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5 Comidas Típicas da Suíça

5 Comidas Típicas da Suíça

A culinária suíça é muito diferente da brasileira. Apesar de amar alguns pratos suíços, alguns não me descem. Durante todo meu tempo na “Terra das Vaquinhas Felizes” perdi quase sete quilos. Por isso, vamos falar de 5 comidas típicas da Suíça que ficaram famosos ao redor do mundo, ou não!

Suíça janela bandeira

A Suíça é conhecida mundialmente por muitas coisas, como por exemplo, o famoso canivete, o chocolate, o relógio, os Alpes. Tudo acompanhado da palavra “suíço”, o que confere garantia de qualidade e precisão. Mas, será que isso vale para a comida?

No Brasil sempre amei tudo o que tinha suíço no fim, como a “Batata Suíça”, “Limonada Suíça e por aí vai. Mas,vou te contar as 5 coisas que são comuns aqui na Suíça que você pode adorar ou odiar.

1. Fondue

No segundo trimestre de 2018 fui para Gramado para conhecer alguns restaurantes que são famosos por lá. Em um deles, tinha o famoso Fondue Suíço.

Pensa na decepção quando comi. Gente, o queijo era muito forte, como é realmente na Suíça, mas acho que aquele era só ruim mesmo.

Suíça Fondue suíço

Apesar de servirem com milhares de coisa na Suíça, o acompanhamento vai depender do tipo de fondue que você pedir. O mais comum é o pão e depois a batata, mas no Brasil você vê de tudo. E o queijo que usamos também não é o mesmo que usam na Suíça.

Quando comi de fato o tradicional fondue suíço, achei forte demais. Consegui comer uns três pedaços de pão e uma batata cozinha daquelas mini, molhadas no queijo, mas foi só.

Primeiro, porque é super pesado e o queijo é bem diferente. Não é que seja ruim, mas comer demais, quando seu paladar gosta mesmo é de parmesão, fica complicado.

O fondue é normamente acompanhado de chá preto ou alguma bebida quente e a maioria dos restaurantes suíços não serve o prato em determinadas épocas do ano, quando o clima esquenta.

Fui agora no começo de maio em um restaurante famoso pelo fondue, para provar outro tipo, mas já tinha terminado a época.

É bom lembrar que existem vários tipos de fondue e que o de chocolate não é normal aqui na Suíça não.

Adoro fondue, mas deixa para quando eu estiver no Brasil! 🙂

2. Raclette

Acho que a Raclette é mais suíça que o Fondue. Brincadeiras à parte, esse prato ganhou meu coração. No momento em que dei a primeira “bocada” parecia que estava subindo em direção ao paraíso. Repeti.

Para quem me conhece sabe o que isso significa. Eu, normalmente como pouco e esse prato ainda é bem pesado.

Raclette é o nome do queijo e também do prato típico. Na verdade o prato ganhou o nome antes do queijo. Racler em francês quer dizer “raspar”.

E é dessa forma que o tradicional prato é servido, raspando o queijo sobre um prato com batatas, e alguns outros vegetais, normalmente, milho e pepino, além de cebolas. Tudo em conserva.

Raclette prato suíço

A Raclette também é servida com chá ou outra bebida quente, mas normalmente vejo as pessoas bebendo vinho branco junto com o prato. O tradicional é o vinho da região de Valais, região de onde vem também a própria Raclette.

3. Cervelat

É quase a “vina” curitibana, mas cem vezes mais saborosa. Sério gente, pensa em um negócio bom. A Cervelat é feita de uma mistura de carne bovina com carne suína e bacon.

A palavra Cervelat deriva do termo em latim cerberum, que significa cérebro, ingrediente que era usado nas primeiras receitas. No século XIX se transformou na receita que é hoje.

De sabor levemente defumado, a salsicha é normalmente usada para fazer saladas realmente deliciosas.

Essa salsicha faz parte da cultura suíça. Muitas pessoas usam a cervelat para fazer churrasco. Eles abrem as pontas e elas ficam estreladas, dizem eles que é uma borboleta e, especialmente as crianças, adoram.

4. Rösti

É a Batata Suíça que conhecemos no Brasil. Apesar de meus colegas suíços dizerem que não tem nada a ver, não vejo muita diferença do Rösti.

A única coisa é que no Brasil você sempre tem mil opções de recheio. Já o Rösti tradicional suíço não é recheado. Ele geralmente vem acompanhado de queijo, cervelat, legumes e um ovo frito por cima.

Eu adoro. Se comer muito dá uma enjoada porque é basicamente batata frita e pode ser bem gordurosa aqui na Suíça.

5. Müsli/Müesli

A maioria das pessoas conhece Müsli no Brasil. Ele foi desenvolvido por volta de 1900 pelo médico suíço Maximilian Oskar Bircher-Benner para seus pacientes.

Chamado na suíça de Birchermüesli por conta do nome do criador, ganhou fama mundo afora mais abreviado, somente Müsli ou Müesli.

Müesli

O cereal à base de flocos de aveia misturado com frutas secas, virou febre no café da manhã no continente americano, enquanto na suíça mesmo, ele é mais consumido à noite como opção ao jantar.

E você? Qual seu prato suíço favorito. Já provou alguns dos alimentos citados? Conta para a gente.

Um super beijo e até o próximo post!

KS.

 

 

 

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Berna – A Cidade dos Ursos

Berna – A Cidade dos Ursos

Berna em alemão “Bärn”, significa urso. E sim, eles estão pela cidade, mesmo que ainda sejam poucos. A “Cidade dos Ursos” é certamente uma das mais belas de toda a Suíça.

A cidade foi fundada no ano de 1191. Diz a lenda que o fundador da cidade Berchtold V, Duque de Zähringen, disse que o primeiro animal que vissem durante a caça seria o que daria o nome a cidade. E, é claro, foi um urso.

Ursos Berna

A capital da Suíça – sim, a capital é Berna e não Zurique -, é uma cidade medieval que me encanta muito para cada cantinho que olho. Poderia passar o dia todo só caminhando e admirando as construções, as ruas, as vitrines da Cidade Antiga. Tudo é realmente surpreendente.

Poucas cidades no mundo são tão conservadas historicamente como Berna. Por esse motivo em 1983 ela se tornou Patrimônio Cultural Mundial da Unesco. Foi em Berna que o físico alemão Albert Einstein desenvolveu a teoria da Relatividade enquanto vivia em terras bernenses.

Bandeira do Cantão Berna
Bandeira do Cantão Berna – Ilustrando o Urso Símbolo da Cidade

Mas outra presença ilustre se tornou a principal atração para os turistas que visitam a cidade suíça. Os ursos ao vivo e a cores são esperados ansiosamente, apesar de muitas vezes preferirem se esconder na caverna construída para eles.

Der Bärengraben – O Fosso Dos Ursos

O primero registro da existência do fosso para os ursos data de 1441. O fosso atual foi inaugurado em 1857 e em 1925 foi concluído, com a construção de uma vala menor para os ursos mais jovens.

O Fosso dos Ursos 1880 Wikipedia_Museu de História de Berna
O Fosso dos Ursos por volta de 1880 Fonte: Wikipédia/Museu de História de Berna
Fosso dos Ursos em 1990
O Fosso dos Ursos em 1890

Nos anos 70 foi feita uma reforma, mas os ativistas já estavam fazendo pressão para que os animais fossem removidos do fosso. O que só aconteceu muitos anos depois.

Ações na justiça foram tomadas com o intuito de melhorar as condições dadas aos animais. A prefeitura da cidade se viu então obrigada a tomar uma atitude.

O fosso ficou vazio por alguns meses em 2009 já que o urso Pedro teve que ser sacrificado em 30 de abril daquele ano. Ele foi o último urso a viver no fosso.

Durante esse período o fosso foi aberto ao público até a chegada dos novos habitantes.

Baeren Park – O Parque Dos Ursos

O Parque dos Ursos foi inaugurado em 22 de outubro de 2009 e aberto ao público três dias depois, dia 25 de outubro. O objetivo principal foi proporcionar  uma melhor qualidade de vida aos animais.

De quebra, criaram uma super atração, já que nos primeiros meses de existência o parque chegou a atrair mais de 20 mil turistas por dia.

Com 6000 metros de área, do fosso até as margens do Rio Aare, os ursos podem agora nadar e até mesmo pescar, caminhar mais livremente. Como consequência se tornaram a maior atração de Berna.

Os turistas adoram vir até o parque para ver o símbolo da cidade em carne e osso. Atualmente o parque conta com a presença de quatro ursos. Björk, Finn, Berna e Ursalina.

Björk and Finn chegaram em outubro de 2009 e os filhotes Berna e Ursalina nasceram em dezembro do mesmo ano. Dois meses após a chegada no parque a fêmea Björk deu a luz a dois bebês ursos: Berna e Urs.

Os bebês só sairam da caverna para um breve passeio em fevereiro de 2010. Foi quando tiveram que mudar o nome de Urs para Ursalina, pois descobriram se tratar de outra fêmea.

Berna e Ursalina
Berna e Ursalina com 6 meses de idade – Foto: Chriusha

Finn, foi separado dos pequenos durante este período para não correr o risco de achá-los fofos demais e devorá-los.

Björk e Berna começaram a ter problemas de relacionamento e em 2013 Berna foi tranferida para a Bulgária. Hoje somente os três ursos restantes vivem no parque.

Bjork
A Ursa-Mãe Björk – Foto: Chriusha

O Parque dos Urso custou nada menos que 24 milhões de Francos Suíços. A estimativa inicial era de 9,7 milhões, mas a instabilidade do terreno que tinha problemas estruturais aumentou significativamente os custos.

Mas, finalmente os ursos de Berna tem o seu próprio espaço que, apesar de não ser o ideal, certamente é bem mais saudável do que o antigo fosso.

O Urso Ataca

Finn, o macho do parque já chegou chegando. No mesmo ano da inauguração um homem caiu no viveiro dos ursos de uma altura de 4 metros e Finn não deixou por menos.

Durante 7 minutos de puro terror, o homem de 25 anos foi sacudido, mordido no tronco e gravemente ferido pelo animal.

Sob gritos de turistas que jogavam coisas no urso a fim de distraí-lo, a polícia atirou em Finn para contê-lo.

Urso Finn
Urso Finn – Foto: Chriusha

A polícia informou que o homem tinha problemas mentais. O diretor do parque disse que naquele momento os tiros eram a única forma de parar o ataque já que dardos tranquilizantes demorariam muito tempo para fazer efeito.

Ele reforçou também que Finn estava defendendo seu território e que não havia como prever o acontecido. Tanto o urso quanto o homem se recuperaram do acontecido.

A Cidade Antiga

Berna se juntou a Confederação Helvétiva em 1353. Em 1045 houve um grande incêndio na cidade que dizimou os edifícios de madeira. Hoje os edifícios de arenito são os que dão vida a cidade.

Vista da Ponte
Rio Aar em Berna

O Rio Aar ou Aare é o protagonista na cidade. De um verde esmeralda que as vezes muda para o turquesa, são hipinotizantes. No meu caminho para as aulas de alemão, tinha que passar por ele todo o dia. E, acredite, todo o dia ele me encantava.

Não é só de ursos que vive Berna. A cidade é um museu a céu aberto e a quantidade de turístas que você vê logo cedo demonstra como a cidade é interessante e cheia de vida.

Com certeza Berna é uma das minhas cidades favoritas da Suíça.

E você? Gostou da Cidade dos Ursos? Comenta aqui e divide com a gente!

Beijos e até a próxima viagem!

KS.

 

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5 Coisas Que São Melhores no Brasil

5 Coisas Que São Melhores no Brasil

Convenhamos que o brasileiro tem uma paixão pela palavra “importado”. Tudo que é de fora do país para nós é sinônimo de qualidade.  Mas, o Brasil tem coisas incríveis também, só precisa valorizar mais isso. Por isso, hoje vou destacar 5 coisas que são melhores no Brasil que em qualquer outro lugar do mundo.

Por do sol na prais

Tudo Junto e Misturado

Crescemos em uma cultura de quem ostenta mais fica por cima. E isso, é claro, é consequência da desigualdade social, mas não ela sozinha. A nossa cultura, muitas vezes, força essa situação. Quando falamos de moda de luxo e arte então, vemos pessoas venderem a própria casa por uma bolsa da Louis Vuitton ou um carro do ano.

Tive a oportunidade de visitar países com desigualdade social superior a do Brasil. Em um deles o Myanmar, ficava chocada com a opulência dos templos budistas, muitas vezes repletos de ouro maciço e imediatamente ao sair nas ruas me deparava com uma pobreza absurda.

Pobreza essa que em dado momento me fez perguntar ao meu guia se deveria ter medo de andar sozinha pelas ruas. Ele me disse que sim, que não me aconselhava a andar por aí sozinha após as onze horas da noite.

Eu disse que não planejava sair sozinha tão tarde, mas ainda fui mais longe. Perguntei o porquê? Será que seria assaltada, atacada?

Maior foi a minha surpresa quando ele me disse que não, que o risco eram os cachorros nas ruas que se me vissem sozinha eu me tornaria sua presa e talvez até sua refeição.

E realmente nunca senti medo de ser assaltada nas ruas desses países desiguais, porque as pessoas não querem roubar o que você tem. Elas pedem, insistem para vender alguma bugiganga até cansar.

Mas não vão te roubar, com raras exceções. Porque nesses países eles acreditam no KARMA, eles acreditam que o que você faz você paga. E que tudo já está determinado.

Sendo assim, roubar seria crime grave, não só pelas leis desses paises, mas também pelas leis do pós vida.

Leia mais sobre o Myanmar nesse post Yangon – A Nova Iorque do Myanmar!

Quis contar isso para vocês para lembrar que apesar de roubos, furtos e assaltos no Brasil serem coisa comum, vejo que é muito pelo fato de alguém querer o que é do outro.

E nessa história não tem nada de Robin Hood não. Os mais afetados pelos roubos cotidianos são os igualmente pobres, porém trabalhadores que ralam o mês inteiro para pagar a parcela do celular que tanto almejaram, ou do tênis que viram na vitrine e finalmente puderam comprar no crediário ou à vista após terem economizado sabe-se lá quanto tempo.

Hoje em dia quando estou no Brasil, garanto que não estou usando uma bijouteria mais chamativa se tenho que andar de ônibus ou nas ruas. Meu celular é devidamente escondido em algum lugar menos óbvio, o que não é garantia de que voltarei para casa com ele.

Meus olhos passeiam cansativamente entre todos que me cercam de maneira automática. A insegurança tão conhecida dos brasileiros, nunca vai embora. E se ousamos nos destrair, lembramos muitas vezes tarde demais, que o bandido não vacila.

Está sempre só esperando a próxima vítima “dormir no ponto”. Às vezes literamente, de tão cansado do trabalho.

Mas, se você pensa que eu vim falar mal do Brasil nesse post está enganado. Hoje eu vim destacar 5 qualidades que o Brasil tem para acabar com essa visão romantizada de que tudo fora dele é melhor.

1. A Comida

De longe o Brasil tem uma culinária extraordinária. Em parte pela contribuição massiva dos povos colonizadores. Desde os italianos com sua massas e pizzas divinas, até os japoneses com seus sushis magistrais.

Daí para a culinária alemã, holandesa, ucraniana, africana, portuguesa e tantas outras que acabaram se estabelecendo no Brasil, é um pulo. Incrementamos à moda brasileira e voilá! Temos uma culinária riquíssima.

A minha comida favorita é o Pineapple Fried Rice, mais precisamente o do Camboja. Nunca comi nada igual, e olha que comi várias vezes e em lugares diferentes. Nem na Tailândia, que é a detentora dos “direitos autorais” do prato, eu comi um melhor.

Mas, aí é só um prato específico. Culinária para mim é todo um conjunto. Neste caso, para o meu paladar não há nada melhor do que a comida mineira. Ah! Deu até água na boca!

Essa diversidade dispersa em um território de dimensões continentais, faz com que haja comida para todos os paladares.

Na Suíça, por exemplo, eles não tem churrascarias fartas de todo o tipo de carne como no Brasil. Um dos motivos é o preço da carne que é absurdo, até para os bolsos suíços. Aqui eles não comem carne com a frequência que comemos no Brasil.

Outro motivo é que eles precisariam aprimorar as técnicas de Chef Churrasqueiro. Não é para qualquer um fazer um churrasco, mas como no Brasil é churrasco em qualquer oportunidade, geralmente na família temos um churrasqueiro de mão cheia.

Comida Brasil carne
Churrasco Como no Brasil Não Há

Quando cheguei na Suíça a primeira vez e fui me certificar do custo de uma porção de carne, cheguei a dizer que era balela, vi que não era tão absurdo assim. Foi quando constatei que o preço que estava viualizando era de somente cem gramas.

2. O Clima

As mesmas dimensões continentais que possibilitam a variedade culinária que herdamos, nos agracia com uma diversidade climática como em quase nenhum outro país no mundo.

Em Curitiba, particularmente, somos tão, mas tão agraciados, que normalmente temos as quatro estações em um mesmo dia.

Curitiba Sol e Chuva

Deixando esses detalhes de lado, nosso país é tão grande que às vezes, em pleno inverno, onde no Sul estamos beirando à temperaturas abaixo de zero, continuamos com um belo verão no norte, nordeste e centro-oeste.

Veja bem, esses termos não são exatos porque já morri de frio em Brasília com um vento cortante e em Cuiabá já vivi temperaturas amenas, ainda que haja quem não acredite. Porque lá, via de regra é um caldeirão o tempo todo. Não é à toa que é carinhosamente apelidada de”Cuiabrasa”.

E neste ano o verão de Curitiba resolveu aparecer enquanto passava um tempo com a minha família. Sério, não se conseguia dormir de jeito nenhum. O pessoal que mora acima da região Sul, SEMPRE reclama do frio de Curitiba. Ele deve ter tirado férias também enquanto estava lá.

Mas, eu amo o frio. E apesar de achar a neve engraçadinha, é uma das coisas que não curto muito não. Prefiro curtir o frio, o que, tirando o detalhe da neve, que só causa transtornos, além de me dar fotos lindas (confesso vai), a Suíça me proporciona “de kilo”. Ainda assim, meu lugar favorito no mundo é minha cidade natal, Curitiba, junto com minha família e amigos.

Espero continuar a tradição de conseguir passar toda a virada de ano com minha família e meus amigos na nossa igreja de infância.

Girassol sol

E quando falo de clima brasileiro não é só o clima das estações a que me refiro. O clima de relacionamento entre os brasileiros é leve. Na Suíça se você abraça alguém quando deveria ter dado um beijo no rosto, pode criar uma situação contrangedora e que vai gerar muito “mimimi”.

No Brasil, em casos muito específicos poderia causar um desconforto, mas nada grave. Eu nunca abraçaria um chefe ou um estranho. Mas, se fosse uma data especial não teria problemas de dar uns tapinhas nas costas.

Agora para não falhar, fico com o aperto de mão e guardo os abraços só para a família e os amigos mais chegados.

3. As Praias

Conheci praias belíssimas mundo afora e não estou abrindo uma competição sobre a mais bela. A questão é que metade do território brasileiro é banhado pelo oceano Atlântico, isto é, o Brasil tem praias de norte a sul sem descanso.

Praias de todos os tipos: lotadas, tranquilas, paradisíacas, badaladas, urbanas, desertas, glamourosas, rústicas. Todos os gostos podem ser supridos nas praias brasileiras, já que elas são as mais democráticas do mundo.

Quando você vai à praia no Brasil você encontra gente rica, gente pobre, gente idosa, gente jovem, além de gringos vindos de todos os cantos. Nosso país tem essa fama de ser todo misturado, e quer saber? Essa é uma das coisas que mais valorizo nele.

Voleibol na Praia
As Pessoas Podem Passar o Dia Todo na Praia no Brasil

Posso ter longas conversas com o porteiro do prédio da minha mãe, ou conversar em uma livraria com um escritor de gabarito e tá tudo certo. Claro, que sabemos que muitos lugares só o dinheiro vai te permitir entrar, por isso, cito as praias como um dos grandes patrimônios do Brasil.

4. As Mulheres Mais Belas do Mundo São Brasileiras

Isso não sou só eu que estou dizendo. Para onde quer que eu vá é o que escuto. E não é só a beleza em si. É o charme. É claro que temos mulheres para lá de vulgares e outras sem noção.

Mas, via de regra, a mulher brasileira sabe como se vestir para ocasiões especiais, assim como sabe usar a camiseta branca com jeans como nenhuma outra no mundo e ainda ser linda.

Gisele Bundchen Desfile Colcci
A Poderosa Brasileira Gisele Bündchen desfilando para a Colcci

A mulher brasileira, além de linda, é forte e guerreira. Cria os filhos, muitas vezes, sozinha, trabalha fora para prover o sustento do lar e em alguns casos ainda encontra tempo para se divertir.

5. Vegetais Com Gosto de Vegetais

Neste caso, minha referência é a Suíça. Como vivo aqui, essa é uma das coisas que mais sinto falta. Normalmente no mercado os vegetais vem misturados em um saco plástico. Tudo bem que é sem agrotóxicos, mas parece que estou comendo papel.

Ainda que quando você chegue em mercados maiores e se depare com vegetais e frutas dignos de comercial de televisão, o gosto sempre me desaponta. Por isso, salada por aqui vem sempre acompanhada de muito molho e apetrechos. Deve ser para dar algum gosto. 🙂

Me lembro da minha infância quando minha avó colhia maracujá, morangos, uvas, mangas, alfaces, tomates e todos os tipos de tempero direto do quintal dela e fazia tudo na hora.

Caramba, não tinha coisa e nem gosto melhor. E apesar de ela nunca ter gostado de cozinhar (herança de família) ela era uma cozinheira de mão cheia.

Até hoje só minha mãe para fazer melhor que ela. Mas, que ironia, ela também odeia cozinhar.

vegetais frescos

Acho que esse post foi bem nostálgico. Não tem como não pensar em Brasil e não sentir falta de um montão de coisas, além dos entes queridos. Mas, acho mesmo que citei essas coisas porque vieram de imediato na minha cabeça.

Todos sabemos que o Brasil tem coisas incríveis que jamais caberiam em qualquer lista.

Se você sabe de algo que é único no Brasil, não deixe de comentar. Tipo, você sabia que junto com os EUA e a Suécia, temos os melhores dentistas do mundo? Nosso Brasil tem mil problemas para serem solucionados, mas ainda assim é um país incrível.

Já ouvi gente dizendo que o problema do Brasil é o brasileiro. Prefiro dizer que “a beleza do Brasil é o brasileiro”.

Até o próximo post!

KS.

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Cinquenta Tons de Suíça

Cinquenta Tons de Suíça

A Suíça é toda diferentona, não tenha dúvidas. Como moro aqui, está mais do que na hora de falar das minhas impressões sobre ela. Um lugar singular com muitos plurais, abrindo em uma palheta de muito mais de cinquenta tons de muita cultura e diversidade, figurando o topo de muitas listas de excelência ao redor do mundo.

Certamente um dos melhores lugares do globo para se viver, o melhor chocolate, o melhor relógio, o mais tradicional canivete, as vaquinhas felizes, o único país do mundo que tem a bandeira quadrada, além do Vaticano, que é uma cidade-estado.

O país tem QUATRO idiomas oficiais totalmente distintos. Alemão, Italiano, Francês e Romanche. Tudo isso a torna única, mas, com bem mais do que cinquenta tons de Suíça.

Veja mais curiosidades sobre o país no post 20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça.

switzerland flag

Uma das coisas que mais me chamou a atenção no tempo que estou na Suíça, é como toda essa mistura de culturas, idiomas e modos, em um território geográfico tão pequeno, permite aos suíços serem preconceituosos.

Dito isto, queria esclarecer que a grande maioria do povo suíço é muito educada e discreta, mas alguns detalhes nos fazem perceber o nariz torcendo na presença de um diferente.

Se você acha que é só com os “gringos” que os suíços tem preconceito, se enganou. Eles rivalizam entre eles mesmos. Se você é de um cantão diferente do dele, ele vai comentar com alguém próximo sobre os hábitos e maneiras do outro cantão que não o agradam.

Isso merece uma discussão maior e pretendo falar sobre isso com mais calma em outro artigo para não correr o risco de ser mal interpretada.

Mas, recebi inúmeros avisos e tudo que eu lia sobre a Suíça antes de vir era de que se eu não falasse a língua do cantão em que estivesse não iam nem me responder. Uiiii!

Não digo que essas pessoas estavam exagerando, pois sei de histórias de pessoas próximas capazes de fazer cair todos os cabelos.

Porém, neste ponto preciso ser muito franca. Sei que em algumas regiões da Suíça as pessoas são mais conservadoras e talvez se eu estivesse em meu país, teria ou não a mesma atitude que elas.

Não posso julgar sem saber e sem viver de fato a situação. No entanto, o que vi, no começo, quando eu cheguei e fui morar na capital Berna, era que eu podia me expressar em inglês na grande maioria dos lugares e que se eles não falassem inglês chamariam alguém que falasse.

Portanto, a minha impressão foi sempre a melhor possível no quesito cordialidade e tratamento em geral. O que não quer dizer que me tornei amiga de dezenas de suíços no primeiro mês morando aqui.

Até porque, eu sou também bastante reservada e não faço amizade fácil como boa curitibana que sou. Mas, como os suíços, grande parte das amizades que faço são para a vida toda.

O que não impede ninguém de ter conversas longas e produtivas com estranhos, é claro. A diferença é que você não vai convidar essa pessoa para tomar um café na sua casa, nem muito menos para um almoço ou jantar.

Isso é uma das coisas que me agrada no país, preservar a privacidade. Mas, para os suíços a privacidade tem um significado um tanto diferente do que para nós brasileiros. Não digo em geral, porque já viajei para lugares no Brasil em que as pessoas perguntavam até a cor da minha roupa íntima. Só por Deus!

Na Suíça já vi gente perguntando quanto o outro recebia de salário. Apesar da reação do outro ser de surpresa, me fazendo entender que isso não é comum e nem aceitável por aqui, aconteceu.

Então não tem como generalizar. Tantos tons de Suíça não permitem estabelecer um padrão do povo suíço, apesar de alguns costumes peculiares.

Leia também 5 Comidas Típicas da Suíça.

Enquanto a Suíça tem tantos tons de cinza para onde se olha, ela é multicolorida de todas as etnias possíveis. São tantos saberes e não saberes, que promovem uma capacidade incrível de crescimento para quem tem a cabeça aberta e disposta a aprender sobre o que é o outro.

Essa coisa de “aqui nós fazemos assim” não funciona. Quem são esses “nós” em questão? Não tem como prever. A população é heterogênea por demais e com uma quantidade enorme de influência de culturas externas que coabitam diariamente.

Só nos cabe desatar esses “nós”, respeitando o outro e sua maneira de pensar e agir. Assim, apesar de não garantir que imprevistos ocorrerão, a convivência se tornará muito mais fácil e prazerosa.

Linguagem

Deixando essas questões culturais mais pesadas, a Suíça surpreende principalmente na questão dos idiomas. Como falei antes, são quatro idiomas oficiais. Na “vida real” não é o alemão que nós aprendemos da Alemanha que é falado entre eles, mas, sim o suíço-alemão. O que para os nativos de algum país que fale alemão, tem suas diferenças, mas conseguem se comunicar.

quatro idiomas oficiais

E para quem não domina nem o Alemão ainda? Pelo amor de Deus! Parece uma língua alienígena. Estava eu voltando da aula de alemão um certo dia, e meu vizinho me disse “Abend“.

Na verdade, ele estava, de uma forma abreviada, me dando boa noite – “Guten Abend” – Que como no inglês tem Good Evening e Good Night, eles usam Guten Abend e Gute Nacht. Mas, até eu associar o que ele estava dizendo com a abreviação soltei um Good Evening, sim, em inglês mesmo.

Isso, quando uma senhorinha que mora no meu andar veio até mim sorridente e falando em suíço-alemão algo que parecia umas boas-vindas. Eu só consegui responder, Grüizi, Vielen Dank! Aliás, algumas das únicas palavras que eu domino em suíço-alemão são porque tem alguma relação com o português e o inglês.

Tchau você pode usar sempre, tanto para oi como para tchau mesmo, porque é italiano e na verdade é “Ciao”. Com o “c” com som de “t”.

Sory (com um ‘r’ só), que como sorry em inglês, também quer dizer “Me desculpe”. Adieu, emprestado do francês, quer dizer adeus como em português mesmo. Assim como o “merci” sem puxar o “r” do fundo da garganta e tendo o “mer” como sílaba tônica.

Hoi, é como o “oi” mesmo, mais informal. Sempre que alguém me dava oi assim eu perguntava para um conhecido em comum se essa pessoa era brasileira e nunca era.

Na Suíça, muita gente fala inglês. Não todos, como me afirmaram antes de ir, mas uma boa parcela. Então, quando o calo aperta no hochdeutsch (alemão padrão), você manda o inglês que você sobrevive. Eu pelo menos, me viro muito bem.

Cenários de Filme

Aqui na Suíça, para onde você olha, pode admirar paisagens dignas de cenário de filme, literalmente. James Bond que o diga! As paisagens ao redor do país são realmente magnânimas.

rhône gletscher

Você pisa para fora de casa e te garanto, se não for instantâneo, em alguns minutos de caminhada você terá uma vista incrível. Você se encanta a todo o momento, ainda que seja pelos cinquenta tons de cinza da Suíça.

Às vezes preciso conferir se a foto não está mesmo com filtro de tão monocromática que aparenta. As vestimentas das pessoas normalmente segue essa sequência descolorida também. Já fui muito alertada para cuidar com as cores, mas não me fixo muito nisso.

Afinal, não é porque vivo na Suíça que quero me parecer suíça. É claro que não apareço de neon nos lugares, mas uma corzinha de leve sempre pinta. 🙂

Apesar de cinza, durante a maior parte do ano, por conta da neve e do céu fechado, ela soma todas as cores no verão. E se torna de uma beleza tão incrível quanto e ainda assim surpreendente.

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Diante dessas paisagens de tirar o fôlego, grandes produções já aportaram por aqui em busca das paisagens bucólicas e estonteantes para a produção da melhor fotografia possível.

A lista de filmes de sucesso é grande e enche os olhos. Star Wars: Episódio III, foi gravado nas montanhas de Grindelwald. Alguns episódios do famoso e amado James Bond tiveram a Suíça como pano de fundo para suas aventuras. X-Men e Homem de Ferro 3 também fazem parte da lista.

Mas, sem dúvida nenhuma, foram as produções de Bollywood, a maior indústria de cinema indiana, que tornaram a Suíça tão atrativa para este público. Não é nada incomum ver ônibus de turistas indianos, aparcando nas redondezas dos lugares mais visitados da terra do Alpes.

Um dos motivos de Bollywood filmar em território suíço é que a Suíça, diferente de outras partes do mundo, não cobra pelo uso dos espaços públicos, incluindo aeroportos e estradas do país.

Já em áreas em que o acesso pode ser perigoso, como as montanhas, é necessário solicitar autorização, que normalmente sai em até quatro semanas, já que cada cantão tem suas próprias diretrizes, porém sem maiores complicações.

A Suíça é pequena em tamanho, mas é grande em todo o resto. Não me espanta Einstein ter escolhido o lugar para trabalhar a Teoria da Relatividade, uma das suas mais brilhantes contribuições para a humanidade.

Acredito que muitos outros tons ainda serão descobertos no meio do caminho. O que me encanta é a surpresa que cada um deles me causa. Vivendo e aprendendo!

Já visitou a Suíça? Sonha em visitar? Comente aqui e nos conte o que você sabe sobre esse país tão imponente.

Até a próxima viagem!

KS.

 

 

 

 

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20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça

20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça

A Suíça é sinônimo de chocolates deliciosos, queijos furados, relógios precisos, e montanhas de neve perfeitas para esquiar. Esse país tão incrível sempre pode surpreender ainda mais. Hoje vou te contar 20 coisas sobre esse país que me deixaram de queixo caído quando descobri. O que só me faz ficar mais impressionada com o lugar que escolhi para viver.

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Suíça

1. A Suíça Tem QUATRO Idiomas Nacionais

Alemão, Francês, Italiano e Romanche em ordem de importância. Essa é a sequência dos idiomas mais falados, sem contar que nas ruas o que se fala é o suíço-alemão, que é um dialeto. Mas, não se engane, em cada região o idioma é falado de uma forma um pouco diferente. Tudo é muito específico quando se trata de idiomas na Suíça. Não se assuste, não é difícil achar quem domine o inglês ao menos em um nível intermediário.

2. A Suíça Foi Cenário do 007

A Suíça tem a maior ponte de madeira do mundo em Lucerna. Tem a Montanha Pilatus (esse mesmo que crucificou Jesus), que leva esse nome, pois, diz a lenda, que ele foi parar por lá após toda a história com Jesus. Aliás, essa montanha é a minha queridinha.

Mas, quem é o Pilatus na fila do pão, quando James Bond tem sua própria montanha? O nome dela é Schilthorn, mas se disser a Montanha do James Bond todo mundo conhece.

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Bem no meio dos Alpes Suíços ela foi cenário do filme 007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade, com George Lazenby no papel de James Bond em 1969. A única vez em que ele interpretou o personagem, voltando o papel em seguida para Sean Connery. Desde então o lugar virou atração.

3. País Neutro e Paraíso Fiscal

A Suíça é considerada um país neutro. Desde 1815 ela não se envolve em nenhuma guerra ou toma lado definido nelas. As contas bancárias também não podem ser acessadas pelo nome do titular. Elas recebem um número único, sendo assim, o sigilo é garantido. Apesar de as leis terem mudado recentemente ela é ainda considerada um paraíso fiscal.

4. A Suíça é Repleta de Abrigos Nucleares

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Bunker “disfarçado” na Suíça

Todos já sabemos que a Suíça é um país neutro, e não se envolve em guerras desde 1815. Mas, se caso a Suíça, só bem por acaso, entrasse em uma guerra hoje, todos os seus moradores teriam um lugar cativo em um dos mais de 30 mil bunkers (abrigos anti-bomba) espalhados por todo o país. Isso garantiria a subsistência da população de todo o país por, aproximadamente, um ano.

5. O Suicídio é Permitido na Suíça

Quando o assunto é suicídio, a Suíça também entra na top list. Como explicar que um dos melhores países do mundo para se viver tenha índices de suicídio tão altos. Deve ser realmente muito difícil para pessoas com problemas de auto-estima verem outras tão felizes, criando assim esse paradoxo. Pessoas de outras partes do mundo também vêm até a Suíça para morrer, com o chamado suicídio assistido que no país é permitido por lei desde 1942.

Veja essa artigo da Swissinfo.ch

6. A Suíça Tem a Melhor Água “Torneiral” do Planeta

A água que você bebe da torneira na Suíça vem dos glacier, geleiras milenares. Então, é certamente a água mais pura do mundo. O único “porém” é o fato de possuir um alto teor de calcário, o que dizem que faz o cabelo cair.

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Por isso, muita gente tem usado filtro no chuveiro, não sei bem como funciona. Para mim fez muito bem às minhas madeixas. Se não tomo banho muito quente, fica tudo certo.

Além da água da torneira ser essa maravilha, aonde quer que você vá, vai encontrar bebedouros que mais parecem fontes. Se joga! É super seguro e recomendável beber dessa água e aproveitar para encher as garrafinhas.

7. A Suíça Não Faz Parte da União Europeia

Apesar de ser signatária do acordo do Espaço Schengen que acabou com o controle de passaportes entre os países que aderiram a ele, a Suíça não faz parte da União Europeia (UE). E ela só se tornou parte das Nações Unidas em 2002.

O motivo é que a Suíça neutra não combina com um bloco político do tipo que é a UE. Por isso, a Suíça decidiu não fazer parte da aliança, mas tem seguido a maior parte das recomendações do bloco europeu.

Lembrando que todas essas decisões são feitas através de referendos e consultas populares. Já que a Suíça é uma das únicas democracias diretas do mundo, tendo o povo grande poder de decisão junto ao parlamento.

8. O Nome da Suíça NÃO é Suíça

Confederação Helvética. Sim, esse é o nome oficial da Suíça. Por isso os sites suíços terminam com CH como o Brasil termina com BR. O curioso aqui é que até alguns suíços mais desavisados, às vezes, não sabem disso.

9. A Capital da Suíça NÃO é Zurique

A Suíça é uma República Federativa e, coincidentemente, como o Brasil também possui 26 estados, mas, não tem Distrito Federal. E Zurique está para a Suíça assim como São Paulo está para o Brasil. Sendo o centro financeiro e a maior cidade do país, mas não a capital. Berna, a cidade dos ursos, é a Capital Política do país. Sim, os ursos existem e ficam soltos, porém, em uma área restrita ao contato direto do público.

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10. O Refrigerante Mais Famoso da Suíça NÃO é Bem Um Refrigerante

Rivella. Este é o nome do “refrigerante” suíço, feito a base do soro de leite. Mas, eu te garanto que gosto de leite não tem nenhum. Eu não curti muito no começo, mas hoje é só o que tomo na rua. Assim, de quebra, evito o refrigerante que já não tomo mesmo e gasto menos, já que um suco de qualquer coisa na Suíça é mais caro. Você tem sabores para escolher por cor. Tem, verde, vermelha, azul. A minha preferida é a rot (vermelha).

 

11. A Bandeira Suíça é Quadrada

Desde 1848 as medidas oficiais da bandeira Suíça são de 1.1. Isto é, ela é quadrada. Toda em vermelho com uma cruz grega branca no centro, onde cada braço é 1/6 maior que a sua largura. Além dela, somente a bandeira do Vaticano (que é uma cidade-estado) tem medidas 1.1. O inverso das cores da bandeira da Suíça formam a bandeira do Comitê Internacional da Cruz Vermelha fundado na Suíça em 1863 na cidade de Genebra. O seu criador Jean-Henri Dunant foi a primeira pessoa no mundo a levar o Nobel da Paz em 1901.

bandeira da suíça

12. A Suíça é Menor Que São Paulo

A Suíça possui uma população de 8 milhões de habitantes, enquanto somente a cidade de São Paulo sem contar a região metropolitana já tem mais de 12 milhões. Mas, para ilustrar melhor, preciso dizer que a Suíça toda é um pouco menor que o estado do Rio de Janeiro, sem contar com o fato de que 70% de seu território é basicamente composto por montanhas e mais belas montanhas. E tudo isso fazendo fronteira com a Alemanha, a França, a Itália, a Áustria e Liechtenstein. Por aí você já entende um pouquinho o porquê de quatro idiomas tão distintos. É só olhar para as fronteiras com os países que a Suíça tem divisa.

montanhas da suíça

13. Porquinho da Índia de Estimação? Só Se Forem Dois

Após um estudo ter demonstrado que esses bichinhos sofrem muito com a solidão, só é possível ter os porquinhos da Índia na Suíça aos pares. Isso vale para outros animaizinhos também que precisam de companhia, como o papagaio, a cacatua e etc.

porquinho da Índia

14. Negar O Holocausto é Crime

Na verdade é uma norma penal antirracista votada pelos próprios suíços que entrou em vigor em janeiro de 1995. Então, qualquer violência verbal, propaganda antissemita, a negação do genocídio armênio de 1915, preconceito contra estrangeiros e religiões em geral entram nessa norma. Negar o holocausto pode ter consequências graves para o seu bolso. Normalmente a pena é uma multa bem salgada.

15. Na Suíça Não Tem SUS

Sistema de Saúde Pública não existe na Suíça, isto é, todo mundo que reside na Suíça precisa obrigatoriamente ter um plano de saúde privado. É claro, que se você não tiver dinheiro para pagar, já que não são nenhum pouco baratos o Governo Suíço entra em ação e te subsidia.

16. O País das Sedes

A Suíça é sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), da Cruz Vermelha Internacional, da Federação Internacional de Futebol – FIFA e do Fórum Econômico Mundial

17. A Nestlé é Suíça

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a nossa amada empresa de chocolates Nestlé, que tem fábricas espalhadas por todo o Brasil é genuinamente suíça. Sua matriz fica na cidade de Vevey, no cantão de Vaud.

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18. Dia de Sol é Sagrado

O Chamado Heat Free é como um “direito” não-oficial dos cidadãos de não irem ao trabalho ou de “cabularem” a aula em dias quentes no alto inverno. Como na maior parte do ano a Suíça está nublada e muitas vezes com temperaturas congelantes, os dias de sol são reverenciados no país.

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Se estiver fazendo um dia lindo lá fora e você quiser tirar o dia para aproveitar, não haverá nenhuma desaprovação por parte dos seus superiores. Como um funcionário feliz e saudável é um funcionário que gera menos despesas, você só vai precisar encontrar uma forma de repor esse dia sem dar muitas explicações. O mesmo para os estudantes que necessitam tanto da vitamina D para evitar os altos índices de depressão no país.

19. A Suíça Tem Mais Armas Que o Iraque

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Apesar de ter quase metade da população armada o índice de mortes por armas de fogo é um dos menores do mundo. A Suíça sempre aparece como um dos países com as menores taxas de criminalidade de todo planeta. A maioria das casas é equipada com pelo menos um rifle, para melhor resposta em caso de guerra. E todos os homens que serviram ao exército são obrigados a se reciclar uma vez por ano nas aulas de tiro.

20. É O Melhor País do Mundo Para Nascer

Em uma pesquisa realizada pela The Economist Intelligence Unit’s a Suíça é o melhor lugar para nascer e com melhores chances de a criança se dar bem no futuro. O estudo levou fatores de qualidade de vida em consideração, como expectativa de vida, mortalidade infantil, liberdade política, corrupção, igualdade de gênero, taxas de divórcio, de desemprego e de homicídios.

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Austrália e Noruega vem na sequência enquanto o Brasil está em 37º lugar. Em 2018, de acordo com o Ranking da U.S. New & World Report a Suíça ficou no topo também como o melhor país para se viver. O que não é nenhuma novidade, pois a Suíça sempre encabeça esse tipo de lista.

Bônus: O Cinema Tem Intervalo

Tem quem goste e tem quem odeie. No Brasil alguns cinemas fazem isso, raros, mas existem. E são raros justamente por não fazerem muito sucesso no Brasil. Imagina o intervalo bem no clímax do filme?

Eu acho o máximo. Pensa você super apertado para ir no banheiro e ter que perder, que sejam, 15 minutos do filme. Eles podem ser cruciais. Então é exatamente esse o tempo de intervalo na Suíça. Em 15 minutos você corre no banheiro, se precisar, e já repõe o refrigerante ou a pipoca. 🙂

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E aí, já sabia de todas essas curiosidades? Sabe de mais alguma que não está na lista? Conta aqui para a gente! A Suíça é realmente fascinante e eu não me canso de ser surpreendida.

Leia também 5 Comidas Típicas da Suíça

Acesse mais notícias sobre a Suíça em Swissinfo.ch

Tenho certeza que você não vai se decepcionar se puder um dia conhecer esse país.

Até o próximo post.

Tschüss!

KS.

Publicado em Viagem

A Real Sobre Londres

A Real Sobre Londres

Quando digo a Real sobre Londres em nada me refiro a família real. Até porque não esbarrei com nenhum deles por lá. Digo isso, primeiro, porque para chegar lá você gasta bastante dinheiro mesmo.

Depois pelo fato da moeda não ser o Euro, mas, o Pound – o que por terras tupiniquins chamamos de Libra – faz você pagar muito mais do que você pensa que está pagando. Apesar de ter que admitir que algumas coisas são baratas, até mesmo em Reais.

Como estava muito cansada quando cheguei em Londres, apesar de ser somente uma hora e pouco de distância da Suíça, de onde parti, cheguei pelo London Airport, que na minha cabeça era bem central.

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Então, resolvi chamar um Uber, como sempre faço quando a cidade dispõe do serviço, já que táxis são mais caros em qualquer lugar. E a fama dos cabs de Londres vem de longa data. Então eu não iria arriscar mesmo.

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Tradicional Táxi de Londres

Trocando em miúdos, daria um valor que não me lembro muito bem, mas era mais ou menos o preço que pago quando chego no Brasil e vou do aeroporto até minha casa em Curitiba. Então achei bem razoável, mesmo sabendo da conversão. Afinal, estava sozinha em Londres e sem ânimo para pegar o metrô.

Como eu me arrependi. Na minha cabeça exausta, eu estava pagando em Euro, o que para mim que vivo na Suíça e estava convertendo do Franco Suíço, dava na mesma. Quando a fatura do cartão chegou, quase caí de costas.

Porque a Libra estava nas alturas naquele dia. Paguei quase 6 reais por cada Libra. Minha corrida deu uma pequena fortuna, que estourou meu orçamento, durante a minha estadia de uma semana na “Terra da Rainha”.

Mas, tudo bem, o hotel já estava pago antecipadamente e sobrevivi com Subway, McDonalds, Domino’s e 7 Eleven para todo o canto, acho que até ganhei uns quilinhos. Tudo para continuar salvando algum dinheiro e continuar a usar o Uber. Porque não sou obrigada a andar de metrô sozinha!

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Mentira, na Suíça ando de metrô e de tram para tudo quanto é lado e sempre sozinha. O que aconteceu foi que cheguei em Londres exatamente dois dias após tomar, ainda na Suíça, a vacina contra a Febre Amarela que era exigida na Ásia, que seria meu próximo destino. E você é apto a entrar nos paises de lá somente 10 dias depois de tomar a dita cuja.

Tomei de tonta que sou, porque não mostrei a carteirinha de vacina em NENHUM aeroporto do mundo durante meus 6 meses de viagem. Mas isso eu vou conto direitinho como funciona no post Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir.

O Real em Londres

As coisas são realmente caras em Londres. O transporte público é caro, hotéis são caros, restaurantes são caros, mas gente sério, supermercado e lojas de conveniência são muito em conta, e se você ganha em Libras ainda, caraca, fica muito barato. comprovante londres

Olha essa conta em um supermercado. Pensa naquele chocolate Snicker como se fosse em reais. Eu paguei uma Libra por quatro deles. Imagina agora quanto a gente paga aqui por um apenas.

Agora de volta sobre a dita vacina. Sabe o que aconteceu? Eu fui o UM caso em uns trocentos milhões que tem reação à vacina.

Por isso, só aguentava sair se fosse de Uber, isso quando conseguia sair. Então, resumindo, minha impressão sobre Londres é amarela e bem quente, apesar do frio.

Uma amiga minha disse que de Londres (onde ela vai quase todo o ano) a maior lembrança dela é o vento e as sirenes. E não é que ela tava certa? Minhas pashminas tinham que ser amarradas apropriadamente ao pescoço ou voariam pelas ruas.

E as sirenes? Lá estavam elas a todo o momento. Ainda bem que fechar as janelas por lá resolvem. Abençoado isolamento térmico e acústico!

Mas, uma coisa eu digo. Que chato ir sozinha! Apesar de ter feito amizades e me divertido muito, eu queria ter dividido isso com pessoas mais próximas. E as duas vezes em que estive lá, eu estava sozinha.

Fora isso e a impossibilidade de visitar alguns restaurantes com uma ou duas estrelas michelins, quem sabe, andar por Londres já é um acontecimento. O que é a Piccadilly Street? OMG! Me senti em um filme de Bridget Jones.

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E, que graça tem uma super loja de maquiagem para uma pessoa que não entende nada de maquiagem? Minha irmã quase me matou porque não aproveitei as super megas blasters ofertas de lá. Da próxima vez que for a Londres, será acompanhada, ou eu mudo meu nome. Ah! E sem vacina antes.

Pensa, ficar sozinha no hotel com reação da vacina de febre amarela, dor no corpo, e todo o resto? Eu só queria dormir. Mas, eu estava em Londres, não podia me dar ao luxo de ficar sete dias pagando um quarto de hotel para convalescer. Não ia rolar!

Então eu me concentrei nos pontos que me permitiriam conhecer o máximo de coisas possíveis sem me esforçar muito, já que não podia brincar naquele momento com a minha saúde. Quase fiquei em um Airbnb para ter alguém para dar uns toques sobre a cidade. Quem sabe da próxima vez. Desta, fiquei em um hotel que era bem completo.

A primeira impressão que tive assim que comecei a desbravar Londres, foi de que o mundo inteiro estava ali. Judeus ortodoxos, indianos, chineses, mas, os muçulmanos em especial, existem lá em uma quantidade absurda. Me senti em Dubai com aquelas mulheres de burca ou hijab.

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O que dá para fazer sem gastar muito?

Nunca fui fã de super-atrações e ainda mais se tiver que ficar em filas quilomêtricas. A última vez que fiz isso foi no Beto Carrero World e não pretendo repetir, a não ser que seja uma coisa realmente incrível.

Tem tanta coisa para fazer em Londres, que um post não dá para descrever nem o começo. Portanto, vou fazer como sempre faço, dar minha impressão sobre os lugares que visitei e os que deixei para visitar na minha próxima ida que não deve demorar muito.

Para quem quer economizar no orçamento ou estrapolou como eu, as dicas são os Museus Victoria&Albert, Museu Britânico, Museu de Ciências e o Museu de História Natural que são gratuitos. E valem muito a pena, especialmente o último. Fiquei encantada.

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Andando pelas ruas, vi um escocês tocando gaita de fole, um cara vestido de Darth Vader divertindo as crianças e assustando outras e várias outras coisas interessantes.

Me perguntaram se fui ao Museu de Cera da Madame Tussauds. Não tive interesse em ir nem no de Gramado que era do lado de casa. Simplesmente não faz minha cabeça.

Um dia teve uma exposição de bonecos de cera em algum shopping em Curitiba e até dei uma olhada, mas, jamais iria gastar para entrar em um lugar sinistro cheio de pessoas feitas de cera olhando para mim. Deixa para lá!

Sou adepta de museus, jardins incríveis, vistas de tirar o fôlego, montanhas. Essa é a minha praia. Nem a Tailândia com praias paradisíacas me tirava sempre de casa (hotel). Que dirá um museu de cera.

Baker Street

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Agora o que me deu frio na barriga foi a Baker Street. Quem me conhece sabe o que isso significa para mim. Fã de Sir. Arthur Conan Doyle, e que respira Sherlock Holmes, me emociono só de lembrar.

Elementary, Sherlock, Dr. House, tudo o que é série que remete a Holmes eu já assisti ou está na minha lista, não quer dizer que adorei todas. Livros? Já li quase todos. Quando o Uber virou na Baker meu coração quase parou. Foi quando avistei o 221-B.

É uma sensação louca, mas você só vai sentir se for amante das histórias de Doyle e conhecer o que o 221-B representa. No endereço existe um museu privado muito charmoso dedicado exclusivamente ao detetive mais famoso do universo. Lá tem souvenirs de todos os tipos

Na hora de voltar para casa, eu passei por lá de novo para me despedir. É um lugar que com certeza eu quero voltar.

Londres é uma lugar para se descobrir e cada vez que você for ainda vai ter muita coisa para descobrir. Então, minha recomendação é, se informe bem antes, não tenha medo de andar de metrô.

Lá tem tipo um cartão que você carrega com uma quantia específica e pode andar de metrô. Apesar de não ser barato, ainda vai ser melhor que Uber, a menos que você não esteja sozinha e vá dividir a corrida. O aplicativo já permite essa opção sem gerar confusão.

London Eye e Elizabeth Tower

Fiquei frustrada, como todo mundo que tem ido a Londres recentemente. A sede do Parlamento, parte da Elizabeth Tower, que para alguns é conhecido somente como Big Ben (que nada mais é do que o sino que fica na torre entre todo o complexo do Palácio de Westminster) – está fechada para obras.

Bom, é isso mesmo. O lugar está passando por uma reforma. Então, tem andaimes em todo o entorno do complexo para a realização dessa manutenção. E a previsão é de que fique pronto somente em 2021. Vamos ver se vão cumprir o prazo, mas a promessa é de um elevador que será uma alternativa à subida dos 334 degraus para chegar ao topo.

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O London Eye foi um desapotamento para mim. Achei que fosse bem mais majestoso e a fila, mesmo com chuva para subir na roda gigante é de perder a paciência, e como já disse lá em cima, só fico na fila se eu achar que vale muito a pena.

A Singapore Flyer dá de 10×0 na London Eye, na minha humilde opinião. Tá bom, de 5×0, vai?!

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Essa foi a minha primeira impressão sobre essa cidade incrível e que promete muito. E você, já esteve em Londres? O que achou de tudo por lá? Alguma dica fora do trivial que todo mundo sabe? Conta aqui para a gente!

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KS.

 

Publicado em Viagem

Paris – Uma Cidade Além do Tempo

Paris – Uma Cidade Além do Tempo

Quando se fala em Paris na França, já vem uma enxurrada de coisas associadas a cidade. Como por exemplo: romance, boa comida, a famosa Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Museu do Louvre e mais uma infinidade de coisas que impressionam na terra dos amantes. Uma cidade além do seu tempo que continua unindo o velho e o novo por onde quer que se olhe.

Desta vez viajei de TGV (Train à Grande Vitesse), que em português é o famoso Trem de Alta Velocidade. Cheguei no fim da tarde no hotel bem cansada, tinha vindo de uma longa viagem pela Borgonha, só com tempo para tomar um banho rápido e ir ao restaurante no qual tinha reserva.

Na verdade, o restaurante era em um barco onde eu e meus colegas fizemos um tour pelo canal de Saint-Martin, passando pelos principais pontos turísticos da cidade. Recomendo demais esse passeio. Além, da comida ser deliciosa, a vista é muito interessante.

Vou falar um pouco sobre os principais pontos turísticos da cidade, do meu ponto de vista, mas, já vou adiantando que isso não é nem de perto tudo o que Paris tem a oferecer aos seus turistas.

As ruas, por si só, são um museu a céu aberto, e tudo é inspirador. Mas, confesso que essa minha ida à Paris nos últimos meses foi um desapontamento. Isso nada tem a ver com os recentes protestos porque cheguei a ir um pouco antes deles acontecerem. Mas, ainda assim a cidade já estava decepcionante.

Veja bem, Paris continua incrível, seus monumentos que são motivos de orgulho para a cidade, continuam fantásticos. Mas, descobri nessa viagem que Paris não tem condições de abrigar os refugiados que tem recebido, como tentam fazer parecer nas mídias, e que tanto precisam de um novo lar para recomeçar.

Vi uma quantidade imensa de pessoas dormindo nas ruas, nos pontos de ônibus. E graças a Deus não estava frio, porque imagino o que devem estar passando agora com as temperaturas congelantes que tem feito na Europa.

Mas, não vou falar sobre política ou economia nesse post e nem sobre o lado negro de Paris com seus conhecidos pickpockets, os batedores de carteira nos metrôs e suas estações. Vou focar na parte histórica da cidade que é o que não falta.

Como parte do “Velho Mundo”, Paris vem encrustada de história em cada parede, em cada monumento, em cada esquina. Quem nunca ouviu falar na Revolução Francesa, estudada nas escolas desde muito cedo? Pois saber que isso tudo foi cenário de um momento tão decisivo para as civilizações, é entusiasmante!

A Terra do Ratatouille

Aos arredores da Torre Eiffel, vi muitos vendedores ambulantes de outras nacionalidades, vendendo bebidas alcoólicas, refrigerantes, energéticos, comidas, apetrechos neons.

E eles vinham em sua direção de forma hostil. Apesar de não termos tido problema com nenhum deles, achamos melhor voltar para o hotel mais cedo para não correr nenhum tipo de risco.

Mas, antes resolvemos dar uma esticadinha na Notre Dame, porque fazia uma noite bem agradável. Aí, sento eu na beirada de um banco na praça com vários pinheirinhos atrás de uma cerquinha, que logo começou a fazer barulho.

No início achei que alguém estava amassando algum plástico por perto, até descobrir ratos convivendo comigo logo atrás do banco em que eu lindamente estava sentada. E não era só atrás de mim. Para onde se olhava no meio das plantas, ratos e mais ratos. Quando descobrir a razão da infestação escrevo um novo post para contar.

No caso do Ratatouille, à alusão ao filme se deve estritamente ao rato e não ao famoso prato. Mas gente, fiquei horrorizada quando cheguei à noite nessa região e tivemos que correr (literalmente) dos ratos.

Eles não fogem mais tão fácil, acho que se acostumaram com as pessoas, com os vendedores ambulantes e querem a comida que eles vendem ou que as pessoas deixam por lá.

Definitivamente não sei a causa. Lógico que sempre xistiram ratos em Paris, não sejamos inocentes, mas circulando assim por todos os cantos me assustou bastante, até porque tenho um pavor desgranhento do pobre bichano.

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Catedral Notre Dame – Paris

A Torre Eiffel

Essa torre está para Paris e eu ouso dizer, para toda a França, assim como o Cristo Redentor está para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Ela não é só linda, mas carrega o peso de atrair milhares de turistas por ano.

De acordo com a Organização Mundial do Turismo, a França é o país que atrai mais turistas em todo o mundo, com quase 90 milhões de gringos visitando o país só em 2017. Dá para acreditar nesse número?  Apesar da França possuir famosos castelos, museus, belas praias, excelente culinária, Paris é sempre a porta de entrada e a Torre Eiffel o monumento pago mais visitado do mundo.

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Afinal, todos querem ver essa maravilhosa e brilhante torre e garantir sua tradicional foto ao lado dessa belezura. Quem nunca?!

Só a título de comparação, o Brasil não chega nem aos 7 milhões de turistas por ano, isso quando bate recordes. Eu digo o país todo, que tem dimensões continentais e as paisagens mais incríveis para se contemplar.

Mas, você sabe a história por detrás da torre? Já teve interesse em saber o que tem por detrás de um monte de ferro do século XIX que atrai turistas pela beleza e que não tem nem noção da história dela?

Sabia que ela foi construída com a intenção de ser o portal da Exposição Universal de 1889 que celebraria os cem anos da Revolução Francesa? Com seus incríveis 324 metros de altura, a torre pode ficar 15 centímetros mais alta no verão por conta da dilatação do ferro. Legal né?!

Mais de cem designs foram submetidos a um concurso para a construção de um monumento para a exposição. Gustave Eiffel foi o vencedor e de quebra deu o nome à torre.

Depois disso a torre foi revitalizda várias vezes e agora ela tem luzes por toda a parte, até luzes que piscam em certas horas do dia, o show é de cair o queixo. A torre tem três níveis de acesso. Você pode adquirir tickets nos dois primeiros níveis.

No primeiro andar ficam os banheiros e lojas de souvenir. De lá você contempla a cidade toda. No segundo nível tem um restaurante e no terceiro nível o acesso é feito somente por elevador. Por isso mesmo, quem tem problemas de mobilidade não pode visitar o primeiro nível que você só pode alcançar após subir uns 300 degraus.

Outra coisa que me deixou muito triste, é que agora a Torre Eiffel é toda fechada ao redor após às 22h. Então fotos após esse horário só de longe. Essa é uma das coisas que pesam quando digo que Paris não é mais a mesma.

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O Museu do Louvre

O Museu do Louvre é um lugar fora do comum em tantos sentidos que é difícil até de explicar. Para vocês terem uma ideia, tropeçar é a palavra de ordem. Você tropeça no grupo de turistas guiados, nos turistas perdidos, nos turistas engajados, em você mesmo, e eu particularmente tropeçava porque não conseguia parar de olhar para o teto.

Sério, o teto daquele lugar é por si só uma obra prima. É tudo tão lindo, tão lúdico, que você não consegue desviar o olhar. Uma coisa é óbvia: é impossível conhecer o Louvre inteiro em apenas um dia.

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Não estamos falando só do maior museu do mundo, mas, de um monumento histórico também. O complexo total do Palácio do Louvre tem mais de 70 quilômetros quadrados. E aí? Ainda acha que dá para conhecer tudo em um dia?

Impossível, mesmo que você esteja em ótima forma e só passe rapidamente por todas as salas, pátios e jardins sem parada para o almoço, ok?

Por isso, o Louvre me fascina, você sempre vai ver uma coisa que você não viu antes. Ele é aquele tipo de lugar que você deve ir toda vez que for a Paris para se dedicar a uma parte dele. E te garanto, se você é fã de arte, você não vai se decepcionar.

A Mona Lisa

Mona Lisa? Quem quer ver a Mona Lisa? Um bando de gente. Sério pessoas. Nunca vi tanta gente querendo ver um quadro que você vê em todo o lugar. Eu sei que é a obra mais visitada do mundo e entendo perfeitamente que é a mais pura verdade e ali você está diante da original.

Mas, se fosse como antes, sem aquele vidro horroroso e a distância de segurança de 10 milhões de quilômetros que você deve manter da obra com o risco de gritarem com você (como se você quisesse roubar a obra em plena luz do dia e com uma vasta audiência), ok. Mas, pelo amor de Deus, não vejo mais sentido algum em apreciar a obra, você nem vê as pinceladas de Da Vinci.

Passei, dei uma olhada rápida, registrei as pessoas que me empurraram tanto, que nem foto delas consegui tirar direito. Essa segurança toda pode ser, quem sabe, só um palpite, pelo fato de que ela é a pintura mais famosa do mundo, ter mais de 500 anos e estar avaliada em mais de 820 milhões de dólares. Talvez, só talvez justifique todo esse cuidado. Quem sabe…

Como se não bastasse a distância que mal te permite saber de que quadro se trata, ainda você tem que brigar para achar um espaço para colocar o seu celular e conseguir alguma foto meio borrada e tremida.

Lógico que ela tem seu valor histórico inestimável e todo mundo gosta de ver coisas muito famosas e que demarcam uma época, mas, convenhamos, tem tanta coisa para se ver, que não dá para dizer o que é melhor. Para mim, certamente não foi ver a Mona.

Eros e Psique

Tem muita coisa para falar sobre o Louvre, mas eu escolhi falar sobre uma das minhas obras favoritas. É impossível ter uma só. Se você achava que era a Vênus de Milo, errou feio. Ela não está nem no meu top 5. A escultura que vou falar é de um italiano chamado Antonio Canova, um dos melhores de sua época na minha humilde opinião.

A obra se chama “Eros e Psique” e uma de suas versões mais belas se encontra exatamente no Louvre.

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L’Amour et Psyché

As obras de Canova foram espalhadas pelos museus mundo afora, um de seus maiores temores. Pois, ele gostaria que fossem mantidas na Itália, sua pátria.

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Por lá o nome da escultura é L’Amour et Psyché e está na minha lista de favoritas, pelo mito e pela perfeição da obra em si, é claro. A história é longa, mas sugiro a leitura.

Eu, particularmente gosto bastantes das histórias gregas, romanas e egípcias. E essa é uma das que ouvi ainda criança e guardei para mim.

Ver a escultura pessoalmente me traz muitas coisas à memória. Então, além da beleza, tem todo um encantamento por detrás dela.

O Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo fica na Praça Charles de Gaulle, no encontro da bela e famosa avenida da Champs-Élysées cercada de cafés e lojas luxuosas. Ela é conhecida na França como “La Plus belle avenue du monde” ( A mais bela avenida do mundo). Não acho que seja, mas é muito bonita certamente.

Quando você vai descendo a Champs-Élysées você já avista o arco ao fundo e é muito legal a aproximação. Devo lembrar que Campos Elísios em bom português é uma referência mitológica dos gregos que remete ao paraíso dos mortos. Dos “bons mortos” digamos assim.

Segundo o mito, lá eles festejam, rodeados de paisagens verdejantes, se divertindo por toda a eternidade. Um verdadeiro paraíso. Lá só entram as almas dos deuses, santos, sacerdotes, heróis e poetas. Sendo restrito a estes transitar no mundo dos vivos.

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Avenida Champs-Élysées – Paris

O arco possui 50 metros de altura, 45 de largura e 22 de profundidade. O arco é tão grande que três semanas após o desfile da vitória que marcou o fim da Primeira Guerra Mundial (1919), Charles Godfrey, aviador, fez passar seu biplano no meio do arco. Massa, não é?!

Mas, ele não é o arco mais alto do mundo. Em 1938 foi erguido o “Monumento a La Revolución” localizado em “La Plaza de la República” na capital mexicana, que tem 67 metros de altura.

Na base do Arco do Triunfo está o “Túmulo do Soldado Desconhecido”. Sua construção foi determinada por nada menos que Napoleão Bonaparte. Inaugurado em 1836 o arco tem o nome de 128 batalhas e de 558 generais gravados nele.

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Arco do Triunfo – Paris

Bom, esses são os pontos “batidos” de Paris que muitas vezes as pessoas nem sabem porque estão visitando. Um pouco de história faz o lugar ficar mais interessante e mágico na minha opinião.

Terminei meu dia em um café próximo ao Arco do Triunfo mesmo, ao sabor de um crepe francês de Nutella estragado por coca-cola. Fazer o quê? Nem tudo são rosas e romance em Paris.

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E você, já esteve em Paris? Tem vontade de conhecer? Qual monumento te encanta mais? Eu me encanto com tudo, pareço uma tonta olhando para todos os lados.

Alguma experiência interessante por lá? Conta aqui para a gente e até a próxima viagem!

Au revoir mon cher!

KS.