Publicado em Curiosidades, Dicas

Viajando com a Síndrome do Pânico

Viajando com a Síndrome do Pânico

É indiscutível que muita coisa ainda precisa ser esclarecida e falada sobre o assunto em todas as esferas, mas hoje vou falar um pouco sobre a minha experiência em viajar sozinha lidando com a Síndrome do Pânico.

Quero deixar bem claro que esta é a minha experiência particular e o meu ponto de vista para enfrentar o problema. Cada pessoa que passa por essa situação vai descobrindo com o tempo como lidar com isso (ou não).

Síndrome do Pânico Viagem

Esse tema ainda é tabu e sofri bastante quando expus sobre ele quando ainda estava na faculdade. Aquela história que “de médico e louco todo mundo tem um pouco” cabe bem aqui.

Tive que tirar uma licença na faculdade para poder me cuidar já que morava sozinha em outro estado. A incompreensão por parte de alguns professores que achavam ser só uma frescura foi surpreendente.

A capacidade que as pessoas tem de julgar um tema sobre o qual não tem nenhum domínio, assim como questionar o laudo de um médico que estudou e lida com isso diariamente durante toda a sua carreira pode ser impressionante e, muitas vezes, impiedosa.

Apesar de tudo, com muito esforço e dedicação, consegui concluir a faculdade dentro do prazo mínimo e isso não impediu que me formasse com honras. Mas, poderia ter sido mais fácil se quem se prontificou a julgar tivesse procurado se informar com maior diligência sobre o tema.

Gostaria de deixar claro que desenvolvi a síndrome durante a faculdade e que sem nenhuma ajuda e conhecimento sobre ela, tive que me “virar nos trinta” para poder dar conta da avalanche de emoções e crises que vivi durante esse período.

A Síndrome do Pânico não é nenhum passeio no parque. Dar de frente com ela pode te esgotar de todas as formas possíveis. E como um belo clichê é sempre bem vindo, não desejaria isso nem para o meu pior inimigo.

Viagem x Crises

Pensa você lidar com uma síndrome, que leva esse nome por não haver nenhuma causa específica, portanto não é considerada uma doença. Isso acaba impedindo um diagnóstico preciso, o que leva cada caso a ser tratado de forma muito particular e de maneira temporária.

Isso acaba também tornando bem difícil saber como lidar com isso. Não é só remédio que resolve, você precisa descobrir outras formar de enfrentar o problema, o que pode ser ainda mais complicado quando você está sozinho.

Síndrome do Pânico

Me lembro de uma vez, indo para a Tailândia, comecei a ter uma crise já na porta do avião. Não está escrito na sua testa “síndrome do pânico em curso” e com uma fila de trocentas pessoas na sua frente se organizando para achar seus assentos, bateu o desespero para conseguir “segurar” o ataque.

Por opção, algo que realmente não recomendo, escolhi parar com a medicação de uso contínuo, que me deixava muito apática, já que minhas crises já não eram mais tão constantes e já sabia melhor lidar com os ataques.

Devido ao fato de os remédios serem altamente viciantes, o que me aterroriza até hoje, optei por ficar somente com os “remédios de emergência”. São pílulas para colocar em baixo da língua quando você pressente um ataque se instalando.

Com o tempo você vai aprendendo a identificar alguns gatilhos e a iminência de uma crise. Sendo assim, quanto antes você usar as pílulas, maior a possibilidade de você não estendê-la e conseguir se controlar.

É o que venho fazendo e tem funcionado. Lógico que algumas vezes quando você vê já está no olho do furacão, aí o jeito é esperar passar.

Se você enfrenta essa situação ou conhece alguém que está passando por isso, vou te contar como EU lido com isso e acredito que essas dicas podem ajudar VOCÊ A DESCOBRIR O QUE FUNCIONA MELHOR para você. Afinal, ninguém conhece a gente melhor do que a gente mesmo.

Técnicas Para Superar o Ataque de Pânico

Infelizmente não existe uma fórmula secreta ou um botão do pânico em que ao apertar a ajuda estará a caminho, ou ainda, que você pode simplesmente deletar com um toque. Quando o assunto é uma síndrome que os próprios médicos não conhecem a causa, tudo é um mistério a ser desvendado dia após dia.

Botão de Pânico

As técnicas que conto aqui são as que EU uso e que tem funcionado COMIGO. Não é nenhuma receita de bolo, que seguindo o passo a passo, você chega a um resultado similar. Você precisa descobrir o que funciona ou não para você. Aí, só testando!

Já avisados, podem conferir o que eu tenho feito para reagir aos ataques de pânico imediatamente quando vejo que algo está errado:

  • Assim que percebo que estou entrando em crise, minha primeira atitude é tomar minha pílula de emergência, já que cortei a medicação contínua e rapidamente vou para o próximo passo: a respiração.
  • A respiração ainda é um mistério. Alguns médicos dizem que você deve respirar profundamente, já outros dizem que isso é um erro que pode piorar o quadro e aconselham respirações curtas, mas não aceleradas. Esta última é a que funciona para mim e não chama a atenção de pessoas desconhecidas ao meu redor, o que tende a me deixar pior.
  • Procuro sempre me sentar ou, pelo menos, encontrar um lugar mais calmo e afastado da muvuca para me recuperar. Em último caso, vou ao banheiro. Mas, não recomendo entrar sozinho no reservado, caso a sua crise seja rapidamente escalada.
  • Me focar em um objeto próximo ajuda a me distrair dos efeitos que sinto sobre meu corpo. Por isso, penso em todos os detalhes dele, tipo, cor, textura, tamanho, cheiro e até sabor, independente de ser algo para comer ou não.
  • Especialmente dentro de aviões, se percebo que estou tendo uma crise mais grave, aviso um atendente de voo e normalmente eles ajudam a controlar o ataque. Sempre chame o que você achou mais amistoso. Um profissional sem tato pode piorar tudo. Se estou em público, procuro identificar alguém que possa me auxiliar e aviso que estou tendo um ataque de pânico e preciso de ajuda.
  • Sempre após os ataques tento pensar rapidamente sobre o que causou o gatilho. Assim que me dou conta, afasto o pensamento, porque às vezes se demorar muito nele, outro ataque pode ser desencadeado.
  • Quem sofre com a Síndrome do Pânico sabe que o medo de um ataque faz parte do seu cotidiano. Nesses momentos de maior aflição, tento me distrair com coisas que me fazem bem e pratico a meditação, que tem me ajudado muito a diminuir a incidência de novos ataques.

Síndrome do Pânico e Esportes Radicais

A primeira vez que fui mergulhar na Tailândia, tive que informar que tenho Síndrome do Pânico em um formulário. Isso levou a escola de mergulho a solicitar que eu consultasse um médico. Eu nem sabia que mergulho era um ESPORTE RADICAL.

Mergulho Dive

Uma das vezes em que fui ao meu médico e estava tendo uma crise muito forte, ele me aconselhou a parar com as corridas que fazia frequentemente e com qualquer atividade que demandasse muito esforço. Aquilo me fez mais mal do que bem, porque era uma coisa que amava e me deixava melhor.

Ele disse que ao acelerar meus batimentos poderia engatilhar um ataque. Fiz o que ele mandou. Novamente NÃO RECOMENDO desobedecer seu médico, mas tinha a consciência de que eu, melhor do que ninguém, sabia o que era bom ou não para mim.

Não queria deixar que essa síndrome me dominasse e me impedisse de viver e desfrutar de coisas que queria muito fazer. Tenho aprendido a conhecer meus limites e me policio para nunca ultrapassá-los.

Foi quando fui surpreendida com esse fato que aconteceu na ilha de Koh Tao, na Tailândia. Acho importante avisar aqueles que buscam aventuras mais radicais a prestarem muita atenção em si mesmos e nos sinais e respostas que seu corpo dá para você.

Quando exigiram que eu visse o tal médico, a primeira coisa que me perguntei foi: no que ver um médico antes de mergulhar ajudaria a controlar uma crise em curso? Acho impossível em vinte minutos um médico te diagnosticar e te dizer o que você já sabe há anos só para deixar a escola de mergulho com a consciência leve caso algo ocorra.

E é claro que eu teria que pagar a mais para ver esse tal médico. Os custos da consulta nem eram tão caros, mas achei tão absurdo tratarem uma síndrome como uma doença que você tem um causa clara e, por consequência, um tratamento mais específico e eficaz, que desisti em um primeiro momento.

Para mim, isso é mais um fruto da falta de informação sobre a Síndrome do Pânico, pois os instrutores sabem exatamente o que fazer em caso de QUALQUER tipo de problema nas profundezas: te levar para a superfície e buscar ajuda.

Dias depois, procurei outra escola de mergulho e finalmente consegui mergulhar com uma profissional da Argentina; Além de super competente e simpática, me deixou calma durante todo o tempo, o que resultou em uma aventura incrível e inesquecível.

Se Pânico

Acho que na “Era da Tecnologia”, já passou da hora das pessoas fingirem que sabem lidar com um problema que não entendem, por descargo de consciência, e procurarem se informar o máximo possível a respeito. Isso evita passar vergonha ou causar um dano ainda maior para quem já tem um abacaxi bem grande para descascar.

Mas, infelizmente, essa não é a realidade que tenho encontrado em todos os cantos para os quais viajo. Por isso, acho importante colocarmos as cartas na mesa, e mesmo contrariados, descobrirmos formas de dialogar sobre o assunto, a fim de buscarmos respostas coerentes e que realmente possam ajudar a todas as pessoas nessa condição.

E você? Conhece alguém que já passou por um caso parecido? Conta para a gente. O melhor remédio ainda é o CONHECIMENTO.

Bjo, bjo!

KS.

 

 

Publicado em Cultura, Curiosidades, Viagem

Você Sabe o que é Cidadania?

Você Sabe o que é Cidadania?

Capacidade crítica sempre será uma coisa boa. Mas, talvez o senso do seu vizinho seja mais apurado que o seu, ou esteja cem anos luz atrasado. Quem está certo e quem está errado? Ninguém. Todos tem os mesmos direitos e deveres, portanto merecem ser respeitados. O nome disso é CIDADANIA.

Cidadania

Não existe possibilidade de escolher a quem respeitar, ainda que você não concorde. Você também não tem obrigação em relação à decisões alheias. No entanto, o respeito é devido em qualquer área da vida.

Seja na área profissional, respeitando os seus chefes e os seus subordinados. Seja na religião, respeitando os líderes, os fiéis ou a fé alheia. Ou mesmo na falta de uma religião, respeitando o fato de que não acreditar em nada já é uma crença por si só.

Seja nos restaurantes, tratando a pessoa que vai te servir com a maior cortesia possível. Afinal, ela está em posse da sua refeição e pode fazer o que quiser com ela. Mas, ainda se não pudesse, o respeito é devido de qualquer forma. Entende?

Gente, vocês devem estar se perguntando porque estou falando isso. Não tenho a intenção de dar lição de moral em ninguém. Até porque eu mesma cometo erros diariamente. Ainda mais vivendo em um país completamente diferente do Brasil.

Aqui na Europa, você descobre finalmente a cidadania. Segundo o site Wikipédia, cidadania é a prática dos DIREITOS e DEVERES de um(a) indivíduo (pessoa) em um ESTADO. Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, uma vez que o direito de um cidadão implica necessariamente numa obrigação de outro cidadão.

O mesmo para todos

Portanto, fica fácil entender porque nós brasileiros temos a dificuldade de exercer a cidadania em nosso próprio país, já que não temos os direitos garantidos na prática e ficamos com uma carga enorme de deveres.

Apesar de esbarrar na política, meu objetivo com esse post não é esse. Mas sim, mostrar como seguir as normas e cumprir com seus deveres como cidadão, pode trazer benefícios visíveis em sociedades onde a EDUCAÇÃO é um dos principais pilares.

Desligar o telefone no cinema, por exemplo: gente não é só o barulho do telefone que incomoda, ler mensagens e acender aquela luz na cara dos coleguinhas toda hora, também não é nada legal.

Atravessar na faixa e sempre esperar o sinal abrir para você seguir seu caminho lindo, leve, solto e VIVO. Sempre fico impressionada quando visito países que levam isso a sério.

Aqui na Suíça e em Cingapura vi isso claramente. Ainda que não venha nenhum carro lá no horizonte, todos esperam até o homenzinho verde acender para cruzar a faixa. Isso quando tem semáforo.

Normalmente o pedestre se dirige a faixa e atravessa sem se preocupar já que tem certeza de que o carro vai parar e esperar ele passar.

O contrário acontece muito no Brasil e em outros países mais pobres da Ásia, onde o trânsito é uma loucura e atravessar a rua, uma aventura.

Tudo bem que na Inglaterra também tive esse “probleminha”, já que com os sentidos invertidos, tinha que prestar muita atenção para que lado olhar e só depois atravessar em segurança. 🙂

Sempre aprendendo

Esses deveres e uma porção de outras coisas que uma boa dose de bom senso é capaz de dar conta, trazem enormes benefícios para a sociedade e o cidadão tem retorno de forma imediata.

Como é bom ver as coisas funcionando em seu favor. Um exemplo disso na Suíça são as estradas. Os impostos aqui são definitivamente carérrimos, mas eu nunca vi um buraco nas estradas por aqui. São verdadeiros tapetes e se aparecer um buraco e causar dano ao seu carro, o Estado te indeniza.

As multas para quem cruza a faixa contínua na Suíça, podem custar caro e até a sua licença para dirigir por um longo tempo. E, apesar de SIM, terem pessoas que quebram as normas, a comparação seria absurda em relação ao Brasil e outros países chamados de “terceiro mundo”.

No bairro aonde moro em Zurique, você paga até para descartar o lixo que acumula. Você tem a opção de não pagar, mas tem que ir bem mais longe e algumas vezes fica inviável.

Da última vez meu descarte custou CHF 0,28 centavos. Você pode pagar com o cartão de crédito e depois de aceitar seu pagamento a lixeira abre, acredita nisso?

Os supermercados são obrigados a recolher garrafas PET e copos plásticos em geral. Vidro na Suíça se separa por cores: verdes, marrons e transparentes. Papel e papelão são descartados em dias e locais diferentes. Percebe aonde entra o dever do cidadão?

Tudo parece muito complicado e dispendioso. Mas, com todo o retorno que temos aqui, você liga a cidadania no automático e tudo fica mais fácil. Tanto para o outro quanto para mim.

Justiça Social

Justiça

Quando você vê a cidadania acontecendo, as diferenças entre as pessoas ficam muito menores. E não estou falando da extinção do preconceito ou afins, porque isso existe e muito aqui na Europa em geral.

Estou falando da desigualdade social, mas em seu sentido mais amplo. Não me refiro ao lugar em que nos encontramos na pirâmide social no sentido financeiro. Mas, enquanto membro de uma sociedade e o quanto o Estado colabora para dar o mesmo tratamento a todos os cidadãos.

Digo que o tratamento justo é ofertado a todos de forma homogênea. As condições são pensadas justamente com base nas diferenças. E digo isso maravilhada mesmo, quando vejo a quantidade de pessoas com deficiências que circulam pelas ruas o tempo todo sem nenhuma dificuldade.

Mulheres com carrinhos de bebê por todo canto. Idosos indo ao supermercado e pegando ônibus, metrô. E quando digo idosos, me refiro a pessoas de 80, 90 anos. Até os cachorros aqui tem acesso livre aos metrôs e ônibus. E se bobear se comportam melhor que muitos humanos por aí.

Mas, para isso você paga imposto para ter um animal e deverá ir a um curso para ensinar seu cão a se comportar. O resultado é que você não vê cães abandonados nas ruas. Ter animal de estimação aqui é coisa séria.

Leia mais curiosidades no post 20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça.

Salão de beleza aqui é para quem pode. E na verdade a maioria esmagadora pode, só que alguns têm prioridades diferentes. É muito caro fazer as unhas aqui, por exemplo. Porque a manicure é bem paga pelo trabalho que oferece. E a diferença salarial entre homens e mulheres é inexistente.

Homem igual a mulher

As diferenças salariais aqui são muito menores que no Brasil e não existe “supersalários” para políticos. Tanto a manicure, quanto o vendedor da loja, o jornalista e o médico, tiveram que fazer escola para exercer sua profissão.

Em um país em que a maioria pode comprar uma BMW, mas preferem usar a bicicleta, a palavra cidadania ganha significados mais amplos. A consciência da sua obrigação, você aprende desde o jardim de infância e fica mais fácil entender seu papel na sociedade.

Percebo aqui que a pressão sobre qual profissão seguir é menor, já que isso não definirá se você será muito rico ou muito pobre.

Isso significa que acho horrível morar no Brasil? Sinceramente? A resposta é NÃO. Eu amo meu país, especialmente minha cidade natal, Curitiba. Mas, pelo menos por enquanto, estou meio mimada com a palavra CIDADANIA. Quem não estaria?

E você? O que acha de praticarmos a cidadania desde as pequenas coisas. Nós somos fator determinante na transformação do espaço em que vivemos.

Luta e liberdade

 

Se cada um fizer um pouquinho, no final das contas temos um montão. É aquela velha máxima de que “uma andorinha só não faz verão”!

Até o próximo post!

Bjokas

KS.

 

 

Publicado em Curiosidades, Viagem

A Magia das Cabines Vermelhas de Londres

A Magia das Cabines Vermelhas de Londres

Quem já foi para Londres e nunca tirou uma foto ao lado de uma das famosas cabines telefônicas vermelhas das terras da rainha, que atire a primeira pedra. Hoje eu conto aqui a história dessas belezuras que encantam quem por elas passa.

Cabine Vermelha Telefônica de Londres

Se você ainda não sabe, a primeira vez que eu fui para Londres eu tinha acabado de tomar a vacina contra a febre amarela. Isso porque, depois de lá, partiria direto para a sudeste asiático, com a primeira parada em Bangkok: o único lugar da face da terra que você tem que passar pelo Health Control (Controle Sanitário).

Mentira! Mesmo viajando para lugares que pediam a carteirinha internacional, com a vacina da febre amarela estampada, nunca me pararam, porque viam pelo meu passaporte que eu estava antes na Europa, onde moro.

Até em Bangkok onde me pararam não pediram a carteirinha, mas você tem que passar mesmo assim pelo controle e preencher um formulário, além de apresentar seu passaporte, claro.

Mas, esse não é o foco do post. Se você quiser saber mais detalhes sobre a vacina contra a febre amarela e os países que exigem que você a tome, acessa o post Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir. Lá eu te conto a minha epopeia quando fui uma das raras criaturas a ter reação à ela.

Depois de uns dias de molho, achei sacanagem estar em Londres e não poder aproveitar. Eu tinha uma semana para ficar por lá e não ia ficar presa naquele quarto de hotel completamente sozinha.

Foi quando juntei todas as forças do meu ser e levantei da cama. Meio podre ainda, mas não tinha jeito, eu ia ver alguma coisa de Londres ou mudava meu nome, ainda não sei para qual.

A Real Sobre Londres

Peguei um Uber e disse que queria ir para o Parlamento Inglês ou Elizabeth Tower, como preferisse. Depois de altos papos com o motorista Mohamed, me contando sobre sua imigração para a capital do Reino Unido, ele finalmente me largou na frente, claro que bem nessa hora começou a chover.

Mas, eu não estava nem aí. Eu queria mesmo era curtir o frenesi de Londres e não tinha chuva que me fizesse parar. Gente, Londres é, sem dúvidas, um dos lugares que mais gosto no mundo.

Eu estava eufórica para conhecer o cenário de tantos filmes de princesa da minha infância que me acompanharam até a minha adolescência. Para onde meus olhos pairassem, eu ficava em um estado de encantamento puro.

Foi quando ao caminhar sobre a ponte, depois de apreciar um escocês tocando gaita de foles, o Darth Vader performando com sua incrível espada, uma loja de souvenir encantadora, descobri que a parte da Elizabeth Tower onde fica o relógio de quatro faces e o sino – O Big Ben, estava em reforma e só ficaria pronto em “3079”, ou melhor 2021, fiquei super chateada.

Mas passou em três segundos, porque avistei os telefones vermelhos em “filinha indiana”. Ai que emoção gente! Ali, me dei conta de que estava em Londres. O chato de viajar sozinho é não ter com quer dividir essas coisas bobas. Mas, foi bom demais mesmo assim.

Cabines telefônicas Londres

Sim, eu estava lá do ladinho de uma delas garantindo a minha selfie. Mas, te garanto que não era só eu. Toda hora as cabines tinham um turista parando para fazer seu sonhado clique.

Acho meio esquisito pagar de turista sozinha, não sei porquê. Todo mundo me fala que não tem nada a ver, mas fico meio sem jeito. Mas, fazer o quê? Tinha que tirar a foto, não é? No fim nem doeu, mas podia ter alguém para tirar uma foto de corpo inteiro para mim. 😦

IMG_5905

Bom, mas eu vim aqui para contar a história dessas vermelhinhas, não é? Então vamos ao que interessa.

Como Ficaram Famosas?

Em 1924, o designer Gilles Gilbert Scott, foi convidado para participar da competição que definiria o novo modelo das cabines telefônicas londrinas, vencendo.

A partir de então, elas sofreram pequenas modificações, como por exemplo a cor, que segundo o design de Scott, seria prata, com interior verde azulado.

A cor então definida foi o Post Office Red, o vermelho tão conhecido, que pintou as Red boxes que começaram a aparecer pelas ruas de Londres e de outras cidades. Mas virou sinônimo da capital inglesa.

A cor creme também é vista em outras cidades e algumas estão em Londres, mas são bem raras.

Por que K6?

A série chamada K e o número que segue a letra, vem de Kiosk Nº1, que passou a ser designada somente K1. As versões seguintes seguiram a ordem numérica até a versão K8, após isso, começaram a ser chamadas KX. A versão que domina as ruas hoje é a K6, mas outras versões podem ser vistas mais raramente.

  • K1 – Foram os primeiros modelos criados. Eram de cor creme com algumas colunas em vermelho.
  • K2 – Essas já foram as projetadas por Gilles Gilbert Scott. Depois do concurso para criação das novas cabines, elas já eram basicamente as vermelhas que ficaram tão famosas. Scott se inspirara no domo do mausoléu de Sir John Soane que dava nome ao museu no qual Scott trabalhava.
  • K3 – Também projetada por Scott, foram idealizadas para serem mais baratas e possuem a cor creme da antiga K1. Duraram pouco e uma ainda resiste no London Zoo.
  • K4 – Produzida pelo departamento de engenharia da Post Office, a K4 teve caixa de postagem integrada e uma máquina para a compra de selos do lado de fora. Apenas dez exemplares ainda sobrevivem.
  • K5 – Não se sabe se as K5 chegaram a sair do papel. Seriam cabines para serem desmontadas e montadas para o uso em eventos.
  • K6 – O “Jubilee Kiosk“, ou “Quiosque do Jubileu”, foi construído para celebrar o Jubileu de Prata do Rei George V. Novamente desenhadas por Scott, o design é aquele que vemos ainda nas ruas da Inglaterra nos dias de hoje. Menor que a K2 e mais barata, com algumas outras alterações.
  • K7 – O arquiteto Neville Conder foi chamado para redesenhar a cabine em 1959. Mas, o protótipo não foi adiante.
  • K8 – Bruce Martin em 1968 apresenta o novo modelo feito em sua maior parte em vidro. Se por um lado resolvia problemas de iluminação, eram frágeis demais e logo foram descartadas. A cor era de um vermelho mais vivo, chamado de Poppy Red que passou a ser o padrão dali em diante.
  • Kx -Quando o Post Office foi privatizado, em 1981, se tornando British Telecom, foi anunciado que as cabines telefônicas vermelhas seriam todas pintadas com a cor da companhia, o amarelo. A reação da população não poderia ser pior e a British Telecom teve que ceder. Kx, foi o nome dado à série com subsequêntes melhorias feitas nas cabines, como acesso a cadeira de rodas, por exemplo.

O Futuro das Red Boxes Está Traçado?

As más línguas dizem que os dias dessas caixas vermelhas estão contados. Será mesmo? Eu escuto isso acho que desde 2016 e no ano passado (2018) quando estive lá, por onde eu andei lá estavam elas lindas e super vermelhas.

Isso porque nada menos do que 2000 delas belezuras são protegidas devido sua importância histórica.

Apesar de que me surpreendi ao já avistar umas de cores diferentes: pretas e verdes. Parece que as pretas vieram para substituir as vermelhas, mas com algumas melhorias. Elas agora tem wi-fi aberto ao público. Sempre via alguém encostado em uma delas e com o celular na mão.

Elas tem basicamente a aparência das vermelhas. O que muda é a cor, que é preta. Além de internet free, display touch com mapa interativo e um telefone, obviamente.

As Green Box, são as cabines verdes. Elas são mais um complemento com outra finalidade, a de carregar celulares com energia solar (por isso são verdes). Basta assistir a vídeos promocionais que você consegue carregar seu telefone de graça.

Mas, Londres sem as famosas caixinhas vermelhas, não teria a mesma graça. Elas representam a cidade e são lindas demais. Após uma campanha, muitas delas foram vendidas por 1 Euro e foram transformadas em quiosques de vários tipos. Desde vendas de souvenirs, biblioteca e até floricultura.

Achei criativa a nova designação para que elas se mantenham na cidade, porém com uma nova função.

E você, o que acha das Red Boxes inglesas? Conta aí nos comentários.

Kisses

KS.

 

 

 

 

 

Publicado em Cultura, Curiosidades, Viagem

As 7 Maravilhas do Mundo Moderno

No último post falamos sobre as 7 Maravilhas do Mundo Antigo. Neste, vou te contar sobre As 7 Maravilhas do Mundo Moderno, também conhecidas como “Novas Sete Maravilhas do Mundo”.

Em 2007 a organização suíça New Open World Corporation (NOWC), abriu uma votação pela internet, aonde mais de 100 milhões de pessoas ao redor do mundo, elegeram as novas maravilhas.

De 177 potenciais indicações, 77 maravilhas passaram para a próxima fase. A NOWC selecionou um grupo de autoridades em arquitetura reconhecidos mundialmente, juntamente com o ex-diretor geral da UNESCO, o espanhol Federico Mayor Zaragoza.

Esse time selecionou 21 monumentos finalistas que participaram da votação mundial feita pela internet.

No dia 7 de Julho do mesmo ano (07/07/07), em uma cerimônia realizada no Estádio da Luz, em Lisboa, eram anunciadas, mais de dois mil anos depois, as 7 Maravilhas do Mundo Moderno.

As 7 Maravilhas do Mundo Moderno


A Necrópole de Gizé, no Egito, que estava na lista dos 21 monumentos finalistas, foi removida para receber o título de Maravilha Honorária.


Confira a Lista dos 21 Monumentos Finalistas:

  1. Castelo de Neuschwanstein – Schwangau – Alemanha
  2. Torre Eiffel – Paris – França
  3. Acrópole de Atenas – Grécia
  4. Hagia Sophia – Istambul – Turquia
  5. Kremilin e Catedral de São Basílio – Moscou – Rússia
  6. Coliseu – Roma – Itália
  7. Stonehenge – Amesbury – Reino Unido
  8. Alhambra – Granada – Spain
  9. A Grande Muralha da China – Badaling – China
  10. Templo de Kiyomizu – Kyoto – Japão
  11. Sydney Opera House – Austrália
  12. Angkor Wat- Siem Reap – Camboja
  13. Taj Mahal – Agra – Índia
  14. Tombuktu – Mali
  15. Petra – Jordânia
  16. Pirâmides de Gizé – Egito (Maravilha Honorária)
  17. Cristo Redentor – Rio de Janeiro – Brasil
  18. Moais da Ilha de Páscoa – Chile
  19. Machu Picchu – Peru
  20. Chichén Itzá – Yucatán – México
  21. Estátua da Liberdade – Nova Iorque – EUA

Agora, sem mais delongas, vamos para a lista dos grandes vencedores:


1. TAJ MAHAL – Índia

Assim como na lista antiga, não podia faltar um mausoléu na lista das novas maravilhas do Mundo Moderno. O Taj Mahal foi tombado em 1993 pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Aryumand Banu Begam, a esposa favorita do imperador Shah Jahan, deu a ele quatorze filhos, mas morreu após o nascimento do último. O Imperador desolado, mandou construir entre 1632 e 1653 a maior prova de amor do mundo (como o Taj Mahal é conhecido) em sua homenagem.

Mumtaz Mahal (Jóia do Palácio), era como ele chamava sua esposa predileta. Por isso o  monumento foi incrustado de pedras preciosas e teve sua cúpula costurada com fios de ouro.

Mas, a história de amor de Shah Jahan não tem final feliz não. Seus filhos macomunaram contra ele e o aprisionaram no Forte de Agra. Segundo a lenda, a única coisa que o confortava é que ele tinha uma janela da qual podia observar o Taj Mahal todos os dias.

Quando finalmente faleceu, um de seus filhos o enterrou junto de sua amada, causando a única ruptura da estrutura.

Uma curiosidade sobre o Taj Mahal são suas quatro torres inclinadas levemente para fora. A intenção era precaver um possível terremoto ou afins, fazendo com que as torres não caíssem sobre a estrutura principal.

Taj Mahal
O Mausoléu indiano – Taj Mahal

2. CHICHÉN ITZÁ – México

Localizada em Tinum, no estado de Yucatán, no México, a cidade de Chichén Itzá foi construída pelos Maias no Período Clássico.

Um dos maiores centros urbanos dos Maias, a cidade possuía uma população muito diversificada para os seus padrões. Estudos mais recentes atribuem também a presença de estilos não Maias à forte difusão cultural existente naquela época.

Até março de 2010 as terras sob as ruínas de Chichén Itzá eram de propriedade privada. Foi quando o estado de Yucatán comprou a área.

A parte mais conhecida da cidade é a Pirâmide de Kukulkan ou Kukulcán (não vai confundir com a Ku Klux Kan “pelamordedeus”), que significa o “deus serpente”. Ela tem 365 degraus, um para cada dia solar e tem 24 metros de altura.

Mas o sítio arqueológico é composto também pelo Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros. Sua construção data dos séculos IX e XII.

Chichén Itzá
Pirâmide de Kukulkan no México

3. PETRA – Jordânia

Localizada ao sul da Jordânia, Petra é uma cidade histórica e arqueológica, famosa por sua arquitetura esculpida nas rochas.

A “Cidade Rosa”, nome dado por conta da coloração de suas pedras, é símbolo da Jordânia, além da atração mais visitada do país. Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985, a cidade foi “apresentada” ao mundo ocidental somente em 1812 pelo suíço Johann Ludwig Burckhardt, o primeiro europeu a “descobrir” as ruínas.

Cenário de filmes famosos, como o lendário Indiana Jones e a Última Cruzada, a cidade ainda é uma incógnita.

Sob o domínio de Constantino, Petra prosperou até o ano 363. Mas, um terremoto na Galileia, destruiu quase metade da cidade. Em 551, outro terremoto em Beirute arrasou a cidade quase que por completo.

Foi quando Petra não conseguiu se recuperar e deixou de ser rota comercial. Desde então suas ruínas são objeto de visitação e fascinação para os turistas.

Petra

4. GRANDE MURALHA DA CHINA

Pedra, granito, tijolo e madeira. Esses são basicamente os materiais utilizados na Grande Muralha da China. Ela foi construída entre os séculos III a.C e XVII d.C. e possui de 7 a 10 metros de altura e mais de 20 mil quilômetros de extensão.

Antigamente falava-se que a Grande Muralha era o único monumento feito pelas mãos do homem que era possível ser visto da Lua a olho nu. Em 2003, após o primeiro voo espacial chinês, o astronauta Yang Liwei disse que realmente não era possível ver nada.

Apesar de ser a maior estrutura militar de defesa, a muralha é mais conhecida como o maior cemitério do mundo. Isso se deve ao fato de que muitos dos trabalhadores morreram enquanto trabalhavam erguendo o monumento.

Construída ao longo de mais de 1500 anos, ela foi totalmente finalizada no século XVII, durante a Dinastia Ming.

Muralha da China
Trecho da Grande Muralha da China

5. COLISEU – Itália

A capital da Itália não podia deixar de figurar na lista das novas maravilhas. Em Roma, está situado, nada mais nada menos do que o Coliseu. Na verdade o nome oficial do Coliseu é Anfiteatro Flaviano, e é o maior a ser construído.

Com capacidade entre 50 mil e 80 mil espectadores, o Coliseu foi construído entre 70 d.C. e 90 d.C., sendo inaugurado antes de ser concluído, entre 79 d.C. e 81 d.C.

O lugar não era só famoso pelos espetáculos e peças teatrais que apresentava, mas também, por ser palco de combates entre gladiadores, caças de animais selvagens e também execuções.

A política de “pão e circo” foi amplamente utilizada por aqui. Tito, que era o imperador de Roma na época, já decadente, aproveitou o espaço para entreter a população também com esse circo de horrores. No século XVII, o Papa Bento XIV o declarou como local sagrado.

Quando se fala em Roma, logo vem o Coliseu à mente. Símbolo da Roma Imperial, repleto de história e fábulas, sem dúvida, esse monumento merece o título de “Maravilha”.

Coliseu
O Coliseu de Roma se chama Anfiteatro Flaviano

6. MACHU PICCHU – Peru

A Cidade Perdida dos Incas, Machu Picchu, que significa “Velha Montanha” em quíchua, foi construída no século XV, é o principal símbolo do Império Inca que sobreviveu até a invasão espanhola do século XVI.

No meio da Cordilheira dos Andes, a cidade se ergue a 2400 metros de altura, próximo da cidade de Cusco. Também Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1983, ela possui suas construções ainda bem conservadas.

Isso se deve ao fato de quando os espanhóis conquistaram a região, não encontraram a cidade. Por isso, “Cidade Perdida dos Incas”. Machu Picchu só foi “encontrada” em 1911 pelo professor americano Hiram Bingham.

Machu Picchu
Machu Picchu – A Cidade Perdida dos Incas no Peru

7. CRISTO REDENTOR – Brasil

E agora, com vocês, reinando absoluto do alto do morro do Corcovado, emerge o protagonista “brazuca” da lista das 7 maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor.

A princípio, símbolo do cristianismo brasileiro, mas com o passar dos anos, o Cristo ganhou magnitude mundial. Se tornou Patrimônio Mundial da UNESCOem 2012, alguns anos após vencer como uma das 7 maravilhas.

Hoje o Cristo é sem dúvidas o símbolo de todo o Brasil. Todos os que veem a foto da estátua já a relacionam ao país imediatamente. Inaugurado no dia 12 de outubro de 1931, foi construído em concreto armado e pedra de sabão.

O Cristo mede 30 metros de altura, tirando seu pedestal que mede 8 metros. Seus braços se abrem ao longo de nada menos do que 28 metros de envergadura. Pasmem: a estátua pesa 1145 toneladas!

Ainda assim, por incrível que pareça, desde os anos 90, o Cristo Redentor não é a maior estátua de Jesus Cristo existente.

Em 1990, a Bolívia construiu sua estátua, O Cristo da Concórdia, em Cochabamba, que ultrapassaria a estátua brasileira em 4,20 metros, resultanto em um Cristo gigante de 34,20 metros de altura.

Mas, não acaba por aí. Em 2010, a Polônia construiu uma estátua ainda maior, a Estátua de Cristo Rei. Ela mede 36 metros, deixando o Cristo na terceira posição.

Não pense que estou puxando a sardinha para o monumento brasileiro. Porém, não podemos negar que a sua beleza e localização – na baía de Guanabara – bem como os seus braços abertos, impressionam, tornanado a emblemática estátua, a mais bela de todas.

Cristo Redentor
A estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro

E aí? Já conheceu algumas das 7 maravilhas de perto? Conta para a gente aqui nos comentários!

Até o próximo post!

KS.

 

 

Publicado em Cultura, Curiosidades, Viagem

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

Você já ouviu falar sobre as 7 Maravilhas do Mundo Antigo? Além de te contar quais são, vou te contar algumas curiosidades sobre elas.

Criada pelos gregos há muito tempo atrás, essa lista dominou e ainda domina o imaginário de muitas pessoas que adorariam ver essas obras frente à frente. Esse foi o intuito de os gregos criarem uma lista assim.

Quase como um itinerário de obras espetaculares criadas pelo homem, que todas as pessoas deveriam visitar, por sua grandeza e magnitude.

 

As 7 Maravilhas do Mundo Antigo

Infelizmente hoje não é possível realizar essa façanha, já que a maior parte dessas “belezuras” não existe mais, com exceção da primeira, que apesar de não conservar todas as características antigas que a conferiram o título, ainda está lá, majestosa, no meio do deserto.

1. A Grande Pirâmide de Gisé

Ao contrário do que estamos habituados a dizer, não são as três pirâmides de Gisé que figuram na lista das 7 maravilhas do mundo antigo, mas somente a maior, a pirâmide de Quéops.

Também Conhecida como A Grande Pirâmide de Gisé ou, somente, A Grande Pirâmide, é a maior das três pirâmides. A única das 7 maravilhas do mundo antigo que ainda existe. O mais interessante é que ela é também a mais antiga obra de todas.

Pirâmide do Egito

Construída como túmulo para o faraó Quéops há mais de 4500 anos, ela está praticamente intacta. Com exceção do revestimento exterior feito de pedras calcárias brancas altamente polidas que brilhavam sob o sol.

Elas sofreram com terremotos e acabaram por serem removidas por outros reis e também saqueadores ao longo do tempo.

A Grande Pirâmide levou de 10 a 20 anos para ser construída segundo os especialistas que defendem teses diferentes. Mas, o que mais impressiona não é a obra em si, mas a engenharia por detrás dela.

Ainda hoje um grande mistério paira sobre a construção das pirâmides. Como puderam ser construídas com recursos tão primitivos e resultar em uma obra de engenharia tão precisa? Como as pedras que formam as pirâmides foram transportadas até o local? Essas são apenas algumas perguntas que talvez nunca serão respondidas.

2. Jardins Suspensos da Babilônia

Se tem uma coisa que eu fico intrigada é como seriam os Jardins Suspensos da Babilônia. Na verdade não existe comprovação exata de que eles realmente existiram. O que se tem, são indícios por meio de escavações que demonstram que eles podem realmente ter existido.

Jardins Suspensos da Babilônia
Imagem de livro publicado em 1912

A teoria mais aceita seria a de que os Jardins Suspensos da Babilônia seriam um presente do rei Nabucodonosor para sua esposa, a rainha Amyitis, em 605 a.C., na Mesopotâmia que sentia saudade da sua terra natal.

Esses jardins eram basicamente construídos sobre terraços, contendo uma infinidade de espécies de plantas, formando uma rica fauna e flora.

3.  Estátua de Zeus

O mais poderoso dos deuses gregos teve uma estátua gigante construída em Olímpia na Grécia. A Estátua de Zeus foi construída em ouro e marfim por volta de 450 a.C., durante 8 anos.

Phídias esculpiu Zeus sentado em seu trono com aproximadamente 13 metros de altura. A escultura ficava no santuário de Olímpia, dentro do Templo de Zeus, claro.

Estátua de Zeus
Reprodução da Estátua de Zeus no Museu Hermitage em São Petersburgo, na Rússia

Arqueólogos apresentam algumas hipóteses para sua destruição. Alguns afirmam que a estátua foi destruída junto com o templo em 426, outros afirmam que ela foi levada à Constantinopla, atual Istambul e destruída em um incêndio posterior que ocorreu por lá.

4. Mausoléu de Halicarnasso

Mausoléu é uma palavra criada a partir do nome do rei Mausolo de Halicarnasso. A tumba construída para que ele fosse enterrado era tão magnífica que entrou para a lista das 7 maravilhas. Desde então, sepulturas luxuosas são chamadas de mausoléus.

Mausoléu de Halicarnasso 2

O Mausoléu de Halicarnasso foi construído entre 353 e 350 a.C. e ficava na Turquia. O monumento era adornado com quadros dos maiores artistas gregos e tinha nada menos que 126 metros de altura.

Além disso, o mausoléu possuía 36 colunas e seu telhado era em forma de pirâmide com uma enorme escultura de mármore no topo.

Entre os séculos XI e XV o mausoléu foi destruído por um terremoto.

5. Colosso de Rodes

Esse monumento eu queria ter vivido para ter visto. Alguns filmes reproduzem a estátua como se cada perna ficasse de lado da entrada da ilha e os barcos passem por debaixo. Sempre fiquei encantada com essa versão.

Colosso-de-Rodes
Colosso de Rodes reproduzido na série Game Of Thrones da HBO

Porém, mais tarde, estudos comprovaram que a estátua ficava no topo de uma colina. O Colosso de Rodes era revestido de bronze, pesava mais de 70 toneladas e tinha mais de 30 metros de altura.

A estátua colossal reproduzia Hélios, o deus Sol. Construída para celebrar a vitória dos gregos contra os macedônios no século 294 a.C., na ilha de Rodes.

Das 7 Maravilhas do Mundo Antigo, esta é a que teria ficado menos tempo em pé, 54 anos até ser atingida por um terremoto em 226a.C., tendo seus joelhos quebrados e caindo.

Seus restos ficaram sob o chão por mais de 800 anos e ainda assim era tão impressionante que atraía muitos turistas para contemplar essa obra. No ano de 653 a estátua teria sido derretida e vendida a um comerciante judeu que precisou de 900 camelos para carregar todo o bronze.

6. Farol de Alexandria

O Farol de Alexandria não fazia parte da lista inicial das 7 maravilhas, mas sim os Muros da Babilônia. O farol só entrou para a lista no século VI, substituindo as muralhas.

Farol de Alexandria
Uma das representações de como seria o Farol de Alexandria

Localizado na Ilha de Faros, o farol foi construído entre 280 e 247 a.C., na cidade de Alexandria. Com uma altura entre 120 e 137 metros, durante muitos séculos foi a estrutura mais alta do mundo, sendo destruído por diversos terremotos entre os anos de 956 e 1323.

4. Templo de Ártemis

O maior templo do mundo antigo, o Templo de Ártemis ou Diana, foi construído em 550 a.C. em Éfeso.

Esta citação de Antípatro de Sídon sobre o templo da deusa da caça e dos animais selvagens, descreve sua grandiosidade.

Pus os olhos nas elevadas muralhas da Babilônia, nas quais há um caminho para carruagens, e na estátua de Zeus pelo Alfeu, nos jardins suspensos, no colosso do Sol, no enorme trabalho das altas pirâmides e no vasto túmulo de Mausolo; mas quando vi a casa de Ártemis que subia às nuvens, aquelas outras maravilhas perderam seu brilho e eu disse: “Eis que, além do Olimpo, o Sol nunca olhou tão alto.”

Duzentos anos após sua construção, o templo foi  destruído por um grande incêndio e depois reerguido por Alexandre o Grande se tornando uma maravilha do mundo antigo.

Hoje em dia, depois de muitos terremotos e saques, das 127 colunas que existiam, uma única foi reerguida por arqueólogos alemães no século XIX, e permanece como símbolo do que um dia o templo foi.

Leia também: Formas de Viajar

E as 7 Maravilhas do Mundo Moderno? Você sabe quais são? Se não sabe eu te conto no próximo post.

Até lá!

Bjos.

KS.

 

Publicado em Cultura, Curiosidades, Viagem

5 Comidas Típicas da Suíça

5 Comidas Típicas da Suíça

A culinária suíça é muito diferente da brasileira. Apesar de amar alguns pratos suíços, alguns não me descem. Durante todo meu tempo na “Terra das Vaquinhas Felizes” perdi quase sete quilos. Por isso, vamos falar de 5 comidas típicas da Suíça que ficaram famosos ao redor do mundo, ou não!

Suíça janela bandeira

A Suíça é conhecida mundialmente por muitas coisas, como por exemplo, o famoso canivete, o chocolate, o relógio, os Alpes. Tudo acompanhado da palavra “suíço”, o que confere garantia de qualidade e precisão. Mas, será que isso vale para a comida?

No Brasil sempre amei tudo o que tinha suíço no fim, como a “Batata Suíça”, “Limonada Suíça e por aí vai. Mas,vou te contar as 5 coisas que são comuns aqui na Suíça que você pode adorar ou odiar.

1. Fondue

No segundo trimestre de 2018 fui para Gramado para conhecer alguns restaurantes que são famosos por lá. Em um deles, tinha o famoso Fondue Suíço.

Pensa na decepção quando comi. Gente, o queijo era muito forte, como é realmente na Suíça, mas acho que aquele era só ruim mesmo.

Suíça Fondue suíço

Apesar de servirem com milhares de coisa na Suíça, o acompanhamento vai depender do tipo de fondue que você pedir. O mais comum é o pão e depois a batata, mas no Brasil você vê de tudo. E o queijo que usamos também não é o mesmo que usam na Suíça.

Quando comi de fato o tradicional fondue suíço, achei forte demais. Consegui comer uns três pedaços de pão e uma batata cozinha daquelas mini, molhadas no queijo, mas foi só.

Primeiro, porque é super pesado e o queijo é bem diferente. Não é que seja ruim, mas comer demais, quando seu paladar gosta mesmo é de parmesão, fica complicado.

O fondue é normamente acompanhado de chá preto ou alguma bebida quente e a maioria dos restaurantes suíços não serve o prato em determinadas épocas do ano, quando o clima esquenta.

Fui agora no começo de maio em um restaurante famoso pelo fondue, para provar outro tipo, mas já tinha terminado a época.

É bom lembrar que existem vários tipos de fondue e que o de chocolate não é normal aqui na Suíça não.

Adoro fondue, mas deixa para quando eu estiver no Brasil! 🙂

2. Raclette

Acho que a Raclette é mais suíça que o Fondue. Brincadeiras à parte, esse prato ganhou meu coração. No momento em que dei a primeira “bocada” parecia que estava subindo em direção ao paraíso. Repeti.

Para quem me conhece sabe o que isso significa. Eu, normalmente como pouco e esse prato ainda é bem pesado.

Raclette é o nome do queijo e também do prato típico. Na verdade o prato ganhou o nome antes do queijo. Racler em francês quer dizer “raspar”.

E é dessa forma que o tradicional prato é servido, raspando o queijo sobre um prato com batatas, e alguns outros vegetais, normalmente, milho e pepino, além de cebolas. Tudo em conserva.

Raclette prato suíço

A Raclette também é servida com chá ou outra bebida quente, mas normalmente vejo as pessoas bebendo vinho branco junto com o prato. O tradicional é o vinho da região de Valais, região de onde vem também a própria Raclette.

3. Cervelat

É quase a “vina” curitibana, mas cem vezes mais saborosa. Sério gente, pensa em um negócio bom. A Cervelat é feita de uma mistura de carne bovina com carne suína e bacon.

A palavra Cervelat deriva do termo em latim cerberum, que significa cérebro, ingrediente que era usado nas primeiras receitas. No século XIX se transformou na receita que é hoje.

De sabor levemente defumado, a salsicha é normalmente usada para fazer saladas realmente deliciosas.

Essa salsicha faz parte da cultura suíça. Muitas pessoas usam a cervelat para fazer churrasco. Eles abrem as pontas e elas ficam estreladas, dizem eles que é uma borboleta e, especialmente as crianças, adoram.

4. Rösti

É a Batata Suíça que conhecemos no Brasil. Apesar de meus colegas suíços dizerem que não tem nada a ver, não vejo muita diferença do Rösti.

A única coisa é que no Brasil você sempre tem mil opções de recheio. Já o Rösti tradicional suíço não é recheado. Ele geralmente vem acompanhado de queijo, cervelat, legumes e um ovo frito por cima.

Eu adoro. Se comer muito dá uma enjoada porque é basicamente batata frita e pode ser bem gordurosa aqui na Suíça.

5. Müsli/Müesli

A maioria das pessoas conhece Müsli no Brasil. Ele foi desenvolvido por volta de 1900 pelo médico suíço Maximilian Oskar Bircher-Benner para seus pacientes.

Chamado na suíça de Birchermüesli por conta do nome do criador, ganhou fama mundo afora mais abreviado, somente Müsli ou Müesli.

Müesli

O cereal à base de flocos de aveia misturado com frutas secas, virou febre no café da manhã no continente americano, enquanto na suíça mesmo, ele é mais consumido à noite como opção ao jantar.

E você? Qual seu prato suíço favorito. Já provou alguns dos alimentos citados? Conta para a gente.

Um super beijo e até o próximo post!

KS.

 

 

 

Publicado em Cultura, Curiosidades, Viagem

Berna – A Cidade dos Ursos

Berna – A Cidade dos Ursos

Berna em alemão “Bärn”, significa urso. E sim, eles estão pela cidade, mesmo que ainda sejam poucos. A “Cidade dos Ursos” é certamente uma das mais belas de toda a Suíça.

A cidade foi fundada no ano de 1191. Diz a lenda que o fundador da cidade Berchtold V, Duque de Zähringen, disse que o primeiro animal que vissem durante a caça seria o que daria o nome a cidade. E, é claro, foi um urso.

Ursos Berna

A capital da Suíça – sim, a capital é Berna e não Zurique -, é uma cidade medieval que me encanta muito para cada cantinho que olho. Poderia passar o dia todo só caminhando e admirando as construções, as ruas, as vitrines da Cidade Antiga. Tudo é realmente surpreendente.

Poucas cidades no mundo são tão conservadas historicamente como Berna. Por esse motivo em 1983 ela se tornou Patrimônio Cultural Mundial da Unesco. Foi em Berna que o físico alemão Albert Einstein desenvolveu a teoria da Relatividade enquanto vivia em terras bernenses.

Bandeira do Cantão Berna
Bandeira do Cantão Berna – Ilustrando o Urso Símbolo da Cidade

Mas outra presença ilustre se tornou a principal atração para os turistas que visitam a cidade suíça. Os ursos ao vivo e a cores são esperados ansiosamente, apesar de muitas vezes preferirem se esconder na caverna construída para eles.

Der Bärengraben – O Fosso Dos Ursos

O primero registro da existência do fosso para os ursos data de 1441. O fosso atual foi inaugurado em 1857 e em 1925 foi concluído, com a construção de uma vala menor para os ursos mais jovens.

O Fosso dos Ursos 1880 Wikipedia_Museu de História de Berna
O Fosso dos Ursos por volta de 1880 Fonte: Wikipédia/Museu de História de Berna
Fosso dos Ursos em 1990
O Fosso dos Ursos em 1890

Nos anos 70 foi feita uma reforma, mas os ativistas já estavam fazendo pressão para que os animais fossem removidos do fosso. O que só aconteceu muitos anos depois.

Ações na justiça foram tomadas com o intuito de melhorar as condições dadas aos animais. A prefeitura da cidade se viu então obrigada a tomar uma atitude.

O fosso ficou vazio por alguns meses em 2009 já que o urso Pedro teve que ser sacrificado em 30 de abril daquele ano. Ele foi o último urso a viver no fosso.

Durante esse período o fosso foi aberto ao público até a chegada dos novos habitantes.

Baeren Park – O Parque Dos Ursos

O Parque dos Ursos foi inaugurado em 22 de outubro de 2009 e aberto ao público três dias depois, dia 25 de outubro. O objetivo principal foi proporcionar  uma melhor qualidade de vida aos animais.

De quebra, criaram uma super atração, já que nos primeiros meses de existência o parque chegou a atrair mais de 20 mil turistas por dia.

Com 6000 metros de área, do fosso até as margens do Rio Aare, os ursos podem agora nadar e até mesmo pescar, caminhar mais livremente. Como consequência se tornaram a maior atração de Berna.

Os turistas adoram vir até o parque para ver o símbolo da cidade em carne e osso. Atualmente o parque conta com a presença de quatro ursos. Björk, Finn, Berna e Ursalina.

Björk and Finn chegaram em outubro de 2009 e os filhotes Berna e Ursalina nasceram em dezembro do mesmo ano. Dois meses após a chegada no parque a fêmea Björk deu a luz a dois bebês ursos: Berna e Urs.

Os bebês só sairam da caverna para um breve passeio em fevereiro de 2010. Foi quando tiveram que mudar o nome de Urs para Ursalina, pois descobriram se tratar de outra fêmea.

Berna e Ursalina
Berna e Ursalina com 6 meses de idade – Foto: Chriusha

Finn, foi separado dos pequenos durante este período para não correr o risco de achá-los fofos demais e devorá-los.

Björk e Berna começaram a ter problemas de relacionamento e em 2013 Berna foi tranferida para a Bulgária. Hoje somente os três ursos restantes vivem no parque.

Bjork
A Ursa-Mãe Björk – Foto: Chriusha

O Parque dos Urso custou nada menos que 24 milhões de Francos Suíços. A estimativa inicial era de 9,7 milhões, mas a instabilidade do terreno que tinha problemas estruturais aumentou significativamente os custos.

Mas, finalmente os ursos de Berna tem o seu próprio espaço que, apesar de não ser o ideal, certamente é bem mais saudável do que o antigo fosso.

O Urso Ataca

Finn, o macho do parque já chegou chegando. No mesmo ano da inauguração um homem caiu no viveiro dos ursos de uma altura de 4 metros e Finn não deixou por menos.

Durante 7 minutos de puro terror, o homem de 25 anos foi sacudido, mordido no tronco e gravemente ferido pelo animal.

Sob gritos de turistas que jogavam coisas no urso a fim de distraí-lo, a polícia atirou em Finn para contê-lo.

Urso Finn
Urso Finn – Foto: Chriusha

A polícia informou que o homem tinha problemas mentais. O diretor do parque disse que naquele momento os tiros eram a única forma de parar o ataque já que dardos tranquilizantes demorariam muito tempo para fazer efeito.

Ele reforçou também que Finn estava defendendo seu território e que não havia como prever o acontecido. Tanto o urso quanto o homem se recuperaram do acontecido.

A Cidade Antiga

Berna se juntou a Confederação Helvétiva em 1353. Em 1045 houve um grande incêndio na cidade que dizimou os edifícios de madeira. Hoje os edifícios de arenito são os que dão vida a cidade.

Vista da Ponte
Rio Aar em Berna

O Rio Aar ou Aare é o protagonista na cidade. De um verde esmeralda que as vezes muda para o turquesa, são hipinotizantes. No meu caminho para as aulas de alemão, tinha que passar por ele todo o dia. E, acredite, todo o dia ele me encantava.

Não é só de ursos que vive Berna. A cidade é um museu a céu aberto e a quantidade de turístas que você vê logo cedo demonstra como a cidade é interessante e cheia de vida.

Com certeza Berna é uma das minhas cidades favoritas da Suíça.

E você? Gostou da Cidade dos Ursos? Comenta aqui e divide com a gente!

Beijos e até a próxima viagem!

KS.

 

Publicado em Cultura, Curiosidades, Viagem

20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça

20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça

A Suíça é sinônimo de chocolates deliciosos, queijos furados, relógios precisos, e montanhas de neve perfeitas para esquiar. Esse país tão incrível sempre pode surpreender ainda mais. Hoje vou te contar 20 coisas sobre esse país que me deixaram de queixo caído quando descobri. O que só me faz ficar mais impressionada com o lugar que escolhi para viver.

IMG_3999
Suíça

1. A Suíça Tem QUATRO Idiomas Nacionais

Alemão, Francês, Italiano e Romanche em ordem de importância. Essa é a sequência dos idiomas mais falados, sem contar que nas ruas o que se fala é o suíço-alemão, que é um dialeto. Mas, não se engane, em cada região o idioma é falado de uma forma um pouco diferente. Tudo é muito específico quando se trata de idiomas na Suíça. Não se assuste, não é difícil achar quem domine o inglês ao menos em um nível intermediário.

2. A Suíça Foi Cenário do 007

A Suíça tem a maior ponte de madeira do mundo em Lucerna. Tem a Montanha Pilatus (esse mesmo que crucificou Jesus), que leva esse nome, pois, diz a lenda, que ele foi parar por lá após toda a história com Jesus. Aliás, essa montanha é a minha queridinha.

Mas, quem é o Pilatus na fila do pão, quando James Bond tem sua própria montanha? O nome dela é Schilthorn, mas se disser a Montanha do James Bond todo mundo conhece.

schilthorn

Bem no meio dos Alpes Suíços ela foi cenário do filme 007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade, com George Lazenby no papel de James Bond em 1969. A única vez em que ele interpretou o personagem, voltando o papel em seguida para Sean Connery. Desde então o lugar virou atração.

3. País Neutro e Paraíso Fiscal

A Suíça é considerada um país neutro. Desde 1815 ela não se envolve em nenhuma guerra ou toma lado definido nelas. As contas bancárias também não podem ser acessadas pelo nome do titular. Elas recebem um número único, sendo assim, o sigilo é garantido. Apesar de as leis terem mudado recentemente ela é ainda considerada um paraíso fiscal.

4. A Suíça é Repleta de Abrigos Nucleares

bunker
Bunker “disfarçado” na Suíça

Todos já sabemos que a Suíça é um país neutro, e não se envolve em guerras desde 1815. Mas, se caso a Suíça, só bem por acaso, entrasse em uma guerra hoje, todos os seus moradores teriam um lugar cativo em um dos mais de 30 mil bunkers (abrigos anti-bomba) espalhados por todo o país. Isso garantiria a subsistência da população de todo o país por, aproximadamente, um ano.

5. O Suicídio é Permitido na Suíça

Quando o assunto é suicídio, a Suíça também entra na top list. Como explicar que um dos melhores países do mundo para se viver tenha índices de suicídio tão altos. Deve ser realmente muito difícil para pessoas com problemas de auto-estima verem outras tão felizes, criando assim esse paradoxo. Pessoas de outras partes do mundo também vêm até a Suíça para morrer, com o chamado suicídio assistido que no país é permitido por lei desde 1942.

Veja essa artigo da Swissinfo.ch

6. A Suíça Tem a Melhor Água “Torneiral” do Planeta

A água que você bebe da torneira na Suíça vem dos glacier, geleiras milenares. Então, é certamente a água mais pura do mundo. O único “porém” é o fato de possuir um alto teor de calcário, o que dizem que faz o cabelo cair.

pan-xiaozhen-543981-unsplash

Por isso, muita gente tem usado filtro no chuveiro, não sei bem como funciona. Para mim fez muito bem às minhas madeixas. Se não tomo banho muito quente, fica tudo certo.

Além da água da torneira ser essa maravilha, aonde quer que você vá, vai encontrar bebedouros que mais parecem fontes. Se joga! É super seguro e recomendável beber dessa água e aproveitar para encher as garrafinhas.

7. A Suíça Não Faz Parte da União Europeia

Apesar de ser signatária do acordo do Espaço Schengen que acabou com o controle de passaportes entre os países que aderiram a ele, a Suíça não faz parte da União Europeia (UE). E ela só se tornou parte das Nações Unidas em 2002.

O motivo é que a Suíça neutra não combina com um bloco político do tipo que é a UE. Por isso, a Suíça decidiu não fazer parte da aliança, mas tem seguido a maior parte das recomendações do bloco europeu.

Lembrando que todas essas decisões são feitas através de referendos e consultas populares. Já que a Suíça é uma das únicas democracias diretas do mundo, tendo o povo grande poder de decisão junto ao parlamento.

8. O Nome da Suíça NÃO é Suíça

Confederação Helvética. Sim, esse é o nome oficial da Suíça. Por isso os sites suíços terminam com CH como o Brasil termina com BR. O curioso aqui é que até alguns suíços mais desavisados, às vezes, não sabem disso.

9. A Capital da Suíça NÃO é Zurique

A Suíça é uma República Federativa e, coincidentemente, como o Brasil também possui 26 estados, mas, não tem Distrito Federal. E Zurique está para a Suíça assim como São Paulo está para o Brasil. Sendo o centro financeiro e a maior cidade do país, mas não a capital. Berna, a cidade dos ursos, é a Capital Política do país. Sim, os ursos existem e ficam soltos, porém, em uma área restrita ao contato direto do público.

bern

10. O Refrigerante Mais Famoso da Suíça NÃO é Bem Um Refrigerante

Rivella. Este é o nome do “refrigerante” suíço, feito a base do soro de leite. Mas, eu te garanto que gosto de leite não tem nenhum. Eu não curti muito no começo, mas hoje é só o que tomo na rua. Assim, de quebra, evito o refrigerante que já não tomo mesmo e gasto menos, já que um suco de qualquer coisa na Suíça é mais caro. Você tem sabores para escolher por cor. Tem, verde, vermelha, azul. A minha preferida é a rot (vermelha).

 

11. A Bandeira Suíça é Quadrada

Desde 1848 as medidas oficiais da bandeira Suíça são de 1.1. Isto é, ela é quadrada. Toda em vermelho com uma cruz grega branca no centro, onde cada braço é 1/6 maior que a sua largura. Além dela, somente a bandeira do Vaticano (que é uma cidade-estado) tem medidas 1.1. O inverso das cores da bandeira da Suíça formam a bandeira do Comitê Internacional da Cruz Vermelha fundado na Suíça em 1863 na cidade de Genebra. O seu criador Jean-Henri Dunant foi a primeira pessoa no mundo a levar o Nobel da Paz em 1901.

bandeira da suíça

12. A Suíça é Menor Que São Paulo

A Suíça possui uma população de 8 milhões de habitantes, enquanto somente a cidade de São Paulo sem contar a região metropolitana já tem mais de 12 milhões. Mas, para ilustrar melhor, preciso dizer que a Suíça toda é um pouco menor que o estado do Rio de Janeiro, sem contar com o fato de que 70% de seu território é basicamente composto por montanhas e mais belas montanhas. E tudo isso fazendo fronteira com a Alemanha, a França, a Itália, a Áustria e Liechtenstein. Por aí você já entende um pouquinho o porquê de quatro idiomas tão distintos. É só olhar para as fronteiras com os países que a Suíça tem divisa.

montanhas da suíça

13. Porquinho da Índia de Estimação? Só Se Forem Dois

Após um estudo ter demonstrado que esses bichinhos sofrem muito com a solidão, só é possível ter os porquinhos da Índia na Suíça aos pares. Isso vale para outros animaizinhos também que precisam de companhia, como o papagaio, a cacatua e etc.

porquinho da Índia

14. Negar O Holocausto é Crime

Na verdade é uma norma penal antirracista votada pelos próprios suíços que entrou em vigor em janeiro de 1995. Então, qualquer violência verbal, propaganda antissemita, a negação do genocídio armênio de 1915, preconceito contra estrangeiros e religiões em geral entram nessa norma. Negar o holocausto pode ter consequências graves para o seu bolso. Normalmente a pena é uma multa bem salgada.

15. Na Suíça Não Tem SUS

Sistema de Saúde Pública não existe na Suíça, isto é, todo mundo que reside na Suíça precisa obrigatoriamente ter um plano de saúde privado. É claro, que se você não tiver dinheiro para pagar, já que não são nenhum pouco baratos o Governo Suíço entra em ação e te subsidia.

16. O País das Sedes

A Suíça é sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), da Cruz Vermelha Internacional, da Federação Internacional de Futebol – FIFA e do Fórum Econômico Mundial

17. A Nestlé é Suíça

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a nossa amada empresa de chocolates Nestlé, que tem fábricas espalhadas por todo o Brasil é genuinamente suíça. Sua matriz fica na cidade de Vevey, no cantão de Vaud.

nestlé

18. Dia de Sol é Sagrado

O Chamado Heat Free é como um “direito” não-oficial dos cidadãos de não irem ao trabalho ou de “cabularem” a aula em dias quentes no alto inverno. Como na maior parte do ano a Suíça está nublada e muitas vezes com temperaturas congelantes, os dias de sol são reverenciados no país.

Heat Free.jpg

Se estiver fazendo um dia lindo lá fora e você quiser tirar o dia para aproveitar, não haverá nenhuma desaprovação por parte dos seus superiores. Como um funcionário feliz e saudável é um funcionário que gera menos despesas, você só vai precisar encontrar uma forma de repor esse dia sem dar muitas explicações. O mesmo para os estudantes que necessitam tanto da vitamina D para evitar os altos índices de depressão no país.

19. A Suíça Tem Mais Armas Que o Iraque

rifles

Apesar de ter quase metade da população armada o índice de mortes por armas de fogo é um dos menores do mundo. A Suíça sempre aparece como um dos países com as menores taxas de criminalidade de todo planeta. A maioria das casas é equipada com pelo menos um rifle, para melhor resposta em caso de guerra. E todos os homens que serviram ao exército são obrigados a se reciclar uma vez por ano nas aulas de tiro.

20. É O Melhor País do Mundo Para Nascer

Em uma pesquisa realizada pela The Economist Intelligence Unit’s a Suíça é o melhor lugar para nascer e com melhores chances de a criança se dar bem no futuro. O estudo levou fatores de qualidade de vida em consideração, como expectativa de vida, mortalidade infantil, liberdade política, corrupção, igualdade de gênero, taxas de divórcio, de desemprego e de homicídios.

bebê nascido suíça

Austrália e Noruega vem na sequência enquanto o Brasil está em 37º lugar. Em 2018, de acordo com o Ranking da U.S. New & World Report a Suíça ficou no topo também como o melhor país para se viver. O que não é nenhuma novidade, pois a Suíça sempre encabeça esse tipo de lista.

Bônus: O Cinema Tem Intervalo

Tem quem goste e tem quem odeie. No Brasil alguns cinemas fazem isso, raros, mas existem. E são raros justamente por não fazerem muito sucesso no Brasil. Imagina o intervalo bem no clímax do filme?

Eu acho o máximo. Pensa você super apertado para ir no banheiro e ter que perder, que sejam, 15 minutos do filme. Eles podem ser cruciais. Então é exatamente esse o tempo de intervalo na Suíça. Em 15 minutos você corre no banheiro, se precisar, e já repõe o refrigerante ou a pipoca. 🙂

img_2975

E aí, já sabia de todas essas curiosidades? Sabe de mais alguma que não está na lista? Conta aqui para a gente! A Suíça é realmente fascinante e eu não me canso de ser surpreendida.

Leia também 5 Comidas Típicas da Suíça

Acesse mais notícias sobre a Suíça em Swissinfo.ch

Tenho certeza que você não vai se decepcionar se puder um dia conhecer esse país.

Até o próximo post.

Tschüss!

KS.