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5 Coisas Que São Melhores na Europa

5 Coisas Que São Melhores na Europa

No último post falamos sobre as 5 Coisas Que São Melhores no Brasil. Agora é a vez de falar sobre as 5 coisas que são melhores na Europa.

Europa

A Europa é destino cada vez mais comum para brasileiros que buscam uma segunda cidadania. As razões para isso são as mais diversas possíveis, mas uma coisa é certa: todos estão em busca de uma vida melhor do que a que vivem no Brasil.

Mas o que a Europa tem de melhor para atrair tantos brasileiros ao longo dos tempos? Vou elencar 5 coisas somente, mas posso garantir que a lista pode ficar gigante quando comparamos a Europa com o Brasil fio a fio.

1. Trabalho

Ninguém se iluda que a vida na Europa é mamata, sombra e água fresca. Se seu objetivo é vir trabalhar em busca de uma vida melhor, tenha certeza de que você vai trabalhar muito.

trabalho na europa

Independente da área que você for atuar, acredite, não vai ser fácil. Mas o mais importante – e o que tem atraído muitos brasileiros para a Europa – é saber que seu trabalho tem retorno.

Isto é, se você trabalhar bastante, a chance de ter uma vida digna e decente no país escolhido aumenta significativamente. As exigências pelas bandas do velho continente são muitas, mas na grande maioria das vezes os benefícios valem muito a pena.

O maior problema quanto ao emprego de brasileiros na Europa, é que muitas vezes, os diplomas consquistados com tanto suor no Brasil tem de ser deixados de lado e talvez seja necessário estudar na Europa para ter uma profissão reconhecida.

É claro, que existem as exceções, como quando há a tranferência de multinacionais ou sejam profissões de linguagem mundial, como a dos Engenheiros de Tecnologia da Informação, que são normalmente requisitados em vários países, com os diplomas do país de origem.

A questão é que você pode trabalhar em uma área de atuação muito diferente da sua no Brasil e ainda assim ser muito melhor remunerado na Europa. Todos os trabalhos são mais valorizados de maneira geral.

2. Corrupção

Não pense que foi o brasileiro que inventou a corrupção e que ela só existe no Brasil. Alguns países europeus padecem desse mesmo mal. E da mesma forma que os brasileiros, também tem uma população insatisfeita migrando para outros países quando possível.

corrupção lavagem de dinheiro

A maior vantagem é que se você vive em um país que faz parte da União Europeia, você pode residir e trabalhar no país escolhido sem maiores problemas.

Conheci uma romena no meu curso de alemão que estava se mudando para a Suíça e que me falava horrores sobre a corrupção que a Romênia tem vivido. E que ela estava dando “Graças a Deus” de seu marido ter conseguido um bom emprego na Suíça.

A corrupção certamente acarreta transtornos diretos para o cidadão que paga os impostos e não recebe o retorno deles integralmente. O que afeta diretamente o ponto seguinte que eu vou falar, a qualidade de vida.

A diferença maior na Europa, é que a corrupção é passível de severa punição há muito tempo e os crimes de colarinho branco tem duras penas, o que começamos a ver no Brasil somente nos últimos anos.

Mas uma coisa é certa, para a corrupção no Brasil deixar de ser institucionalizada e haver o real desaparelhamento da máquina pública ainda levará um longo tempo.

3. Qualidade de Vida

Temos que admitir que qualidade de vida é uma coisa difícil de se encontrar no Brasil. Ou você tem uma coisa ou outra, mas normalmente você nunca tem um conjunto completo. O que não deixa de estar interligada ao item anterior, a corrupção.

Quando há desvio de verbas públicas destinadas para um fim específico, é inegável que haverá um buraco que não será fechado tão cedo.

Qualidade de vida

E por qualidade de vida eu quero dizer, bom transporte público ou boas estradas. Segurança nas ruas ou mesmo dentro de casa e uma série de outros pontos que contribuem para facilitar a vida do cidadão.

E isso é uma coisa que, diga-se de passagem é difícil encontrar no Brasil de uma forma completa. Normalmente alguma coisa vai faltar.

Na Europa, na grande maioria dos países que são destinos procurados pelos brasileiros, a qualidade de vida é algo que no fim das contas é crucial para escolher deixar o país.

Aquela história do medo de andar nas ruas e das dificuldades que encontramos no dia a dia é o fator que mais pesa para o brasileiro querer deixar o país. Os indices de violência no Brasil crescem de forma alarmante.

No Brasil vivemos constantemente tensos sem saber se voltaremos para casa com as mesmas coisas com as quais saímos, até mesmo SE voltaremos.

Então, saber que você e seus filhos podem andar nas ruas mais tranquilamente nos dá uma sensação de que temos um problema a menos para pensar.

Quando esse fator desaparece começamos a notar mais as outras coisas e passamos a desfrutar de uma qualidade de vida muito melhor.

4. Controle de Passaporte

Nos países que fazem parte do Espaço Schengen, você não precisa passar pelo controle de passaporte ou obter visto de entrada, caso tenha passaporte de um dos países europeus signatários do acordo.

Controle de passaporte

A maior vantagem é poder transitar livremente, sem ter que ir ao país de origem para tirar o visto para entrar no país desejado.

O Brasil possui entrada livre em mais de 150 países, sem a necessidade de visto de TURISTA. Para qualquer outra atividade, o respectivo visto, como de estudo ou de trabalho, é mandatório.

Ainda quando há a dispensa do visto, é necessário consultar o consulado do país de destino para averiguar a necessidade de outras providências a serem tomadas antes de viajar, como a exigência de vacinas. Eu falo sobre isso no meu post Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir

Quando o visto, mesmo de turista, é requisitado, a coisa complica um pouco, pois isso demanda uma burocracia a mais, além das despesas com viagens e o visto em si. Muitas vezes só o consulado geral emite esses vistos.

Para isso é necessário viajar para a cidade onde haja a emissão do visto, já que normalmente eles estão estabelecidos na capital do país, Brasília ou nas principais cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Leia também Checklist – Tudo Para a Sua Viagem

No site do Itamaraty você pode conferir a lista completa dos países que exigem visto dos turistas brasileiros. Confira aqui.

5. Desigualdade Social

Esse termo é quase inutilizado quando estamos na Europa, a menos que estejamos falando sobre à Ásia, África ou América Latina. Aqui na Europa não é incomum ver pessoas com cargos muito importantes andando de metrô como o ser humano normal que é.

Desigualdade Social

No Brasil temos a mania de endeusar pessoas que possuem poder aquisitivo elevado e fama, como se deixassem de ser de carne e osso e passassem a ter privilégios ultra especiais pelo simples fato de estarem nos holofotes.

A Síndrome Kardashian prevalece no Brasil, como se para ser algum tipo de semi-deus, bastasse ter muito dinheiro. Não digo que as Kardashian são inúteis, pois foram inteligentes o suficiente para fazer da fama relâmpago de Kim, a porta de um império que hoje tem até Reality Show só para elas.

A questão é: qual outro motivo para que elas sejam tão especiais senão a quantidade de dinheiro que possuem? Você imagina a Kim faxinando a super mega mansão dela? Não né?!

Luxo ostentação

Pois é, esse é um privilégio dos somente mega ricos na Europa. Porque pessoas de grande poder aquisitivo e cargos importantes vivem suas vidas normalmente, e muito provavelmente mantém seus filhos estudando nas mesmas escolas que os seus filhos.

Me lembro que quando era pequena todo mundo queria madar seus filhos para estudar na Suíça em colégios internos. Hoje eu sei que quem estuda nessas escolas são só crianças que não são aceitas em outras escolas públicas por serem consideradas crianças problema ou crianças de outros países.

Então, nesses internatos só tem “gringos” e crianças suíças que foram recusadas nas escolas normais. Veja bem, isso não é em termos absolutos. É que as escolas públicas normalmente são melhores ou pelo menos, tão boa quanto as particulares. Mas, é claro que isso difere de país para país.

Na Europa é também mais comum ver pessoas “importantes” lavando roupa, louça, varrendo o jardim e vida que segue. A maioria da população pode ter um carro, mas tem a opção de não querer, porque o transporte público é tão bom e o estacionamento, garagem, manutenção e taxas com o veículo, algumas vezes não valem a pena.

Por isso, no intuito de terem as mesmas oportunidades e a palavra meritocracia fazer mais sentido, muitas pessoas preferem a vida na Europa do que no Brasil.

E você? Prefere a Europa ou o Brasil? Conta para a gente aqui nos comentários. Afinal, cada um sabe onde seu calo aperta.

Até o próximo post!

KS.

 

 

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Cinquenta Tons de Suíça

Cinquenta Tons de Suíça

A Suíça é toda diferentona, não tenha dúvidas. Como moro aqui, está mais do que na hora de falar das minhas impressões sobre ela. Um lugar singular com muitos plurais, abrindo em uma palheta de muito mais de cinquenta tons de muita cultura e diversidade, figurando o topo de muitas listas de excelência ao redor do mundo.

Certamente um dos melhores lugares do globo para se viver, o melhor chocolate, o melhor relógio, o mais tradicional canivete, as vaquinhas felizes, o único país do mundo que tem a bandeira quadrada, além do Vaticano, que é uma cidade-estado.

O país tem QUATRO idiomas oficiais totalmente distintos. Alemão, Italiano, Francês e Romanche. Tudo isso a torna única, mas, com bem mais do que cinquenta tons de Suíça.

Veja mais curiosidades sobre o país no post 20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça.

switzerland flag

Uma das coisas que mais me chamou a atenção no tempo que estou na Suíça, é como toda essa mistura de culturas, idiomas e modos, em um território geográfico tão pequeno, permite aos suíços serem preconceituosos.

Dito isto, queria esclarecer que a grande maioria do povo suíço é muito educada e discreta, mas alguns detalhes nos fazem perceber o nariz torcendo na presença de um diferente.

Se você acha que é só com os “gringos” que os suíços tem preconceito, se enganou. Eles rivalizam entre eles mesmos. Se você é de um cantão diferente do dele, ele vai comentar com alguém próximo sobre os hábitos e maneiras do outro cantão que não o agradam.

Isso merece uma discussão maior e pretendo falar sobre isso com mais calma em outro artigo para não correr o risco de ser mal interpretada.

Mas, recebi inúmeros avisos e tudo que eu lia sobre a Suíça antes de vir era de que se eu não falasse a língua do cantão em que estivesse não iam nem me responder. Uiiii!

Não digo que essas pessoas estavam exagerando, pois sei de histórias de pessoas próximas capazes de fazer cair todos os cabelos.

Porém, neste ponto preciso ser muito franca. Sei que em algumas regiões da Suíça as pessoas são mais conservadoras e talvez se eu estivesse em meu país, teria ou não a mesma atitude que elas.

Não posso julgar sem saber e sem viver de fato a situação. No entanto, o que vi, no começo, quando eu cheguei e fui morar na capital Berna, era que eu podia me expressar em inglês na grande maioria dos lugares e que se eles não falassem inglês chamariam alguém que falasse.

Portanto, a minha impressão foi sempre a melhor possível no quesito cordialidade e tratamento em geral. O que não quer dizer que me tornei amiga de dezenas de suíços no primeiro mês morando aqui.

Até porque, eu sou também bastante reservada e não faço amizade fácil como boa curitibana que sou. Mas, como os suíços, grande parte das amizades que faço são para a vida toda.

O que não impede ninguém de ter conversas longas e produtivas com estranhos, é claro. A diferença é que você não vai convidar essa pessoa para tomar um café na sua casa, nem muito menos para um almoço ou jantar.

Isso é uma das coisas que me agrada no país, preservar a privacidade. Mas, para os suíços a privacidade tem um significado um tanto diferente do que para nós brasileiros. Não digo em geral, porque já viajei para lugares no Brasil em que as pessoas perguntavam até a cor da minha roupa íntima. Só por Deus!

Na Suíça já vi gente perguntando quanto o outro recebia de salário. Apesar da reação do outro ser de surpresa, me fazendo entender que isso não é comum e nem aceitável por aqui, aconteceu.

Então não tem como generalizar. Tantos tons de Suíça não permitem estabelecer um padrão do povo suíço, apesar de alguns costumes peculiares.

Leia também 5 Comidas Típicas da Suíça.

Enquanto a Suíça tem tantos tons de cinza para onde se olha, ela é multicolorida de todas as etnias possíveis. São tantos saberes e não saberes, que promovem uma capacidade incrível de crescimento para quem tem a cabeça aberta e disposta a aprender sobre o que é o outro.

Essa coisa de “aqui nós fazemos assim” não funciona. Quem são esses “nós” em questão? Não tem como prever. A população é heterogênea por demais e com uma quantidade enorme de influência de culturas externas que coabitam diariamente.

Só nos cabe desatar esses “nós”, respeitando o outro e sua maneira de pensar e agir. Assim, apesar de não garantir que imprevistos ocorrerão, a convivência se tornará muito mais fácil e prazerosa.

Linguagem

Deixando essas questões culturais mais pesadas, a Suíça surpreende principalmente na questão dos idiomas. Como falei antes, são quatro idiomas oficiais. Na “vida real” não é o alemão que nós aprendemos da Alemanha que é falado entre eles, mas, sim o suíço-alemão. O que para os nativos de algum país que fale alemão, tem suas diferenças, mas conseguem se comunicar.

quatro idiomas oficiais

E para quem não domina nem o Alemão ainda? Pelo amor de Deus! Parece uma língua alienígena. Estava eu voltando da aula de alemão um certo dia, e meu vizinho me disse “Abend“.

Na verdade, ele estava, de uma forma abreviada, me dando boa noite – “Guten Abend” – Que como no inglês tem Good Evening e Good Night, eles usam Guten Abend e Gute Nacht. Mas, até eu associar o que ele estava dizendo com a abreviação soltei um Good Evening, sim, em inglês mesmo.

Isso, quando uma senhorinha que mora no meu andar veio até mim sorridente e falando em suíço-alemão algo que parecia umas boas-vindas. Eu só consegui responder, Grüizi, Vielen Dank! Aliás, algumas das únicas palavras que eu domino em suíço-alemão são porque tem alguma relação com o português e o inglês.

Tchau você pode usar sempre, tanto para oi como para tchau mesmo, porque é italiano e na verdade é “Ciao”. Com o “c” com som de “t”.

Sory (com um ‘r’ só), que como sorry em inglês, também quer dizer “Me desculpe”. Adieu, emprestado do francês, quer dizer adeus como em português mesmo. Assim como o “merci” sem puxar o “r” do fundo da garganta e tendo o “mer” como sílaba tônica.

Hoi, é como o “oi” mesmo, mais informal. Sempre que alguém me dava oi assim eu perguntava para um conhecido em comum se essa pessoa era brasileira e nunca era.

Na Suíça, muita gente fala inglês. Não todos, como me afirmaram antes de ir, mas uma boa parcela. Então, quando o calo aperta no hochdeutsch (alemão padrão), você manda o inglês que você sobrevive. Eu pelo menos, me viro muito bem.

Cenários de Filme

Aqui na Suíça, para onde você olha, pode admirar paisagens dignas de cenário de filme, literalmente. James Bond que o diga! As paisagens ao redor do país são realmente magnânimas.

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Você pisa para fora de casa e te garanto, se não for instantâneo, em alguns minutos de caminhada você terá uma vista incrível. Você se encanta a todo o momento, ainda que seja pelos cinquenta tons de cinza da Suíça.

Às vezes preciso conferir se a foto não está mesmo com filtro de tão monocromática que aparenta. As vestimentas das pessoas normalmente segue essa sequência descolorida também. Já fui muito alertada para cuidar com as cores, mas não me fixo muito nisso.

Afinal, não é porque vivo na Suíça que quero me parecer suíça. É claro que não apareço de neon nos lugares, mas uma corzinha de leve sempre pinta. 🙂

Apesar de cinza, durante a maior parte do ano, por conta da neve e do céu fechado, ela soma todas as cores no verão. E se torna de uma beleza tão incrível quanto e ainda assim surpreendente.

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Diante dessas paisagens de tirar o fôlego, grandes produções já aportaram por aqui em busca das paisagens bucólicas e estonteantes para a produção da melhor fotografia possível.

A lista de filmes de sucesso é grande e enche os olhos. Star Wars: Episódio III, foi gravado nas montanhas de Grindelwald. Alguns episódios do famoso e amado James Bond tiveram a Suíça como pano de fundo para suas aventuras. X-Men e Homem de Ferro 3 também fazem parte da lista.

Mas, sem dúvida nenhuma, foram as produções de Bollywood, a maior indústria de cinema indiana, que tornaram a Suíça tão atrativa para este público. Não é nada incomum ver ônibus de turistas indianos, aparcando nas redondezas dos lugares mais visitados da terra do Alpes.

Um dos motivos de Bollywood filmar em território suíço é que a Suíça, diferente de outras partes do mundo, não cobra pelo uso dos espaços públicos, incluindo aeroportos e estradas do país.

Já em áreas em que o acesso pode ser perigoso, como as montanhas, é necessário solicitar autorização, que normalmente sai em até quatro semanas, já que cada cantão tem suas próprias diretrizes, porém sem maiores complicações.

A Suíça é pequena em tamanho, mas é grande em todo o resto. Não me espanta Einstein ter escolhido o lugar para trabalhar a Teoria da Relatividade, uma das suas mais brilhantes contribuições para a humanidade.

Acredito que muitos outros tons ainda serão descobertos no meio do caminho. O que me encanta é a surpresa que cada um deles me causa. Vivendo e aprendendo!

Já visitou a Suíça? Sonha em visitar? Comente aqui e nos conte o que você sabe sobre esse país tão imponente.

Até a próxima viagem!

KS.

 

 

 

 

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A Real Sobre Londres

A Real Sobre Londres

Quando digo a Real sobre Londres em nada me refiro a família real. Até porque não esbarrei com nenhum deles por lá. Digo isso, primeiro, porque para chegar lá você gasta bastante dinheiro mesmo.

Depois pelo fato da moeda não ser o Euro, mas, o Pound – o que por terras tupiniquins chamamos de Libra – faz você pagar muito mais do que você pensa que está pagando. Apesar de ter que admitir que algumas coisas são baratas, até mesmo em Reais.

Como estava muito cansada quando cheguei em Londres, apesar de ser somente uma hora e pouco de distância da Suíça, de onde parti, cheguei pelo London Airport, que na minha cabeça era bem central.

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inglês

Então, resolvi chamar um Uber, como sempre faço quando a cidade dispõe do serviço, já que táxis são mais caros em qualquer lugar. E a fama dos cabs de Londres vem de longa data. Então eu não iria arriscar mesmo.

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Tradicional Táxi de Londres

Trocando em miúdos, daria um valor que não me lembro muito bem, mas era mais ou menos o preço que pago quando chego no Brasil e vou do aeroporto até minha casa em Curitiba. Então achei bem razoável, mesmo sabendo da conversão. Afinal, estava sozinha em Londres e sem ânimo para pegar o metrô.

Como eu me arrependi. Na minha cabeça exausta, eu estava pagando em Euro, o que para mim que vivo na Suíça e estava convertendo do Franco Suíço, dava na mesma. Quando a fatura do cartão chegou, quase caí de costas.

Porque a Libra estava nas alturas naquele dia. Paguei quase 6 reais por cada Libra. Minha corrida deu uma pequena fortuna, que estourou meu orçamento, durante a minha estadia de uma semana na “Terra da Rainha”.

Mas, tudo bem, o hotel já estava pago antecipadamente e sobrevivi com Subway, McDonalds, Domino’s e 7 Eleven para todo o canto, acho que até ganhei uns quilinhos. Tudo para continuar salvando algum dinheiro e continuar a usar o Uber. Porque não sou obrigada a andar de metrô sozinha!

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Mentira, na Suíça ando de metrô e de tram para tudo quanto é lado e sempre sozinha. O que aconteceu foi que cheguei em Londres exatamente dois dias após tomar, ainda na Suíça, a vacina contra a Febre Amarela que era exigida na Ásia, que seria meu próximo destino. E você é apto a entrar nos paises de lá somente 10 dias depois de tomar a dita cuja.

Tomei de tonta que sou, porque não mostrei a carteirinha de vacina em NENHUM aeroporto do mundo durante meus 6 meses de viagem. Mas isso eu vou conto direitinho como funciona no post Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir.

O Real em Londres

As coisas são realmente caras em Londres. O transporte público é caro, hotéis são caros, restaurantes são caros, mas gente sério, supermercado e lojas de conveniência são muito em conta, e se você ganha em Libras ainda, caraca, fica muito barato. comprovante londres

Olha essa conta em um supermercado. Pensa naquele chocolate Snicker como se fosse em reais. Eu paguei uma Libra por quatro deles. Imagina agora quanto a gente paga aqui por um apenas.

Agora de volta sobre a dita vacina. Sabe o que aconteceu? Eu fui o UM caso em uns trocentos milhões que tem reação à vacina.

Por isso, só aguentava sair se fosse de Uber, isso quando conseguia sair. Então, resumindo, minha impressão sobre Londres é amarela e bem quente, apesar do frio.

Uma amiga minha disse que de Londres (onde ela vai quase todo o ano) a maior lembrança dela é o vento e as sirenes. E não é que ela tava certa? Minhas pashminas tinham que ser amarradas apropriadamente ao pescoço ou voariam pelas ruas.

E as sirenes? Lá estavam elas a todo o momento. Ainda bem que fechar as janelas por lá resolvem. Abençoado isolamento térmico e acústico!

Mas, uma coisa eu digo. Que chato ir sozinha! Apesar de ter feito amizades e me divertido muito, eu queria ter dividido isso com pessoas mais próximas. E as duas vezes em que estive lá, eu estava sozinha.

Fora isso e a impossibilidade de visitar alguns restaurantes com uma ou duas estrelas michelins, quem sabe, andar por Londres já é um acontecimento. O que é a Piccadilly Street? OMG! Me senti em um filme de Bridget Jones.

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E, que graça tem uma super loja de maquiagem para uma pessoa que não entende nada de maquiagem? Minha irmã quase me matou porque não aproveitei as super megas blasters ofertas de lá. Da próxima vez que for a Londres, será acompanhada, ou eu mudo meu nome. Ah! E sem vacina antes.

Pensa, ficar sozinha no hotel com reação da vacina de febre amarela, dor no corpo, e todo o resto? Eu só queria dormir. Mas, eu estava em Londres, não podia me dar ao luxo de ficar sete dias pagando um quarto de hotel para convalescer. Não ia rolar!

Então eu me concentrei nos pontos que me permitiriam conhecer o máximo de coisas possíveis sem me esforçar muito, já que não podia brincar naquele momento com a minha saúde. Quase fiquei em um Airbnb para ter alguém para dar uns toques sobre a cidade. Quem sabe da próxima vez. Desta, fiquei em um hotel que era bem completo.

A primeira impressão que tive assim que comecei a desbravar Londres, foi de que o mundo inteiro estava ali. Judeus ortodoxos, indianos, chineses, mas, os muçulmanos em especial, existem lá em uma quantidade absurda. Me senti em Dubai com aquelas mulheres de burca ou hijab.

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O que dá para fazer sem gastar muito?

Nunca fui fã de super-atrações e ainda mais se tiver que ficar em filas quilomêtricas. A última vez que fiz isso foi no Beto Carrero World e não pretendo repetir, a não ser que seja uma coisa realmente incrível.

Tem tanta coisa para fazer em Londres, que um post não dá para descrever nem o começo. Portanto, vou fazer como sempre faço, dar minha impressão sobre os lugares que visitei e os que deixei para visitar na minha próxima ida que não deve demorar muito.

Para quem quer economizar no orçamento ou estrapolou como eu, as dicas são os Museus Victoria&Albert, Museu Britânico, Museu de Ciências e o Museu de História Natural que são gratuitos. E valem muito a pena, especialmente o último. Fiquei encantada.

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Andando pelas ruas, vi um escocês tocando gaita de fole, um cara vestido de Darth Vader divertindo as crianças e assustando outras e várias outras coisas interessantes.

Me perguntaram se fui ao Museu de Cera da Madame Tussauds. Não tive interesse em ir nem no de Gramado que era do lado de casa. Simplesmente não faz minha cabeça.

Um dia teve uma exposição de bonecos de cera em algum shopping em Curitiba e até dei uma olhada, mas, jamais iria gastar para entrar em um lugar sinistro cheio de pessoas feitas de cera olhando para mim. Deixa para lá!

Sou adepta de museus, jardins incríveis, vistas de tirar o fôlego, montanhas. Essa é a minha praia. Nem a Tailândia com praias paradisíacas me tirava sempre de casa (hotel). Que dirá um museu de cera.

Baker Street

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Agora o que me deu frio na barriga foi a Baker Street. Quem me conhece sabe o que isso significa para mim. Fã de Sir. Arthur Conan Doyle, e que respira Sherlock Holmes, me emociono só de lembrar.

Elementary, Sherlock, Dr. House, tudo o que é série que remete a Holmes eu já assisti ou está na minha lista, não quer dizer que adorei todas. Livros? Já li quase todos. Quando o Uber virou na Baker meu coração quase parou. Foi quando avistei o 221-B.

É uma sensação louca, mas você só vai sentir se for amante das histórias de Doyle e conhecer o que o 221-B representa. No endereço existe um museu privado muito charmoso dedicado exclusivamente ao detetive mais famoso do universo. Lá tem souvenirs de todos os tipos

Na hora de voltar para casa, eu passei por lá de novo para me despedir. É um lugar que com certeza eu quero voltar.

Londres é uma lugar para se descobrir e cada vez que você for ainda vai ter muita coisa para descobrir. Então, minha recomendação é, se informe bem antes, não tenha medo de andar de metrô.

Lá tem tipo um cartão que você carrega com uma quantia específica e pode andar de metrô. Apesar de não ser barato, ainda vai ser melhor que Uber, a menos que você não esteja sozinha e vá dividir a corrida. O aplicativo já permite essa opção sem gerar confusão.

London Eye e Elizabeth Tower

Fiquei frustrada, como todo mundo que tem ido a Londres recentemente. A sede do Parlamento, parte da Elizabeth Tower, que para alguns é conhecido somente como Big Ben (que nada mais é do que o sino que fica na torre entre todo o complexo do Palácio de Westminster) – está fechada para obras.

Bom, é isso mesmo. O lugar está passando por uma reforma. Então, tem andaimes em todo o entorno do complexo para a realização dessa manutenção. E a previsão é de que fique pronto somente em 2021. Vamos ver se vão cumprir o prazo, mas a promessa é de um elevador que será uma alternativa à subida dos 334 degraus para chegar ao topo.

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O London Eye foi um desapotamento para mim. Achei que fosse bem mais majestoso e a fila, mesmo com chuva para subir na roda gigante é de perder a paciência, e como já disse lá em cima, só fico na fila se eu achar que vale muito a pena.

A Singapore Flyer dá de 10×0 na London Eye, na minha humilde opinião. Tá bom, de 5×0, vai?!

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Essa foi a minha primeira impressão sobre essa cidade incrível e que promete muito. E você, já esteve em Londres? O que achou de tudo por lá? Alguma dica fora do trivial que todo mundo sabe? Conta aqui para a gente!

Byee

KS.