo do mausoléu de Sir John Soane que dava nome ao museu no qual Scott trabalhava.
  • K3 – Também projetada por Scott, foram idealizadas para serem mais baratas e possuem a cor creme da antiga K1. Duraram pouco e uma ainda resiste no London Zoo.
  • K4 – Produzida pelo departamento de engenharia da Post Office, a K4 teve caixa de postagem integrada e uma máquina para a compra de selos do lado de fora. Apenas dez exemplares ainda sobrevivem.
  • K5 – Não se sabe se as K5 chegaram a sair do papel. Seriam cabines para serem desmontadas e montadas para o uso em eventos.
  • K6 – O “Jubilee Kiosk“, ou “Quiosque do Jubileu”, foi construído para celebrar o Jubileu de Prata do Rei George V. Novamente desenhadas por Scott, o design é aquele que vemos ainda nas ruas da Inglaterra nos dias de hoje. Menor que a K2 e mais barata, com algumas outras alterações.
  • K7 – O arquiteto Neville Conder foi chamado para redesenhar a cabine em 1959. Mas, o protótipo não foi adiante.
  • K8 – Bruce Martin em 1968 apresenta o novo modelo feito em sua maior parte em vidro. Se por um lado resolvia problemas de iluminação, eram frágeis demais e logo foram descartadas. A cor era de um vermelho mais vivo, chamado de Poppy Red que passou a ser o padrão dali em diante.
  • Kx -Quando o Post Office foi privatizado, em 1981, se tornando British Telecom, foi anunciado que as cabines telefônicas vermelhas seriam todas pintadas com a cor da companhia, o amarelo. A reação da população não poderia ser pior e a British Telecom teve que ceder. Kx, foi o nome dado à série com subsequêntes melhorias feitas nas cabines, como acesso a cadeira de rodas, por exemplo.

O Futuro das Red Boxes Está Traçado?

As más línguas dizem que os dias dessas caixas vermelhas estão contados. Será mesmo? Eu escuto isso acho que desde 2016 e no ano passado (2018) quando estive lá, por onde eu andei lá estavam elas lindas e super vermelhas.

Isso porque nada menos do que 2000 delas belezuras são protegidas devido sua importância histórica.

Apesar de que me surpreendi ao já avistar umas de cores diferentes: pretas e verdes. Parece que as pretas vieram para substituir as vermelhas, mas com algumas melhorias. Elas agora tem wi-fi aberto ao público. Sempre via alguém encostado em uma delas e com o celular na mão.

Elas tem basicamente a aparência das vermelhas. O que muda é a cor, que é preta. Além de internet free, display touch com mapa interativo e um telefone, obviamente.

As Green Box, são as cabines verdes. Elas são mais um complemento com outra finalidade, a de carregar celulares com energia solar (por isso são verdes). Basta assistir a vídeos promocionais que você consegue carregar seu telefone de graça.

Mas, Londres sem as famosas caixinhas vermelhas, não teria a mesma graça. Elas representam a cidade e são lindas demais. Após uma campanha, muitas delas foram vendidas por 1 Euro e foram transformadas em quiosques de vários tipos. Desde vendas de souvenirs, biblioteca e até floricultura.

Achei criativa a nova designação para que elas se mantenham na cidade, porém com uma nova função.

E você, o que acha das Red Boxes inglesas? Conta aí nos comentários.

Kisses

KS.

 

 

 

 

 

Autor:

Jornalista curitibana, apaixonada por viagens e outras culturas, compartilhando a própria perspectiva sobre lugares, pessoas e costumes.

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