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A Geração Que Não Sabe Esperar

A Geração Que Não Sabe Esperar

Telefone nas mãos em qualquer cidade ou país que já estive. Essa é a imagem que me vem a mente agora. Até mesmo nos lugares mais rústicos e nas mais bucólicas paisagens, em algum canto que se olhasse o smartphone despontaria em algum momento supremo. Mas afinal, o que isso tem a ver com ser, de fato, a geração que não sabe esperar?

Quando eu me refiro a geração, incluo todos os que vivem nesta era da tecnologia, pois essa “síndrome” não afeta só os mais jovens não. Há aficionados pela tecnologia de todas as idades.

A questão é tentar entender porque todo mundo precisa ter um  aparelho nas mãos. Por que as pessoas escolhem ver o mundo por meio de um telefone celular, do que olhar direto para a paisagem e desfrutar sua beleza real e pura?

O mundo visto pela lente do celular

O tempo hoje passa que a gente nem vê. Por que antes a sensação era de que ele não passava nunca? Será porque tinhamos que inventar coisas para passar o tempo e hoje não sobra tempo para tudo o que temos para fazer?

Aposto que você já foi ao banheiro com o celular na mão, ou já ficou usando o celular durante um jantar com os amigos. Ou ainda quase tropeçou por não tirar os olhos da tela.

Hoje temos a necessidade de sermos onipresentes. Estamos em todos os cantos do mundo sem sair do lugar. Mas isso também cansa.

Para isso vamos tentar fazer uma breve linha do tempo de como nossos ascendentes faziam para se divertir ou fazer de seu tempo algo produtivo. Assim vamos tentar entender o porquê as pessoas de hoje não sabem esperar.

Passatempo

Quando você lê livros mais antigos sobre romances da época de nossos avós e bisavós você consegue ter uma noção clara de como as pessoas de outrora usavam o seu tempo e o que costumavam ter como passatempo.

As mulheres tricotavam, tomavam chá com as amigas, saíam para as compras quando sua situação financeira permitia. Iam dar uma volta para ver o movimento da rua e davam uma parada na confeitaria pelo caminho. Outras se voluntariavam para ajudar a cuidar dos enfermos e crianças.

Já os homens se reuniam em suas casas ou clubes para fumar seus charutos, jogar cartas ou outros jogos, andar a cavalo, fazer apostas ou coisa do tipo.

Para viajar para algum lugar, os animais eram os meios de transporte, portanto dependia do passo do animal para saber quando chegaria ao seu destino.

Não era possível saber das notícias que aconteciam nem na cidade vizinha em tempo real, quanto mais em outro país ou continente. Quando os primeiros jornais apareceram, falavam sobre coisas irrelevantes em termos de comunicação global.

Quando essa comunicação de fato começou a se estabelecer, o jornal demorava meses para atravessar o oceano e chegar em cantos mais remotos. Afinal, não tinha como postar online, ou mandar via e-mail. Já que a internet ainda era algo que não era palpável por assim dizer.

Televisão

Com a chegada dos anos 60, ela se tornou a babá, a melhor amiga, a companheira, pois possuía todos os atributos que os passatempos anteriores tinham e muito mais. Por isso ela passou a fazer parte integral da vida das pessoas. Era a nova protagonista da casa. Sim, estou falando da televisão.

Essa foi a primeira grande tecnologia depois do rádio que teve realmente impacto na questão do entretenimento na vida das pessoas. As vozes gravadas nos rádios, se transformavam em telenovelas e depois outros programas. Assim a audiência foi crescendo conforme o aparelho foi se popularizando.

Por vezes, ela era compartilhada por amigos, vizinhos e desconhecidos a fim de desfrutarem do entretenimento no seu mais elevado grau de fixação e de ficção até o momento. A sala virava um cinema.

Afinal, as primeiras televisões eram privilégios somente dos mais abastados, como aconteceu depois com os primeiros celulares, até a sua democratização de fato.

Hoje a palavra passatempo é bem ultrapassada. O tempo não passa mais, ele voa, sem a necessidade de fazermos nada para ele seguir seu curso na maior velocidade possível.

Com a multiplicação da tecnologia, as opções se tornaram inúmeras e tudo ficou ao alcance de um clique.

Hoje aquela antiga TV foi descartada. As que sobraram viraram peça de decoração ou foram substituídas pelas SMARTV’s, capazes de desempenhar as funções mais impressionantes possíveis.

Televisão antiga

Mais do que as potentes e modernas televisões, hoje em dia, reinam absolutos os aparelhos individuais de smartphones. Foi-se a época de brigar pelo controle da TV. Ou dividir a sala com o restante da família.

Cada um agora vai para seu quarto e não precisa dividir mais nada. Cada um faz o que quer no seu próprio telefone que virou uma extensão do corpo humano. E é só dele e de mais ninguém. A senha, que é a primeira coisa a ser inserida no celular após a compra, não me deixa mentir.

Celular ou Acompanhante?

As paisagens são limitadas a lente da câmera. Ninguém aproveita mais o momento sem a necessidade de registrá-lo, para o quanto antes compartilhar com o mundo virtual. O que importa naquele momento é o recorte feito pela tela do celular que dá a sua versão da realidade.

Recorte Momento Foto

Aqui aquela máxima de que a tecnologia aproxima quem tá longe, mas afasta quem está perto se torna realidade constante.

O medo da solidão ou talvez de perder a última foto ou “bafo” do momento, faz com que as pessoas deslizem seu feed à exaustão.

O imediatismo, a ânsia de alcançar o objeto de desejo, seja ele algo ou alguém, nos torna a geração dos apressados. Esse alto nível de stress e ansiedade não poderia ter um resultado diferente.

Crianças inseguras, diante de expectativas inatingíveis e sem domínio próprio, tornam-se serem humanos distraídos e incapazes de viverem, ou quem dirá, apreciarem o momento.

O medo da solidão é tão constante que ir ao banheiro sem o celular causa uma sensação de que está faltando alguma coisa. Sem contar esse aparelho tão pequeno tem todas as respostas do mundo em uma rápida pequisa nos mecanismos de buscas, mas elas são muito mais do que um indivíduo é capaz de processar.

Por volta de 3 anos atrás, mandei meu celular para o conserto e decidi ficar desconectada por um período maior, algo em torno de uns 20 dias. Sendo assim, excluí o acesso às redes sociais pelo computador também.

Foi uma experiência curiosa. Nos primeiros dias, tive quase que uma abstinência. Ficava inquieta e incomodada. Tinha a todo o momento que procurar algo para me distrair e a televisão voltou a ser minha companheira no fim do dia e em momentos mais solitários.

Era como se eu estivesse por fora do que estava acontecendo. A ausência nas redes sociais me fez com que eu não pertencesse ao círculo de amizades distantes ao qual as redes sociais me garantiam a adesão.

Midia Social

Fiquei me perguntando se houvesse uma pane mundial, como essas que deixam as pessoas alvoraçadas, enfurecidas e revoltadas com um possível bloqueio do WhatsApp ou uma instabilidade no Facebook ou Instagram. Acredito que as pessoas enlouqueceriam, o que me faz pensar que a tecnologia é um caminho sem volta.

Bom, depois voltei a usar o telefone e as redes sociais, acredito que de maneira mais consciente. Não pude evitar de me sentir novamente “parte do jogo”, mas também não posso negar o quanto me fez bem escolher estar ou não nele.

Saber que posso viver sem essa extensão do meu corpo me fez ter um maior auto conhecimento. É inevitável não me lembrar de Zygmunt Bauman. Um sociólogo que brilhantemente nos anos 90 descreveu com impressionante lucidez o mundo moderno – ou pós-moderno,  se assim o desejar:

em uma vida moderna líquida não há laços permanentes, e qualquer coisa que seguramos por um tempo deve ser amarrada vagamente para que os laços possam ser desatados novamente, tão rápido e tão facilmente quanto possível, quando as circunstâncias mudarem”

Se Não Teve Foto Não Aconteceu

Quantas pessoas atravessam as ruas sem tirar os olhos da tela dos telefones, correndo o risco de serem literalmente atropeladas. Outras estão diante de uma paisagem de tirar o fôlego, mas o que importa é mostrar para outra pessoa, porque se eles não virem não vão acreditar que é verdade.

Quem nunca ouviu algum espertinho dizendo que “se não teve foto não aconteceu”? Afinal, vivemos uma época em que tudo que fazemos deve ser corroborado com uma foto nas redes sociais. Nem namorado você pode afirmar que tem se não tiver uma foto estampada do “mozão” no Instagram.

Um dia eu estava falando sobre um lugar em que estive que era realmente maravilhoso, mas não tive oportunidade de tirar nenhuma foto e ouvi que era muito estranho eu ter estado naquele lugar e não ter feito fotos.

Se isso tivesse ocorrido há uns anos provavelmente eu não seria inquirida quanto às fotos que não tirei ou tirei e não eram exatamente como vi. Simplesmente porque antes não havia a facilidade de obter um click como há hoje. A minha vontade ou capacidade de registrar não é mais levada em conta.

Outro dia tirei uma foto de um céu absurdamente rosa, pensa na minha decepção quando me dei conta que meu celular não era fiel ao que eu realmente estava vendo.

Céu rosa

Em alguns momentos vou estar tão absorta ao momento e ao cenário que posso me esquecer de registrar ou não ter meios de fazê-lo e preciso estar bem quanto a isso. Gosto muito de compartilhar as minhas experiências, mas jamais terei isso como obrigação.

O grande problema é que vivemos em uma sociedade que tem que provar tudo o tempo todo para todos e a si mesmo. Talvez seja a hora de tentar levar a vida mais leve, curtir aquela viagem dos sonhos sem ter a obrigação de mostrar que você chegou lá.

Fazer uma paralelo da sua vida com as redes sociais incessantemente não pode ser saudável. Ainda que nosso trabalho seja “online” precisamos nos desconectar dessa realidade virtual em algum momento e desfrutarmos do que a vida tem para nos oferecer de forma real.

Autoconfiança é uma coisa escassa atualmente e quando você se vale dela, você passa a desfrutar de coisas surpreendentes, pois agora você é testemunha ocular de sua própria vida. Com isso, você passa a ter o controle dela, mas isso talvez demande mais esforço. E mais uma vez citando Bauman:

Não parece haver esforço na parte virtual de nossos vidas. Para mudar o mundo, os jovens precisam trocar o mundo virtual pelo real.”

E você o que pensa dessa ânsia em que vivemos o tempo todo esperando por algo que nem sabemos o que é ou se vai acontecer?

Deixe seu comentário e conte para a gente como é sua relação com a vida virtual.

Até o próximo post!

KS.

 

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O Que Você Precisa Saber Antes de Viajar Para o Exterior

O Que Você Precisa Saber Antes de Viajar Para o Exterior

As coisas podem ser difíceis se você decide mudar para o exterior em diversos aspectos e cada um tem que saber lidar com isso à sua maneira. Existem algumas coisas que você precisa saber antes de viajar para o exterior ou mudar definitivamente.

Dicas Práticas Para Viajar Para o Exterior
Quando você viaja um mundo novo se abre para você

Seja uma viagem de férias ou uma mudança “definitiva”, existem fatores que devem ser levados em consideração quando você decide deixar o país. Desde situações práticas, até medidas que vão lhe ajudar a ter uma viagem tranquila ou lidar com a mudança e se adaptar à nova cultura.

Leia também Choque Cultural – As 4 Fases Que Você Deve Vencer

Um clichê de que vou me valer nesse post  é “o seguro morreu de velho”. Afinal, usando mais um, “é melhor pecar pelo excesso”! Então preste atenção nos detalhes para não se deparar com armadilhas que você poderá perceber somente quando já for tarde demais.

Investindo No Lado Emocional

Nem só de razão vive o ser humano. O lado emocional pode ser um fator decisivo na hora de decidir passar um tempo a mais sob os ares de outra cultura e ele não deve ser deixado para escanteio de forma alguma.

Lado Emocional
Não dar atenção ao lado emocional pode ter consequências inesperadas

Procurar se adaptar à sua nova situação pode ser crucial, até para que você decida se vai ficar ou não no lugar escolhido. Criar expectativas muito fantasiosas pode causar um tombo do qual talvez você não consiga se recuperar tão rápido.

Neste momento você já tem uma cultura diferente inteirinha para se adaptar, essa NÃO é a hora de inventar moda e piorar as coisas para o seu lado. Por isso, é importante tomar cuidado com isso.

Mas, o que você quer dizer com isso Kacau? Eu quero dizer o seguinte: se você mora sozinho durante muito tempo no Brasil, venha morar sozinha (difícil à beça também).

Ainda que você tenha um (a) namorado (a) sensacional, e queiram viver juntos eternamente, ou aquela amiga que é quase uma irmã, nem pense em dividir o mesmo teto que eles sob novos ares.

Isso mesmo que você leu! Ah, mais com alguém é sempre mais fácil. Se for seu marido ou alguém com quem você já more junto no Brasil, está tudo certo. Mas, essa não é a hora de testar se o amor e a amizade de vocês são fortes e verdadeiros o suficiente.

Ainda que seja, não há amor que resista a tanta mudança e adaptação. Gente, morar fora não é brincadeira não. Pergunta para pessoas que tiveram que mudar suas vidas completamente de uma hora para a outra a quantidade de perrengue e sentimentos pelos quais passaram.

Imagine viver 24 HORAS por dia ao lado de alguém que você não convivia antes, portanto não sabe nada sobre seus costumes, hábitos e principalmente DEFEITOS, que neste caso vão pesar muito mais.

Debaixo de uma pressão que já não é pequena, esses defeitos podem tomar uma proporção astronômica. E o que era conto de fadas pode virar um thriller bem pesado.

Morando junto Briga

Na minha época de faculdade, após tentar por uns longos dois meses morar com uma moça, decidi que nunca mais dividiria apartamento com um estranho. Nada contra ela, que tinha seu próprio modo de viver.

O problema é que já no Brasil o choque cultural que existe entre as regiões foi, para mim, pior do que quando mudei de país. E também, não tem nada melhor do que seu canto, suas coisas, sua maneira de agir ou lidar elas.

Ser obrigado a se adaptar e ainda mudar seus hábitos, pode significar muito stress e desencadear problemas mais sérios sem que você perceba. Portanto, minha dica nesse caso é para que você tenha cautela e tente mudar o menos possível a forma como vivia antes.

Eu aconselho você a NÃO SE ISOLAR. Criar conexões vai te ajudar a manter uma rede de apoio que pode significar a indicação para um emprego, tirar dúvidas, te ajudar a se acomodar e a entender melhor o estilo de vida local.

Se achar que está sobrecarregado talvez seja a hora de falar com um terapeuta. A terapia pode te ajudar a lidar melhor com suas emoções e canalizá-la para outras coisas mais produtivas. Praticar esportes e ter uma rotina ativa, vai fazer toda a diferença na sua qualidade de vida.

Faça caminhadas ou corridas diárias. Isso vai te ajudar a se familiarizar com a região que você mora e de quebra, deixar as doenças e o stress bem longe. Yoga e meditação são técnicas sensacionais se você prefere ficar em casa, sem deixar de cuidar do seu corpo.

Aprenda o idioma local. Eu mesma, já perdi oportunidades ótimas assim que cheguei na Suíça, porque moro no cantão alemão. Tive uma imensa dificuldade de aprender o idioma porque apesar de eu aprender alemão na escola, nas ruas você pratica o suíço-alemão.

Mas, ainda assim acho válido aprender o alemão aqui, já que nas escolas, empresas, o alemão é mais usado, ainda mais porque vai ter gente de todos os cantos do globo. O inglês me salvou e me salva todos os dias quando não entendo o que está sendo falado, mas, é sem dúvida muito importante não se limitar a ele, caso não seja o idioma do país escolhido.

Enfim, não é tão fácil assim mudar de cidade, quanto mais de país. Mas, te garanto que tem sim seu lado positivo. Nesse post Morar Fora é Bom?, eu falo mais sobre como é mudar de país, corre lá e aproveite para saber mais sobre esse novo mundo que se abre para você.

Usando a Tecnologia a Seu Favor

Lembra daquela máxima “a tecnologia separa quem está perto e une quem está longe”? Pois é, essa é a hora de se valer dela. Com tantas ferramentas disponíveis para entrar em contato com aqueles a quem amamos, neste momento ela será de extrema valia.

Usando a tecnologia a seu favor

Portanto, se joga! Skype, WhatsApp, Telegram, FaceTime, Facebook, Instagram, não importa o nome da ferramenta que você vai usar para falar com familiares e amigos, apenas fale!

Lembro quando eu e minhas duas irmãs éramos pequenas e meu pai morava do outro lado do globo. As ligações tinham que ser muito rápidas, porque eram de um valor absurdo.

Para podermos falarmos mais, nos comunicávamos por meio de cartas. Sim, CARTAS! Como sinto saudade delas. Além de escrever, desenhávamos nas cartas, ou investíamos em saudosos papeis de carta, a fim de demonstrar todo o nosso amor ao papis.

O mais engraçado, é que naquela época, o preço do envio era determinado por peso, mas não como hoje que o peso é medido por níveis. Antes era o peso específico daquela carta e o valor era calculado baseado nisso.

Sendo assim, a carta tinha que ser o mais leve possível para ficar mais barata e para isso escrevíamos à lápis. Exatamente! A tinta da caneta pesa mais… 🙂

Carta escrita a lápis.jpg

E também tinha o lance da espera. Não existia Sedex 10 ou Sedex Hoje. Eram dias e mais dias de espera até receber ou ter sua carta recebida no destino. Às vezes, a gente até esquecia que tinha mandado e só lembrava porque chegava a carta-resposta.

Hoje em dia, se você dispõe de ferramentas modernas e, principalmente, com custo baixíssimo ou até zero, não economize. Escolher pelo isolamento, nesse primeiro momento, pode ser muito doloroso e isso pode fazer toda a diferença em como você vai seguir em frente (ou não).

Se Sua Viagem é de Férias ou a Trabalho Não Esqueça de:

1. A esta altura o visto já deve estar pronto. Mas, se você por acaso ainda está planejando a viagem, leia este post sobre os Países Que Precisamos ou Não de Visto de turismo. Essa é sem dúvidas a primeira medida a ser tomada quando você decide o destino que quer viajar.

2. Desbloquear o cartão de crédito para uso fora do território brasileiro é indispensável se você pretende usar seu cartão no exterior. Você pode fazer isso direto na sua agência ou pelo aplicativo. É super simples e, acredite, pode salvar sua vida. No post Aplicativos Úteis Na Sua Viagem, eu dou dicas de outros aplicativos que podem te ajudar muito.

3. Trocar dinheiro pela moeda local. Em toda a viagem você precisará levar uma quantia de dinheiro local. As ATM’s (Automated Teller Machine), o mesmo que os nossos caixas eletrônicos para saques, geralmente tem uma taxa ruim, então o ideal é levar dólar para trocar pela moeda que vai precisar em casas de câmbio que você pode pesquisar previamente. Normalmente as do aeroporto não tem boas taxas . O Real é muito difícil de trocar e geralmente quando você encontra um lugar que o faça, a taxa de câmbio nunca é favorável.

4. Levar remédios para o período todo que ficará fora. Por conta das leis de cada país, um remédio que no Brasil é comprado sem receita pode ser de uso controlado fora do território nacional. Portanto, leve com você a prescrição do seu médico caso seu remédio exija e leve a quantidade para o período inteiro. Acredito que ninguém quer ficar sem um remédio que precise durante uma viagem. E vai ser bem difícil conseguir em uma farmácia mesmo os remédios que no Brasil são vendidos sem receita.

Primeiros socorros para viagem

5. Vacinas. Alguns países solicitam dos brasileiros vacina contra a Febre Amarela. Mas, não adianta aquele comprovante de vacinação do postinho. Você precisa ter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Confira como tirar o seu neste postVacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir. A antecedência aqui deve ser de no mínimo 10 dias, mas eu recomendo uns 15 para garantir que você esteja bem caso tenha reação à vacina.

6. Sabia que no Brasil é possível solicitar o desligamento de serviços básicos UMA VEZ AO ANO, sem taxas extras por isso? Por isso, recomendo progamar o tempo de desligamento destes serviços com antecedencia, pelo período que ficará fora. Assim, você não paga por um serviço que não vai usar. Isso vale para a TV a cabo, internet e telefone também. Caso opte por não desligar, não esqueça de remover os plugs das tomadas. Além de economizar energia, evita danos em caso de pane elétrica e raios.

7. Esvaziar a geladeira e as lixeiras. Viajar é uma delícia, mas voltar para casa é sempre bom. A não ser que você tenha esquecido desta dica. Imagine chegar em casa com um cheiro horrível de lixo e ainda se surpreender com a comida que estragou na geladeira em caso de queda de energia ou coisa parecida? Melhor garantir, esvaziar tudo e deixar tudo desligado.

8. Pagamento das contas. Nunca é demais lembrar que as contas devem ser pagas com antecedência ou programadas em débito automático a fim de evitar surpresas  desagradáveis na volta, assim como pagamento de juros por atraso. Caso não possa deixar a conta em débito automático, não esqueça de pedir para alguém de confiança fazer os pagamentos.

9. Cópia dos documentos solicitados na imigração, como reserva do hotel, passagem aérea e seguro saúde. Isso vai garatir que seu passaporte e outros documentos originais estejam seguros no cofre do hotel. Com exceção da carteira de motorista, caso queira dirigir no exterior, que deverá ser a original.

10. Não esqueça de pedir àquele vizinho maneiro colocar água nas suas plantas e alimentar aves, peixinhos ou outros animaizinhos que você tiver. À essa altura eu espero que você já tenha providenciado um lugar para seu pet que não pode ser deixado sozinho.

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Se Sua Viagem é Para Morar Fora

1. A primeira coisa que eu aconselho se você vai morar fora é deixar uma procuração pública delegando amplos poderes para alguém em quem você realmente confie. Isso vai te ajudar a resolver problemas no Brasil por meio de um representante e não precisará voltar ao Brasil sempre que tiver algum assunto urgente para resolver.

2. Defina o lugar que vai morar com antecedência. Você economiza muito mais alugando um apartamento e pagando por mês, do que ficando no pior hostel da cidade pagando por dia. Sendo assim, minha recomendação é pesquisar o lugar, se informar sobre o bairro e a vizinhança e já fechar o contrato antes da viagem, tomando as medidas e garantias necessárias neste caso, é claro. Golpe existe em todo o globo, acredite em mim.

Home Sweet Home

3. Diferente de viagem de turismo, acredito que todos os países do globo exigem visto de residência. E como já falei lá em cima, a essa altura o visto já deverá estar estampado no seu passaporte. Portanto, se é visto de trabalho, de estudante, de investidor ou seja lá qual a modalidade que você está optando, recomendo tirar no Brasil diretamente na embaixada do país de destino. As coisas se complicam bastante quando você diz no momento da imigração que vai passear quando na verdade está indo para morar. Tenha em mente que os agentes fazem isso todo dia o tempo todo e sabem exatamente como te fazer cair em contradição. Leia mais sobre isso no post Missão Aeroporto – Como Não Ser Barrado na Imigração.

4. Depois de você decidir que realmente vai ficar no país escolhido, tenha em mente de que a sua ambientação no país não será tão fácil como parece e qualquer situação pequena que aconteça vai fazer você pensar imediatamente em voltar para casa. Muita calma nessa hora. Se você chegou até esse ponto é porque já passou por muita coisa. Então siga em frente e não se desespere. Em algum momento as coisas vão melhorar. Leia esse post “Não Me Toque” que você vai entender melhor o que se passa na cabeça dos estrangeiros e assim conseguir lidar melhor com essa situação.

5. Pesquise sobre o destino. Leia tudo que puder e o que não puder sobre ele. Os hábitos, costumes, maneiras de agir. Tudo deve ser analisado para evitar situações embaraçosas ou até problemas maiores. As leis do país devem estar na ponta da língua. Afinal, você não vai querer quebrar nenhuma, certo?!

viajar faz bem

Eu sei que é muita coisa para pensar, mas com planejamento feito com certa antecedência as coisas fluem e acaba nem sendo tão difícil assim. Na minha primeira viagem longa em que passei 3 meses na Ásia, quase desisti.

Mas quando você foca, as coisas desenrolam e você percebe que todas estas questões são práticas e relativamente simples de serem executadas.

Sendo assim, desejo uma excelente viagem e muito sucesso em seu futuro, caso a mudança seja definitiva.

Vejo você no próximo post!

Bjokas.

KS.

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Você Sabe o que é Cidadania?

Você Sabe o que é Cidadania?

Capacidade crítica sempre será uma coisa boa. Mas, talvez o senso do seu vizinho seja mais apurado que o seu, ou esteja cem anos luz atrasado. Quem está certo e quem está errado? Ninguém. Todos tem os mesmos direitos e deveres, portanto merecem ser respeitados. O nome disso é CIDADANIA.

Cidadania

Não existe possibilidade de escolher a quem respeitar, ainda que você não concorde. Você também não tem obrigação em relação à decisões alheias. No entanto, o respeito é devido em qualquer área da vida.

Seja na área profissional, respeitando os seus chefes e os seus subordinados. Seja na religião, respeitando os líderes, os fiéis ou a fé alheia. Ou mesmo na falta de uma religião, respeitando o fato de que não acreditar em nada já é uma crença por si só.

Seja nos restaurantes, tratando a pessoa que vai te servir com a maior cortesia possível. Afinal, ela está em posse da sua refeição e pode fazer o que quiser com ela. Mas, ainda se não pudesse, o respeito é devido de qualquer forma. Entende?

Gente, vocês devem estar se perguntando porque estou falando isso. Não tenho a intenção de dar lição de moral em ninguém. Até porque eu mesma cometo erros diariamente. Ainda mais vivendo em um país completamente diferente do Brasil.

Aqui na Europa, você descobre finalmente a cidadania. Segundo o site Wikipédia, cidadania é a prática dos DIREITOS e DEVERES de um(a) indivíduo (pessoa) em um ESTADO. Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, uma vez que o direito de um cidadão implica necessariamente numa obrigação de outro cidadão.

O mesmo para todos

Portanto, fica fácil entender porque nós brasileiros temos a dificuldade de exercer a cidadania em nosso próprio país, já que não temos os direitos garantidos na prática e ficamos com uma carga enorme de deveres.

Apesar de esbarrar na política, meu objetivo com esse post não é esse. Mas sim, mostrar como seguir as normas e cumprir com seus deveres como cidadão, pode trazer benefícios visíveis em sociedades onde a EDUCAÇÃO é um dos principais pilares.

Desligar o telefone no cinema, por exemplo: gente não é só o barulho do telefone que incomoda, ler mensagens e acender aquela luz na cara dos coleguinhas toda hora, também não é nada legal.

Atravessar na faixa e sempre esperar o sinal abrir para você seguir seu caminho lindo, leve, solto e VIVO. Sempre fico impressionada quando visito países que levam isso a sério.

Aqui na Suíça e em Cingapura vi isso claramente. Ainda que não venha nenhum carro lá no horizonte, todos esperam até o homenzinho verde acender para cruzar a faixa. Isso quando tem semáforo.

Normalmente o pedestre se dirige a faixa e atravessa sem se preocupar já que tem certeza de que o carro vai parar e esperar ele passar.

O contrário acontece muito no Brasil e em outros países mais pobres da Ásia, onde o trânsito é uma loucura e atravessar a rua, uma aventura.

Tudo bem que na Inglaterra também tive esse “probleminha”, já que com os sentidos invertidos, tinha que prestar muita atenção para que lado olhar e só depois atravessar em segurança. 🙂

Sempre aprendendo

Esses deveres e uma porção de outras coisas que uma boa dose de bom senso é capaz de dar conta, trazem enormes benefícios para a sociedade e o cidadão tem retorno de forma imediata.

Como é bom ver as coisas funcionando em seu favor. Um exemplo disso na Suíça são as estradas. Os impostos aqui são definitivamente carérrimos, mas eu nunca vi um buraco nas estradas por aqui. São verdadeiros tapetes e se aparecer um buraco e causar dano ao seu carro, o Estado te indeniza.

As multas para quem cruza a faixa contínua na Suíça, podem custar caro e até a sua licença para dirigir por um longo tempo. E, apesar de SIM, terem pessoas que quebram as normas, a comparação seria absurda em relação ao Brasil e outros países chamados de “terceiro mundo”.

No bairro aonde moro em Zurique, você paga até para descartar o lixo que acumula. Você tem a opção de não pagar, mas tem que ir bem mais longe e algumas vezes fica inviável.

Da última vez meu descarte custou CHF 0,28 centavos. Você pode pagar com o cartão de crédito e depois de aceitar seu pagamento a lixeira abre, acredita nisso?

Os supermercados são obrigados a recolher garrafas PET e copos plásticos em geral. Vidro na Suíça se separa por cores: verdes, marrons e transparentes. Papel e papelão são descartados em dias e locais diferentes. Percebe aonde entra o dever do cidadão?

Tudo parece muito complicado e dispendioso. Mas, com todo o retorno que temos aqui, você liga a cidadania no automático e tudo fica mais fácil. Tanto para o outro quanto para mim.

Justiça Social

Justiça

Quando você vê a cidadania acontecendo, as diferenças entre as pessoas ficam muito menores. E não estou falando da extinção do preconceito ou afins, porque isso existe e muito aqui na Europa em geral.

Estou falando da desigualdade social, mas em seu sentido mais amplo. Não me refiro ao lugar em que nos encontramos na pirâmide social no sentido financeiro. Mas, enquanto membro de uma sociedade e o quanto o Estado colabora para dar o mesmo tratamento a todos os cidadãos.

Digo que o tratamento justo é ofertado a todos de forma homogênea. As condições são pensadas justamente com base nas diferenças. E digo isso maravilhada mesmo, quando vejo a quantidade de pessoas com deficiências que circulam pelas ruas o tempo todo sem nenhuma dificuldade.

Mulheres com carrinhos de bebê por todo canto. Idosos indo ao supermercado e pegando ônibus, metrô. E quando digo idosos, me refiro a pessoas de 80, 90 anos. Até os cachorros aqui tem acesso livre aos metrôs e ônibus. E se bobear se comportam melhor que muitos humanos por aí.

Mas, para isso você paga imposto para ter um animal e deverá ir a um curso para ensinar seu cão a se comportar. O resultado é que você não vê cães abandonados nas ruas. Ter animal de estimação aqui é coisa séria.

Leia mais curiosidades no post 20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça.

Salão de beleza aqui é para quem pode. E na verdade a maioria esmagadora pode, só que alguns têm prioridades diferentes. É muito caro fazer as unhas aqui, por exemplo. Porque a manicure é bem paga pelo trabalho que oferece. E a diferença salarial entre homens e mulheres é inexistente.

Homem igual a mulher

As diferenças salariais aqui são muito menores que no Brasil e não existe “supersalários” para políticos. Tanto a manicure, quanto o vendedor da loja, o jornalista e o médico, tiveram que fazer escola para exercer sua profissão.

Em um país em que a maioria pode comprar uma BMW, mas preferem usar a bicicleta, a palavra cidadania ganha significados mais amplos. A consciência da sua obrigação, você aprende desde o jardim de infância e fica mais fácil entender seu papel na sociedade.

Percebo aqui que a pressão sobre qual profissão seguir é menor, já que isso não definirá se você será muito rico ou muito pobre.

Isso significa que acho horrível morar no Brasil? Sinceramente? A resposta é NÃO. Eu amo meu país, especialmente minha cidade natal, Curitiba. Mas, pelo menos por enquanto, estou meio mimada com a palavra CIDADANIA. Quem não estaria?

E você? O que acha de praticarmos a cidadania desde as pequenas coisas. Nós somos fator determinante na transformação do espaço em que vivemos.

Luta e liberdade

 

Se cada um fizer um pouquinho, no final das contas temos um montão. É aquela velha máxima de que “uma andorinha só não faz verão”!

Até o próximo post!

Bjokas

KS.

 

 

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Morar Fora é Bom?

Morar Fora é Bom?

Muita gente tem o sonho de morar fora, acha que tudo vai ser a maravilha que viu nos filmes e que a vida será de cinema. Não digo que não é bom, mas o mar de rosas pode se tornar um lago bem gelado.

Eu planejava morar em outro país quando fosse um pouco mais velha, mas aconteceu antes do esperado. Acho que isso te muda como pessoa, te torna melhor, mas toda mudança exige um certo empenho.

Você vai precisar abrir mão de muitas coisas que aprendeu e praticou a vida inteira. Em alguns momentos o estranhamento será tão intenso, que a vontade de voltar para casa vai ficar te rodeando durante longos períodos.

Morar fora preconceito

Quando o assunto é se adaptar a outro país existem choques que você tem que enfrentar. Alguns você vai tirar de letra, outros nem tanto. Se você tem alguém para te guiar com paciência tudo será mais fácil, mas se não tem, acredito que será bem mais sofrido.

Em primeiro lugar quero lembrar que essa é a MINHA experiência morando fora. E que pode ser completamente diferente com você. Quero lembrar também que passar uma temporada fora do país nada tem a ver com se estabelecer de fato em outras terras.

Já morei em outro estado quando cursava a faculdade de Jornalismo, e apesar de sofrer com vários problemas de choque cultural na região onde me estabeleci por quatro anos e meio.

Ainda assim, lá não tive que abrir mão do meu idioma, da minha maneira de agir, apesar de também ser julgada por isso e muitas outras coisas. No fim das contas, as férias eram meus melhores dias.

Quando você realmente mora fora, as férias continuam sendo maravilhosas, mas aí vem outros problemas como vou contar mais adiante: o não pertencimento.

Como você pode ser afetado

Morar fora comportamento

  • Descobrir como separar o lixo e como descartá-lo no lugar certo pode ser um desafio e tanto. Papel, papelão vidro (separado por cores), e orgânico podem ter dias e lugares diferentes de descarte. E, muitas vezes, você passa por isso.
  • Saber como lidar com as pessoas é um dilema. Às vezes você acha que está fazendo tudo certo, mas na verdade está tudo errado.
  • Limpar a casa na Europa e EUA é completamente diferente da forma que fazemos no Brasil. Nesses lugares água é a última coisa que você vai precisar.
  • Você não vai encontrar facilmente nos supermercados as mesmas coisas que estamos acostumados a ter no Brasil. Desde comidas, até produtos de limpeza e higiene pessoal.
  • O mesmo acontece nos restaurantes. Pode ser que você ame o que eles servem, pode ser que você odeie.
  • Apesar de eventualmente você se acostumar com a paisagem, com a arquitetura e com o modo de vida, sempre algo vai te saltar os olhos e te surpreender.
  • Coisas que você achava que ia amar, você vai descobrir que não é tão bom assim. Afinal, nem tudo são só flores.
  • A solidão vai bater pesado, mesmo que esteja rodeado de pessoas. E vai ser difícil descobrir em quem confiar ou quem só quer te taxar de “gringo” ou “estrangeiro”. Experimenta não dançar como a banda toca para você ver.
  • Você provavelmente vai ter dificuldades de se sentir em casa, mesmo que volte para o seu país. Você vai ter sempre a sensação de que algo está faltando, do não pertencimento.
  • Os brasileiros que moram fora, também vão estar mudados, então se você não tiver a sorte que eu tive de encontrar “bons brasileiros”, você vai acabar se isolando deles por completo. E tem outra, se você decidir se relacionar somente com a comunidade brasileira do país em que vive, você não vai evoluir e provavelmente retornará para o Brasil mais cedo do que imagina.
  • Você vai sofrer preconceito mesmo que não perceba. Até provar o seu valor, você é só mais um estrangeiro tentando tirar o lugar de um nativo. Isto é, um estranho no ninho. O jeito é entender que você é o “patinho feio” agora, mas em breve você será Cisne, pense nisso.

Esses foram somente alguns pontos que me recordei, mas no dia a dia muita coisa pode aparecer.

Morar fora Cisne

Eu tenho batido muito nesse ponto, porque, especialmente nós brasileiros, temos o hábito de romantizar tudo. E, muitas vezes, isso pode fazer a gente cair em uma cilada violenta.

Então se você sonha em morar fora, planeje tudo com muito cuidado, leia muito a respeito, se prepare financeiramente e psicologicamente, pesquise sobre o lugar, as curiosidades, as particularidades da cultura.

Se você fizer isso, as chances de dar errado serão muito menores e você poderá sim descobrir a felicidade em outro país. Longe de mim desencorajar alguém a correr atrás dos seus sonhos. Mas, cautela nunca é demais.

Leia mais sobre Choque Cultural – As 4 Fases Que Você Deve Vencer.

Muitas pessoas perguntam se tenho vontade de voltar ao Brasil. Eu te digo que tenho pelo menos três vezes ao dia. Mas quando você se descobre cidadão, ainda que não tenha de fato a cidadania definitiva, fica mais difícil voltar e você acaba aprendendo a valorizar seu novo lar e conquistar seu espaço.

Morar Fora Conquitando seu espaço

O Perigo da Falta de Planejamento

Outro dia li em um post qualquer, que uma cidade italiana estava pagando vários Euros para as pessoas se mudarem para lá. Nos comentários uma porção de gente escrevendo que quer saber como faz, que já está fazendo as malas.

Essa ânsia de morar fora pode sim ser  prejudicial. Tem maluco que larga tudo sem pesquisar nada antes e “bora lá”! Se fosse fácil assim e ainda sendo pago para isso eu seria a primeira da fila.

Só esquecem de dizer que você precisa ter passaporte italiano ou europeu em geral e trazer algum benefício para a cidade. Seja fazendo algum investimento ou coisa parecida.

Mas, enfim, existem muitas formas de imigrar, se você quiser fazer da forma certa, vai com calma. É sim possível, mas pé no chão e muita pesquisa. Nesses termos, ainda mais se você tiver família por perto, vai ser uma experiência e tanto.

E você, tá pensando em imigrar? Qual país está nos planos? Conta para a gente!

Até o próximo post!

Bjos

KS.

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“Não Me Toque”

“Não Me Toque”

Você já ouviu a expressão “não me toque”? Normalmente, quando você diz: aquela menina é cheia de “não me toques”, queremos nos referir a uma pessoa que se ofende facilmente, e você tem que pensar mil vezes antes de falar alguma coisa para pessoas assim.

Nas minhas andanças pelo mundo, tenho ouvido muitos brasileiros dizendo que os europeus são rudes, mas ouço os europeus dizendo que o brasileiro é basicamente cheio de rodeios. Resumindo, nós não seríamos diretos, ou seja, seríamos “cheios de dedos”.

Cheio de dedos

Ah, hoje é o dia das expressões! E essa atitude de tentar não magoar o outro e não dizer que “o gato morreu, mas subiu no telhado e foi fatal” pode soar como escorregadio e até mesmo falso para pessoas acostumadas a serem diretas. Já os europeus seriam rudes, insensíveis e não sabem falar “com jeito”.

O Que é Frontalidade?

Frontalidade é a palavra para designar a forma de se falar diretamente. Característica conhecida dos europeus, que não fazem rodeios, nem nada de delongas e que muitos brasileiros veem como rude e indelicado.

Esta é mais uma questão cultural de que quem tem que viver longe de casa, tem que enfrentar. Para nós brasileiros essa frontalidade assusta, mas eu, particularmente, acho que é bem positivo.

Às vezes pode parecer uma voadora no estômago, mas com o tempo as coisas vão se ajeitando e você passa a se acostumar melhor com a ideia. Outras vezes o golpe é fatal.

Golpe Fatal

Conheço gente que jura de pés juntos que nunca mais volta para o país em que experimentou uma situação ruim e totalmente contra a nossa cultura.

Você chega cheio de sonhos e expectativas e é normal que seja surpreendido com as novidades do novo país e principalmente das pessoas que nele habitam.

Se você vai morar nesse país com a sua família, acredito que seja bem mais fácil lidar com isso, porque você sempre volta para o aconchego do lar, mesmo estando a milhares de quilômetros de casa.

A coisa pega quando você é obrigado a lidar somente com pessoas inicialmente estranhas e aí não tem para onde correr.

Na minha humilde opinião, acho que a maior dificuldade sobre a frontalidade está em relacionamentos interculturais, pois muitas vezes, essa forma direta de se falar acaba levando uma das partes, que não está acostumada com isso, a pensar que o outro não respeita e não entende essa pessoa.

Leia mais dicas em 10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia.

Essa linguagem direta pode causar ruídos na comunicação e se não houver completo empenho de ambas as partes, pode culminar no fim desse relacionamento. Afinal, elas acabam tomando um banho de água fria e logo desistem.

Banho de água fria

Onde cada um tinha que ceder um pouquinho para chegarem a um denominador comum, aqui, abrir mão de muitos hábitos e comportamentos, é um ato constante.

E, veja bem, aqui estou falando de QUALQUER tipo de relacionamento intercultural. Seja em um namoro, casamento, relacionamento profissional, amizade e assim por diante.

Neste caso todos tem que ceder, sem exceções. Isso se quiserem levar adiante suas vidas com pessoas de diferentes culturas nela.

Leia esse post que eu escrevi que fala sobre Choque Cultural – As 4 Fases Que Você Deve Vencer.

Assertividade

Para que todo esse empenho resulte em assertividade, um estudo anterior sobre a cultura em que se está inserindo é imprescindível. Lembra de tudo o que falavam sobre o lugar para o qual está indo? É tudo verdade.

Alvo assertividade

Para ser mais precisa, é uma espécie de caricatura do nativo daquele lugar. Onde você acentua certos pontos mais marcantes da cultura para demonstrar seu propósito. No fim das contas, o retrato não é fiel, mas diz bastante a respeito do caricaturado.

Ouso dizer que algumas caricaturas são mais leves do que deveriam. Conheço pessoas que são mais exageradas do que a “fofoca” sobre certas culturas.

Um dos povos que mais admiro,os japoneses são conhecidos por serem disciplinados e trabalhadores ferrenhos. Alguns são tanto, que não tem vida fora do trabalho. São completamente workaholics inveterados.

Os russos, falam alto e são conhecidos por uma certa agressividade. Não aceitam nada que não seja da cultura deles e a impõe com a mesma força com que os nipônicos trabalham.

Os suíços são bem preconceituosos ainda que achem essa palavra horrível e nunca admitam. Ainda assim, costumam se referir aos outros pela nacionalidade que é entregue pelas características étnicas e genéticas que carregam, mesmo que o passaporte desse indivíduo aponte para a mesma nacionalidade que a deles.

Leia mais sobre a Suíça em 20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça.

Os portugueses são mais amistosos, ainda assim, possuem a frontalidade comum aos europeus, o que pode dar a eles a estigma de grosseiros e quando se trata de brasileiros, existe a fama de rivalidade e chacota constantes.

E assim sucessivamente. As caricaturas independem de onde você é. As pessoas costumam ter uma opinião formada medida pelas experiências ruins que tiveram em contato com outras culturas.

Mas não podemos esquecer que tudo tem dois lados. Sempre tente enxergar o lado bom que a outra cultura pode te oferecer, sua estadia em outro país será bem mais fácil.

Minha Dica Para Lidar Com o Problema

Não existe fórmula mágica para lidar com essas diferenças culturais. Se você escolheu morar em outro país, como eu, tem que aprender a lidar com as situações da melhor maneira possível.

Sem pânico

Como já disse antes, leia sobre tudo o que diz respeito a cultura a qual pretende se inserir. Mas tudo mesmo que achar. Às vezes, uma coisa que aos nossos olhos pode parecer tosca, para eles pode ser o fim do mundo e criar um grande atrito.

Tente se colocar no lugar do estrangeiro com quem se relaciona. Na verdade, ele não está fazendo nada a que não esteja acostumado. O problema está no receptor.

Essa frontalidade, inicialmente assustadora, não tem como objetivo magoar ou ser rude com ninguém. É simplesmente assim que eles veem a vida e não é a sua chegada no círculo social deles que vai mudar a perspectiva de sempre.

Muita conversa também pode ser um excelente motor para os relacionamentos. Diga como se sente, peça paciência e mostre o seu ponto de vista.

Se não funcionar vale repensar se vale a pena estar em uma relação em que a pessoa não se importa com o que você está sentindo.

Afinal, se a pessoa também escolheu se relacionar com uma pessoa de uma cultura diferente, ela também precisa reaprender a lidar com a situação.

Se achar que vale a pena, insista. Essa relação só tem a enriquecer os dois lados. O respeito à cultura alheia tem que ser permanente. Não importa se você é turista ou expatriado, RESPEITO é a palavra de ordem.

Se esse respeito for usado com frequência, garanto que não há nada que não seja superado e melhorado.

E, no final das contas, você vai se pegar fazendo as mesmas coisas que eles. Contando que sejam somente as coisas boas, você vai crescer muito como pessoa, como cidadão e vai passar a se conhecer muito melhor.

Sem contar que a frontalidade vai lhe ensinar com o tempo que você vai poupar muita energia e ser uma pessoa mais objetiva e focada.

Leia também Viajante ou Turista? – Dicas Para Viajar Tranquilo.

E aí? Já passou por uma situação de frontalidade em que se magoou e preferiu abrir mão do contato com a pessoa ou reagiu de outra maneira? Conta para a gente aqui nos comentários.

Até o próximo post!

KS.

 

 

 

 

 

 

 

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Viajante ou Turista? – Dicas Para Viajar Tranquilo

Viajante ou Turista? – Dicas Para Viajar Tranquilo

Hoje eu vou dar algumas dicas para você que vai viajar. Algumas delas servem sempre para absolutamente qualquer viagem, outras são mais específicas. Seja você um turista ou seja você um viajante, eu te garanto que se você tiver bom senso vai se sair muito bem e aproveitar ao máximo seu passeio.

Viajante

Qual a diferença entre viajante e turista?

O Turista

É o camarada ou a camarada que saiu de férias e está curtindo a viagem sem saber ao certo o rumo tomado. Ele não se informa sobre a cultura do destino e age como se estivesse no quintal de casa.

Sempre acha que a cultura alheia é inferior no que difere da dele e não está nem aí para as regras e normas dos outros.

O Viajante

O cara que é chamado de viajante é aquele cara que estuda o lugar para onde vai antes do início da viagem e quando chega ao destino sabe exatamente como se portar, se insere na cultura e não segue itinerários pré-estabelecidos.

Esse tipo de viajante respeita a cultura do outro e se adéqua as normas impostas pela sociedade local. Isto, segundo o dicionário dos super espertos, que acham lindo se colocar acima de qualquer ser humano que viaje para exatamente os mesmos lugares que ele.

Nenhum Dos Dois ou Ambos?

Não entendo o porquê os modismos necessitam de etiqueta. Colocam a tag em tudo o que veem pela frente. Entendo que na prática é mais fácil distinguir um do outro, mas sempre um tem que ser o super vilão e o outro o mocinho.

Na prática todo mundo que viaja é viajante, e também, turista. Então porque a etiqueta? Vamos deixar de frescura porque ninguém é melhor do que ninguém.

Isso não exime ninguém da obrigação de ser respeitoso com a cultura do lugar que pretende visitar.

Turista

Se você respeita as outras culturas e estuda sobre o lugar antes de ir, se você não faz coisas que não se encaixam no bom senso: parabéns, você não fez mais que a sua obrigação.

Se você não está nem aí para as os lugares para onde viaja,  escolhendo qualquer destino que esteja na moda, se não se interessa em saber sobre a cultura alheia e só quer saber de se divertir com o que o lugar tem para oferecer: bom para você.

O que não pode é haver desrespeito de nenhum tipo. Por isso, vou listar algumas coisas que você JAMAIS deve fazer quando for viajar para outro lugar. E essa dica serve até se você for viajar para uma cidade qualquer dentro do próprio Brasil.

Nosso país é uma terra de dimensões continentais e dentro dele temos as mais variadas culturas possíveis. Então, muita calma nessa hora.

O Pulo do Gato

O pulo do gato

Se você fez a tarefa de casa e estudou direitinho, vai saber exatamente como se comportar no país que está prestes a visitar. Mas alguns pontos recomendo prestar atenção.

Escrevi um post específico com 10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia para você que está pensando em se aventurar por aquelas bandas.

Mas, algumas coisas você deve prestar atenção com mais afinco, pois, algumas vezes algo que para nós é óbvio, para o outro é exatamente o contrário.

Por favor, observe se existe alguma lei absurda no país que você nunca imaginaria ser crime ou coisa parecida. Alguns países punem mesmo os estrangeiros, sob alegação de que devem conhecer as leis do país já que decidiram visitá-lo, o que eu concordo absolutamente.

Se está pensando em viajar para Cingapura, por exemplo, você PRECISA ler este post que escrevi sobre as 10 leis que você não vai querer quebrar de jeito nenhum!

Uma dica que funciona sempre, é não mostrar ombros e joelhos em templos de qualquer religião. Melhor pecar pelo excesso. Você pode ser “convidado” a se retirar em alguns templos, caso não siga essa regra.

Tocar a cabeça de crianças em culturas orientais é extremamente desrespeitoso. Sabe aquela criancinha fofinha que você quer fazer um cafuné? Fique na vontade, nunca à vontade. Na verdade muita gente pelas bandas do Brasil não gosta também.

A questão é que alguns países (normalmente de maioria budista) consideram a cabeça a parte mais sagrada do corpo. Por isso, nunca toque a cabeça de ninguém. Se a cabeça é sagrada, os pés são a parte mais imunda. Daí a obrigatoriedade de retirar os sapatos na entrada de lugares sagrados, das casas e até de alguns comércios.

Na Europa isso é mais questão de higiene, assim como no Brasil em que algumas casas também tem esse hábito. Mas, geralmente, nós permitimos que visitantes entrem de sapatos. Em países orientais é ofensivo. No Japão até na escola você troca de sapato.

Então fique de olho na entrada se houver lugar para colocar os sapatos, ou se os anfitriões estão descalços. Não espere pedirem para tirar seus “sujinhos” sob pena de ter seus lindos sapatos arremessados para o além. 🙂

Claro que não farão isso (não sei). Mas, alguns são bem enfáticos e você não quer criar uma indisposição já na entrada.

Sapatos

Olhar diretamente nos olhos é ofensivo em alguns lugares, pode demostrar que você está desafiando a pessoa, assim como não olhar em outros lugares, pode significar falta de respeito ou que você não é confiável.

Outra coisa fundamentalmente importante para qualquer pessoa que esteja viajando. Principalmente se você está em um lugar histórico, um museu. Jamais toque em nada, ainda que não haja proteção.

No Museu do Louvre em Paris, a Monalisa fica dentro de uma caixa de vidro e com um cordão de isolamento por esse exato motivo. Gente que não controla a mãozinha nervosa e acha que tem que ver com a mão.

Monalisa

É permitido tocar em algumas obras para uma experiência mais sensorial. Mas, esses casos são devidamente informados. A mesma coisa acontece quando a obra permite que cegos toquem as artes.

Também não suba em estátuas para tirar fotos, por isso não é só falta de educação, mas você pode danificar uma obra que não está lá para seu uso particular. A posteridade agradeceria se pudesse ver a mesma coisa que você viu.

Algo óbvio que parece ser tão difícil para alguns mortais: jogar lixo em qualquer lugar que não seja o lugar exato em que ele deve ser descartado não é aceitável em nenhum cantinho do globo. Belezinha?!

Gente, foto dentro de museus, galerias tem que verificar a “disponibilidade”. Se for com flash está fora de questão. Em alguns lugares, como no “Vale dos Reis” no Egito, você pode ser forçado a pagar uma propina, porque não existe multas regulamentadas.

Mas, estamos falando de lugares sagrados. Em museus normalmente você vai ouvir algum funcionário te “lembrando” de que flashs não são permitidos.  Mas acredite, normalmente existem avisos bem visíveis informando sobre o que não pode.

Garanto que se você se atentar para esses detalhes e realmente dar uma rápida pesquisada na internet, você vai ter uma viagem bem mais agradável para você e para o anfitrião.

Em tempos onde os mecanismos de pesquisas acham de tudo, não tem desculpa, ok?!

Dicas Práticas Para Uma Viagem Fantástica

Gorgetas Tips

  • Alguns dias antes de viajar, durma um pouco mais cedo se o seu destino está a leste, e mais tarde, se se estiver a oeste.
  • Quando a viagem é mais longa e o lugar estiver dentro de um fuso muito diferente, peça um quarto com persianas tipo blackout, assim você pode controlar a hora que quer dormir e não sofrer tanto com o jet lag.
  • Não deixe para trocar para a moeda local somente no aeroporto de destino. Tenha algum dinheiro do país para pagar táxis ou outra emergência. Estude antes os lugares que trabalham com um câmbio melhor. Às vezes a diferença é grande.
  • Fique do  lado direito da escada rolante, da calçada, de onde houver tráfego de pessoas SEMPRE. A regra é a seguinte: se alguém estiver com mais pressa que você, vai te “ultrapassar”, como se fosse de carro mesmo. Portanto, nada de malas, bolsas e afins fechando a escada ou a passagem. Elas devem estar na mesma linha que você, logo à frente ou atrás.
  • Sempre que for reservar um hotel, procure pelos quartos mais afastados das ruas, dos elevadores, das portas de serviço ou de máquinas automáticas que vendem bebidas, snacks e cigarros. Isso vai garantir mais tranquilidade e silêncio durante sua estadia. Se não quiser silêncio, é só fazer o contrário. 🙂
  • Sempre leve a cópia do seu passaporte com você. Em caso de perda ou roubo, o original estará em segurança no seu quarto de hotel.
  • No caso de gorjetas, estude antes o país. Em alguns países, como no Japão, por exemplo, o ato é considerado extremamente ofensivo e em outros países é mandatório que você dê, sob o risco de tomar um “xingão”. Alguns países reservam uma caixinha escrita “tips“, então deixe sua gorjeta discretamente sem anunciar, porque isso pode ser desconfortável para eles.
  • Não esqueça os sinais na porta. Eles estão lá por um motivo. Algumas vezes é uma placa e as vezes é uma luz na parede do lado de fora da entrada. Deixe claro se quer que o quarto seja limpo, se quer a reposição de algum produto ou se não quer ser incomodado. Eu sempre uso a plaquinha de “Don’t disturb” e ligo para a recepção quando preciso de algo. Se tiver como, tranco a porta com corrente por dentro ou na chave normal também. Porque mesmo em hotéis 4 e 5 estrelas, já tive experiências ruins, principalmente na Ásia. Eles sabem ser bem invasivos.Estava eu lá enfrentando meu amado jet lag e as camareiras entravam no meu quarto sem pudores, mesmo com o aviso para não incomodar. Já me pegaram nua, dormindo ou tomando banho. Portanto, previna-se. Um aviso a mais na recepção de que não quer ser incomodado também pode ajudar.

Se você tiver alguma dica para enriquecer nosso conhecimento em como viajar melhor, deixe aqui nos comentários que eles serão muito bem vindos!

Até o próximo post!

KS.

 

 

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As 7 Maravilhas do Mundo Moderno

No último post falamos sobre as 7 Maravilhas do Mundo Antigo. Neste, vou te contar sobre As 7 Maravilhas do Mundo Moderno, também conhecidas como “Novas Sete Maravilhas do Mundo”.

Em 2007 a organização suíça New Open World Corporation (NOWC), abriu uma votação pela internet, aonde mais de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo, elegeram as novas maravilhas.

De 177 potenciais indicações, 77 maravilhas passaram para a próxima fase. A NOWC selecionou um grupo de autoridades em arquitetura reconhecidos mundialmente, juntamente com o ex-diretor geral da UNESCO, o espanhol Federico Mayor Zaragoza.

Esse time selecionou 21 monumentos finalistas que participaram da votação mundial feita pela internet.

No dia 7 de Julho do mesmo ano (07/07/07), em uma cerimônia realizada no Estádio da Luz, em Lisboa, eram anunciadas, mais de dois mil anos depois, as 7 Maravilhas do Mundo Moderno.

As 7 Maravilhas do Mundo Moderno


A Necrópole de Gizé, no Egito, que estava na lista dos 21 monumentos finalistas, foi removida para receber o título de Maravilha Honorária.


Confira a Lista dos 21 Monumentos Finalistas:

  1. Castelo de Neuschwanstein – Schwangau – Alemanha
  2. Torre Eiffel – Paris – França
  3. Acrópole de Atenas – Grécia
  4. Hagia Sophia – Istambul – Turquia
  5. Kremilin e Catedral de São Basílio – Moscou – Rússia
  6. Coliseu – Roma – Itália
  7. Stonehenge – Amesbury – Reino Unido
  8. Alhambra – Granada – Spain
  9. A Grande Muralha da China – Badaling – China
  10. Templo de Kiyomizu – Kyoto – Japão
  11. Sydney Opera House – Austrália
  12. Angkor Wat- Siem Reap – Camboja
  13. Taj Mahal – Agra – Índia
  14. Tombuktu – Mali
  15. Petra – Jordânia
  16. Pirâmides de Gizé – Egito (Maravilha Honorária)
  17. Cristo Redentor – Rio de Janeiro – Brasil
  18. Moais da Ilha de Páscoa – Chile
  19. Machu Picchu – Peru
  20. Chichén Itzá – Yucatán – México
  21. Estátua da Liberdade – Nova Iorque – EUA

Agora, sem mais delongas, vamos para a lista dos grandes vencedores:


1. TAJ MAHAL – Índia

Assim como na lista antiga, não podia faltar um mausoléu na lista das novas maravilhas do Mundo Moderno. O Taj Mahal foi tombado em 1993 pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Aryumand Banu Begam, a esposa favorita do imperador Shah Jahan, deu a ele quatorze filhos, mas morreu após o nascimento do último. O Imperador desolado, mandou construir entre 1632 e 1653 a maior prova de amor do mundo (como o Taj Mahal é conhecido) em sua homenagem.

Mumtaz Mahal (Jóia do Palácio), era como ele chamava sua esposa predileta. Por isso o  monumento foi incrustado de pedras preciosas e teve sua cúpula costurada com fios de ouro.

Mas, a história de amor de Shah Jahan não tem final feliz não. Seus filhos macomunaram contra ele e o aprisionaram no Forte de Agra. Segundo a lenda, a única coisa que o confortava é que ele tinha uma janela da qual podia observar o Taj Mahal todos os dias.

Quando finalmente faleceu, um de seus filhos o enterrou junto de sua amada, causando a única ruptura da estrutura.

Uma curiosidade sobre o Taj Mahal são suas quatro torres inclinadas levemente para fora. A intenção era precaver um possível terremoto ou afins, fazendo com que as torres não caíssem sobre a estrutura principal.

Taj Mahal
O Mausoléu indiano – Taj Mahal

2. CHICHÉN ITZÁ – México

Localizada em Tinum, no estado de Yucatán, no México, a cidade de Chichén Itzá foi construída pelos Maias no Período Clássico.

Um dos maiores centros urbanos dos Maias, a cidade possuía uma população muito diversificada para os seus padrões. Estudos mais recentes atribuem também a presença de estilos não Maias à forte difusão cultural existente naquela época.

Até março de 2010 as terras sob as ruínas de Chichén Itzá eram de propriedade privada. Foi quando o estado de Yucatán comprou a área.

A parte mais conhecida da cidade é a Pirâmide de Kukulkan ou Kukulcán (não vai confundir com a Ku Klux Kan “pelamordedeus”), que significa o “deus serpente”. Ela tem 365 degraus, um para cada dia solar e tem 24 metros de altura.

Mas o sítio arqueológico é composto também pelo Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros. Sua construção data dos séculos IX e XII.

Chichén Itzá
Pirâmide de Kukulkan no México

3. PETRA – Jordânia

Localizada ao sul da Jordânia, Petra é uma cidade histórica e arqueológica, famosa por sua arquitetura esculpida nas rochas.

A “Cidade Rosa”, nome dado por conta da coloração de suas pedras, é símbolo da Jordânia, além da atração mais visitada do país. Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985, a cidade foi “apresentada” ao mundo ocidental somente em 1812 pelo suíço Johann Ludwig Burckhardt, o primeiro europeu a “descobrir” as ruínas.

Cenário de filmes famosos, como o lendário Indiana Jones e a Última Cruzada, a cidade ainda é uma incógnita.

Sob o domínio de Constantino, Petra prosperou até o ano 363. Mas, um terremoto na Galileia, destruiu quase metade da cidade. Em 551, outro terremoto em Beirute arrasou a cidade quase que por completo.

Foi quando Petra não conseguiu se recuperar e deixou de ser rota comercial. Desde então suas ruínas são objeto de visitação e fascinação para os turistas.

Petra

4. GRANDE MURALHA DA CHINA

Pedra, granito, tijolo e madeira. Esses são basicamente os materiais utilizados na Grande Muralha da China. Ela foi construída entre os séculos III a.C e XVII d.C. e possui de 7 a 10 metros de altura e mais de 20 mil quilômetros de extensão.

Antigamente falava-se que a Grande Muralha era o único monumento feito pelas mãos do homem que era possível ser visto da Lua a olho nu. Em 2003, após o primeiro voo espacial chinês, o astronauta Yang Liwei disse que realmente não era possível ver nada.

Apesar de ser a maior estrutura militar de defesa, a muralha é mais conhecida como o maior cemitério do mundo. Isso se deve ao fato de que muitos dos trabalhadores morreram enquanto trabalhavam erguendo o monumento.

Construída ao longo de mais de 1500 anos, ela foi totalmente finalizada no século XVII, durante a Dinastia Ming.

Muralha da China
Trecho da Grande Muralha da China

5. COLISEU – Itália

A capital da Itália não podia deixar de figurar na lista das novas maravilhas. Em Roma, está situado, nada mais nada menos do que o Coliseu. Na verdade o nome oficial do Coliseu é Anfiteatro Flaviano, e é o maior a ser construído.

Com capacidade entre 50 mil e 80 mil espectadores, o Coliseu foi construído entre 70 d.C. e 90 d.C., sendo inaugurado antes de ser concluído, entre 79 d.C. e 81 d.C.

O lugar não era só famoso pelos espetáculos e peças teatrais que apresentava, mas também, por ser palco de combates entre gladiadores, caças de animais selvagens e também execuções.

A política de “pão e circo” foi amplamente utilizada por aqui. Tito, que era o imperador de Roma na época, já decadente, aproveitou o espaço para entreter a população também com esse circo de horrores. No século XVII, o Papa Bento XIV o declarou como local sagrado.

Quando se fala em Roma, logo vem o Coliseu à mente. Símbolo da Roma Imperial, repleto de história e fábulas, sem dúvida, esse monumento merece o título de “Maravilha”.

Coliseu
O Coliseu de Roma se chama Anfiteatro Flaviano

6. MACHU PICCHU – Peru

A Cidade Perdida dos Incas, Machu Picchu, que significa “Velha Montanha” em quíchua, foi construída no século XV, é o principal símbolo do Império Inca que sobreviveu até a invasão espanhola do século XVI.

No meio da Cordilheira dos Andes, a cidade se ergue a 2400 metros de altura, próximo da cidade de Cusco. Também Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983, ela possui suas construções ainda bem conservadas.

Isso se deve ao fato de quando os espanhóis conquistaram a região, não encontraram a cidade. Por isso, “Cidade Perdida dos Incas”. Machu Picchu só foi “encontrada” em 1911 pelo professor americano Hiram Bingham.

Machu Picchu
Machu Picchu – A Cidade Perdida dos Incas no Peru

7. CRISTO REDENTOR – Brasil

E agora, com vocês, reinando absoluto do alto do morro do Corcovado, emerge o protagonista “brazuca” da lista das 7 maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor.

A princípio, símbolo do cristianismo brasileiro, mas com o passar dos anos, o Cristo ganhou magnitude mundial. Se tornou Patrimônio Mundial da UNESCOem 2012, alguns anos após vencer como uma das 7 maravilhas.

Hoje o Cristo é sem dúvidas o símbolo de todo o Brasil. Todos os que veem a foto da estátua já a relacionam ao país imediatamente. Inaugurado no dia 12 de outubro de 1931, foi construído em concreto armado e pedra de sabão.

O Cristo mede 30 metros de altura, tirando seu pedestal que mede 8 metros. Seus braços se abrem ao longo de nada menos do que 28 metros de envergadura. Pasmem: a estátua pesa 1145 toneladas!

Ainda assim, por incrível que pareça, desde os anos 90, o Cristo Redentor não é a maior estátua de Jesus Cristo existente.

Em 1990, a Bolívia construiu sua estátua, O Cristo da Concórdia, em Cochabamba, que ultrapassaria a estátua brasileira em 4,20 metros, resultanto em um Cristo gigante de 34,20 metros de altura.

Mas, não acaba por aí. Em 2010, a Polônia construiu uma estátua ainda maior, a Estátua de Cristo Rei. Ela mede 36 metros, deixando o Cristo na terceira posição.

Não pense que estou puxando a sardinha para o monumento brasileiro. Porém, não podemos negar que a sua beleza e localização – na baía de Guanabara – bem como os seus braços abertos, impressionam, tornanado a emblemática estátua, a mais bela de todas.

Cristo Redentor
A estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro

E aí? Já conheceu algumas das 7 maravilhas de perto? Conta para a gente aqui nos comentários!

Até o próximo post!

KS.

 

 

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As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

Você já ouviu falar sobre as 7 Maravilhas do Mundo Antigo? Além de te contar quais são, vou te contar algumas curiosidades sobre elas.

Criada pelos gregos há muito tempo atrás, essa lista dominou e ainda domina o imaginário de muitas pessoas que adorariam ver essas obras frente à frente. Esse foi o intuito de os gregos criarem uma lista assim.

Quase como um itinerário de obras espetaculares criadas pelo homem, que todas as pessoas deveriam visitar, por sua grandeza e magnitude.

 

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

Infelizmente hoje não é possível realizar essa façanha, já que a maior parte dessas “belezuras” não existe mais, com exceção da primeira, que apesar de não conservar todas as características antigas que a conferiram o título, ainda está lá, majestosa, no meio do deserto.

1. A Grande Pirâmide de Gisé

Ao contrário do que estamos habituados a dizer, não são as três pirâmides de Gisé que figuram na lista das 7 maravilhas do mundo antigo, mas somente a maior, a pirâmide de Quéops.

Também Conhecida como A Grande Pirâmide de Gisé ou, somente, A Grande Pirâmide, é a maior das três pirâmides. A única das 7 maravilhas do mundo antigo que ainda existe. O mais interessante é que ela é também a mais antiga obra de todas.

Pirâmide do Egito

Construída como túmulo para o faraó Quéops há mais de 4500 anos, ela está praticamente intacta. Com exceção do revestimento exterior feito de pedras calcárias brancas altamente polidas que brilhavam sob o sol.

Elas sofreram com terremotos e acabaram por serem removidas por outros reis e também saqueadores ao longo do tempo.

A Grande Pirâmide levou de 10 a 20 anos para ser construída segundo os especialistas que defendem teses diferentes. Mas, o que mais impressiona não é a obra em si, mas a engenharia por detrás dela.

Ainda hoje um grande mistério paira sobre a construção das pirâmides. Como puderam ser construídas com recursos tão primitivos e resultar em uma obra de engenharia tão precisa? Como as pedras que formam as pirâmides foram transportadas até o local? Essas são apenas algumas perguntas que talvez nunca serão respondidas.

2. Jardins Suspensos da Babilônia

Se tem uma coisa que eu fico intrigada é como seriam os Jardins Suspensos da Babilônia. Na verdade não existe comprovação exata de que eles realmente existiram. O que se tem, são indícios por meio de escavações que demonstram que eles podem realmente ter existido.

Jardins Suspensos da Babilônia
Imagem de livro publicado em 1912

A teoria mais aceita seria a de que os Jardins Suspensos da Babilônia seriam um presente do rei Nabucodonosor para sua esposa, a rainha Amyitis, em 605 a.C., na Mesopotâmia que sentia saudade da sua terra natal.

Esses jardins eram basicamente construídos sobre terraços, contendo uma infinidade de espécies de plantas, formando uma rica fauna e flora.

3.  Estátua de Zeus

O mais poderoso dos deuses gregos teve uma estátua gigante construída em Olímpia na Grécia. A Estátua de Zeus foi construída em ouro e marfim por volta de 450 a.C., durante 8 anos.

Phídias esculpiu Zeus sentado em seu trono com aproximadamente 13 metros de altura. A escultura ficava no santuário de Olímpia, dentro do Templo de Zeus, claro.

Estátua de Zeus
Reprodução da Estátua de Zeus no Museu Hermitage em São Petersburgo, na Rússia

Arqueólogos apresentam algumas hipóteses para sua destruição. Alguns afirmam que a estátua foi destruída junto com o templo em 426, outros afirmam que ela foi levada à Constantinopla, atual Istambul e destruída em um incêndio posterior que ocorreu por lá.

4. Mausoléu de Halicarnasso

Mausoléu é uma palavra criada a partir do nome do rei Mausolo de Halicarnasso. A tumba construída para que ele fosse enterrado era tão magnífica que entrou para a lista das 7 maravilhas. Desde então, sepulturas luxuosas são chamadas de mausoléus.

Mausoléu de Halicarnasso 2

O Mausoléu de Halicarnasso foi construído entre 353 e 350 a.C. e ficava na Turquia. O monumento era adornado com quadros dos maiores artistas gregos e tinha nada menos que 126 metros de altura.

Além disso, o mausoléu possuía 36 colunas e seu telhado era em forma de pirâmide com uma enorme escultura de mármore no topo.

Entre os séculos XI e XV o mausoléu foi destruído por um terremoto.

5. Colosso de Rodes

Esse monumento eu queria ter vivido para ter visto. Alguns filmes reproduzem a estátua como se cada perna ficasse de lado da entrada da ilha e os barcos passem por debaixo. Sempre fiquei encantada com essa versão.

Colosso-de-Rodes
Colosso de Rodes reproduzido na série Game Of Thrones da HBO

Porém, mais tarde, estudos comprovaram que a estátua ficava no topo de uma colina. O Colosso de Rodes era revestido de bronze, pesava mais de 70 toneladas e tinha mais de 30 metros de altura.

A estátua colossal reproduzia Hélios, o deus Sol. Construída para celebrar a vitória dos gregos contra os macedônios no século 294 a.C., na ilha de Rodes.

Das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, esta é a que teria ficado menos tempo em pé, 54 anos até ser atingida por um terremoto em 226a.C., tendo seus joelhos quebrados e caindo.

Seus restos ficaram sob o chão por mais de 800 anos e ainda assim era tão impressionante que atraía muitos turistas para contemplar essa obra. No ano de 653 a estátua teria sido derretida e vendida a um comerciante judeu que precisou de 900 camelos para carregar todo o bronze.

6. Farol de Alexandria

O Farol de Alexandria não fazia parte da lista inicial das 7 maravilhas, mas sim os Muros da Babilônia. O farol só entrou para a lista no século VI, substituindo as muralhas.

Farol de Alexandria
Uma das representações de como seria o Farol de Alexandria

Localizado na Ilha de Faros, o farol foi construído entre 280 e 247 a.C., na cidade de Alexandria. Com uma altura entre 120 e 137 metros, durante muitos séculos foi a estrutura mais alta do mundo, sendo destruído por diversos terremotos entre os anos de 956 e 1323.

4. Templo de Ártemis

O maior templo do mundo antigo, o Templo de Ártemis ou Diana, foi construído em 550 a.C. em Éfeso.

Esta citação de Antípatro de Sídon sobre o templo da deusa da caça e dos animais selvagens, descreve sua grandiosidade.

Pus os olhos nas elevadas muralhas da Babilônia, nas quais há um caminho para carruagens, e na estátua de Zeus pelo Alfeu, nos jardins suspensos, no colosso do Sol, no enorme trabalho das altas pirâmides e no vasto túmulo de Mausolo; mas quando vi a casa de Ártemis que subia às nuvens, aquelas outras maravilhas perderam seu brilho e eu disse: “Eis que, além do Olimpo, o Sol nunca olhou tão alto.”

Duzentos anos após sua construção, o templo foi  destruído por um grande incêndio e depois reerguido por Alexandre o Grande se tornando uma maravilha do mundo antigo.

Hoje em dia, depois de muitos terremotos e saques, das 127 colunas que existiam, uma única foi reerguida por arqueólogos alemães no século XIX, e permanece como símbolo do que um dia o templo foi.

Leia também: Formas de Viajar

E as 7 Maravilhas do Mundo Moderno? Você sabe quais são? Se não sabe eu te conto no próximo post.

Até lá!

Bjos.

KS.

 

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5 Comidas Típicas da Suíça

5 Comidas Típicas da Suíça

A culinária suíça é muito diferente da brasileira. Apesar de amar alguns pratos suíços, alguns não me descem. Durante todo meu tempo na “Terra das Vaquinhas Felizes” perdi quase sete quilos. Por isso, vamos falar de 5 comidas típicas da Suíça que ficaram famosos ao redor do mundo, ou não!

Suíça janela bandeira

A Suíça é conhecida mundialmente por muitas coisas, como por exemplo, o famoso canivete, o chocolate, o relógio, os Alpes. Tudo acompanhado da palavra “suíço”, o que confere garantia de qualidade e precisão. Mas, será que isso vale para a comida?

No Brasil sempre amei tudo o que tinha suíço no fim, como a “Batata Suíça”, “Limonada Suíça e por aí vai. Mas,vou te contar as 5 coisas que são comuns aqui na Suíça que você pode adorar ou odiar.

1. Fondue

No segundo trimestre de 2018 fui para Gramado para conhecer alguns restaurantes que são famosos por lá. Em um deles, tinha o famoso Fondue Suíço.

Pensa na decepção quando comi. Gente, o queijo era muito forte, como é realmente na Suíça, mas acho que aquele era só ruim mesmo.

Suíça Fondue suíço

Apesar de servirem com milhares de coisa na Suíça, o acompanhamento vai depender do tipo de fondue que você pedir. O mais comum é o pão e depois a batata, mas no Brasil você vê de tudo. E o queijo que usamos também não é o mesmo que usam na Suíça.

Quando comi de fato o tradicional fondue suíço, achei forte demais. Consegui comer uns três pedaços de pão e uma batata cozinha daquelas mini, molhadas no queijo, mas foi só.

Primeiro, porque é super pesado e o queijo é bem diferente. Não é que seja ruim, mas comer demais, quando seu paladar gosta mesmo é de parmesão, fica complicado.

O fondue é normamente acompanhado de chá preto ou alguma bebida quente e a maioria dos restaurantes suíços não serve o prato em determinadas épocas do ano, quando o clima esquenta.

Fui agora no começo de maio em um restaurante famoso pelo fondue, para provar outro tipo, mas já tinha terminado a época.

É bom lembrar que existem vários tipos de fondue e que o de chocolate não é normal aqui na Suíça não.

Adoro fondue, mas deixa para quando eu estiver no Brasil! 🙂

2. Raclette

Acho que a Raclette é mais suíça que o Fondue. Brincadeiras à parte, esse prato ganhou meu coração. No momento em que dei a primeira “bocada” parecia que estava subindo em direção ao paraíso. Repeti.

Para quem me conhece sabe o que isso significa. Eu, normalmente como pouco e esse prato ainda é bem pesado.

Raclette é o nome do queijo e também do prato típico. Na verdade o prato ganhou o nome antes do queijo. Racler em francês quer dizer “raspar”.

E é dessa forma que o tradicional prato é servido, raspando o queijo sobre um prato com batatas, e alguns outros vegetais, normalmente, milho e pepino, além de cebolas. Tudo em conserva.

Raclette prato suíço

A Raclette também é servida com chá ou outra bebida quente, mas normalmente vejo as pessoas bebendo vinho branco junto com o prato. O tradicional é o vinho da região de Valais, região de onde vem também a própria Raclette.

3. Cervelat

É quase a “vina” curitibana, mas cem vezes mais saborosa. Sério gente, pensa em um negócio bom. A Cervelat é feita de uma mistura de carne bovina com carne suína e bacon.

A palavra Cervelat deriva do termo em latim cerberum, que significa cérebro, ingrediente que era usado nas primeiras receitas. No século XIX se transformou na receita que é hoje.

De sabor levemente defumado, a salsicha é normalmente usada para fazer saladas realmente deliciosas.

Essa salsicha faz parte da cultura suíça. Muitas pessoas usam a cervelat para fazer churrasco. Eles abrem as pontas e elas ficam estreladas, dizem eles que é uma borboleta e, especialmente as crianças, adoram.

4. Rösti

É a Batata Suíça que conhecemos no Brasil. Apesar de meus colegas suíços dizerem que não tem nada a ver, não vejo muita diferença do Rösti.

A única coisa é que no Brasil você sempre tem mil opções de recheio. Já o Rösti tradicional suíço não é recheado. Ele geralmente vem acompanhado de queijo, cervelat, legumes e um ovo frito por cima.

Eu adoro. Se comer muito dá uma enjoada porque é basicamente batata frita e pode ser bem gordurosa aqui na Suíça.

5. Müsli/Müesli

A maioria das pessoas conhece Müsli no Brasil. Ele foi desenvolvido por volta de 1900 pelo médico suíço Maximilian Oskar Bircher-Benner para seus pacientes.

Chamado na suíça de Birchermüesli por conta do nome do criador, ganhou fama mundo afora mais abreviado, somente Müsli ou Müesli.

Müesli

O cereal à base de flocos de aveia misturado com frutas secas, virou febre no café da manhã no continente americano, enquanto na suíça mesmo, ele é mais consumido à noite como opção ao jantar.

E você? Qual seu prato suíço favorito. Já provou alguns dos alimentos citados? Conta para a gente.

Um super beijo e até o próximo post!

KS.

 

 

 

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Berna – A Cidade dos Ursos

Berna – A Cidade dos Ursos

Berna em alemão “Bärn”, significa urso. E sim, eles estão pela cidade, mesmo que ainda sejam poucos. A “Cidade dos Ursos” é certamente uma das mais belas de toda a Suíça.

A cidade foi fundada no ano de 1191. Diz a lenda que o fundador da cidade Berchtold V, Duque de Zähringen, disse que o primeiro animal que vissem durante a caça seria o que daria o nome a cidade. E, é claro, foi um urso.

Ursos Berna

A capital da Suíça – sim, a capital é Berna e não Zurique -, é uma cidade medieval que me encanta muito para cada cantinho que olho. Poderia passar o dia todo só caminhando e admirando as construções, as ruas, as vitrines da Cidade Antiga. Tudo é realmente surpreendente.

Poucas cidades no mundo são tão conservadas historicamente como Berna. Por esse motivo em 1983 ela se tornou Patrimônio Cultural Mundial da Unesco. Foi em Berna que o físico alemão Albert Einstein desenvolveu a teoria da Relatividade enquanto vivia em terras bernenses.

Bandeira do Cantão Berna
Bandeira do Cantão Berna – Ilustrando o Urso Símbolo da Cidade

Mas outra presença ilustre se tornou a principal atração para os turistas que visitam a cidade suíça. Os ursos ao vivo e a cores são esperados ansiosamente, apesar de muitas vezes preferirem se esconder na caverna construída para eles.

Der Bärengraben – O Fosso Dos Ursos

O primero registro da existência do fosso para os ursos data de 1441. O fosso atual foi inaugurado em 1857 e em 1925 foi concluído, com a construção de uma vala menor para os ursos mais jovens.

O Fosso dos Ursos 1880 Wikipedia_Museu de História de Berna
O Fosso dos Ursos por volta de 1880 Fonte: Wikipédia/Museu de História de Berna
Fosso dos Ursos em 1990
O Fosso dos Ursos em 1890

Nos anos 70 foi feita uma reforma, mas os ativistas já estavam fazendo pressão para que os animais fossem removidos do fosso. O que só aconteceu muitos anos depois.

Ações na justiça foram tomadas com o intuito de melhorar as condições dadas aos animais. A prefeitura da cidade se viu então obrigada a tomar uma atitude.

O fosso ficou vazio por alguns meses em 2009 já que o urso Pedro teve que ser sacrificado em 30 de abril daquele ano. Ele foi o último urso a viver no fosso.

Durante esse período o fosso foi aberto ao público até a chegada dos novos habitantes.

Baeren Park – O Parque Dos Ursos

O Parque dos Ursos foi inaugurado em 22 de outubro de 2009 e aberto ao público três dias depois, dia 25 de outubro. O objetivo principal foi proporcionar  uma melhor qualidade de vida aos animais.

De quebra, criaram uma super atração, já que nos primeiros meses de existência o parque chegou a atrair mais de 20 mil turistas por dia.

Com 6000 metros de área, do fosso até as margens do Rio Aare, os ursos podem agora nadar e até mesmo pescar, caminhar mais livremente. Como consequência se tornaram a maior atração de Berna.

Os turistas adoram vir até o parque para ver o símbolo da cidade em carne e osso. Atualmente o parque conta com a presença de quatro ursos. Björk, Finn, Berna e Ursalina.

Björk and Finn chegaram em outubro de 2009 e os filhotes Berna e Ursalina nasceram em dezembro do mesmo ano. Dois meses após a chegada no parque a fêmea Björk deu a luz a dois bebês ursos: Berna e Urs.

Os bebês só sairam da caverna para um breve passeio em fevereiro de 2010. Foi quando tiveram que mudar o nome de Urs para Ursalina, pois descobriram se tratar de outra fêmea.

Berna e Ursalina
Berna e Ursalina com 6 meses de idade – Foto: Chriusha

Finn, foi separado dos pequenos durante este período para não correr o risco de achá-los fofos demais e devorá-los.

Björk e Berna começaram a ter problemas de relacionamento e em 2013 Berna foi tranferida para a Bulgária. Hoje somente os três ursos restantes vivem no parque.

Bjork
A Ursa-Mãe Björk – Foto: Chriusha

O Parque dos Urso custou nada menos que 24 milhões de Francos Suíços. A estimativa inicial era de 9,7 milhões, mas a instabilidade do terreno que tinha problemas estruturais aumentou significativamente os custos.

Mas, finalmente os ursos de Berna tem o seu próprio espaço que, apesar de não ser o ideal, certamente é bem mais saudável do que o antigo fosso.

O Urso Ataca

Finn, o macho do parque já chegou chegando. No mesmo ano da inauguração um homem caiu no viveiro dos ursos de uma altura de 4 metros e Finn não deixou por menos.

Durante 7 minutos de puro terror, o homem de 25 anos foi sacudido, mordido no tronco e gravemente ferido pelo animal.

Sob gritos de turistas que jogavam coisas no urso a fim de distraí-lo, a polícia atirou em Finn para contê-lo.

Urso Finn
Urso Finn – Foto: Chriusha

A polícia informou que o homem tinha problemas mentais. O diretor do parque disse que naquele momento os tiros eram a única forma de parar o ataque já que dardos tranquilizantes demorariam muito tempo para fazer efeito.

Ele reforçou também que Finn estava defendendo seu território e que não havia como prever o acontecido. Tanto o urso quanto o homem se recuperaram do acontecido.

A Cidade Antiga

Berna se juntou a Confederação Helvétiva em 1353. Em 1045 houve um grande incêndio na cidade que dizimou os edifícios de madeira. Hoje os edifícios de arenito são os que dão vida a cidade.

Vista da Ponte
Rio Aar em Berna

O Rio Aar ou Aare é o protagonista na cidade. De um verde esmeralda que as vezes muda para o turquesa, são hipinotizantes. No meu caminho para as aulas de alemão, tinha que passar por ele todo o dia. E, acredite, todo o dia ele me encantava.

Não é só de ursos que vive Berna. A cidade é um museu a céu aberto e a quantidade de turístas que você vê logo cedo demonstra como a cidade é interessante e cheia de vida.

Com certeza Berna é uma das minhas cidades favoritas da Suíça.

E você? Gostou da Cidade dos Ursos? Comenta aqui e divide com a gente!

Beijos e até a próxima viagem!

KS.