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Bangkok – A Selva de Pedra

Bangkok – A Selva de Pedra

Quando me falavam da Tailândia, sempre pensava em mares turquesa e florestas para todo lado. Nunca imaginei que por lá encontraria uma “Selva de Pedra”. É o que Bangkok, a capital da Tailândia se tornou para mim.

Sem nunca deixar o estilo tailandês de recepcionar, com um enorme sorriso e mãos juntas em posição de prece. Melhor não tem!

Bangkok Recepção

A cidade, que hoje comporta mais de oito milhões de habitantes é uma dessas que cresceram demais e sem muito planejamento, o que, às vezes, faz com que a cidade pareça um caos completo.

O trânsito é uma loucura, e ainda que tenham proibido motocicletas de circularem na cidade, o problema já está enraizado. Atravessar a rua na Ásia é sempre uma aventura, não sei o problema que eles tem com trânsito, seja de carros ou de pessoas, é sempre um tumulto só.

Então, claro que não seria diferente em Bangkok. Quando você olha é uma confusão completa. Mas, ainda assim, tem um fascínio característico dos congestionamentos cheios de tuk-tuk e motoristas ouriçados.

Bangkok mercado e trânsito

Se você leu meu post A Real Sobre Londres, sabe que tive reação à vacina contra febre amarela, o que me derrubou por alguns dias, tudo porque decidi, finalmente, conhecer a Tailândia. E tudo começa, é claro em Bangkok.

A longa viagem de Londres até Bangkok foi um pouco penosa já que ainda estava convalescendo e me sentindo um pouco fraca, apesar de não ter mais os sintomas da reação à vacina.

A primeira vez que passei por lá, foi só para pegar um outro voo rumo a Chiang Mai, norte da Tailândia. Falo sobre essa viagem no meu post Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai.

O Aeroporto Internacional de Bangkok – Suvarnabhumi, foi uma surpresa para lá de agradável. Extremamente moderno, organizado e decorado conforme a cultura tailandesa. Não deixou a desejar a nenhum super aeroporto do mundo. Fiquei muito impressionada, o lugar é realmente imenso.

Bangkok tem sete aeroportos, mas dois são mais importantes, o Suvarnabhumi e o Aeroporto Internacional Mueang (opera os voos low cost). Fiquei conhecendo bem esse último na hora de ir embora, já que fui parar no aeroporto errado.

Sério, não sei como não perdi meu voo de volta para Londres, que seria meu destino novamente depois da Tailândia. Um dia eu conto essa história, mas até hoje acho que foi milagre de Deus.

Porque eu já estava atrasada para o meu voo quando cheguei em Mueang, só aí descobri que não havia lugar para fazer o Check-in por lá, já que a Thai Airways só opera no Suvarnabhumi.

Ainda tive que esperar outro taxi que demorou uns vinte minutos porque o cara não falava inglês e não sabia aonde estávamos. Detalhe, cada aeroporto fica a quase 30km de distância da cidade em direções diferentes.

Uma coisa a se comentar, é que se você está atrasado o motorista vai te dar a opção de ir pela Highway. Mas, para isso alguns Bahts (moeda thai) serão acrescentados ao valor da sua corrida. Estranho pensar que o lugar mais rápido é mais caro. Mas, isso é porque tem pedágio nessa estrada. E ele tem que pagar a taxa.

Nada demais se comparado ao valor das passagens perdidas caso não chegasse a tempo ao aeroporto. Precisei usar a Highway algumas vezes e os preços foram diferentes. Então acredito que dependa da distância e dos horários.

Quando cheguei no Suvarnabhumi (o aeroporto certo), havia uma equipe pronta para nos fazer atravessar o aeroporto e chegar a tempo até o portão de embarque. Passei por um lugar alternativo que pelo que percebi cortava caminho. Me senti em um filme de aventura misturado com suspense, beirando ao terror.

Pensa em uma pessoa correndo que nem uma louca por aquelas esteiras do aeroporto e meu portão não chegava nunca. Quando achei que meu coração ia parar de bater subtamente ou pular pela boca, eis que avisto meu portão. Ufa!

Bangkok correndo aeroporto

Foi quando ouvi um funcionário da companhia dizer docemente para eu desacelerar que ainda não estavam embarcando. Será que eu queria matar as meninas do balcão de check-in?!

Do Luxo ao Lixo

Sempre que ouvia o nome Bangkok na infância lembrava de um ator chamado Van Dame, que gravou filmes na cidade. Eu adorava seus filmes de luta, achava incríveis. Mal sabia eu que seus golpes de luta eram inspirados por, nada menos, que passos de ballet.

A partir daí comecei a ter ideia sobre a cidade tailandesa. Sempre cheia de gente andando pelos mercados noturnos, ou feiras montadas nas ruas mesmo. Tuk-tuks por todos os lados e algumas coisa bem estranhas sendo expostas nas barracas.

Bangkok Feira

Quando cheguei em Bangkok me deparei com tudo isso, só que muito mais. Eu imaginava uma cidade no meio do nada, quase que na selva e tudo muito rudimentar. O mesmo pensamento que muitas pessoas de fora tem em relação ao Brasil.

Acredite, tem gente que acha que andamos fantasiados todos os dias, que as mulheres andam nuas e dançando pelas calçadas, além de acharem que vivemos todos em ocas e que não sabemos o que significa a palavra tecnologia.

Um dia, eu começava outro nível de alemão com uma turma diferente. E estudar em outro país como a Suíça, normalmente inclui você dividir a sala de aula com pessoas de diversos países.

Foi quando uma moça ficou curiosa sobre a cidade em que eu  morava, e ficou ainda mais surpresa com o que o Google mostrou para ela. Eu basicamente vivia em uma cidade com indices de educação e qualidade de vida tão bons quanto os do país dela.

O fato de o Brasil ser de dimensões continentais nos proporciona condições diferentes em casa região, seja com relação ao clima, seja com relação ao Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), seja com relação a vários fatores sócio-econômicos e culturais.

Mas, para quem não conhece, o Brasil é uma selva. Não posso nem achar ruim. Porque eu, como muitas pessoas que conheço, tem esse desconhecimento vivendo dentro do próprio país.

Eu achava que no Norte do Brasil só tinha, basicamente, árvore e/ou desmatamento. Até conhecer e descobrir a riqueza cultural que o “Brasil lá de cima” tem.

Bom, voltando à Bangkok, foi a mesma surpresa que tive. Assim que comecei a sobrevoar a cidade antes da aterrissagem já entendi que minha visão sobre a cidade era de fato extremamente simplória e limitada.

Em muitos momentos me senti em São Paulo. Foi quando a Selva virou Pedra. Arranha-céus por todos os lados, carros e mais carros. Restaurantes estrelados de chefes renomados. Lojas de luxo, shoppings com várias marcas internacionais famosas.

Bangkok Glamour

Por outro lado, a poluição visual chega a níveis alarmantes quando você circula pelas ruas mais movimentadas. Não sei como os carros conseguem dirigir. Percebi isso também em outras cidades asiáticas como Yangon no Myanmar. Leia também Yangon – A Nova Iorque do Myanmar!

Painéis gigantes em uma esquina com semáforo. Sério, ficava até meio zonza porque tenho fotofobia, mas acho que também não deve ser agradável para uma pessoa com visão normal.

Você vai do luxo ao lixo e ao luxo de volta a todo o momento. Quando você se afasta um pouco mais da parte mais central da cidade você vai tendo mais contato com a cultura “raiz” da tailândia. Lá você vive paradoxos o tempo todo.

Desde um restaurante chiquérrimo super internacional à uma simples barraca de rua que vende comida estranha. De uma super máquina até a um aventureiro tuk-tuk. De uma loja Prada até uma barraquinha de roupas baratíssimas. De arranha-céus ultra modernos até um barraco.

Aliás, uma grande parte da Ásia me traz essa sensação de opostos convivendo entre si o frequentemente.

Bangkok contraste

O Que Fazer Em Bangkok

Esssa pergunta é muito fácil e muito difícil de ser respondida, simplesmente porque em Bangkok tem opções para absolutamente todos os gostos. A cidade é um dos lugares mais visitados do mundo e recebe turistas de todos os tipos o tempo todo. Mesmo assim vou dar umas dicas do que você deveria experimentar.

  • Compras nos mercados noturnos – Bangkok é famosa pelas falsificações de “boa qualidade”. Então fique esperto, o barato pode sair caro. Mas no geral, pode comprar sem medo. As coisas que comprei por lá são elogiadas sempre e paguei quase nada por elas. Desde artesanato, até roupas e alguns eletrônicos mais básicos.
  • Experimentar comidas diferentes – Lá tem alguns mercados noturnos com barracas de comida e bares. Eu não sou muito fã de multidão, ainda mais quando é de gente bêbada. Mas, alguns mercados noturnos também tem umas áreas mais reservadas e fica bem mais tranquilo ir nesse locais.
  • Rooftop bars – Bangkok tem muitos arranha-céus. Vale a pena ir em um restaurante ou bar lá no topo. A vista compensa, te garanto. Fui no Red Sky Bar na noite antes de ir embora, que na verdade é um bistrô muito aconchegante. O atendimento e a comida estavam excelentes.
  • Grand Palace – É ponto de parada certa para qualquer turista, são várias contruções diferentes lá dentro. Lembre-se que se quiser entrar no Wat Phra Kaew as regras para cobrir ombros e joelhos e válida. Caso contrário, simplesmente não entra.
  • Wat Pho – É um dos templos mais famosos de Bangkok, que possui nada menos do que quatrocentos deles. Esse é aquele templo que possui o famoso Lying Buddha (Buda deitado).
  • Mercados flutuantes – Mais afastados da cidade, ainda assim são uma “muvuca”. Funcionam aos finais de semana às margens dos canais. E levam esse nome, porque ao invés de barracas, você verá barcos. Apesar de bem mais afastados, são feitos para turistas, mas ainda assim são bem interessantes.
  • Massagem Tailandesa- Depois de rodar tanto, porque não a massagem tailandesa?! Não saia de lá sem experimentar. Você acha casas de massagem em qualquer esquina e como é muito barato você pode fazer sempre que puder. Eu acho meio violenta, mas vale a pena. 🙂

Dica: Não compre coisa que tem que testar antes. Você nunca sabe se o vendedor é sério ou não. Quando voltar lá, caso consiga e dê tempo, pode ser que o vendedor seja outra pessoa. Então, teste tudo na loja ou barraca no momento da compra.

Bangkok é tão cheia em todos os sentidos. Cheia de cultura, cheia de gente, cheia de carro, cheia de surpresas. Uma daquelas cidades que você sempre quer voltar porque fica com aquela sensação de que tem mais alguma coisa para descobrir e que ficou para trás.

Espero poder voltar muitas e muitas vezes. Nem que seja para dar um alô.

E você?! Tem alguma coisa de interessante para contar sobre Bangkok? Conte aqui nos comentários.

Até a próxima viagem!

KS.

 

 

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Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

A “Rosa do Norte” é a tradução de Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia. Como seu nome indica, ela fica localizada do outrola do outro lado da Tailândi, no norte do país e é considerada a capital cultural do norte do país. Chiang Rai fica um pouco mais longe, mas também na direção norte.

Para nós, dizer que é do outro lado do país é porque normalmente os brasileiros escolhem o sul da Tailândia como destino, já que é lá que se encontram as ilhas paradisíacas do país.

Leia mais sobre algumas ilhas que visitei por lá! Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Nessa cidade, grandes mercados noturnos compõem o cenário. A primeira impressão que tive quando cheguei em Chiang Mai, foi de que a cidade é bem limpa perto de outras cidades da Ásia em que estive. Um clima de cidade grande, e que apesar de estar lá na baixa temporada, muitos turistas circulavam em Chiang Mai.

Impossível não comparar Chiang Mai com Bangkok, a capital da Tailândia, que é frenética e completamente diferente. Bangkok atrai muito mais turistas do que Chiang Mai, logicamente. Mas, Chiang Mai tem seus encantos.

Chiang Mai
Frente de uma Casa em Chiang Mai

Bangkok é uma cidade gigante e com o ritmo de São Paulo eu diria. Já Chang Mai, é bem mais tranquila e a vida segue mais leve, mais relax. A maioria dos turistas que encontrei na capital do norte foram chineses, coreanos, japoneses e etc. Isto é, basicamente, asiáticos. Apesar de ter encontrado turistas ocidentais também, mas, bem mais raros.

Cidade de templos e casas de massagens por onde se olha, Chiang Mai é uma cidade para desligar do mundo e aproveitar as belezas naturais que a rodeia. Mas, se acha que é só isso, está enganado. A vida noturna por lá é bem intensa. Até Hard Rock Café tem por lá.

Quando pensei em Chiang Mai, imaginava uma cidade de camponeses, lavradores e comerciantes de artesanatos e trabalhos manuais em geral. Mas, o que vi foi uma cidade em plena atividade, cheia de bares, restaurantes e spas luxuosos.

Você será sempre recebido ao modo Thai de viver. Com chá, geralmente delicioso, um biscoitinho ou uma fruta e sorrisos largos e acolhedores. Uma observação para a massagem com óleo no corpo todo: a melhor da vida!

Spa
Recepção do Spa de massagem

Com exceção do aroporto, porque nem tudo é perfeito (rs). Lá, os taxistas se atropelam e, se preciso, te atropelam para te levar ao seu destino. Mas, comigo inesperadamente não foi o que aconteceu.

Pegamos um taxista super falante e despojado. Disse que duas semanas era tempo demais para ficar na cidade (era o tempo que eu ficaria), que dava para ver tudo em três ou quatro dias. Expliquei que a intenção era relaxar e imergir na cultura local.

Foi quando ele me mostrou um caderno de referências. Sim, um caderno cheio de recados de pessoas do mundo todo que tiveram ele como motorista fixo, inclusive referências em espanhol (muitas) e em português, pode?

Quando chegamos no hotel não tínhamos Bahts, a moeda thai para pagar a corrida e iríamos pedir na recepção para trocar alguns dólares. O motorista então disse que pegava outra hora. Quando insistimos para ele esperar e fomos pegar o dinheiro, ele simplesmente desapareceu. E nunca mais voltou.

Isto é, em uma cidade em que todos falavam para tomar cuidado com os taxistas que cobravam preços injustos e se matavam por um cliente. Essa foi a exceção à regra. Espero que no ciclo de bondade ele já tenha recebido seu retorno. 🙂

Pratique seu inglês para viajar para qualquer lugar!

Em Chiang Mai tem um templo em cada esquina, nenhum deles muito famoso e nehum deles muito luxuoso. Os monges estão por toda parte e muitas vezes com trajes comuns. Conheci um monge que chegou na área de um dos templos de caminhonete, jeans e camiseta.

Perguntou de onde éramos e disse que era monge. Foi uma conversa rápida porque estávamos com pressa. Mas, foi bem interessante saber que eles são pessoas como a gente.

Mas, normalmente existem sessões de conversas com monges em inglês. Isso serve para eles praticarem o idioma, mas no fim é importante deixar  uma oferta. Os monges não podem pedir dinheiro. Tudo o que eles têm é doado por alguém, até os celulares que eles possuem são de doações.

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Monges em Chiang Mai

Silver Temple – Templo Prata

Seu nome real é Wat Sri Suphan. Silver Temple é um nome mais comercial. Esse templo em Chiang Mai é mesmo prateado. Além de belíssimo, é realmente o único todo coberto de prata.

Com detalhes feitos todos à mão, o que torna o lugar ainda mais fantástico. A entrada das mulheres é proibida nesse templo. Por lá é assim, em alguns templos as mulheres são admitidas em outros não.

Esse foi construído por volta de 1500 , mas, o processo de o torná-lo completamente em prata só começou em 2008. e valeu a pena hein?! Pensa num lugar bonito.

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Chiang Rai

Não dá para falar de Chiang Mai sem falar de Chiang Rai. De nome quase idêntico, Chiang Rai não tem muito a ver com Chiang Mai. A distância até ela é de 180km na direção norte fazendo com que esta cidade fique já na região fronteiriça chamada “Golden Triangle” – Triângulo Dourado, que está entre a Tailândia, o Laos e o Myanmar, países esses que fazem fronteira entre si.

Long Neck Woman – As Mulheres Girafa

É em Chiang Rai que você vai conhecer as últimas tribos de mulheres girafa do mundo. Aquelas que usam várias argolas no pescoço.

Tivemos a oportunidade de vir com duas delas no nosso vôo de Bagkok para Chiag Mai e depois estivemos na região tribal dessas figuras interessantíssimas. Mas, não visitamos as tribos, ficamos na região dos templos, pois, sabemos da exploração que há por trás da tradição das argolas que essas mulheres são obrigadas a manter, já que se as retiraren deixam de obter ajuda do Governo da Tailândia.

Elas são originárias no Myanmar, país que faz fronteira com a Tailândia, e Chiang Rai é a primeira cidade fronteiriça. Fomos visitar a região com um grupo turístico, então tivemos que aguardar próximos à van em que fomos, enquanto os demais foram conhecer as mulheres girafa e os elefantes.

Eu totalmente desaconselho este passeio, pela exploração que elas sofrem e porque sou contra animais presos para fins recreativos. Sei que alguns animais vivem em santuários e outros necessitam ser cuidados em situações específicas, por isso são mantidos em cativeiro.

Mas, zoológicos e esse tipo de exploração animal não é uma questão ativista para mim. É uma realidade óbviamente cruel da qual não quero jamais me associar.

Eu entendo a curiosidade por detrás das lendas existentes sobre as mulheres girafa e a vontade de conhecê-las. Eu mesma não consegui esconder minha euforia no avião onde duas delas sentavam nas primeiras fileiras.

Mas, ir até as aldeias aonde vivem é o mesmo que dar respaldo ao governo para continuar mantendo-as quase que prisioneiras em suas alfeias. Elas podem somente sair de lá com autorização ou talvez escondidas.

Afinal, se forem vistas na rua sempre, para que pagar para vê-las, não é mesmo? E se tirarem as argolas, também perdem o apoio financeiro, pois também se tornam comuns e não uma atração.

E, pelos constantes conflitos étinicos na região, elas não tem muita alternativa em conseguir asilo e auxílio em outros lugares. Portanto, se atenha as fotos delas e guarde sua curiosidade para o dia em que elas tiverem respeito e liberdade.

White Temple – Templo Branco

No norte da Tailândia a maioria dos templos mais importantes são identificados por uma cor por questões turísticas. Afinal é quase impossível para nós acertarmos o nome real desses templos.

Quando eu digo importância, me refiro ao turismo mesmo. Pois, os templos mais sagrados muitos vezes não atraem tanto os turistas quanto templos mais elaborados e recentes. Como é o caso do “White Temple” – O Templo Branco.

O nome desse templo é na verdade Wat Rong Khun. Esse templo foi reformulado e construído em 1997 por um arquiteto que virou celebridade por lá. Ele criou um espaço que define o inferno e o céu e literamente esculpiu esses dois espaços para simular a saída do inferno para a entrada no paraíso.

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É tudo muito sinistro na minha opinião, mas me senti na Disney ou no Beto Carreiro, naqueles brinquedos que fazem você se assustar. Bem nada a ver, e percebi um certo constrangimento por parte do guia ao falar sobre o lugar.

Como se fosse importante por gerar renda para a região, no entanto, sempre enfatizando que para eles, budistas, o templo não tinha muita relevância. Já as pessoas que vem de fora, escrevem seus desejos e gratitudes em um papel que você compra e vem com um pingente. Eles penduram esses pedidos e quando as pessoas vão fazer suas preces, incluem aqueles desejos nas suas preces.

Blue Temple – Templo Azul

Bem perto do White Temple, já fomos ao Blue Temple. Senti maior desprezo ainda por parte do guia por este templo, porque era um templo que foi pintado de azul depois, não tinha história ou tradição por detrás da cor azul.

O nome do templo é Wat Rong Suea Ten. Suea Ten também é o nome da vila onde ele está localizado. O nome quer dizer tigres dançantes, porque algumas lendas urbanas afirmam que os tigres saltavam os rios e aparentavam dançar. Em 2005 começaram a reconstrução, que terminou dois anos depois em 2008.

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Eu resolvi listar abaixo, para você que ainda tem dúvidas, algumas regras que devem ser seguidas ao visitar templos por lá.

  • Se vista adequadamente. Esconda ombros e joelhos sempre.
  • Retire os sapatos ao adentrar às áreas dos templos.
  • Fique em silêncio. Muitas pessoas estão indo lá para fazer suas preces.
  • Não abrace e nem beije seu parceiro em hipótese alguma, seja hétero ou não. Isso é extremamente ofensivo nessa cultura, quem dirá dentro de algum templo.
  • Nunca aponte seus pés para nenhuma imagem de Buda. Isso é a pior ofensa que você pode fazer. Em último caso sente sobre seus pés ou finja que é uma sereia e coloque suas pernas de lado e pés para trás.
  • Não fume! Sei que parece óbvio, mas acredite, não é.

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Seguindo essas regrinhas básicas tenho certeza que a sua passagem por lá será só alegria! Conte para nós a sua experiência por lá.

Até a próxima viagem!

Ciao.

KS.

 

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Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Tailândia é um destino dos sonhos para qualquer mortal que habita outras terras e outros mares. Lugar de incríveis e belíssimas ilhas, o que tem de kilo por lá. Mas, vou focar em três delas, para mim o “Trio Maravilha” que também são paradisíacas e que me fascinam: Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao.

Confesso que pensei até em não publicar esse post hoje, pelos acontecimentos dos últimos dias que causaram alguns estragos e até uma morte em uma das ilhas, assustando turistas que não puderam se deslocar e acabaram ficando presos por lá.

Mas, depois de me certificar de que estava tudo voltando a ser como era antes e que a Pabuk (nome dado à tempestade tropical), já havia se acalmado e os turistas puderam se locomover novamente, resolvi postar. Afinal, essas ilhas vivem do turismo e as famílias de lá não podem parar de trabalhar e precisam continuar a garantir seu sustento.

Quando se fala em Tailândia, imaginamos praias paradisíacas, resorts para todos os lados, badalação. Mas, se você quer mesmo relaxar, há sempre o outro lado da ilha. São alguns lugares mais afastados que podem garantir o refúgio perfeito. Essa é a parte que eu particularmente gosto e o que me leva a este tipo de lugar.

É o que essas três “ilhas irmãs” oferecem para quem as visita. Normalmente quem vai à primeira acaba indo à segunda e então à terceira. Por serem muito próximas geograficamente, facilita muito visitar todas elas.

Por isso as chamo de ilhas irmãs, o que não quer dizer que se pareçam de verdade. Nesse trio maravilha cada irmã tem sua particularidade.

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Koh (ou ko, sem o “h” no final) em tailandês significa ilha, portanto é comum ouvir essa palavra antes do nome dos lugares se você está em um lugar repleto delas. Comecemos com a maior:

Koh Samui

A primeira das ilhas que visitei, é onde fica o aeroporto. Uma gracinha por sinal. Nele você já sente que está na praia. Quando você se afasta do aeroporto já percebe que Samui é uma ilha maior e com cara de cidade grande, repleta de mercados noturnos, shoppings centers e restaurantes que lhe conferem esse ar mais urbano.

Lá, por muitas vezes esquecia de que estava em uma ilha. Mas, é só você chegar à praia que essa sensação desaparece quase que instantaneamente.

Do aerporto você vai ao píer e pega um speed boat (barco veloz) para chegar às outras ilhas ou um barco normal que, claro, vai levar um tempo um pouco maior. Mas, quem está com pressa, não é mesmo?! Aqui o protetor solar é item indispensável. Você pode ir na parte de baixo com ar-condicionado, mas eu recomendo ir no topo, a vista é incrível.

Koh Samui, também conhecida como “pérola do Mar da China” faz parte de um imenso arquipélago, e é uma das seis únicas ilhas povoadas na região que comporta 85 outras ilhas menores.

Fui recebida com um céu azul intenso que no final da tarde se tornou um espetáculo de tons de lilás que foi suficiente para me manter contemplando o céu por muito tempo.

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Cair da noite do hotel em Koh Samui

Quando finalmente fui descansar no meu quarto uma coisa, que apesar de comum na Ásia me chamou a atenção neste resort que me hospedei. Eram todas casas individuais, tipo condomínio fechado.

Isto quer dizer que meu quarto era separado com muro e que desfrutava de uma piscina privada ou de uma banheira de hidromassagem, o que era o meu caso. Além de jardim e uma área externa bem agradável com sofás e até mesa de trabalho.

Mas, isso não foi o que me chocou já que amoooo privacidade. A questão é que o banheiro apesar de, desta vez, ter porta para o quarto, era completamente aberto para o jardim. E quando digo completamente aberto é porque o banheiro não tinha parede.

O lado ruim é que algumas vezes dava para ouvir os vizinhos como se estivessem no nosso quintal. Mas, quem iria perder tempo no quarto do resort quando tinha uma natureza exuberante esperando para ser desfrutada?

Koh Tao

Esta é a menor das três ilhas, mas é extremamente movimentada e foi onde tive a oportunidade de conhecer mais pessoas entre todas as ilhas. Jeito de Praia do Rosa em Santa Catarina, com muitos hippies (que não são bem hippies) e mergulhadores por todo o lado. Aliás, foi lá que tive a minha primeira experiência mergulhando, foi incrível.

A Tailândia, em geral, é um dos destinos mais baratos para a prática do mergulho, além de um dos mais belos, claro. Já ouvi gente falando que Koh Tao é tranquila. E é mesmo, mas quando fui estava bem cheia e com festas para todo o lado. Para mim. isso não é a imagem de um lugar tranquilo.

Koh Tao
Koh Tao, a ilha de muitas festas badaladas e mergulhadores, com sua dose de sossego

Mas, tudo depende do lado da ilha em que você se encontra.

Fiquei um bom tempo nessa ilha, que foi escolhida a dedo, por ser a mais afastada da muvuca, “teoricamente” mais calma, e longe da Full Moon Party que acontece na próxima ilha que vamos falar.

No entanto, Koh Tao mais parecia um vilarejo com festas esporádicas. Aquele estilo gostoso de beira de praia, mas, com o plus de ter Fire Shows durante as noites e danças típicas da região regadas à famosa “Thai food” a gosto do freguês.

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Apesar dessa badalação que também existe na ilha, é possível relaxar e posso dizer que encontrei o descanso tão almejado. O lugar é absurdamente mágico. Fiz amigos incríveis que pretendo encontrar novamente.

Koh Phangan ou Ko Pha Ngan

Apesar de grande como Koh Samui em dimensões geográficas, tem mais cara de ilha, assim como Koh Tao. Aquele ar praiano que vemos no litoral brasileiro é bem presente por aqui também.

Para mim, tranquilidade mesmo eu tive nesta ilha, que muitos consideram uma das mais badaladas. Depende. Tem a época da Full Moon Party, em que a ilha vira uma loucura. Mas, isso também depende de que parte da ilha você escolhe se hospedar.

Eu fui pro norte da ilha e fiquei em um resort. Melhor coisa da vida para quem quer sossego e tranquilidade. Foram lá meus dias de maior inspiração onde pude escrever sobre muita coisa sentada na sacada com vista para o paraíso.

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Full Moon Party – Festa da lua cheia

Dentro circuito turístico tradicional da Tailândia. Essas três ilhas bem famosas, são o refúgio de muitas pessoas que resolvem inovar. Apesar de algumas partes das ilhas não terem nada de sossegado, em Koh Phangan, a fama vem com a Full Moon Party. A famosa festa da Lua Cheia, atrai turistas do mundo inteiro, então você imagina a “muvuca” que a ilha fica nesse período.

Esta não é uma festa anual. Ela acontece exatamente toda lua cheia. A festa de fama mundial, atrai milhares de turistas que cruzam o globo para desfrutar da beleza do lugar, associada as loucuras atípicas por aqui, mas que acontecem em raves pelo mundo todo regadas a muita música eletrônica, tinta neon, drogas, álcool, prostituição e no fim de tudo, muito lixo.

Mas, há quem curta e isso não é problema meu. As pessoas que gostam desse tipo de festa dizem que não há melhor. Ainda assim, a ilha é grande e não é afetada pela festa num todo, então ainda que você esteja por lá na mesma época, pode curtir o recanto de sossego que existe na ilha, com toda a certeza!

E maneiras de se divertir por lá não vão faltar!

Dançarina Tailandesa
Dançarina Thai (à direita…rsrs) me ensinando movimentos de dança tradicional

Então é isso. Para aproveitar o que a Tailândia tem de melhor, é só não esquecer seu protetor solar (e chapéu, e óculos e roupas frescas, mas que protejam). Eu me queimei horrores por uns 45 minutos de descuido no barco e como consequência tive insolação.

Ah! E, não menos importante: repelentes! Você vai se dar conta de que será a melhor coisa que você vai ter na mala quando o assunto é Tailândia!

Até a próxima viagem! 🙏

KS.

 

 

 

 

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Está indo para Cingapura? 10 leis que você não vai querer quebrar

Está indo para Cingapura? 10 leis que você não vai querer quebrar

Se você está de malas prontas para Cingapura, aqui eu te conto 10 leis que você não vai querer quebrar de jeito nenhum na sua estadia por lá. Te garanto que essa viagem pode ser realmente incrível se você se mantiver na linha. Quer começar já?! Então, vem comigo!

Cingapura é um dos quatro poderosos “Tigres Asiáticos”, juntamente com Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul, formam o grupo de países que a partir dos anos 1970 tiveram um significativo crescimento na economia.

Um país conhecido por ter um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), uma das maiores porcentagens de milionários por metro quadrado do mundo, por ser extremamente limpo, ter um índice de criminalidade baixíssimo e por ser modelo no combate às drogas. Mas isso leva à outra questão pela qual o país também é conhecido: leis extremamente rigorosas.

Cingapura
Marina Bay Sands

“The Fine City”

O significado contido na frase pela qual a cidade é designada : “The Fine City“, vem acompanhado de um duplo sentido. Fine em inglês, além de bom, excelente, belo, também significa multa. Isto é, a frase pode ser traduzida como “A bela cidade” ou “A cidade das multas”. Dependendo do ponto de vista, ambas são aceitáveis.

Mas, falando em leis, é bom deixar bem claro que apesar de Cingapura investir pesado em turismo, não quer dizer que a lei não se aplica ao turista. Sim, aquela lei de chibatadas em praça pública para quem pichar e vandalizar não é só para o cingapurianos exatamente.

E se você não se comportar, pode voltar para casa com uma recordação não tão boa dessa cidade-estado. Mas, é claro que você não vai cair na besteira de desrespeitar as leis de Cingapura ou de qualquer país que visite, ou vai?!

De qualquer forma eu vou te dar uma mãozinha e vou te contar as leis mais importantes que nós turistas precisamos saber para garantir que voltemos para casa só com lembranças incríveis desse lugar. E na minha passagem por lá vou te contar as minhas impressões sobre essas leis. Aí vai:

1 – Tráfico de Drogas

Se o país é modelo no combate às drogas, aqui você vai entender melhor o motivo. Eu imagino que você que está indo fazer turismo por lá não está pensando em traficar drogas. Mas, quem tem a intenção de fazer isso, usa -e muito- o turismo como desculpa para entrar no país.

Não é por falta de aviso que você vai levar drogas com você e ainda dizer que não sabia. Seja no cartão de imigração, no aeroporto, nos painéis espalhados pela cidade ou em pontos de ônibus, o cidadão é informado de que este crime é passível de -nada menos que- pena de morte.

É isso mesmo. Quer dizer que se você traficar drogas para a cidade-estado e for pego, você nem volta para casa, ou talvez volte em um caixão ou em forma de cinzas. Humor negro, mas real.

death penalty pic

Nesse cartaz aí de cima está escrito a frase em inglês que significa: “como a culpa pode ser calculada usando números?” e colocam os números exatos da quantidade de culpa/droga que te faz ser preso e qual faz o infrator ser condenado à pena capital. Lembrando que a maioridade penal em Cingapura é de dezoito anos, se você for menor, você “só” será preso.

Grávidas também não podem ser condenadas a morte. No mesmo cartaz da foto, no canto superior esquerdo, tem uma “dica” de como a pessoa será morta. O enforcamento, que é o método utilizado, foi herdado dos tempos em que Cingapura ainda era colônia do Reino Unido. Depois de estudarem a possibilidade de mudarem o método, acharam que esse ainda era o melhor. Vai saber!

2 – Goma de Mascar

Essa é bem famosa. Mascar ou vender chicletes em Cingapura é definitivamente proibido. Existe uma história de que as pessoas costumavam mascar chicletes e colar em lugares inusitados, como as portas dos metrôs, por exemplo.

Um belo dia as portas dos metrôs tiveram problemas de funcionamento por causa das benditas gomas e o metrô ficou parado por horas causando a maior confusão por lá. Resumo da ópera: goma de mascar banida.

Em Cingapura não tem conversa, deu problema eles cortam o mal pela raiz e de quebra, neste caso, a população fica com um sorriso mais saudável, se é que sorri! 🙂

NO CHEWING GUM!

A punição para quem for pego mascando, importando ou vendendo chicletes é uma multa pesadíssima: mil dólares cingapurianos (SGD). A reincidência aqui é pior ainda. Então, melhor deixar as deliciosas gomas de mascar em casa, concorda?!

3 – Cuspir no Chão

Gente, essa eu super concordo! Não que eu não concorde com as outras, é claro! Apesar de que vocês vão ver umas bem absurdas. Mas neste caso eu creio ser necessário.

Em outros países asiáticos, próximos a Cingapura isso é uma coisa bemmmm comum. Passei apuro em alguns países da Ásia porque não conseguia evitar de fazer aquela cara de “nojinho” quando via a cena repetidamente em cada esquina.

CUSPIR

O famigerado ato, eternizado por tantos jogadores de futebol dentro de campo, aqui é passível de uma multa de nada menos que SGD 1000,00 também! Portanto, controle seu pigarro e o mantenha na boca quando estiver em público.

4 – Xixi no Elevador

Essa é meio bizarra para nós brasileiros porque não temos esse problema por aqui, pelo menos eu nunca ouvi falar. Mas parece que por lá o problema devia rolar frequentemente já que tem uma lei proibindo o ato.

xixi elevador

E se você perguntar, mas e quem vai saber? Eles vão. Em Cingapura os elevadores são dotados de um dispositivo que detecta o cheiro da urina e imediatamente aciona um alarme que trava as portas até a chegada da polícia. Imaginou a cena? A pena é de multa ou prisão dependendo do caso.

5 – Relacionamentos Homossexuais

Em Cingapura relacionamentos do mesmo sexo não são aceitáveis e manifestações públicas de afeto podem ser punidas com até dois anos de prisão.

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Essa lei tem ficado cada vez mais obsoleta e não vem sendo praticada com rigor nos últimos tempos. Quando estive por lá recentemente, vi dois garotos cingapurianos abraçados andando calmamente pelas ruas.

Não sei se eram de fato um casal ou eram só amigos, mas o fato de estarem andando abraçados em público mostra que o medo de ser punido pela atitude, pelo menos por aqueles dois garotos, não é mais tão intenso.

Por via das dúvidas, não custa nada evitar essas demonstrações de afeto em público a fim de não ir parar no xilindró. Afinal, ninguém quem estender as férias por dois anos vendo o sol nascer quadrado, não é mesmo?

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

6 – Descarga em Banheiros Públicos

Não dar descarga em banheiros públicos já é falta de educação suficiente para você deixar de fazer. Agora em Cingapura se você não praticar esse ato óbvio e tão simples, mas que pode ser bem desagradável para o “próximo” a usar o banheiro, você pode receber uma punição monetária por isso.

vaso sanitário

SGD 150,00 é o valor que você vai ter que despender caso opte pela falta de educação. Lembrando que para qualquer reincidência o valor normalmente dobra.

7 – Internet Alheia

Se você está pensando em descobrir a senha do vizinho para compartilhar internet sem ter nenhum custo, pense melhor. Em Cingapura eles levam o sigilo bem a sério e usar a internet alheia sem o conhecimento do proprietário é crime. rawpixel-268378-unsplash

Para este crime a penalidade é uma das maiores em questões financeiras. A brincadeira pode sair caro: dez mil dólares cingapurianos é a multa e se for comprovado roubo de informações você pode pegar até três anos de prisão. Então fique esperto.

8 – Cigarro

As leis antifumo no país são bem estritas. É praticamente proibido fumar na maior parte do país. Áreas públicas e privadas abertas ao público, nem pensar. Os cassinos são exceção à regra e lá você pode fumar na área reservada aos fumantes.

Fora isso, só é permitido fumar dentro de casa e em locais nas ruas separados para este fim. No Brasil, os conhecemos como “fumódromos”. Em Cingapura, esses locais consistem em enormes cinzeiros onde é possível fumar na área imediatamente ao redor. Se você ficar muito distante pode estar infringindo a lei.

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O objetivo principal dessa lei é preservar o chamado “fumante passivo” que apesar de não fumar acaba inalando a fumaça tóxica e muitas vezes sendo mais prejudicado que o próprio fumante.

A multa pode ser sim bem salgada. SGD 1000,00, que também dobra em caso de reincidência e que ainda pode vir acompanhada da obrigação de prestar serviços corretivos de limpeza.

9 – Jogar Lixo no Chão 

Não é novidade para ninguém que não se deve jogar lixo no chão. Mas eu vejo muita gente fazendo isso. Estive em países que eram um verdadeiro lixão a céu aberto, infelizmente. Mas, em Cingapura, não é o que acontece.

A cidade-estado é uma das mais limpas do mundo. E não é para menos. Se você for pego jogando lixo no chão, você vai receber uma “bela multa”.

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Acredite, aqui a multa vai de acordo com o tamanho do lixo. Começa com SGD 300,00 e vai aumentando. Além disso, a multa vem acrescida do “fator humilhação”. Ou seja, o infrator terá que varrer as ruas com um colete que diz que ele joga lixo no chão.

E intencionalmente, é muito provável que uma emissora de TV nacional, esteja filmando a área “despretensiosamente” dando um close no rosto do infrator. É mole?! Melhor não arriscar.

10 – Vandalismo 

Pichar e vandalizar em Cingapura está fora de questão. Vou te explicar melhor. Lembra da chibatada a que o turista também está sujeito?

Então, se for pego pichando ou vandalizando em Cingapura, além de multa, você pode ser preso e certamente será condenado à chibata, neste caso, vara mesmo. Sim, de três até oito, dependendo da condenação.

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Ah! E mais um detalhe: grafite para os cingapurianos também é visto como vandalismo. Isto é, se não houver autorização prévia, já era.

Tome muito cuidado também com o prazo de validade do seu visto. Sim, para visitantes que ficam mais do que o permitido “a chibata/vara vai cantar”!

Leia também: A Deslumbrante Cingapura.

Essas são algumas das leis que devemos observar para não incorrermos em um risco desnecessário. Sempre se informe sobre as leis do país de destino antes de viajar.

Nós como turistas temos o dever de respeitar a cultura do país visitado. Portanto, fique ligado e aproveite a viagem! Se você seguir as leis do país tenho certeza que só terá boas recordações, pois Cingapura é sensacional!

Boa viagem e até o próximo post! 😉

KS.

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A Deslumbrante Cingapura

A Deslumbrante Cingapura

Durante a viagem do aeroporto até o meu hotel, que fica um pouco afastado da cidade, já comecei a ficar encantada com os prédios de Cingapura. Não é para menos, vencedora do prêmio Smart City Awards 2018, a Cidade-Estado é deslumbrante. Parte do quarteto fantástico chamado de “Tigres Asiáticos”, Cingapura não decepciona.

Juntamente com Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan, Cingapura é um dos países da Ásia com maior taxa de desenvolvimento. Por isso, os quatro países recebem esse apelido, que remete à força e à impetuosidade do tigre.

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Diante de estritas regras bem conhecidas do país e estudadas por mim com esmero antes da viagem, a chegada é um pouco tensa e você literalmente tem receio de tudo.

Ainda que você seja uma pessoa extremamente educada e acostumada à regras básicas, você só se lembra que por lá turista também recebe chibatada como punição para a violação das leis cingapurianas. Mas, depois de um par de horas na cidade, você esquece de tudo isso, e vida que segue.

Para ser bem honesta, nesse começo tudo parecia ser meio plastificado. Tenho sempre a sensação de estar em um cenário de algum filme que assisti recentemente. É tudo muito glamoroso, opulento, limpo demais, perfeito demais.

Sabe aquele filme que o Jim Carrey mora em um cenário, “O Show de Truman”? Então, o cenário não tem nada a ver mesmo (rs). Mas, que eu tinha a sensação de que a qualquer momento alguém ia aparecer em algum canto com uma claquete e gritar: -Corta! Isso eu tinha.

 

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A cidade é inteirinha monitorada por câmeras e isso até que não me incomodou. Acho que é isso que acontece com aquela galera dos “Big Brothers” da vida que dizem que depois de um tempo esquecem as câmeras e por isso, acabam mostrando as “peitcholas” para todo mundo com essa desculpa. Mas, isso me causou uma sensação de segurança (como se lá eu precisasse).

Este feito é só um dentre tantos recursos, validados por leis extremamente rigorosas que conferem à Cingapura, a medalha de prata no quesito segurança. Sim, esta é a segunda cidade (neste caso cidade-estado) mais segura do mundo. Figurando no topo do Índice de Cidades Seguras desde 2012, ficando atrás apenas da absoluta Metrópole de Tóquio.

Você não vai se deparar com robôs circulando pelas ruas, a menos que você vá ao Cassino. Sim, lá tem robôs circulando e oferecendo bebidas aos apostadores. De resto, a maioria parece mesmo de carne e osso. Pelo menos eu acho que eram. 🙂

Mas, carros que não precisam de motorista, isso sim você deve ver nos próximos anos. Esse é um dos objetivos da cidade-estado e parece que o negócio está indo de vento em popa. Ai que maravilha não ter que conversar mais com o motorista do táxi ou do Uber. 🙂

Epa! Por falar em Uber, ele não opera mais em nenhuma das cidades asiáticas que visitei. O App que funciona por lá é o “Grab”, carinhosamente apelidado por mim – e por todos os motoristas que usam o app – de crap, que em inglês significa %$#@&*. Mas, isso é assunto para outro post.

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia!

Tenho escutado sempre pessoas que descobrem sobre a rigidez das leis em Cingapura dizendo que não tem vontade de ir para lá por receio de fazer algo errado e acabar sendo punido. Mas, eu te garanto que se você for uma pessoa com o mínimo de bom senso, não precisa ter medo não, se joga! Cingapura é tudo de bom.


Smart City – A Cidade Mais Inteligente do Mundo

Cingapura é considerada uma das cidades mais limpas do mundo. Como boa curitibana e que tem a experiência de morar na Suíça, isso não é lá uma grande surpresa para mim. Estou bastante acostumada com cidades muito limpas e confesso que me sinto desconfortável quando visito uma cidade mais suja. Mas, Cingapura não é só limpa, é também inteligente.

As leis na Cidade-Estado são bem pesadas para quem joga lixo nas ruas, cospe ou, até mesmo, mastiga chicletes. Leia mais sobre as leis de Cingapura no artigo “AS 10 LEIS QUE VOCÊ NÃO VAI QUERER QUEBRAR!”. Mas, isso traz o benefício de estar sempre andando em uma cidade limpa, segura e acessível a todos.

As E-bikes, bicicletas elétricas que tanto amo na Suíça, também fazem fila aqui para onde se olha. Gente, tem coisa mais delícia do que pegar uma E-bike na frente do seu hotel e poder devolvê-la em dezenas de pontos espalhados pela cidade? Eu simplesmente amo. Detalhe para ciclovias na cidade inteira. Quer coisa melhor?!

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Bicicletas elétricas da frente do hotel em Cingapura

A cidade, como não é diferente em várias outras que estive, é basicamente povoada por chineses. O país tem quatro idiomas oficiais: inglês, malaio, mandarim e tâmil. O inglês deles é bem particular e, apesar de falado com bastante naturalidade por onde andei, às vezes você não obtém resposta. Então, uma dica é manter o básico até ter certeza de que seu interlocutor manja o mesmo inglês que você, aí te garanto, o papo vai longe.

Em uma dessas conversas, tive o prazer de conhecer um taxista muito simpático que perguntou de que país eu era. Quando respondi Brasil ele logo devolveu um “oi, tudo bem?” Achei graça e perguntei sobre seu interesse no português. Ele disse que namorava uma paulistana e que, apesar de falar algumas coisas, há muito tempo tinha desistido de aprender o idioma da amada. Segundo ele, é muito complicado falar português.

Não fala inglês ainda? Então vou de dar uma dica, clique aqui e saiba mais.

Cidade-Espetáculo

Andar pelas ruas de Cingapura já é um espetáculo a céu aberto. Todas as marcas de grife que você imagina estão instaladas nos gigantescos e opulentos shopping centers. Para onde se olha tem um maior que o outro e com uma decoração e luzes de tirar o fôlego. Sem contar os jardins suspensos em arranha-céus magníficos. Tudo é muito moderno por lá.

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Mas, a Cidade-Estado, que é um importante centro financeiro do mundo, também sabe entreter. Todos os dias é possível visitar atrações e lugares espetaculares. Por isso, apelidei Cingapura de Cidade-Espetáculo. Desde a “Supertree Grove” até a “CloudForest”, tudo é um misto de surrealismo e tecnologia de ponta.

No topo de uma dessas Super Árvores tem um bar. Para falar a verdade ele não me atraiu muito e, apesar de pagar para entrar, fiquei uns 10 minutos lá e desci correndo para ver as árvores dançarem. Vale a vista lá do topo, mas ver o show de baixo é muito mais divertido.

O show acontece diariamente às 20:45h e é aberto ao público, assim como o “Show das Águas” que pode ser visto de qualquer parte da orla da Marina Bay Sands. Já para entrar na Cloudforest você precisa comprar seu ingresso antecipadamente e custa 34,00 dólares cingapurianos por pessoa.

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Little India

Outra coisa muito interessante na cidade-estado são os bairros ou espaços denominados pelo país ao qual representam. Tipo, tem o bairro indiano que é chamado de Little India (Pequena Índia) e que é basicamente povoado por indianos. Por lá, as lojas são como na Índia, vendendo aqueles tecidos coloridos e tão belos, os prédios também exibem esse colorido e tudo se parece como lá. Os indianos que vivem nesse bairro usam normalmente as roupas típicas indianas, com direito às “moçoilas” usando o tradicional saree e tudo mais. Você se sente finalmente turista quanco chega lá.

Se você pensa em conhecer a Índia um dia, eu recomendo fortemente, mas fortemente mesmo, que você vá antes nesse “minicurso” sobre a Índia que é esse bairro de Little India. Lembre-se de que as leis de Cingapura também valem por lá, é óbvio. Então se você imagina a limpeza da cidade, terá uma Índia bem limpinha. Gostou da ideia?!

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“Little India” – Bairro de Cingapura

Arab Quarter

Arab Quarter, bairro árabe da cidade, é também conhecido como Kampong Glam, e fica mais restrito mesmo à poucas quadras ao redor da Mesquita do Sultão. Ainda assim, por lá, rola muitos comércios de árabes. Mas, a população dessa área com o tempo se tornou de maioria malaia. Então, as coisas são meio misturadas por lá.

Por isso mesmo, nesse bairro, você pode experimentar diversas culinárias, não só a árabe. Uma gama de países fazem presença nessa região. Foi por lá que me surpreendi quando ao tomar um delicioso suco de lichia, descobri que ela é uma fruta asiática. :0

 

Chinatown

E, sem sombra de dúvidas, em um país dominado por chineses, não poderia faltar uma, ilustríssima Chinatown. Tenho a sensação de que elas devem ser iguais no mundo inteiro, porque, em todas as Chinatowns que fui, não vi muita diferença não, são todas incríveis e cheias de identidade. Com exceção, do fato de que esta Chinatown, especificamente, tem sua grandiosidade característica de Cingapura, é claro. Ela fica no meio dos arranha-céus, fazendo um background tudo de bom!

Essa divisão por espaços não quer dizer nem de longe que esses povos se restringem a essa área geográfica específica de cada cultura. A todo o momento você vai ver muçulmanos, indianos, chineses espalhados por todos os lugares do país. Cingapura é uma cidade cosmopolita e você vai encontrar pessoas do mundo todo.

Eu diria que é meio difícil se cansar de Cingapura. Parece que você está em uma cidade dentro de outra cidade, tipo aquelas bonequinhas russas, as matrioscas, que quanto mais você abre, mais vai encontrando uma menor por dentro.

Isso te faz ter a sensação de ser teletransportado a todo o momento para um mundo totalmente novo. Espero que em breve seja possível me teletransportar para lá novamente. É ou não é um super espetáculo?!

Quer saber mais sobre Cingapura? Já visitou o país? Deixe um comentário sobre a sua experiência por lá! Ainda tem coisa à beça para falar sobre esse país excepcional.

Até a próxima viagem!

KS.

 

 

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10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

Vai viajar para a Ásia? Está um pouco perdido e precisa de alguns conselhos? Ou ainda está em dúvida se vai ou não em busca do desconhecido? Vem comigo que eu te conto 10 dicas  e te ajudo a desvendar um pouco mais dessa região que cada vez mais vem conquistado o coração dos ocidentais e se tornando queridinha dos turistas do mundo inteiro.

Dica Ásia

Saber como se comportar em um lugar diferente é sempre muito importante para não pagar mico, ou pior, desrespeitar o outro. Não importa se é ali na esquina ou do outro lado do mundo. Quando se trata de um país com uma cultura completamente diferente a coisa fica ainda mais séria.

Aqui vou deixar 10 dicas ou orientações para você não passar sufoco na viagem e se inserir melhor na cultura para aproveitar o que a região tem de melhor. Vem comigo!

1. Esqueça do Garfo

Aqui na Ásia você normalmente será servido com colher e garfo ou com hashi (palitinhos até que bem conhecido dos brasileiros). Mas, neste caso, esqueça o garfo para comer, ele serve somente para auxiliar a pegar a comida em alguns casos. Para levar à boca mesmo, é a colher que comanda, se tiver hashi, ele deve ser usado para os sólidos e a colher somente para os líquidos.

Claro, que ninguém vai te chamar a atenção por isso, e podem até providenciar uma faca se você pedir (se tiverem). Mas, já que você quer aprender outra cultura e modo de vida, por que não agir como eles? Pensa alguém pedindo um hashi em um restaurante tipicamente brasileiro. Estranho, né? Então, para eles é a mesma coisa.

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2. Buzinar é Sobreviver!

O trânsito na Ásia no geral é uma loucura, não se espante. Cada lugar tem uma mão diferente dependendo do país. Japão, Tailândia, Cingapura e Malásia, por exemplo, usam mão inglesa. Outros países mais pobres, como na região da Indochina, o trânsito dos carros é mão francesa (a mesma que usamos no Brasil), mas os carros tem a direção do lado direito. Isso se deve por que alguns países importavam carros usados do Japão que usa mão inglesa, por serem mais baratos. A lei também é sempre do mais forte nesses países, nesse caso do maior. Se você é uma moto do tipo scooter ou afins, buzina é item obrigatório. Às vezes alguém, principalmente os pedestres, reclamam se você não buzinar para avisar que está passando. Vai entender esse povo. Então, por via das dúvidas, buzine!

3. Cubra seus Ombros e Joelhos

Quando for visitar templos aonde quer que seja, respeite a cultura local que geralmente está atrelada a religião, seja ela budista, hindu ou outra qualquer. Por isso, cubra sempre os ombros e joelhos. Não vale mostrar a barriga alegando que não está na lista de restrições. Isso é óbvio já que querem você bem coberta (o). A desculpa de que ninguém falou nada sobre como você deve se vestir também não serve. A responsabilidade de se informar é sua e não deles. Camiseta e calças com tecidos leves é uma boa pedida, já que você terá de subir escadas e ficará mais confortável com esse tipo de roupa por conta do calor. Lembrando que isso vale para os meninos também. Nada de bermuda ou regata. Normalmente nesses lugares você sempre encontra vendedores de lenços e sarees (que parecem saias envelope para você colocar por cima da roupa).

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4. Tire os Sapatos

Sapatos são proibidos na área dos templos, em alguns lugares até as meias são. No Camboja, por exemplo, andava tranquila de meia nos templos, e alguns lugares disponibilizavam uma sacola para colocar os sapatos e carregar consigo, mas em outros, nada feito. Para estes carregar os sapatos nas mãos, é tão desrespeitoso quanto entrar calçado. Normalmente nesses lugares que exigem pés descalços eles disponibilizam um local para que você deixe seus sapatos, alguns com chaves outros não, alguns cobram outros não. Uma doação nesses casos normalmente é esperada. Quando não tem armário, os sapatos devem ficar na porta mesmo. Essa regra vale para quando for entrar na casa de alguém. Em alguns estabelecimentos comerciais isso é mandatório. Portanto, observe atentamente se deve ou não descalçar antes de mudar de ambiente.

5. Vá de Táxi!

Em algumas cidades do sudeste asiático, como Yangon, no Myanmar e Bangkok, na Tailândia, por exemplo, motocicletas são proibidas. Esta é uma medida para tentar melhorar um pouco o trânsito dessas cidades que é caótico. O que nos resta, meros turistas, é andar a pé ou pegar um táxi. Normalmente essas cidades são infestada deles. Mas alguns motoristas de algumas cidades não falam inglês, outros nem sabem responder bom dia ou outro cumprimento. Para esses lugares, eu vou a pé. Quando o destino é muito longe, eu uso o “Grab”, (nas cidades em que está disponível). Ele é um aplicativo de táxi parecido com o “Uber” (que não é permitido na Ásia mais por questões político-econômicas), Com alguns prós e contras, é ele que quebra o galho. Ali você coloca o endereço e fica mais fácil para o motorista se localizar. Mais fácil, porém, não é garantia de que vai dar certo. Eventualmente você terá problemas. Mas nada que sinais e aplicativos tradutores não resolvam.

6. Fuja dos Cachorros

Não ande sozinho a noite. Não, não vão te roubar ou te sequestrar. O problema aqui é com os cães que podem te atacar. SIM! Eles atacam pra te comer! Não que tenham sucesso, mas quem quer levar uma mordida de um cachorro, com sabe lá que tipo de doença, em um país estrangeiro? Na dúvida, melhor não arriscar! Essa diga foi de alguns guias turísticos que me acompanharam por lá e me alertaram quanto a isso.

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7. Não Beba Água da Torneira

Essa é uma dica bem óbvia, mas às vezes a gente esquece. Eu, por exemplo, morando na Suíça, que tem a melhor água “torneiral” do mundo, e ainda fui para uma longa viagem para a Ásia direto de Londres, onde você pode beber tranquilamente a água da pia do banheiro, já sabe né? O instinto pode te fazer pensar que pelo menos escovar os dentes com a água da torneira está tudo certo. Na Ásia nunca cometa esse erro. Água da torneira somente para banho e descarga. Para todo o resto e principalmente para beber, é claro, garanta sua água mineral, que você certamente terá que comprar. Ela deve ser sua companheira aonde quer que for.

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8. Não Esqueça o Repelente

Repelente será o seu melhor amigo nessa viagem, ou pelo menos um deles. Essa dica também é básica, mas te garanto que se você esquecer vai se arrepender amargamente. Porque quando você precisar vai descobrir o quanto terá que investir em alguns lugares. Se estiver em uma cidade grande ok, mas, se for se aventurar em lugares mais ermos, eles serão vendidos a peso de ouro. Então, não custa nada garantir. Use todos os dias dentro e, principalmente, fora do hotel amiguinho. Para mim que tenho alergia, não é necessidade básica, é de sobrevivência. Acredite, no final das contas você vai lembrar de mim!

9. Use Protetor Solar

O protetor solar, muito querido pelos brasileiros também entra nessa lista de itens vitais quando o assunto é Ásia. Um só dia que esqueci de passá-lo, foi o suficiente para eu me arrepender. Tive insolação e febre local. Isso que não sou das mais brancas não, mas queimo muito fácil. Nesse dia eu, literalmente, fritei e sofri as consequências. Não cometa o mesmo erro que eu e carregue o protetor solar sempre com você. Óculos de sol, chapéus e roupas que te protejam do sol são sempre bem vindos. Assim, você garante que não perderá nenhum precioso dia da sua incrível viagem.

10. Nada de Frescura 

Não dá para ficar com “nojinho” de tudo nessa viagem. Se você está a fim de ter uma experiência incrível, você vai ter que se conformar que alguns restaurantes talvez não serão esplendorosos, chiquérrimos ou até mesmo, aparentemente limpíssimos. Isso vale para alguns hotéis também. Até porque em alguns casos você não tem muitas escolha. Tipo, quando não tem nem hotel para onde você vai. Às vezes, esses lugares vão ser meio sujinhos mesmo, com a toalha meio rasgada, mas ainda assim você poderá ter uma experiência única. Pense positivo! O melhor “Fried Rice” no abacaxi que provei na vida foi no Camboja, quando eu voltava com um grupo turístico para o hotel, em um restaurante na beira da estrada, tipo esses que normalmente só tem caminhoneiro ou viajantes express.

Então, se liga nessas dicas e se joga nessa aventura, porque a Ásia é sim, tudo de bom!!!!<3

Até o próximo post pessoas!

 

KS.

 

 

 

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Yangon – A Nova Iorque do Myanmar!

Yangon – A Nova Iorque do Myanmar!

Muçulmanos, indianos, turistas com as mais diferentes faces e facetas. Mal sabia eu que estava indo para a “Nova Iorque do Myanmar”. É assim que Yangon me foi apresentada.

Chego no aeroporto em cima da hora para pegar o ônibus no portão onze que nos levaria até o avião. Mas, ainda tinha alguns lugares bem atrás que me permitia ter uma visão panorâmica dos passageiros que entravam nele.

Já dentro do ônibus, um rapaz avistou um banco perto de mim e veio logo. No impulso de sentar, não percebeu que era mais alto do que calculou e quase caiu no chão tamanha a força do impacto de bater a cabeça no que outrora seria um maleiro.

O ônibus era velho e sem ar-condicionado nem ventilação. A pancada foi feia mesmo, o rapaz se reclinou segurando a cabeça em um gesto de muita dor por alguns momentos. Todos ao redor ficaram estáticos aguardando para saber se ele estava bem ou se tinha sido algo mais sério.

Finalmente ele se desculpa às pessoas ao redor (como se tivesse motivo) e se senta no banco ao meu lado. Reforço perguntando se está tudo bem, ele responde que sim e começamos uma conversa.

Ele me disse que é de Myanmar, mas ficou muitos anos estudando em Londres onde se formou em Engenharia de Softwares. O que fazia todo sentido já que seu inglês era impecável e com pouco acento, o que é bem difícil de encontrar no Myanmar.

Ele perguntou se era a minha primeira vez no país. Eu afirmei que sim, mas já conhecia Mandalay, uma das principais cidades por lá.

Ele me disse que Yangon era completamente diferente. Que era tipo a “Nova Iorque do Myanmar”. Logo eu entenderia o que ele quis dizer. Mas, não tem nada a ver com Nova Iorque, é claro.

Yangon, que antigamente se chamava Rangoon, era a capital do Myanmar. Mas, a referência dele sobre sua cidade natal é de que ela era a mais importante do país, mesmo não sendo a capital. Daí a sua comparação a Nova Iorque. Tipo Brasília e São Paulo sabe?

Todo mundo lá fora acha que a capital do Brasil é São Paulo, por ser a maior e principal cidade do Brasil ou o Rio de Janeiro, por ter o Cristo Redentor, símbolo máximo do nosso país, reconhecido aonde quer que se vá. Isso quando não apelam e arriscam Buenos Aires. Deixa para lá! :/

Quando digo que não é nenhuma delas, sempre ficam surpresos e contrariados, como se tivessem descoberto um segredo obsceno. Isso, quando não ficam chocados por descobrir que falamos português e não o espanhol.

Mas, voltando ao Myanmar, na verdade sua capital é Naypyidaw ou Nay Pyi Taw, uma cidade que não costuma estar no roteiro da maioria dos turistas. E só para quem ainda não tem certeza, a capital do Brasil é Brasília! 🙂

Tudo o que eu sempre imaginava sobre como seria a Índia é como eu via agora Yangon. O que passou despercebido é que a Índia é logo ali na fronteira. Exatamente por isso a semelhança, é claro.

O Myanmar abriu só recentemente as portas para o turismo. Tudo ainda é novidade para esse povo extremamente sofrido, mas que sempre tem um sorriso no rosto para te oferecer.

Mas, é novidade para nós que visitamos o país também. Completamente diferente de outras cidades do Myanmar, Yangon é uma cidade de “muvuca” se me permitem usar a expressão. Muvuca para atravessar a rua, muvuca nas calçadas, nos mercados ao ar livre, nas esquinas, muvuca para onde se olha.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a sujeira. Yangon, na parte central e seus srredores é extremamente suja. Desde as construções sem pintura e velhas, até o chão com muito lixo, inclusive orgânico.

Por conta disso o cheiro é bem particular e invade até mesmo o interior de restaurantes mais sofisticados. Mas, como o ser humano é maleável, você acaba se acostumando ou não.

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“Tons de Céu”

Yangon, como a maioria das cidades do sudeste asiático é uma cidade de maioria budista. Quase 90% da população é adepta da filosofia, o que reflete na quantidade de templos dedicados à religião no país.

O templo mais incrível (na minha humilde opinião) que eu já visitei na região da Indochina, foi na cidade de Yangon. E olha que passei metade da minha estadia de quase três meses na Ásia visitando templos.

O meu favorito, pela beleza e imponência de tanto ouro em contraste com o céu, é o “Shwedagon Pagoda”, que é também o mais famoso por lá, e eu entendo bem o porquê.

O significado de Shwedagon é “Ouro de Yangon”. Nome que faz todo o sentido quando você vê a quantidade absurda de ouro para onde se olha, você realmente se choca com a opulência dentro dos templos que contrastam com o lado de fora. Uma pobreza sem fim e uma realidade dolorosa.

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Parte externa frontal do “Shwedagon Pagoda”

A cúpula central do templo de quase 100 metros de altura é feita de ouro maciço e quase todo o complexo é banhado pelo metal. É sensacional contemplar a beleza desse lugar em muitos “tons de céu”. E a cada clique e tonalidade eu fico ainda mais impressionada.

Nada de câmeras super-powers ou de uma infinita espera pela melhor luz. Simplesmente, cliques espontâneos feitos pelo celular a qualquer hora do dia, com as nuances de todo aquele ouro contrastando com esses tons de céu de fundo é tudo que a atmosfera pede. É realmente surreal!

Como a cidade/país é muito quente, preferi ir neste templo no final da tarde. Foi uma escolha acertada, já que me permitiu fotografar a variedade de cores do lugar conforme o dia ia caindo e caminhar mais tranquilamente sem o sol na testa me fazendo derreter.

Tive a sensação de que as pessoas além de irem para fazer suas preces, iam também para desfrutar do lugar. Quase uma área de lazer. Parece que fazem até festas de aniversário por lá.

Se eu morasse lá iria sempre também. Eu creio que nunca estive em um lugar tão inesperado antes. Se você tiver a oportunidade de visitar o Myanmar, esse templo é parada obrigatória. Quando você estiver lá dentro, te garanto que vai se lembrar de mim e me agradecer pela dica.

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O Segredo da Thanaka

Uma coisa que achei muito legal no Myanmar é uma pintura que eles usam no rosto que, a princípio, eu pensei que fosse algum tipo de argila. Mas, um belo dia, resolvi fazer uma foot massage para relaxar e as meninas do spa estavam usando a tal pintura.

Enquanto eu recebia a massagem, vi um flyer na mesa ao lado explicando o que era. Logo pedi para me mostrarem na prática para eu entender melhor. Resultado: saí de lá pintada. Detalhe, fui para o shopping center e ainda jantar em um restaurante com a pintura dura na cara. 🙂

Depois disso, toda vez que eu via alguém com isso no rosto em outro país do sudeste asiático eu perguntava se a pessoa era do Myanmar e sempre era. Mas o que é realmente esse “preparado misterioso” que eles usam?

A primeira vez que vi uma mulher com o rosto pintado foi em Mandalay, cidade que foi capital do Myanmar até meados dos anos oitenta. Quando estava deixando a cidade em direção ao aeroporto falei sobre isso com o taxista e ele me disse que essa pasta era usada somente em Mandalay e somente pelas mulheres e crianças.

Realmente, em Mandalay só vi elas exibindo a pintura. Quando digo pintura, era porque elas desenhavam mesmo flores, folhas e outros tipos de desenho no rosto com aquela pasta.

Mas, assim que cheguei em Yangon, percebi que o taxista estava desatualizado ou mesmo equivocado. Em todos os lugares que eu olhava, lá estavam os rostos pintados, desta vez somente em forma de círculos, mas, inesperadamente notei que os homens também usavam. Raros, é verdade, mas ainda assim usavam.

Menina Birmanesa
Menina birmanesa preparando a Thanaka para passar no rosto

Segundo a mocinha da foto (que dizia ter dezoito anos, mas para mim parecia ter doze), Thanaka é o nome de uma árvore nativa da região do sudeste da Ásia. A mocinha então chegou com um pedaço da árvore e começou a girar sobre uma peça, que parecia ser de cerâmica ou alguma outra pedra, a fim de misturar aquele pó que saia da árvore com água e preparar a pasta.

O objetivo dessa tradição milenar é, principalmente, proteção solar, já que o calor do país é intenso e o sol queima facilmente a pele. Mas, além de proteger do sol, segundo ela, a pasta refresca, hidrata, retarda o envelhecimento, tira manchas e cura a acne e outras irritações de pele. Isto é, eu não podia deixar de experimentar o creme dos sonhos que só faltava fazer café! 😉

Noz de Areca com Folhas de Betel?

Se os birmaneses, depois de usar Thanaka, têm uma pele de porcelana, por outro lado os dentes tem um ar um tanto quanto vampiresco. O sorriso de muitos deles é bem vermelho.

A princípio, achei que era falta de cuidado mesmo. Mas, depois prestei mais atenção na cor e fiquei curiosa. Foi então que descobri que o que deixa os dentes nesse tom avermelhado é uma mistura de Noz de Areca com folhas de Bétel.

Misturadas, provocam no corpo o efeito do cigarro ao serem mastigadas. O pior é que encontrei até mesmo crianças com os dentes avermelhados de mascar a mistura. Esquisito demais!

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

Diante de tantas coisas que eu nunca tinha visto antes em um país em que a população não sabe quase nada do ocidente, tenho certeza que há ainda muito também para ser descoberto por nós ocidentais. Quem sabe em uma outra oportunidade, não?!

Você também se emocionou como eu com esse lugar, se interessa pela Ásia? Deixe seu comentário e vem trocar figurinha com a gente.

Por enquanto, é isso pessoas. Até a próxima viagem!

KS.

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10 Curiosidades Sobre o Myanmar

10 Curiosidades Sobre o Myanmar

Em minha viagem pelo Myanmar certamente acabei descobrindo muitas surpresas e uma cultura muito diferente. Hoje eu conto 10 curiosidades sobre o país que está sendo desvendado pelo ocidente só nos últimos anos. Tenho certeza, você vai se encantar.

Myanmar Palacio Real
Entrada do Palácio Real em Mandalay – Myanmar

Para vocês terem noção de como é difícil falar desse país, não existe unanimidade nem mesmo no nome. O país mudou de nome algumas vezes e em 2010 se estabeleceu como República da União do Myanmar.

As Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE), por exemplo, reconhecem a mudança, porém, Reino Unido e EUA, não. Para eles Birmânia (Burma) é o nome do país.

Nem o povo Birmanês/Myanmarense é unânime. Alguns grupos e etnias, que não reconhecem o governo, também não reconhecem a mudança de nome. Para o Brasil, Myanmar mesmo.

Um lugar outrora fechado para o mundo vivendo um regime militar que manteve a população sob rígido domínio e que de certa forma, ainda mantém, já que o país ainda está vivendo uma transição para uma democracia. Por isso, só recentemente abriu as portas para o turismo.

Leia também: Yangon – A Nova Iorque do Myanmar.

Mas, agora que você já sabe coisas bem interessantes sobre o país, vamos “piorar” e contar as 10 curiosidades que vão fazer você se surpreender ainda mais com esse lugar incrível.

1. Religião é Fator Determinante Para a Cidadania

Curiosidades Myanmar Religião
Bíblia Sagrada em inglês ao lado do Livro dos Ensinamentos de Buda (em inglês e birmanês)

Se você pretende viver no país, é bom que seja budista, viu?! Em um país onde por volta de 90% da população é budista imagine como é fazer parte dos 10% que não são. Isso quer dizer que 10% da população divide-se em todas as outras religiões.

Apesar de ter sinagoga, igreja católica e protestante, e do país garantir liberdade religiosa, na prática não é bem assim que funciona. Por exemplo, o islã é extremamente rechaçado no país e se você é muçulmano você é considerado imigrante ilegal.

Alguns myanmarenses me disseram “extraoficialmente” que se você não é budista não pode votar e também não pode prestar concurso público, pois jamais assumirá o cargo.

2. Moto Não é Para Pessoas Egoístas

Quem tem uma moto por lá, dessas tipo scooter, é considerado classe média. O que para mim não fazia o menor sentido, mas ter um carro significa que você está bem no topo da pirâmide social.

Então, o jeito é levar a família toda na moto. Capacete para no máximo um dos passageiros.

Moto pessoas Myanmar
As motos são normalmente compartolhdas por bem mais que uma pessoa

Essa foto para ser honesta é no Camboja, mas a cena se repete no Myanmar e em outros países asiáticos.

Além de ter frequentemente mais de quatro pessoas na moto, existe a possibilidade de você encontrar um cãozinho espremido no meio deles ou em algum suporte improvisado com um lenço. Se couber, sobe sempre mais um!

3. A Semana do Myanmar Tem Oito Dias

No Myanmar a semana tem oito dias. Na verdade não são exatamente oito dias inteiros, porque a quarta-feira é dividida em duas: na parte da manhã e da tarde é um dia e na parte da noite inicia-se outro dia. Os demais dias são iguais.

Para esse povo o número oito é muito importante. São oito animais no Zodíaco, oito pontos cardeias, oito dias da semana, que estão todos associados entre si. Nas pagodas as bases são dispostas a fim de permitir oito direções.

Cada uma contempla um dia da semana com seu respectivo altar e assim as pessoas podem lavar o seu respectivo Buda (uma forma de prestar reverência) correspondente ao dia da semana em que nasceu e ao animal desse dia. Fiz um diagrama para demonstrar a correspondência:

Curiosidades Myanmar Semana
Diagrama do dia da Semana de Nascimento, animal do Zodíaco e Ponto Cardeal

Para os budistas da Escola Teravada o dia da semana é muito importante para uma pessoa. Dependendo do dia em que nascer, será determinado como você vai se chamar e até com quem irá se casar. Mas, hoje em dia isso é menos rigoroso por lá.

Já para fins práticos para nós visitantes, isso não interfere em nada. Oficialmente conta o calendário normal. Mas, para eles cada um dos doze meses têm 28 dias, o ano é 1.377 e começa em abril.

4. Os Homens Usam Saias

Myanmar Curiosidades Homens de saia
No Myanmar os Homens usam uma saia chamada de “Longyi”

Não é saia o nome do que os homens usam no Myanmar, o nome correto é longhi ou longyi, mas não é porque tem outro nome que deixa de ser saia.

As mulheres também usam, a diferença é que os homens usam um longhi mais sóbrio, de cores escuras e com suaves quadriculados, enquanto as mulheres usam de várias cores e estampas.

5. A Nota de Dólar Precisa Estar Impecável

Nunca entendi muito bem a necessidade disso, mas se seu dólar estiver minimanente amassado, sujo ou riscado, é bom manter guardado na carteira.

Os comerciantes locais só aceitam notas que estejam impecáveis e até os ambulantes na rua preferem não vender do que aceitar uma cédula danificada. E, não adianta insistir, se o dólar não estiver novinho em folha, o valor das notas é reduzido a zero.

Myanmar Curiosidades Dollar

Então, se pretende ir as compras no Myanmar e pagar em cash, mantenha seus “dinheiros” intactos ou vai voltar para casa com os bolsos cheios, já que não vai conseguir gastar. Até que não é má ideia, não acha!?

6. Da Árvore Thanaka Vem a Pasta da Beleza

As pinturas que os myanmarenses usam no rosto não são meramente decorativas. Elas estão lá por um motivo muito mais importante.

A pasta resultante da mistura do pó de Thanaka com água tem propriedades benéficas para a pele, além de ser um excelente protetor solar.

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A Thanaka é usada por grande parte da população do Myanmar, especialmete mulheres e crianças.

Eu confesso que me rendi à Thanaka e usei a pasta no meu rosto durante algumas horas. O resultado foi uma pele mais fresca, o que foi uma das garantias que me fizeram quando aplicaram no meu rosto.

Pena que não tinha uma mudinha da árvore para levar comigo e assim poder plantar meu próprio “pé de beleza”.

7. O Paraíso das Pedras Preciosas

O Myanmar é detentor de 70% de toda a produção mundial de Jade, chamadas pelos chineses (seu maior importador) de “Pedras do Paraíso”, com uma coloração esverdeada muito bonita. Mas, outras pedras, como a safira e o rubi, são famosas nesse país.

É de lá que vem 90% dos rubis fornecidos para o resto do mundo. A cor mais desejada e que determina o valor final da pedra, é exatamente a cor desses rubis do Myanmar, chamada de “sangue de pombo”.

Perto de Mandalay, segunda maior cidade do Myanmar é possível visitar a “Ruby Land” em Mogok. Lá, além de comprar as pedras você pode aprender mais sobre elas.

8. Não Tem Condicionador e Nem Protetor Solar Para Comprar

Com a consagração absoluta da Thanaka como protetor solar eu até entendo a dificuldade de achar protetor solar para comprar, agora condicionador eu não entendo. Eu não encontrei em lugar nenhum,  nem mesmo nas grandes cidades. Em alguns hotéis locais também, nada.

Ainda bem que o condicionador sempre acaba depois do shampoo, pelo menos no meu caso. Caso contrário, não quero nem imaginar as condições que ficariam minhas madeixas, já que a longa estadia pela Ásia não fez muito bem para elas.

Não sei se é a água ou a diferença de clima, mas meus cabelos ficaram bem ressecados por lá. Imagina sem condicionador?!

Myanmar condicionador

O engraçado é que eu encontrei marcas famosas de shampoo com outros produtos da linha, como creme para pentear (que não uso) e outros tratamentos. Mas, condicionador? Nem pensar.

Eles nem sabiam o que era o tal pós-shampoo. Depois descobri que eu não fui a única a ter esse problema, outras pessoas que viajaram para lá também se depararam com a falta desses produtos.

9. Você Não Pode Andar Sozinho à Noite

Não é por causa de assalto ou esse tipo de coisa. A recomendação estrita do meu guia era de que eu evitasse a qualquer custo andar sozinha à noite pelas ruas de Mandalay, principalmente Yangon.

Ele disse, em tom natural, que era por causa do cães. Meio perdida, perguntei qual era o problema com eles? Foi então que ele disse que os cães por lá costumam atacar pessoas quando estão muito famintos, o que não é raro. Então, se você estiver sozinho será uma presa mais fácil.

Myanmar dog

Confesso que essa declaração me deixou bastante chocada, mas não foi a única vez que ouvi, tanto por lá, quanto em outros países mais pobres do sudeste asiático.

10. O Myanmar Levou um Nobel

Aung San Suu Kyi. Esse o nome da ativista política que recebeu o Nobel da Paz em 1991. Seu nome já era conhecido porque seu pai Aung San é considerado o pai do Myanmar que conhecemos hoje.

Ela venceu as eleições de 1990, mas não pôde assumir o cargo. Um pouco antes da disputa ela foi detida e forçada a permanecer em prisão domiciliar por 15 anos. No final de 2010, por conta de uma forte pressão internacional ela foi finalmente libertada.

Myanmar Curiosidades Nobel

Em 2015 após vencer novas eleições Suu Kyi foi impedida novamente de assumir o cargo. Existe uma lei no Myanmar que determina que os Chefes de Estado não podem ser casados com estrangeiros e seu marido era inglês.

Já em 2016 o Parlamento Nacional elegeu Htin Kyaw para o cargo de Presidente. Ele foi o primeiro não-militar a ocupar a presidência do país desde 1962. Com o objetivo de reparar essa questão com Suu Kyi, no governo de Htin Kyaw foi criado o cargo de Conselheiro de Estado, que agora é ocupado por ela. Esse cargo tem funções similares a de um primeiro-ministro.

Essa mulher impressionante continua inspirando livros, filmes e a todos que conhecem a sua história. Uma mulher assim só poderia vir de um lugar tão surpreendente como o Myanmar.

Achou curioso? Conhece alguma curiosidade sobre o Myanmar que não está aqui? Deixe seu comentário e divida sua experiência sobre esse país singular.

Até o próximo post!

KS.

 

 

 

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Um Sentimento Chamado Camboja

Um Sentimento Chamado Camboja

Esse é um daqueles lugares que você fica meio sem palavras ao descrever. Impossível não despertar em você um sentimento por esse país e a única palavra que encontrei para descrevê-lo, é seu próprio nome: Camboja,

Se você nunca ouviu falar sobre o Camboja, é importante saber que eles viveram um recente genocídio que dizimou quase 25% da população do país.

Com o intuito de garantir o domínio sobre esse povo, o líder do Khmer Vermelho, Pol Pot, matava todos os que tinham estudo e algum dinheiro. O resultado foi a morte de aproximadamente dois milhões de pessoas.

Tudo isso entre os anos de 75 e 79. Sim, 1975 e 1979. De pensar que isso aconteceu “ontem” você passa a olhar as coisas por lá com outros olhos. Um lugar de muitos extremos, mas, nem de longe o que se tem é só lembranças ruins.

Para ser sincera a viagem para o Camboja foi meio que por acaso e de última hora, como o sangue brasileiro insiste em impor. O visto de entrada no país, conhecido dos viajantes, é o “visa on arrival“.

Traduzindo em miúdos, é aquele visto que você tira no momento em que desembarca no aeroporto de destino, paga a taxa (se houver) e pronto, você está admitido (ou não…rs). Sendo assim, era só comprar os tickets e terminar de fazer as malas que ultimamente andam sempre semi-prontas.

Minha primeira viagem para o sudeste asiático, conhecido como Indochina e destino comum entre brasileiros que decidem se aventurar em busca de paraísos desconhecidos, começou pelo Camboja, mais precisamente, a cidade de Siem Reap, que apesar de não ser a capital, é a mais importante cidade turística do país.

É em Siem Reap que fica o “Angkor Wat”. Em khmer (idioma local), “wat” significa “templo”, e Angkor siginifica “Cidade”. Portanto, “Cidade do Templo”.

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Angkor Wat – o mais importante monumento do Camboja

Datado do século XII, o Angkor Wat é considerado o monumento religioso mais importante já construído e, em termos arqueológicos, a estrutura toda é um dos mais importantes tesouros existentes.

O complexo foi tombado como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1992. Para você ter uma noção da importância desse templo para os khmer, ele não só estampa as cédulas do “Reil” (esse é o nome do dinheiro cambojano), como também estampa a bandeira do Camboja, fazendo com que ela seja a única bandeira no mundo a possuir um monumento como símbolo.

Bandeira do Camboja
Bandeira do Camboja – com o monumento Angkor Wat exibido nela

Quando você se depara com esse templo já de longe, percebe o motivo de sua importância. O lugar é gigante e realmente impressiona, além de ser também o mais importante templo dentre todos para os cambojanos, que em sua esmagadora maioria, é de budistas.

Com uma estrutura em forma de quadrado, o templo possui um lago artificial que contorna todo o complexo. Mas tudo isso você só descobre quando chega lá mesmo.  Porque todo o protagonismo inicial, é claro, fica com o Ta Prohm Wat, já que foi lá um dos cenários mais famosos do filme Tomb Raider, estrelado pela lindíssima Angelina Jolie.

O templo é um chamariz de turistas. Confesso que achei realmente surreal estar em um cenário de uma produção em que você não sabe o que é verdade e o que é computação gráfica. Tudo é tão imponente e com aquelas árvores intrincadas nas construções, que parecem de mentira, tudo fica mais magnífico ainda.

E o mais legal é que as árvores ainda estão vivas e seguram toda a estrutura do templo. Se as árvores fossem tiradas dali o templo não aguentaria e certamente ruiria.

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O País das Minas

Mas, apesar de toda essa opulência, o Reino do Camboja, nome oficial, é um país de um povo sofrido. Especialmente por suas recentes guerras, que ainda perduram e insistem em fazer parte do seu cotidiano como um fantasma voltando para assombrar a população.

A prova viva disso são as mais de quatro milhões de minas terrestres espalhadas pelo seu território, que amputam milhares de pessoas todos os anos e ceifam outras tantas. O Camboja encabeça a lista dos países com mais minas terrestres no mundo todo. Além das incessantes disputas territoriais com seus vizinhos Tailândia e Vietnã.

Apesar de tudo isso, seu povo sempre tem um sorriso para oferecer aos seus visitantes. Humildade, respeito e cordialidade podem ser a tradução do que vi na maioria do povo cambojano. Eu não sou supersticiosa, mas achei muita ironia que o mesmo solo que esconde as minas, faz brotar um mar de trevos de quatro folhas.

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Trevos de quatro folhas no caminho de um dos templos

Por isso, já nos primeiros dias tudo se tornou um paradoxo para mim. Um misto de magia e de impotência. Esse sentimento que tenho pelo Camboja é inominável, porque, pelo menos para mim, é muito diferente de tudo que já vi e vivi.

De um lado, porque a pobreza extrema alcançou um novo patamar. Depois, porque é impossível não se apegar as pessoas com as quais você convive diariamente e que são tão amáveis com você.

Ao mesmo tempo, os vendedores, que vão de criancinhas até aos amputados pelas minas terrestres, por vezes, beiram a hostilidade na ânsia de vender seus produtos e prover seu sustento.

O que os faz proferir quase um mantra de insistência para que você compre alguma coisa deles, como se estivessem em transe e só despertassem dele quando ouvissem como resposta um “sim”. Isso exige que você seja enfático e contundente se não tiver a intenção de comprar nada.

Uma vez, estava eu no mercado noturno pensando em algo para levar de presente para as minhas irmãs quando avistei lenços lindíssimos e comecei a passear meus olhos sobre eles. Foi então que a vendedora veio e começou a tirar vários lenços dos pacotes e me vestir com eles.

Após decidir que estávamos famintos e que retornaríamos às compras mais tarde a vendedora imediatamente começou a gritar em um inglês meio que ininteligível dizendo que se abrimos os lenços teríamos que comprar. Assustada, fui me afastando com os gritos dela: “Turistas que não compram não são bem-vindos em nossa cidade”.

Após visitarmos outros mercados e lojas, acabei conseguindo comprar meus lenços e souvenirs. Percebi que a insistência e, por vezes, até o constrangimento para que compremos, é uma prática comum até mesmo nas ruas do Camboja. No entanto, não revivi aquele episódio pavoroso em nenhum outro lugar. Ainda bem!

Em contrapartida, o hotel e os restaurantes que frequentei, sem a obrigação de vender algo para os turistas, tinham a cortesia e a gentileza típicas desse povo. A humildade faz parte do dia a dia convivendo com eles.

Ninguém grita, ninguém é rude, tudo é feito para que a estadia dos turistas no país seja a mais tranquila e agradável possível.

“Peixe Pedicure”

Em uma de minhas andanças pelas ruas de Siem Reap, avistei um lugar onde tinha aqueles peixinhos que fazem “faxina” no seu pé comendo cutícula e carne morta, ecaaa!

Para dizer a verdade, nem pensei naquelas conversas que dizem que você pode pegar alguma doença transmitida pela água contaminada por outras pessoas que tivessem usado o tanque anteriormente e que não não teve a água trocada.

Achei aquilo tudo tão divertido e só me lembrava de ter assistido um episódio do “The Simpsons” anos atrás que me deixou com muita vontade de experimentar.

Não pensei duas vezes, sentei e comecei a puxar a barra da calça, já que estava usando jeans. Na mesma hora umas três pessoas vieram me ajudar. Seria cômico se não fosse trágico, mas finalmente consegui erguer a barra o suficiente para imergir meus pés junto dos peixinhos.

Fish Pedicure
“Fish Pedicure”

Depois disso foi só vexame. Não conseguia ficar mais do que dois segundos com os pés dentro da água. Não sei explicar, mas a sensação deles comendo sua pele morta é, além de meio nojenta, esquisita demais. No que eles se aproximavam dos meus pés eu já tirava e quando não tirava, gritava.

Não preciso nem dizer que à essa altura eu era o espetáculo do lugar. E olha que costumo ser bem discreta na minha vida em geral. Mas aquilo realmente me pegou de surpresa. Foi um mico “gorilesco”!

Enfim, após ter algum sucesso e alimentar os peixinhos por alguns minutos, retirei os pés definitivamente da água. Nisso, um rapaz veio com uma toalha para secar.

Quando fui pegar a toalha ele se abaixou e começou a secar os meus pés muito cuidadosamente. Fiquei um tanto constrangida, mas deixei ele continuar para não tornar aquela situação ainda mais vexaminosa.

Naquele mesmo dia fui a um restaurante comer “fried rice”. E preciso dizer que foi lá que eu experimentei no melhor que eu já provei na minha vida. Já havia comido muitos antes e comi muitos depois. Mas, aquele que eu comi por lá vai ficar na memória e no paladar para sempre.

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Outra coisa que eu adorei no Camboja foi andar de tuk-tuk. Havia solicitado o traslado até o hotel antecipadamente. Após 15 horas de voo (Londres/Bangkok/Siem Reap), eu estava muito cansada e tudo que eu queria, além de um bom banho, era dormir por pelo menos duas horas antes de começar a explorar a cidade.

Mas o motorista do hotel atrasou, e eu já ia atrás de outro táxi, até que eu vi um moço com o meu nome na placa. Engraçado é que ele parecia saber que eu era a turista que ele ia levar até o hotel porque ele veio direto em mim antes de eu me manifestar. Quando fomos até o carro, vi que não era bem um carro, mas o tuk-tuk.

10 Dicas Para Você que Vai Viajar Para a Ásia

Eu sabia que eventualmente eu iria andar neles, mas não estava preparada para andar na chegada, tão cansada e ainda com as malas. No começo, quase saí correndo para procurar um táxi, mas o motorista era tão querido que eu resolvi arriscar.

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A viagem até o hotel demorou uns vinte minutinhos e foi legal ver o trajeto sem janelas interferindo a paisagem. Depois disso, o tuk-tuk era meu meio de transporte favorito e usei carros somente para caminhos mais longos ou quando estava com os guias turísticos que nos buscavam de carro, de van ou de ônibus. Mas essa história eu conto uma outra hora.

O Camboja foi uma grata surpresa. Digo surpresa porque eu já tinha grandes expectativas ao visitar o país. Mas, sem dúvida, elas foram superadas.

Quando chega a hora de partir, me despeço da equipe do hotel em que fiquei hospedada e em especial da recepcionista. Peço a ela para tirar uma foto para lembrar dos bons momentos que vivi lá. Seu nome é Kimsong, o nome que descreve essa suave melodia que me acompanhará por muito tempo.

Kimsong – recepcionista do hotel

Deixo o Camboja com aquele sentimento inominável e uma vontade feroz de reescrever uma história que nem é minha e que não sou capaz de compreender. Espero voltar um dia nesse país tão pobre, mas que foi capaz de me enriquecer tanto.

Já foi para o Camboja? Pensa em ir um dia? Comente e compartilhe aqui o que mais gostou ou o que deseja conhecer no país.

Eu fico agora por aqui e até a próxima viagem!

KS.