Anúncios

Paris – Uma Cidade Além do Tempo

Paris – Uma Cidade Além do Tempo

Quando se fala em Paris na França, penso em uma cidade além do tempo. Como por exemplo: romance, boa comida, a famosa Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Museu do Louvre e muito mais. Uma cidade que continua unindo o velho e o novo por onde quer que se olhe.

Desta vez viajei de TGV (Train à Grande Vitesse), que em português é o famoso Trem de Alta Velocidade. Cheguei no fim da tarde no hotel bem cansada, tinha vindo de uma longa viagem pela Borgonha, só com tempo para tomar um banho rápido e ir ao restaurante no qual tinha reserva.

Na verdade, o restaurante era em um barco onde eu e meus colegas fizemos um tour pelo canal de Saint-Martin, passando pelos principais pontos turísticos da cidade. Recomendo demais esse passeio. Além, da comida ser deliciosa, a vista é muito interessante.

Vou falar um pouco sobre os principais pontos turísticos da cidade, do meu ponto de vista, mas, já vou adiantando que isso não é nem de perto tudo o que Paris tem a oferecer aos seus turistas.

As ruas, por si só, são um museu a céu aberto, e tudo é inspirador. Mas, confesso que essa minha ida à Paris nos últimos meses foi um desapontamento. Isso nada tem a ver com os recentes protestos porque cheguei a ir um pouco antes deles acontecerem. Mas, ainda assim a cidade já estava decepcionante.

Veja bem, Paris continua incrível, seus monumentos que são motivos de orgulho para a cidade, continuam fantásticos. Mas, descobri nessa viagem que Paris não tem condições de abrigar os refugiados que tem recebido, como tentam fazer parecer nas mídias, e que tanto precisam de um novo lar para recomeçar.

Leia também: O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE VIAJAR PARA O EXTERIOR.

Paris Cheia de História

Vi uma quantidade imensa de pessoas dormindo nas ruas, nos pontos de ônibus. E graças a Deus não estava frio, porque imagino o que devem estar passando agora com as temperaturas congelantes que tem feito na Europa.

Mas, não vou falar sobre política ou economia nesse post e nem sobre o lado negro de Paris com seus conhecidos pickpockets, os batedores de carteira nos metrôs e suas estações. Vou focar na parte histórica da cidade que é o que não falta.

Como parte do “Velho Mundo”, Paris vem encrustada de história em cada parede, em cada monumento, em cada esquina. Quem nunca ouviu falar na Revolução Francesa, estudada nas escolas desde muito cedo? Pois saber que isso tudo foi cenário de um momento tão decisivo para as civilizações, é entusiasmante!

Aos arredores da Torre Eiffel, vi muitos vendedores ambulantes de outras nacionalidades, vendendo bebidas alcoólicas, refrigerantes, energéticos, comidas, apetrechos neons.

E eles vinham em sua direção de forma hostil. Apesar de não termos tido problema com nenhum deles, achamos melhor voltar para o hotel mais cedo para não correr nenhum tipo de risco.

Mas, antes resolvemos dar uma esticadinha na Notre Dame, porque fazia uma noite bem agradável. Aí, sento eu na beirada de um banco na praça com vários pinheirinhos atrás de uma cerquinha, que logo começou a fazer barulho.

No início achei que alguém estava amassando algum plástico por perto, até descobrir ratos convivendo comigo logo atrás do banco em que eu lindamente estava sentada. E não era só atrás de mim.

Para onde se olhava no meio das plantas, ratos e mais ratos. Quando descobrir a razão da infestação escrevo um novo post para contar.

A Terra do Ratatouille

No caso do Ratatouille, à alusão ao filme se deve estritamente ao rato e não ao famoso prato. Mas gente, fiquei horrorizada quando cheguei à noite nessa região e tivemos que correr (literalmente) dos ratos.

Eles não fogem mais tão fácil, acho que se acostumaram com as pessoas, com os vendedores ambulantes e querem a comida que eles vendem ou que as pessoas deixam por lá.

Definitivamente não sei a causa. Lógico que sempre xistiram ratos em Paris, não sejamos inocentes, mas circulando assim por todos os cantos me assustou bastante, até porque tenho um pavor desgranhento do pobre bichano.

Notre Dame Paris
Catedral Notre Dame – Paris

A Torre Eiffel

Essa torre está para Paris e eu ouso dizer, para toda a França, assim como o Cristo Redentor está para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Ela não é só linda, mas carrega o peso de atrair milhares de turistas por ano.

De acordo com a Organização Mundial do Turismo, a França é o país que atrai mais turistas em todo o mundo, com quase 90 milhões de gringos visitando o país só em 2017. Dá para acreditar nesse número?  

Torre Eiffel em Paris – França

Apesar da França possuir famosos castelos, museus, belas praias, excelente culinária, Paris é sempre a porta de entrada e a Torre Eiffel o monumento pago mais visitado do mundo.

Afinal, todos querem ver essa maravilhosa e brilhante torre e garantir sua tradicional foto ao lado dessa belezura. Quem nunca?!

Só a título de comparação, o Brasil não chega nem aos 7 milhões de turistas por ano, isso quando bate recordes. Eu digo o país todo, que tem dimensões continentais e as paisagens mais incríveis para se contemplar.

Mas, você sabe a história por detrás da torre? Já teve interesse em saber o que tem por detrás de um monte de ferro do século XIX que atrai turistas pela beleza e que não tem nem noção da história dela?

Sabia que ela foi construída com a intenção de ser o portal da Exposição Universal de 1889 que celebraria os cem anos da Revolução Francesa? Com seus incríveis 324 metros de altura, a torre pode ficar 15 centímetros mais alta no verão por conta da dilatação do ferro. Legal né?!

Mais de cem designs foram submetidos a um concurso para a construção de um monumento para a exposição. Gustave Eiffel foi o vencedor e de quebra deu o nome à torre.

Acesso à Torre

Depois disso a torre foi revitalizda várias vezes e agora ela tem luzes por toda a parte, até luzes que piscam em certas horas do dia, o show é de cair o queixo. A torre tem três níveis de acesso. Você pode adquirir tickets nos dois primeiros níveis.

No primeiro andar ficam os banheiros e lojas de souvenir. De lá você contempla a cidade toda. No segundo nível tem um restaurante e no terceiro nível o acesso é feito somente por elevador.

Por isso mesmo, quem tem problemas de mobilidade não pode visitar o primeiro nível que você só pode alcançar após subir uns 300 degraus.

Outra coisa que me deixou muito triste, é que agora a Torre Eiffel é toda fechada ao redor após às 22h. Então fotos após esse horário só de longe. Essa é uma das coisas que pesam quando digo que Paris não é mais a mesma.

Este slideshow necessita de JavaScript.

O Museu do Louvre

O Museu do Louvre é um lugar fora do comum em tantos sentidos que é difícil até de explicar. Para vocês terem uma ideia, tropeçar é a palavra de ordem.

Você tropeça nos grupos de turistas guiados, nos turistas perdidos, nos turistas engajados, em você mesmo, e eu particularmente tropeçava porque não conseguia parar de olhar para o teto.

Sério, o teto daquele lugar é por si só uma obra prima. É tudo tão lindo, tão lúdico, que você não consegue desviar o olhar. Uma coisa é óbvia: é impossível conhecer o Louvre inteiro em apenas um dia.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Não estamos falando só do maior museu do mundo, mas, de um monumento histórico também. O complexo total do Palácio do Louvre tem mais de 70 quilômetros quadrados. E aí? Ainda acha que dá para conhecer tudo em um dia?

Impossível, mesmo que você esteja em ótima forma e só passe rapidamente por todas as salas, pátios e jardins sem parada para o almoço, ok?

Por isso, o Louvre me fascina, você sempre vai ver uma coisa que você não viu antes. Ele é aquele tipo de lugar que você deve ir toda vez que for a Paris para se dedicar a uma parte dele. E te garanto, se você é fã de arte, você não vai se decepcionar.

A Mona Lisa

Mona Lisa? Quem quer ver a Mona Lisa? Um bando de gente. Sério pessoas. Nunca vi tanta gente querendo ver um quadro que você vê em todo o lugar. Eu sei que é a obra mais visitada do mundo e entendo perfeitamente que é a mais pura verdade e ali você está diante da original.

Mas, se fosse como antes, sem aquele vidro horroroso e a distância de segurança de 10 milhões de quilômetros que você deve manter da obra com o risco de gritarem com você (como se você quisesse roubar a obra em plena luz do dia e com uma vasta audiência), ok.

Mas, pelo amor de Deus, não vejo mais sentido algum em apreciar a obra, você nem vê as pinceladas de Da Vinci.

Passei, dei uma olhada rápida, registrei as pessoas que me empurraram tanto, que nem foto delas consegui tirar direito.

Essa segurança toda pode ser, quem sabe, só um palpite, pelo fato de que ela é a pintura mais famosa do mundo, ter mais de 500 anos e estar avaliada em mais de 820 milhões de dólares. Talvez, só talvez justifique todo esse cuidado. Quem sabe…

Como se não bastasse a distância que mal te permite saber de que quadro se trata, ainda você tem que brigar para achar um espaço para colocar o seu celular e conseguir alguma foto meio borrada e tremida.

Lógico que ela tem seu valor histórico inestimável e todo mundo gosta de ver coisas muito famosas e que demarcam uma época, mas, convenhamos, tem tanta coisa para se ver, que não dá para dizer o que é melhor. Para mim, certamente não foi ver a Mona.

Eros e Psique

Tem muita coisa para falar sobre o Louvre, mas eu escolhi falar sobre uma das minhas obras favoritas. É impossível ter uma só. Se você achava que era a Vênus de Milo, errou feio. Ela não está nem no meu top 5.

A escultura que vou falar é de um italiano chamado Antonio Canova, um dos melhores de sua época na minha humilde opinião.

A obra se chama “Eros e Psique” e uma de suas versões mais belas se encontra exatamente no Louvre.

eros e psique
L’Amour et Psyché

As obras de Canova foram espalhadas pelos museus mundo afora, um de seus maiores temores. Pois, ele gostaria que fossem mantidas na Itália, sua pátria.

Museu do Louvre
Eu e Eros e Psique

Por lá o nome da escultura é L’Amour et Psyché e está na minha lista de favoritas, pelo mito e pela perfeição da obra em si, é claro. A história é longa, mas sugiro a leitura.

Eu, particularmente gosto bastantes das histórias gregas, romanas e egípcias. E essa é uma das que ouvi ainda criança e guardei para mim.

Ver a escultura pessoalmente me traz muitas coisas à memória. Então, além da beleza, tem todo um encantamento por detrás dela.

O Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo fica na Praça Charles de Gaulle, no encontro da bela e famosa avenida da Champs-Élysées cercada de cafés e lojas luxuosas. Ela é conhecida na França como “La Plus belle avenue du monde” ( A mais bela avenida do mundo). Não acho que seja, mas é muito bonita certamente.

Quando você vai descendo a Champs-Élysées você já avista o arco ao fundo e é muito legal a aproximação. Devo lembrar que Campos Elísios em bom português é uma referência mitológica dos gregos que remete ao paraíso dos mortos. Dos “bons mortos” digamos assim.

Segundo o mito, lá eles festejam, rodeados de paisagens verdejantes, se divertindo por toda a eternidade. Um verdadeiro paraíso. Lá só entram as almas dos deuses, santos, sacerdotes, heróis e poetas. Sendo restrito a estes transitar no mundo dos vivos.

paris champs elysees
Avenida Champs-Élysées – Paris

O arco possui 50 metros de altura, 45 de largura e 22 de profundidade. O arco é tão grande que três semanas após o desfile da vitória que marcou o fim da Primeira Guerra Mundial (1919), Charles Godfrey, aviador, fez passar seu biplano no meio do arco. Massa, não é?!

Mas, ele não é o arco mais alto do mundo. Em 1938 foi erguido o “Monumento a La Revolución” localizado em “La Plaza de la República” na capital mexicana, que tem 67 metros de altura.

Na base do Arco do Triunfo está o “Túmulo do Soldado Desconhecido”. Sua construção foi determinada por nada menos que Napoleão Bonaparte. Inaugurado em 1836 o arco tem o nome de 128 batalhas e de 558 generais gravados nele.

arco do triunfo paris
Arco do Triunfo – Paris

Nem Tudo é Romance

Bom, esses são os pontos “batidos” de Paris que muitas vezes as pessoas nem sabem porque estão visitando. Um pouco de história faz o lugar ficar mais interessante e mágico na minha opinião.

Terminei meu dia em um café próximo ao Arco do Triunfo mesmo, ao sabor de um crepe francês de Nutella estragado por coca-cola. Fazer o quê? Nem tudo é romance em Paris.

Crepe de Nutella em Paris
Crepe de Nutella com coca-cola em Paris

E você, já esteve em Paris? Tem vontade de conhecer? Qual monumento te encanta mais? Eu me encanto com tudo, pareço uma tonta olhando para todos os lados.

Alguma experiência interessante por lá? Conta aqui para a gente e até a próxima viagem!

Au revoir mon cher!

KS.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: