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Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

A “Rosa do Norte” é a tradução de Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia. Como seu nome indica, ela fica localizada do outrola do outro lado da Tailândi, no norte do país e é considerada a capital cultural do norte do país. Chiang Rai fica um pouco mais longe, mas também na direção norte.

Para nós, dizer que é do outro lado do país é porque normalmente os brasileiros escolhem o sul da Tailândia como destino, já que é lá que se encontram as ilhas paradisíacas do país.

Leia mais sobre algumas ilhas que visitei por lá! Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Nessa cidade, grandes mercados noturnos compõem o cenário. A primeira impressão que tive quando cheguei em Chiang Mai, foi de que a cidade é bem limpa perto de outras cidades da Ásia em que estive. Um clima de cidade grande, e que apesar de estar lá na baixa temporada, muitos turistas circulavam em Chiang Mai.

Impossível não comparar Chiang Mai com Bangkok, a capital da Tailândia, que é frenética e completamente diferente. Bangkok atrai muito mais turistas do que Chiang Mai, logicamente. Mas, Chiang Mai tem seus encantos.

Chiang Mai
Frente de uma Casa em Chiang Mai

Bangkok é uma cidade gigante e com o ritmo de São Paulo eu diria. Já Chang Mai, é bem mais tranquila e a vida segue mais leve, mais relax. A maioria dos turistas que encontrei na capital do norte foram chineses, coreanos, japoneses e etc. Isto é, basicamente, asiáticos. Apesar de ter encontrado turistas ocidentais também, mas, bem mais raros.

Cidade de templos e casas de massagens por onde se olha, Chiang Mai é uma cidade para desligar do mundo e aproveitar as belezas naturais que a rodeia. Mas, se acha que é só isso, está enganado. A vida noturna por lá é bem intensa. Até Hard Rock Café tem por lá.

Quando pensei em Chiang Mai, imaginava uma cidade de camponeses, lavradores e comerciantes de artesanatos e trabalhos manuais em geral. Mas, o que vi foi uma cidade em plena atividade, cheia de bares, restaurantes e spas luxuosos.

Você será sempre recebido ao modo Thai de viver. Com chá, geralmente delicioso, um biscoitinho ou uma fruta e sorrisos largos e acolhedores. Uma observação para a massagem com óleo no corpo todo: a melhor da vida!

Spa
Recepção do Spa de massagem

Com exceção do aroporto, porque nem tudo é perfeito (rs). Lá, os taxistas se atropelam e, se preciso, te atropelam para te levar ao seu destino. Mas, comigo inesperadamente não foi o que aconteceu.

Pegamos um taxista super falante e despojado. Disse que duas semanas era tempo demais para ficar na cidade (era o tempo que eu ficaria), que dava para ver tudo em três ou quatro dias. Expliquei que a intenção era relaxar e imergir na cultura local.

Foi quando ele me mostrou um caderno de referências. Sim, um caderno cheio de recados de pessoas do mundo todo que tiveram ele como motorista fixo, inclusive referências em espanhol (muitas) e em português, pode?

Quando chegamos no hotel não tínhamos Bahts, a moeda thai para pagar a corrida e iríamos pedir na recepção para trocar alguns dólares. O motorista então disse que pegava outra hora. Quando insistimos para ele esperar e fomos pegar o dinheiro, ele simplesmente desapareceu. E nunca mais voltou.

Isto é, em uma cidade em que todos falavam para tomar cuidado com os taxistas que cobravam preços injustos e se matavam por um cliente. Essa foi a exceção à regra. Espero que no ciclo de bondade ele já tenha recebido seu retorno. 🙂

Pratique seu inglês para viajar para qualquer lugar!

Em Chiang Mai tem um templo em cada esquina, nenhum deles muito famoso e nehum deles muito luxuoso. Os monges estão por toda parte e muitas vezes com trajes comuns. Conheci um monge que chegou na área de um dos templos de caminhonete, jeans e camiseta.

Perguntou de onde éramos e disse que era monge. Foi uma conversa rápida porque estávamos com pressa. Mas, foi bem interessante saber que eles são pessoas como a gente.

Mas, normalmente existem sessões de conversas com monges em inglês. Isso serve para eles praticarem o idioma, mas no fim é importante deixar  uma oferta. Os monges não podem pedir dinheiro. Tudo o que eles têm é doado por alguém, até os celulares que eles possuem são de doações.

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Monges em Chiang Mai

Silver Temple – Templo Prata

Seu nome real é Wat Sri Suphan. Silver Temple é um nome mais comercial. Esse templo em Chiang Mai é mesmo prateado. Além de belíssimo, é realmente o único todo coberto de prata.

Com detalhes feitos todos à mão, o que torna o lugar ainda mais fantástico. A entrada das mulheres é proibida nesse templo. Por lá é assim, em alguns templos as mulheres são admitidas em outros não.

Esse foi construído por volta de 1500 , mas, o processo de o torná-lo completamente em prata só começou em 2008. e valeu a pena hein?! Pensa num lugar bonito.

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Chiang Rai

Não dá para falar de Chiang Mai sem falar de Chiang Rai. De nome quase idêntico, Chiang Rai não tem muito a ver com Chiang Mai. A distância até ela é de 180km na direção norte fazendo com que esta cidade fique já na região fronteiriça chamada “Golden Triangle” – Triângulo Dourado, que está entre a Tailândia, o Laos e o Myanmar, países esses que fazem fronteira entre si.

Long Neck Woman – As Mulheres Girafa

É em Chiang Rai que você vai conhecer as últimas tribos de mulheres girafa do mundo. Aquelas que usam várias argolas no pescoço.

Tivemos a oportunidade de vir com duas delas no nosso vôo de Bagkok para Chiag Mai e depois estivemos na região tribal dessas figuras interessantíssimas. Mas, não visitamos as tribos, ficamos na região dos templos, pois, sabemos da exploração que há por trás da tradição das argolas que essas mulheres são obrigadas a manter, já que se as retiraren deixam de obter ajuda do Governo da Tailândia.

Elas são originárias no Myanmar, país que faz fronteira com a Tailândia, e Chiang Rai é a primeira cidade fronteiriça. Fomos visitar a região com um grupo turístico, então tivemos que aguardar próximos à van em que fomos, enquanto os demais foram conhecer as mulheres girafa e os elefantes.

Eu totalmente desaconselho este passeio, pela exploração que elas sofrem e porque sou contra animais presos para fins recreativos. Sei que alguns animais vivem em santuários e outros necessitam ser cuidados em situações específicas, por isso são mantidos em cativeiro.

Mas, zoológicos e esse tipo de exploração animal não é uma questão ativista para mim. É uma realidade óbviamente cruel da qual não quero jamais me associar.

Eu entendo a curiosidade por detrás das lendas existentes sobre as mulheres girafa e a vontade de conhecê-las. Eu mesma não consegui esconder minha euforia no avião onde duas delas sentavam nas primeiras fileiras.

Mas, ir até as aldeias aonde vivem é o mesmo que dar respaldo ao governo para continuar mantendo-as quase que prisioneiras em suas alfeias. Elas podem somente sair de lá com autorização ou talvez escondidas.

Afinal, se forem vistas na rua sempre, para que pagar para vê-las, não é mesmo? E se tirarem as argolas, também perdem o apoio financeiro, pois também se tornam comuns e não uma atração.

E, pelos constantes conflitos étinicos na região, elas não tem muita alternativa em conseguir asilo e auxílio em outros lugares. Portanto, se atenha as fotos delas e guarde sua curiosidade para o dia em que elas tiverem respeito e liberdade.

White Temple – Templo Branco

No norte da Tailândia a maioria dos templos mais importantes são identificados por uma cor por questões turísticas. Afinal é quase impossível para nós acertarmos o nome real desses templos.

Quando eu digo importância, me refiro ao turismo mesmo. Pois, os templos mais sagrados muitos vezes não atraem tanto os turistas quanto templos mais elaborados e recentes. Como é o caso do “White Temple” – O Templo Branco.

O nome desse templo é na verdade Wat Rong Khun. Esse templo foi reformulado e construído em 1997 por um arquiteto que virou celebridade por lá. Ele criou um espaço que define o inferno e o céu e literamente esculpiu esses dois espaços para simular a saída do inferno para a entrada no paraíso.

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É tudo muito sinistro na minha opinião, mas me senti na Disney ou no Beto Carreiro, naqueles brinquedos que fazem você se assustar. Bem nada a ver, e percebi um certo constrangimento por parte do guia ao falar sobre o lugar.

Como se fosse importante por gerar renda para a região, no entanto, sempre enfatizando que para eles, budistas, o templo não tinha muita relevância. Já as pessoas que vem de fora, escrevem seus desejos e gratitudes em um papel que você compra e vem com um pingente. Eles penduram esses pedidos e quando as pessoas vão fazer suas preces, incluem aqueles desejos nas suas preces.

Blue Temple – Templo Azul

Bem perto do White Temple, já fomos ao Blue Temple. Senti maior desprezo ainda por parte do guia por este templo, porque era um templo que foi pintado de azul depois, não tinha história ou tradição por detrás da cor azul.

O nome do templo é Wat Rong Suea Ten. Suea Ten também é o nome da vila onde ele está localizado. O nome quer dizer tigres dançantes, porque algumas lendas urbanas afirmam que os tigres saltavam os rios e aparentavam dançar. Em 2005 começaram a reconstrução, que terminou dois anos depois em 2008.

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Eu resolvi listar abaixo, para você que ainda tem dúvidas, algumas regras que devem ser seguidas ao visitar templos por lá.

  • Se vista adequadamente. Esconda ombros e joelhos sempre.
  • Retire os sapatos ao adentrar às áreas dos templos.
  • Fique em silêncio. Muitas pessoas estão indo lá para fazer suas preces.
  • Não abrace e nem beije seu parceiro em hipótese alguma, seja hétero ou não. Isso é extremamente ofensivo nessa cultura, quem dirá dentro de algum templo.
  • Nunca aponte seus pés para nenhuma imagem de Buda. Isso é a pior ofensa que você pode fazer. Em último caso sente sobre seus pés ou finja que é uma sereia e coloque suas pernas de lado e pés para trás.
  • Não fume! Sei que parece óbvio, mas acredite, não é.

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Seguindo essas regrinhas básicas tenho certeza que a sua passagem por lá será só alegria! Conte para nós a sua experiência por lá.

Até a próxima viagem!

Ciao.

KS.

 

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Está indo para Cingapura? 10 leis que você não vai querer quebrar

Está indo para Cingapura? 10 leis que você não vai querer quebrar

Se você está de malas prontas para Cingapura, aqui eu te conto 10 leis que você não vai querer quebrar de jeito nenhum na sua estadia por lá. Te garanto que essa viagem pode ser realmente incrível se você se mantiver na linha. Quer começar já?! Então, vem comigo!

Cingapura é um dos quatro poderosos “Tigres Asiáticos”, juntamente com Taiwan, Hong Kong e Coreia do Sul, formam o grupo de países que a partir dos anos 1970 tiveram um significativo crescimento na economia.

Um país conhecido por ter um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), uma das maiores porcentagens de milionários por metro quadrado do mundo, por ser extremamente limpo, ter um índice de criminalidade baixíssimo e por ser modelo no combate às drogas. Mas isso leva à outra questão pela qual o país também é conhecido: leis extremamente rigorosas.

Cingapura
Marina Bay Sands

“The Fine City”

O significado contido na frase pela qual a cidade é designada : “The Fine City“, vem acompanhado de um duplo sentido. Fine em inglês, além de bom, excelente, belo, também significa multa. Isto é, a frase pode ser traduzida como “A bela cidade” ou “A cidade das multas”. Dependendo do ponto de vista, ambas são aceitáveis.

Mas, falando em leis, é bom deixar bem claro que apesar de Cingapura investir pesado em turismo, não quer dizer que a lei não se aplica ao turista. Sim, aquela lei de chibatadas em praça pública para quem pichar e vandalizar não é só para o cingapurianos exatamente.

E se você não se comportar, pode voltar para casa com uma recordação não tão boa dessa cidade-estado. Mas, é claro que você não vai cair na besteira de desrespeitar as leis de Cingapura ou de qualquer país que visite, ou vai?!

De qualquer forma eu vou te dar uma mãozinha e vou te contar as leis mais importantes que nós turistas precisamos saber para garantir que voltemos para casa só com lembranças incríveis desse lugar. E na minha passagem por lá vou te contar as minhas impressões sobre essas leis. Aí vai:

1 – Tráfico de Drogas

Se o país é modelo no combate às drogas, aqui você vai entender melhor o motivo. Eu imagino que você que está indo fazer turismo por lá não está pensando em traficar drogas. Mas, quem tem a intenção de fazer isso, usa -e muito- o turismo como desculpa para entrar no país.

Não é por falta de aviso que você vai levar drogas com você e ainda dizer que não sabia. Seja no cartão de imigração, no aeroporto, nos painéis espalhados pela cidade ou em pontos de ônibus, o cidadão é informado de que este crime é passível de -nada menos que- pena de morte.

É isso mesmo. Quer dizer que se você traficar drogas para a cidade-estado e for pego, você nem volta para casa, ou talvez volte em um caixão ou em forma de cinzas. Humor negro, mas real.

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Nesse cartaz aí de cima está escrito a frase em inglês que significa: “como a culpa pode ser calculada usando números?” e colocam os números exatos da quantidade de culpa/droga que te faz ser preso e qual faz o infrator ser condenado à pena capital. Lembrando que a maioridade penal em Cingapura é de dezoito anos, se você for menor, você “só” será preso.

Grávidas também não podem ser condenadas a morte. No mesmo cartaz da foto, no canto superior esquerdo, tem uma “dica” de como a pessoa será morta. O enforcamento, que é o método utilizado, foi herdado dos tempos em que Cingapura ainda era colônia do Reino Unido. Depois de estudarem a possibilidade de mudarem o método, acharam que esse ainda era o melhor. Vai saber!

2 – Goma de Mascar

Essa é bem famosa. Mascar ou vender chicletes em Cingapura é definitivamente proibido. Existe uma história de que as pessoas costumavam mascar chicletes e colar em lugares inusitados, como as portas dos metrôs, por exemplo.

Um belo dia as portas dos metrôs tiveram problemas de funcionamento por causa das benditas gomas e o metrô ficou parado por horas causando a maior confusão por lá. Resumo da ópera: goma de mascar banida.

Em Cingapura não tem conversa, deu problema eles cortam o mal pela raiz e de quebra, neste caso, a população fica com um sorriso mais saudável, se é que sorri! 🙂

NO CHEWING GUM!

A punição para quem for pego mascando, importando ou vendendo chicletes é uma multa pesadíssima: mil dólares cingapurianos (SGD). A reincidência aqui é pior ainda. Então, melhor deixar as deliciosas gomas de mascar em casa, concorda?!

3 – Cuspir no Chão

Gente, essa eu super concordo! Não que eu não concorde com as outras, é claro! Apesar de que vocês vão ver umas bem absurdas. Mas neste caso eu creio ser necessário.

Em outros países asiáticos, próximos a Cingapura isso é uma coisa bemmmm comum. Passei apuro em alguns países da Ásia porque não conseguia evitar de fazer aquela cara de “nojinho” quando via a cena repetidamente em cada esquina.

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O famigerado ato, eternizado por tantos jogadores de futebol dentro de campo, aqui é passível de uma multa de nada menos que SGD 1000,00 também! Portanto, controle seu pigarro e o mantenha na boca quando estiver em público.

4 – Xixi no Elevador

Essa é meio bizarra para nós brasileiros porque não temos esse problema por aqui, pelo menos eu nunca ouvi falar. Mas parece que por lá o problema devia rolar frequentemente já que tem uma lei proibindo o ato.

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E se você perguntar, mas e quem vai saber? Eles vão. Em Cingapura os elevadores são dotados de um dispositivo que detecta o cheiro da urina e imediatamente aciona um alarme que trava as portas até a chegada da polícia. Imaginou a cena? A pena é de multa ou prisão dependendo do caso.

5 – Relacionamentos Homossexuais

Em Cingapura relacionamentos do mesmo sexo não são aceitáveis e manifestações públicas de afeto podem ser punidas com até dois anos de prisão.

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Essa lei tem ficado cada vez mais obsoleta e não vem sendo praticada com rigor nos últimos tempos. Quando estive por lá recentemente, vi dois garotos cingapurianos abraçados andando calmamente pelas ruas.

Não sei se eram de fato um casal ou eram só amigos, mas o fato de estarem andando abraçados em público mostra que o medo de ser punido pela atitude, pelo menos por aqueles dois garotos, não é mais tão intenso.

Por via das dúvidas, não custa nada evitar essas demonstrações de afeto em público a fim de não ir parar no xilindró. Afinal, ninguém quem estender as férias por dois anos vendo o sol nascer quadrado, não é mesmo?

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

6 – Descarga em Banheiros Públicos

Não dar descarga em banheiros públicos já é falta de educação suficiente para você deixar de fazer. Agora em Cingapura se você não praticar esse ato óbvio e tão simples, mas que pode ser bem desagradável para o “próximo” a usar o banheiro, você pode receber uma punição monetária por isso.

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SGD 150,00 é o valor que você vai ter que despender caso opte pela falta de educação. Lembrando que para qualquer reincidência o valor normalmente dobra.

7 – Internet Alheia

Se você está pensando em descobrir a senha do vizinho para compartilhar internet sem ter nenhum custo, pense melhor. Em Cingapura eles levam o sigilo bem a sério e usar a internet alheia sem o conhecimento do proprietário é crime. rawpixel-268378-unsplash

Para este crime a penalidade é uma das maiores em questões financeiras. A brincadeira pode sair caro: dez mil dólares cingapurianos é a multa e se for comprovado roubo de informações você pode pegar até três anos de prisão. Então fique esperto.

8 – Cigarro

As leis antifumo no país são bem estritas. É praticamente proibido fumar na maior parte do país. Áreas públicas e privadas abertas ao público, nem pensar. Os cassinos são exceção à regra e lá você pode fumar na área reservada aos fumantes.

Fora isso, só é permitido fumar dentro de casa e em locais nas ruas separados para este fim. No Brasil, os conhecemos como “fumódromos”. Em Cingapura, esses locais consistem em enormes cinzeiros onde é possível fumar na área imediatamente ao redor. Se você ficar muito distante pode estar infringindo a lei.

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O objetivo principal dessa lei é preservar o chamado “fumante passivo” que apesar de não fumar acaba inalando a fumaça tóxica e muitas vezes sendo mais prejudicado que o próprio fumante.

A multa pode ser sim bem salgada. SGD 1000,00, que também dobra em caso de reincidência e que ainda pode vir acompanhada da obrigação de prestar serviços corretivos de limpeza.

9 – Jogar Lixo no Chão 

Não é novidade para ninguém que não se deve jogar lixo no chão. Mas eu vejo muita gente fazendo isso. Estive em países que eram um verdadeiro lixão a céu aberto, infelizmente. Mas, em Cingapura, não é o que acontece.

A cidade-estado é uma das mais limpas do mundo. E não é para menos. Se você for pego jogando lixo no chão, você vai receber uma “bela multa”.

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Acredite, aqui a multa vai de acordo com o tamanho do lixo. Começa com SGD 300,00 e vai aumentando. Além disso, a multa vem acrescida do “fator humilhação”. Ou seja, o infrator terá que varrer as ruas com um colete que diz que ele joga lixo no chão.

E intencionalmente, é muito provável que uma emissora de TV nacional, esteja filmando a área “despretensiosamente” dando um close no rosto do infrator. É mole?! Melhor não arriscar.

10 – Vandalismo 

Pichar e vandalizar em Cingapura está fora de questão. Vou te explicar melhor. Lembra da chibatada a que o turista também está sujeito?

Então, se for pego pichando ou vandalizando em Cingapura, além de multa, você pode ser preso e certamente será condenado à chibata, neste caso, vara mesmo. Sim, de três até oito, dependendo da condenação.

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Ah! E mais um detalhe: grafite para os cingapurianos também é visto como vandalismo. Isto é, se não houver autorização prévia, já era.

Tome muito cuidado também com o prazo de validade do seu visto. Sim, para visitantes que ficam mais do que o permitido “a chibata/vara vai cantar”!

Leia também: A Deslumbrante Cingapura.

Essas são algumas das leis que devemos observar para não incorrermos em um risco desnecessário. Sempre se informe sobre as leis do país de destino antes de viajar.

Nós como turistas temos o dever de respeitar a cultura do país visitado. Portanto, fique ligado e aproveite a viagem! Se você seguir as leis do país tenho certeza que só terá boas recordações, pois Cingapura é sensacional!

Boa viagem e até o próximo post! 😉

KS.

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10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

Vai viajar para a Ásia? Está um pouco perdido e precisa de alguns conselhos? Ou ainda está em dúvida se vai ou não em busca do desconhecido? Vem comigo que eu te conto 10 dicas  e te ajudo a desvendar um pouco mais dessa região que cada vez mais vem conquistado o coração dos ocidentais e se tornando queridinha dos turistas do mundo inteiro.

Dica Ásia

Saber como se comportar em um lugar diferente é sempre muito importante para não pagar mico, ou pior, desrespeitar o outro. Não importa se é ali na esquina ou do outro lado do mundo. Quando se trata de um país com uma cultura completamente diferente a coisa fica ainda mais séria.

Aqui vou deixar 10 dicas ou orientações para você não passar sufoco na viagem e se inserir melhor na cultura para aproveitar o que a região tem de melhor. Vem comigo!

1. Esqueça do Garfo

Aqui na Ásia você normalmente será servido com colher e garfo ou com hashi (palitinhos até que bem conhecido dos brasileiros). Mas, neste caso, esqueça o garfo para comer, ele serve somente para auxiliar a pegar a comida em alguns casos. Para levar à boca mesmo, é a colher que comanda, se tiver hashi, ele deve ser usado para os sólidos e a colher somente para os líquidos.

Claro, que ninguém vai te chamar a atenção por isso, e podem até providenciar uma faca se você pedir (se tiverem). Mas, já que você quer aprender outra cultura e modo de vida, por que não agir como eles? Pensa alguém pedindo um hashi em um restaurante tipicamente brasileiro. Estranho, né? Então, para eles é a mesma coisa.

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2. Buzinar é Sobreviver!

O trânsito na Ásia no geral é uma loucura, não se espante. Cada lugar tem uma mão diferente dependendo do país. Japão, Tailândia, Cingapura e Malásia, por exemplo, usam mão inglesa. Outros países mais pobres, como na região da Indochina, o trânsito dos carros é mão francesa (a mesma que usamos no Brasil), mas os carros tem a direção do lado direito. Isso se deve por que alguns países importavam carros usados do Japão que usa mão inglesa, por serem mais baratos. A lei também é sempre do mais forte nesses países, nesse caso do maior. Se você é uma moto do tipo scooter ou afins, buzina é item obrigatório. Às vezes alguém, principalmente os pedestres, reclamam se você não buzinar para avisar que está passando. Vai entender esse povo. Então, por via das dúvidas, buzine!

3. Cubra seus Ombros e Joelhos

Quando for visitar templos aonde quer que seja, respeite a cultura local que geralmente está atrelada a religião, seja ela budista, hindu ou outra qualquer. Por isso, cubra sempre os ombros e joelhos. Não vale mostrar a barriga alegando que não está na lista de restrições. Isso é óbvio já que querem você bem coberta (o). A desculpa de que ninguém falou nada sobre como você deve se vestir também não serve. A responsabilidade de se informar é sua e não deles. Camiseta e calças com tecidos leves é uma boa pedida, já que você terá de subir escadas e ficará mais confortável com esse tipo de roupa por conta do calor. Lembrando que isso vale para os meninos também. Nada de bermuda ou regata. Normalmente nesses lugares você sempre encontra vendedores de lenços e sarees (que parecem saias envelope para você colocar por cima da roupa).

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4. Tire os Sapatos

Sapatos são proibidos na área dos templos, em alguns lugares até as meias são. No Camboja, por exemplo, andava tranquila de meia nos templos, e alguns lugares disponibilizavam uma sacola para colocar os sapatos e carregar consigo, mas em outros, nada feito. Para estes carregar os sapatos nas mãos, é tão desrespeitoso quanto entrar calçado. Normalmente nesses lugares que exigem pés descalços eles disponibilizam um local para que você deixe seus sapatos, alguns com chaves outros não, alguns cobram outros não. Uma doação nesses casos normalmente é esperada. Quando não tem armário, os sapatos devem ficar na porta mesmo. Essa regra vale para quando for entrar na casa de alguém. Em alguns estabelecimentos comerciais isso é mandatório. Portanto, observe atentamente se deve ou não descalçar antes de mudar de ambiente.

5. Vá de Táxi!

Em algumas cidades do sudeste asiático, como Yangon, no Myanmar e Bangkok, na Tailândia, por exemplo, motocicletas são proibidas. Esta é uma medida para tentar melhorar um pouco o trânsito dessas cidades que é caótico. O que nos resta, meros turistas, é andar a pé ou pegar um táxi. Normalmente essas cidades são infestada deles. Mas alguns motoristas de algumas cidades não falam inglês, outros nem sabem responder bom dia ou outro cumprimento. Para esses lugares, eu vou a pé. Quando o destino é muito longe, eu uso o “Grab”, (nas cidades em que está disponível). Ele é um aplicativo de táxi parecido com o “Uber” (que não é permitido na Ásia mais por questões político-econômicas), Com alguns prós e contras, é ele que quebra o galho. Ali você coloca o endereço e fica mais fácil para o motorista se localizar. Mais fácil, porém, não é garantia de que vai dar certo. Eventualmente você terá problemas. Mas nada que sinais e aplicativos tradutores não resolvam.

6. Fuja dos Cachorros

Não ande sozinho a noite. Não, não vão te roubar ou te sequestrar. O problema aqui é com os cães que podem te atacar. SIM! Eles atacam pra te comer! Não que tenham sucesso, mas quem quer levar uma mordida de um cachorro, com sabe lá que tipo de doença, em um país estrangeiro? Na dúvida, melhor não arriscar! Essa diga foi de alguns guias turísticos que me acompanharam por lá e me alertaram quanto a isso.

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7. Não Beba Água da Torneira

Essa é uma dica bem óbvia, mas às vezes a gente esquece. Eu, por exemplo, morando na Suíça, que tem a melhor água “torneiral” do mundo, e ainda fui para uma longa viagem para a Ásia direto de Londres, onde você pode beber tranquilamente a água da pia do banheiro, já sabe né? O instinto pode te fazer pensar que pelo menos escovar os dentes com a água da torneira está tudo certo. Na Ásia nunca cometa esse erro. Água da torneira somente para banho e descarga. Para todo o resto e principalmente para beber, é claro, garanta sua água mineral, que você certamente terá que comprar. Ela deve ser sua companheira aonde quer que for.

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8. Não Esqueça o Repelente

Repelente será o seu melhor amigo nessa viagem, ou pelo menos um deles. Essa dica também é básica, mas te garanto que se você esquecer vai se arrepender amargamente. Porque quando você precisar vai descobrir o quanto terá que investir em alguns lugares. Se estiver em uma cidade grande ok, mas, se for se aventurar em lugares mais ermos, eles serão vendidos a peso de ouro. Então, não custa nada garantir. Use todos os dias dentro e, principalmente, fora do hotel amiguinho. Para mim que tenho alergia, não é necessidade básica, é de sobrevivência. Acredite, no final das contas você vai lembrar de mim!

9. Use Protetor Solar

O protetor solar, muito querido pelos brasileiros também entra nessa lista de itens vitais quando o assunto é Ásia. Um só dia que esqueci de passá-lo, foi o suficiente para eu me arrepender. Tive insolação e febre local. Isso que não sou das mais brancas não, mas queimo muito fácil. Nesse dia eu, literalmente, fritei e sofri as consequências. Não cometa o mesmo erro que eu e carregue o protetor solar sempre com você. Óculos de sol, chapéus e roupas que te protejam do sol são sempre bem vindos. Assim, você garante que não perderá nenhum precioso dia da sua incrível viagem.

10. Nada de Frescura 

Não dá para ficar com “nojinho” de tudo nessa viagem. Se você está a fim de ter uma experiência incrível, você vai ter que se conformar que alguns restaurantes talvez não serão esplendorosos, chiquérrimos ou até mesmo, aparentemente limpíssimos. Isso vale para alguns hotéis também. Até porque em alguns casos você não tem muitas escolha. Tipo, quando não tem nem hotel para onde você vai. Às vezes, esses lugares vão ser meio sujinhos mesmo, com a toalha meio rasgada, mas ainda assim você poderá ter uma experiência única. Pense positivo! O melhor “Fried Rice” no abacaxi que provei na vida foi no Camboja, quando eu voltava com um grupo turístico para o hotel, em um restaurante na beira da estrada, tipo esses que normalmente só tem caminhoneiro ou viajantes express.

Então, se liga nessas dicas e se joga nessa aventura, porque a Ásia é sim, tudo de bom!!!!<3

Até o próximo post pessoas!

 

KS.

 

 

 

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Um Sentimento Chamado Camboja

Um Sentimento Chamado Camboja

Esse é um daqueles lugares que você fica meio sem palavras ao descrever. Impossível não despertar em você um sentimento por esse país e a única palavra que encontrei para descrevê-lo, é seu próprio nome: Camboja,

Se você nunca ouviu falar sobre o Camboja, é importante saber que eles viveram um recente genocídio que dizimou quase 25% da população do país.

Com o intuito de garantir o domínio sobre esse povo, o líder do Khmer Vermelho, Pol Pot, matava todos os que tinham estudo e algum dinheiro. O resultado foi a morte de aproximadamente dois milhões de pessoas.

Tudo isso entre os anos de 75 e 79. Sim, 1975 e 1979. De pensar que isso aconteceu “ontem” você passa a olhar as coisas por lá com outros olhos. Um lugar de muitos extremos, mas, nem de longe o que se tem é só lembranças ruins.

Para ser sincera a viagem para o Camboja foi meio que por acaso e de última hora, como o sangue brasileiro insiste em impor. O visto de entrada no país, conhecido dos viajantes, é o “visa on arrival“.

Traduzindo em miúdos, é aquele visto que você tira no momento em que desembarca no aeroporto de destino, paga a taxa (se houver) e pronto, você está admitido (ou não…rs). Sendo assim, era só comprar os tickets e terminar de fazer as malas que ultimamente andam sempre semi-prontas.

Minha primeira viagem para o sudeste asiático, conhecido como Indochina e destino comum entre brasileiros que decidem se aventurar em busca de paraísos desconhecidos, começou pelo Camboja, mais precisamente, a cidade de Siem Reap, que apesar de não ser a capital, é a mais importante cidade turística do país.

É em Siem Reap que fica o “Angkor Wat”. Em khmer (idioma local), “wat” significa “templo”, e Angkor siginifica “Cidade”. Portanto, “Cidade do Templo”.

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Angkor Wat – o mais importante monumento do Camboja

Datado do século XII, o Angkor Wat é considerado o monumento religioso mais importante já construído e, em termos arqueológicos, a estrutura toda é um dos mais importantes tesouros existentes.

O complexo foi tombado como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1992. Para você ter uma noção da importância desse templo para os khmer, ele não só estampa as cédulas do “Reil” (esse é o nome do dinheiro cambojano), como também estampa a bandeira do Camboja, fazendo com que ela seja a única bandeira no mundo a possuir um monumento como símbolo.

Bandeira do Camboja
Bandeira do Camboja – com o monumento Angkor Wat exibido nela

Quando você se depara com esse templo já de longe, percebe o motivo de sua importância. O lugar é gigante e realmente impressiona, além de ser também o mais importante templo dentre todos para os cambojanos, que em sua esmagadora maioria, é de budistas.

Com uma estrutura em forma de quadrado, o templo possui um lago artificial que contorna todo o complexo. Mas tudo isso você só descobre quando chega lá mesmo.  Porque todo o protagonismo inicial, é claro, fica com o Ta Prohm Wat, já que foi lá um dos cenários mais famosos do filme Tomb Raider, estrelado pela lindíssima Angelina Jolie.

O templo é um chamariz de turistas. Confesso que achei realmente surreal estar em um cenário de uma produção em que você não sabe o que é verdade e o que é computação gráfica. Tudo é tão imponente e com aquelas árvores intrincadas nas construções, que parecem de mentira, tudo fica mais magnífico ainda.

E o mais legal é que as árvores ainda estão vivas e seguram toda a estrutura do templo. Se as árvores fossem tiradas dali o templo não aguentaria e certamente ruiria.

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O País das Minas

Mas, apesar de toda essa opulência, o Reino do Camboja, nome oficial, é um país de um povo sofrido. Especialmente por suas recentes guerras, que ainda perduram e insistem em fazer parte do seu cotidiano como um fantasma voltando para assombrar a população.

A prova viva disso são as mais de quatro milhões de minas terrestres espalhadas pelo seu território, que amputam milhares de pessoas todos os anos e ceifam outras tantas. O Camboja encabeça a lista dos países com mais minas terrestres no mundo todo. Além das incessantes disputas territoriais com seus vizinhos Tailândia e Vietnã.

Apesar de tudo isso, seu povo sempre tem um sorriso para oferecer aos seus visitantes. Humildade, respeito e cordialidade podem ser a tradução do que vi na maioria do povo cambojano. Eu não sou supersticiosa, mas achei muita ironia que o mesmo solo que esconde as minas, faz brotar um mar de trevos de quatro folhas.

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Trevos de quatro folhas no caminho de um dos templos

Por isso, já nos primeiros dias tudo se tornou um paradoxo para mim. Um misto de magia e de impotência. Esse sentimento que tenho pelo Camboja é inominável, porque, pelo menos para mim, é muito diferente de tudo que já vi e vivi.

De um lado, porque a pobreza extrema alcançou um novo patamar. Depois, porque é impossível não se apegar as pessoas com as quais você convive diariamente e que são tão amáveis com você.

Ao mesmo tempo, os vendedores, que vão de criancinhas até aos amputados pelas minas terrestres, por vezes, beiram a hostilidade na ânsia de vender seus produtos e prover seu sustento.

O que os faz proferir quase um mantra de insistência para que você compre alguma coisa deles, como se estivessem em transe e só despertassem dele quando ouvissem como resposta um “sim”. Isso exige que você seja enfático e contundente se não tiver a intenção de comprar nada.

Uma vez, estava eu no mercado noturno pensando em algo para levar de presente para as minhas irmãs quando avistei lenços lindíssimos e comecei a passear meus olhos sobre eles. Foi então que a vendedora veio e começou a tirar vários lenços dos pacotes e me vestir com eles.

Após decidir que estávamos famintos e que retornaríamos às compras mais tarde a vendedora imediatamente começou a gritar em um inglês meio que ininteligível dizendo que se abrimos os lenços teríamos que comprar. Assustada, fui me afastando com os gritos dela: “Turistas que não compram não são bem-vindos em nossa cidade”.

Após visitarmos outros mercados e lojas, acabei conseguindo comprar meus lenços e souvenirs. Percebi que a insistência e, por vezes, até o constrangimento para que compremos, é uma prática comum até mesmo nas ruas do Camboja. No entanto, não revivi aquele episódio pavoroso em nenhum outro lugar. Ainda bem!

Em contrapartida, o hotel e os restaurantes que frequentei, sem a obrigação de vender algo para os turistas, tinham a cortesia e a gentileza típicas desse povo. A humildade faz parte do dia a dia convivendo com eles.

Ninguém grita, ninguém é rude, tudo é feito para que a estadia dos turistas no país seja a mais tranquila e agradável possível.

“Peixe Pedicure”

Em uma de minhas andanças pelas ruas de Siem Reap, avistei um lugar onde tinha aqueles peixinhos que fazem “faxina” no seu pé comendo cutícula e carne morta, ecaaa!

Para dizer a verdade, nem pensei naquelas conversas que dizem que você pode pegar alguma doença transmitida pela água contaminada por outras pessoas que tivessem usado o tanque anteriormente e que não não teve a água trocada.

Achei aquilo tudo tão divertido e só me lembrava de ter assistido um episódio do “The Simpsons” anos atrás que me deixou com muita vontade de experimentar.

Não pensei duas vezes, sentei e comecei a puxar a barra da calça, já que estava usando jeans. Na mesma hora umas três pessoas vieram me ajudar. Seria cômico se não fosse trágico, mas finalmente consegui erguer a barra o suficiente para imergir meus pés junto dos peixinhos.

Fish Pedicure
“Fish Pedicure”

Depois disso foi só vexame. Não conseguia ficar mais do que dois segundos com os pés dentro da água. Não sei explicar, mas a sensação deles comendo sua pele morta é, além de meio nojenta, esquisita demais. No que eles se aproximavam dos meus pés eu já tirava e quando não tirava, gritava.

Não preciso nem dizer que à essa altura eu era o espetáculo do lugar. E olha que costumo ser bem discreta na minha vida em geral. Mas aquilo realmente me pegou de surpresa. Foi um mico “gorilesco”!

Enfim, após ter algum sucesso e alimentar os peixinhos por alguns minutos, retirei os pés definitivamente da água. Nisso, um rapaz veio com uma toalha para secar.

Quando fui pegar a toalha ele se abaixou e começou a secar os meus pés muito cuidadosamente. Fiquei um tanto constrangida, mas deixei ele continuar para não tornar aquela situação ainda mais vexaminosa.

Naquele mesmo dia fui a um restaurante comer “fried rice”. E preciso dizer que foi lá que eu experimentei no melhor que eu já provei na minha vida. Já havia comido muitos antes e comi muitos depois. Mas, aquele que eu comi por lá vai ficar na memória e no paladar para sempre.

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Outra coisa que eu adorei no Camboja foi andar de tuk-tuk. Havia solicitado o traslado até o hotel antecipadamente. Após 15 horas de voo (Londres/Bangkok/Siem Reap), eu estava muito cansada e tudo que eu queria, além de um bom banho, era dormir por pelo menos duas horas antes de começar a explorar a cidade.

Mas o motorista do hotel atrasou, e eu já ia atrás de outro táxi, até que eu vi um moço com o meu nome na placa. Engraçado é que ele parecia saber que eu era a turista que ele ia levar até o hotel porque ele veio direto em mim antes de eu me manifestar. Quando fomos até o carro, vi que não era bem um carro, mas o tuk-tuk.

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Eu sabia que eventualmente eu iria andar neles, mas não estava preparada para andar na chegada, tão cansada e ainda com as malas. No começo, quase saí correndo para procurar um táxi, mas o motorista era tão querido que eu resolvi arriscar.

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A viagem até o hotel demorou uns vinte minutinhos e foi legal ver o trajeto sem janelas interferindo a paisagem. Depois disso, o tuk-tuk era meu meio de transporte favorito e usei carros somente para caminhos mais longos ou quando estava com os guias turísticos que nos buscavam de carro, de van ou de ônibus. Mas essa história eu conto uma outra hora.

O Camboja foi uma grata surpresa. Digo surpresa porque eu já tinha grandes expectativas ao visitar o país. Mas, sem dúvida, elas foram superadas.

Quando chega a hora de partir, me despeço da equipe do hotel em que fiquei hospedada e em especial da recepcionista. Peço a ela para tirar uma foto para lembrar dos bons momentos que vivi lá. Seu nome é Kimsong, o nome que descreve essa suave melodia que me acompanhará por muito tempo.

Kimsong – recepcionista do hotel

Deixo o Camboja com aquele sentimento inominável e uma vontade feroz de reescrever uma história que nem é minha e que não sou capaz de compreender. Espero voltar um dia nesse país tão pobre, mas que foi capaz de me enriquecer tanto.

Já foi para o Camboja? Pensa em ir um dia? Comente e compartilhe aqui o que mais gostou ou o que deseja conhecer no país.

Eu fico agora por aqui e até a próxima viagem!

KS.