Anúncios

Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

Para sair do óbvio e dos lugares mais conhecidos desse país incrível, vamos para do outro lado da Tailândia, em Chiang Mai e Chiang Rai.

A “Rosa do Norte” é a tradução de Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia. Como seu nome indica, ela fica localizada no norte do país e é considerada a capital cultural da região.

Chiang Rai fica um pouco mais longe, nos limites setentrionais, na região chamada de Golden Triangle, onde Chiang Rai faz fronteira com o Myanmar e com o Laos.

Para nós, dizer que é do outro lado do país é porque normalmente os brasileiros escolhem o sul da Tailândia como destino, já que é lá que se encontram as ilhas paradisíacas do país.

Leia mais sobre a Tailândia: Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Em Chiang Mai, grandes mercados noturnos compõem o cenário. A primeira impressão que tive quando cheguei foi de que a cidade é bem limpa perto de outras cidades da Ásia em que estive.

Um clima de cidade grande, e que apesar de estar lá na baixa temporada, muitos turistas circulavam em Chiang Mai.

Impossível não comparar Chiang Mai com Bangkok, a capital da Tailândia, que é frenética e completamente diferente. Bangkok atrai muito mais turistas do que Chiang Mai, logicamente. Mas, Chiang Mai tem seus encantos.

Chiang Mai
Frente de uma Casa em Chiang Mai

Bangkok é uma cidade gigante e com o ritmo de São Paulo eu diria. Já Chang Mai, é bem mais tranquila e a vida segue mais leve, mais relax.

A maioria dos turistas que encontrei na capital do norte foram chineses, coreanos, japoneses e etc. Isto é, basicamente, asiáticos. Apesar de ter encontrado turistas ocidentais também, mas, bem mais raros.

A Rosa do Norte

Cidade de templos e casas de massagens por onde se olha, Chiang Mai é uma cidade para desligar do mundo e aproveitar as belezas naturais que a rodeia.

Mas, se acha que é só isso, está enganado. A vida noturna por lá é bem intensa. E para quem gosta, tem até Hard Rock Café por lá.

Quando pensei em Chiang Mai, imaginava uma cidade de camponeses, lavradores e comerciantes de artesanatos e trabalhos manuais em geral. Mas, o que vi foi uma cidade em plena atividade, cheia de bares, restaurantes e spas luxuosos.

Você será sempre recebido ao modo Thai de viver. Com chá, geralmente delicioso, um biscoitinho ou uma fruta e sorrisos largos e acolhedores. Uma observação para a massagem com óleo no corpo todo: a melhor da vida!

Spa
Recepção do Spa de massagem

Com exceção do aroporto, porque nem tudo é perfeito (rs). Lá, os taxistas se atropelam e, se preciso, te atropelam para te levar ao seu destino. Mas, comigo inesperadamente não foi o que aconteceu.

Exceção à Regra

Pegamos um taxista super falante e despojado. Disse que duas semanas era tempo demais para ficar na cidade (era o tempo que eu ficaria), que dava para ver tudo em três ou quatro dias. Expliquei que a intenção era relaxar e imergir na cultura local.

Foi quando ele me mostrou um caderno de referências. Sim, um caderno cheio de recados de pessoas do mundo todo que tiveram ele como motorista fixo, inclusive referências em espanhol (muitas) e em português, pode?

Quando chegamos no hotel não tínhamos Bahts, a moeda thai para pagar a corrida e iríamos pedir na recepção para trocar alguns dólares. O motorista então disse que pegava outra hora. Quando insistimos para ele esperar e fomos pegar o dinheiro, ele simplesmente desapareceu. E nunca mais voltou.

Isto é, em uma cidade em que todos falavam para tomar cuidado com os taxistas que cobravam preços injustos e se matavam por um cliente. Essa foi a exceção à regra. Espero que no ciclo de bondade ele já tenha recebido seu retorno. 🙂

Em Chiang Mai tem um templo em cada esquina, nenhum deles muito famoso e nehum deles muito luxuoso. Os monges estão por toda parte e muitas vezes com trajes comuns. Conheci um monge que chegou na área de um dos templos de caminhonete, jeans e camiseta.

Perguntou de onde éramos e disse que era monge. Foi uma conversa rápida porque estávamos com pressa. Mas, foi bem interessante saber que eles são pessoas como a gente.

Mas, normalmente existem sessões de conversas com monges em inglês. Isso serve para eles praticarem o idioma, mas no fim é importante deixar uma oferta. Os monges não podem pedir dinheiro. Tudo o que eles têm é doado por alguém.

img_6850
Monges em Chiang Mai

Silver Temple – Templo Prata

Seu nome real é Wat Sri Suphan. Silver Temple é um nome mais comercial. Esse templo em Chiang Mai é mesmo prateado. Além de belíssimo, é realmente o único todo coberto de prata.

Com detalhes feitos todos à mão, o que torna o lugar ainda mais fantástico. A entrada das mulheres é proibida nesse templo. Por lá é assim, em alguns templos as mulheres são admitidas em outros não.

Esse foi construído por volta de 1500 , mas, o processo de o torná-lo completamente em prata só começou em 2008. e valeu a pena hein?! Pensa num lugar bonito.

Chiang Rai

Não dá para falar de Chiang Mai sem falar de Chiang Rai. De nome quase idêntico, Chiang Rai não tem muito a ver com Chiang Mai. A distância até ela é de 180km na direção norte fazendo com que esta cidade fique já na região fronteiriça chamada “Golden Triangle” – Triângulo Dourado, que está entre a Tailândia, o Laos e o Myanmar, países esses que fazem fronteira entre si.

Long Neck Woman – As Mulheres Girafa

É em Chiang Rai que você vai conhecer as últimas tribos de mulheres girafa do mundo. Aquelas que usam várias argolas no pescoço.

Tivemos a oportunidade de vir com duas delas no nosso vôo de Bagkok para Chiag Mai e depois estivemos na região tribal dessas figuras interessantíssimas.

Mas, não visitamos as tribos, ficamos na região dos templos, pois, sabemos da exploração que há por trás da tradição das argolas que essas mulheres são obrigadas a manter. Se elas as retirarem deixam de obter ajuda do governo da Tailândia.

Elas são originárias no Myanmar, país que faz fronteira com a Tailândia, e Chiang Rai é a primeira cidade fronteiriça. Fomos visitar a região com um grupo turístico, então tivemos que aguardar próximos à van em que fomos, enquanto os demais foram conhecer as mulheres girafa e os elefantes.

Eu totalmente desaconselho este passeio, pela exploração que elas sofrem e porque sou contra animais presos para fins recreativos. Sei que alguns animais vivem em santuários e outros necessitam ser cuidados em situações específicas, por isso são mantidos em cativeiro.

Turismo Sustentável

Zoológicos e esse tipo de exploração animal não é uma questão ativista para mim. Mas, é uma realidade óbviamente cruel da qual não quero jamais me associar. É uma questão muito séria que passa pelo Turismo Sustentável.

Eu entendo a curiosidade por detrás das lendas existentes sobre as mulheres girafa e a vontade de conhecê-las. Eu mesma não consegui esconder minha euforia no avião onde duas delas sentavam nas primeiras fileiras.

Mas, ir até as aldeias aonde vivem é o mesmo que dar respaldo ao governo para continuar mantendo-as quase que prisioneiras em suas alfeias. Elas podem somente sair de lá com autorização ou talvez escondidas.

Afinal, se forem vistas na rua sempre, para que pagar para vê-las, não é mesmo? E se tirarem as argolas, também perdem o apoio financeiro, pois também se tornam comuns e não uma atração.

E, pelos constantes conflitos étinicos na região, elas não tem muita alternativa em conseguir asilo e auxílio em outros lugares. Portanto, se atenha as fotos delas e guarde sua curiosidade para o dia em que elas tiverem respeito e liberdade.

White Temple – Templo Branco

No norte da Tailândia a maioria dos templos mais importantes são identificados por uma cor por questões turísticas. Afinal é quase impossível para nós acertarmos o nome real desses templos.

Quando eu digo importância, me refiro ao turismo mesmo. Pois, os templos mais sagrados muitos vezes não atraem tanto os turistas quanto templos mais elaborados e recentes. Como é o caso do “White Temple” – O Templo Branco.

O nome desse templo é na verdade Wat Rong Khun. Esse templo foi reformulado e construído em 1997 por um arquiteto que virou celebridade por lá. Ele criou um espaço que define o inferno e o céu e literamente esculpiu esses dois espaços para simular a saída do inferno para a entrada no paraíso.

É tudo muito sinistro na minha opinião, mas me senti na Disney ou no Beto Carreiro, naqueles brinquedos que fazem você se assustar. Bem nada a ver, e percebi um certo constrangimento por parte do guia ao falar sobre o lugar.

Como se fosse importante por gerar renda para a região, no entanto, sempre enfatizando que para eles, budistas, o templo não tinha muita relevância.

Já as pessoas que vem de fora, escrevem seus desejos e gratitudes em um papel que você compra e vem com um pingente. Eles penduram esses pedidos e quando as pessoas vão fazer suas preces, incluem aqueles desejos nas suas preces.

Blue Temple – Templo Azul

Bem perto do White Temple, já fomos ao Blue Temple. Senti maior desprezo ainda por parte do guia por este templo, porque era um templo que foi pintado de azul depois, não tinha história ou tradição por detrás da cor azul.

O nome do templo é Wat Rong Suea Ten. Suea Ten também é o nome da vila onde ele está localizado. O nome quer dizer tigres dançantes, porque algumas lendas urbanas afirmam que os tigres saltavam os rios e aparentavam dançar. Em 2005 começaram a reconstrução, que terminou dois anos depois em 2008.

Eu resolvi listar abaixo, para você que ainda tem dúvidas, algumas regras que devem ser seguidas ao visitar templos por lá.

  • Se vista adequadamente. Esconda ombros e joelhos sempre.
  • Retire os sapatos ao adentrar às áreas dos templos.
  • Fique em silêncio. Muitas pessoas estão indo lá para fazer suas preces.
  • Não abrace e nem beije seu parceiro em hipótese alguma, seja hétero ou não. Isso é extremamente ofensivo nessa cultura, quem dirá dentro de algum templo.
  • Nunca aponte seus pés para nenhuma imagem de Buda. Isso é a pior ofensa que você pode fazer. Em último caso sente sobre seus pés ou finja que é uma sereia e coloque suas pernas de lado e pés para trás.
  • Não fume! Sei que parece óbvio, mas acredite, para alguns, não é.
Wat Phra Singh em Chiang Mai
Wat Phra Singh em Chiang Mai

Seguindo essas regrinhas básicas tenho certeza que a sua passagem pela região será só alegria! Conte para nós a sua experiência por lá.

Até a próxima viagem!

Ciao.

KS.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: