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Viajando com a Síndrome do Pânico

Viajando com a Síndrome do Pânico

É indiscutível que muita coisa ainda precisa ser esclarecida e falada sobre o assunto em todas as esferas, mas hoje vou falar um pouco sobre a minha experiência em viajar sozinha lidando com a Síndrome do Pânico.

Quero deixar bem claro que esta é a minha experiência particular e o meu ponto de vista para enfrentar o problema. Cada pessoa que passa por essa situação vai descobrindo com o tempo como lidar com isso (ou não).

Síndrome do Pânico Viagem

Esse tema ainda é tabu e sofri bastante quando expus sobre ele quando ainda estava na faculdade. Aquela história que “de médico e louco todo mundo tem um pouco” cabe bem aqui.

Tive que tirar uma licença na faculdade para poder me cuidar já que morava sozinha em outro estado. A incompreensão por parte de alguns professores que achavam ser só uma frescura foi surpreendente.

A capacidade que as pessoas tem de julgar um tema sobre o qual não tem nenhum domínio, assim como questionar o laudo de um médico que estudou e lida com isso diariamente durante toda a sua carreira pode ser impressionante e, muitas vezes, impiedosa.

Apesar de tudo, com muito esforço e dedicação, consegui concluir a faculdade dentro do prazo mínimo e isso não impediu que me formasse com honras. Mas, poderia ter sido mais fácil se quem se prontificou a julgar tivesse procurado se informar com maior diligência sobre o tema.

Gostaria de deixar claro que desenvolvi a síndrome durante a faculdade e que sem nenhuma ajuda e conhecimento sobre ela, tive que me “virar nos trinta” para poder dar conta da avalanche de emoções e crises que vivi durante esse período.

A Síndrome do Pânico não é nenhum passeio no parque. Dar de frente com ela pode te esgotar de todas as formas possíveis. E como um belo clichê é sempre bem vindo, não desejaria isso nem para o meu pior inimigo.

Viagem x Crises

Pensa você lidar com uma síndrome, que leva esse nome por não haver nenhuma causa específica, portanto não é considerada uma doença. Isso acaba impedindo um diagnóstico preciso, o que leva cada caso a ser tratado de forma muito particular e de maneira temporária.

Isso acaba também tornando bem difícil saber como lidar com isso. Não é só remédio que resolve, você precisa descobrir outras formar de enfrentar o problema, o que pode ser ainda mais complicado quando você está sozinho.

Síndrome do Pânico

Me lembro de uma vez, indo para a Tailândia, comecei a ter uma crise já na porta do avião. Não está escrito na sua testa “síndrome do pânico em curso” e com uma fila de trocentas pessoas na sua frente se organizando para achar seus assentos, bateu o desespero para conseguir “segurar” o ataque.

Por opção, algo que realmente não recomendo, escolhi parar com a medicação de uso contínuo, que me deixava muito apática, já que minhas crises já não eram mais tão constantes e já sabia melhor lidar com os ataques.

Devido ao fato de os remédios serem altamente viciantes, o que me aterroriza até hoje, optei por ficar somente com os “remédios de emergência”. São pílulas para colocar em baixo da língua quando você pressente um ataque se instalando.

Com o tempo você vai aprendendo a identificar alguns gatilhos e a iminência de uma crise. Sendo assim, quanto antes você usar as pílulas, maior a possibilidade de você não estendê-la e conseguir se controlar.

É o que venho fazendo e tem funcionado. Lógico que algumas vezes quando você vê já está no olho do furacão, aí o jeito é esperar passar.

Se você enfrenta essa situação ou conhece alguém que está passando por isso, vou te contar como EU lido com isso e acredito que essas dicas podem ajudar VOCÊ A DESCOBRIR O QUE FUNCIONA MELHOR para você. Afinal, ninguém conhece a gente melhor do que a gente mesmo.

Técnicas Para Superar o Ataque de Pânico

Infelizmente não existe uma fórmula secreta ou um botão do pânico em que ao apertar a ajuda estará a caminho, ou ainda, que você pode simplesmente deletar com um toque. Quando o assunto é uma síndrome que os próprios médicos não conhecem a causa, tudo é um mistério a ser desvendado dia após dia.

Botão de Pânico

As técnicas que conto aqui são as que EU uso e que tem funcionado COMIGO. Não é nenhuma receita de bolo, que seguindo o passo a passo, você chega a um resultado similar. Você precisa descobrir o que funciona ou não para você. Aí, só testando!

Já avisados, podem conferir o que eu tenho feito para reagir aos ataques de pânico imediatamente quando vejo que algo está errado:

  • Assim que percebo que estou entrando em crise, minha primeira atitude é tomar minha pílula de emergência, já que cortei a medicação contínua e rapidamente vou para o próximo passo: a respiração.
  • A respiração ainda é um mistério. Alguns médicos dizem que você deve respirar profundamente, já outros dizem que isso é um erro que pode piorar o quadro e aconselham respirações curtas, mas não aceleradas. Esta última é a que funciona para mim e não chama a atenção de pessoas desconhecidas ao meu redor, o que tende a me deixar pior.
  • Procuro sempre me sentar ou, pelo menos, encontrar um lugar mais calmo e afastado da muvuca para me recuperar. Em último caso, vou ao banheiro. Mas, não recomendo entrar sozinho no reservado, caso a sua crise seja rapidamente escalada.
  • Me focar em um objeto próximo ajuda a me distrair dos efeitos que sinto sobre meu corpo. Por isso, penso em todos os detalhes dele, tipo, cor, textura, tamanho, cheiro e até sabor, independente de ser algo para comer ou não.
  • Especialmente dentro de aviões, se percebo que estou tendo uma crise mais grave, aviso um atendente de voo e normalmente eles ajudam a controlar o ataque. Sempre chame o que você achou mais amistoso. Um profissional sem tato pode piorar tudo. Se estou em público, procuro identificar alguém que possa me auxiliar e aviso que estou tendo um ataque de pânico e preciso de ajuda.
  • Sempre após os ataques tento pensar rapidamente sobre o que causou o gatilho. Assim que me dou conta, afasto o pensamento, porque às vezes se demorar muito nele, outro ataque pode ser desencadeado.
  • Quem sofre com a Síndrome do Pânico sabe que o medo de um ataque faz parte do seu cotidiano. Nesses momentos de maior aflição, tento me distrair com coisas que me fazem bem e pratico a meditação, que tem me ajudado muito a diminuir a incidência de novos ataques.

Síndrome do Pânico e Esportes Radicais

A primeira vez que fui mergulhar na Tailândia, tive que informar que tenho Síndrome do Pânico em um formulário. Isso levou a escola de mergulho a solicitar que eu consultasse um médico. Eu nem sabia que mergulho era um ESPORTE RADICAL.

Mergulho Dive

Uma das vezes em que fui ao meu médico e estava tendo uma crise muito forte, ele me aconselhou a parar com as corridas que fazia frequentemente e com qualquer atividade que demandasse muito esforço. Aquilo me fez mais mal do que bem, porque era uma coisa que amava e me deixava melhor.

Ele disse que ao acelerar meus batimentos poderia engatilhar um ataque. Fiz o que ele mandou. Novamente NÃO RECOMENDO desobedecer seu médico, mas tinha a consciência de que eu, melhor do que ninguém, sabia o que era bom ou não para mim.

Não queria deixar que essa síndrome me dominasse e me impedisse de viver e desfrutar de coisas que queria muito fazer. Tenho aprendido a conhecer meus limites e me policio para nunca ultrapassá-los.

Foi quando fui surpreendida com esse fato que aconteceu na ilha de Koh Tao, na Tailândia. Acho importante avisar aqueles que buscam aventuras mais radicais a prestarem muita atenção em si mesmos e nos sinais e respostas que seu corpo dá para você.

Quando exigiram que eu visse o tal médico, a primeira coisa que me perguntei foi: no que ver um médico antes de mergulhar ajudaria a controlar uma crise em curso? Acho impossível em vinte minutos um médico te diagnosticar e te dizer o que você já sabe há anos só para deixar a escola de mergulho com a consciência leve caso algo ocorra.

E é claro que eu teria que pagar a mais para ver esse tal médico. Os custos da consulta nem eram tão caros, mas achei tão absurdo tratarem uma síndrome como uma doença que você tem um causa clara e, por consequência, um tratamento mais específico e eficaz, que desisti em um primeiro momento.

Para mim, isso é mais um fruto da falta de informação sobre a Síndrome do Pânico, pois os instrutores sabem exatamente o que fazer em caso de QUALQUER tipo de problema nas profundezas: te levar para a superfície e buscar ajuda.

Dias depois, procurei outra escola de mergulho e finalmente consegui mergulhar com uma profissional da Argentina; Além de super competente e simpática, me deixou calma durante todo o tempo, o que resultou em uma aventura incrível e inesquecível.

Se Pânico

Acho que na “Era da Tecnologia”, já passou da hora das pessoas fingirem que sabem lidar com um problema que não entendem, por descargo de consciência, e procurarem se informar o máximo possível a respeito. Isso evita passar vergonha ou causar um dano ainda maior para quem já tem um abacaxi bem grande para descascar.

Mas, infelizmente, essa não é a realidade que tenho encontrado em todos os cantos para os quais viajo. Por isso, acho importante colocarmos as cartas na mesa, e mesmo contrariados, descobrirmos formas de dialogar sobre o assunto, a fim de buscarmos respostas coerentes e que realmente possam ajudar a todas as pessoas nessa condição.

E você? Conhece alguém que já passou por um caso parecido? Conta para a gente. O melhor remédio ainda é o CONHECIMENTO.

Bjo, bjo!

KS.

 

 

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Aplicativos Úteis Na Sua Viagem

Aplicativos Úteis Na Sua Viagem

Gente, viajar é bom demais não é mesmo? Eu também acho. Vou te dar algumas dicas de aplicativos para que você tire o melhor da sua viagem.

Os aplicativos são listados dos menos para os mais usados, mas você deve imaginar que todos são muito usados em qualquer viagem. Note que alguns não estão disponíveis em todo o mundo, por isso sugiro alternativas.

Apps

Eles servem para outras funções também, no entando deixo as minhas observações de acordo com o item que acho mais relevante e funcional dos referidos aplicativos.

Todos os aplicativos que indico aqui são gratuitos e estão disponíveis para IOS e Android.

10° – HostelWorld/Trivago

Eu particularmente fiquei em hostel em congressos na faculdade e uma vez na Suíça. Já tentei ser desprendida assim, mas infelizmente não é para mim. Na faculdade a galera só queria festa e eu não estava naquelas cidades a turismo.

Eu queria dormir, porque em todos os congressos em que estive eu apresentei trabalhos, então queria estar bem para fazer uma boa apresentação. E como tenho o sono mais leve da vida qualquer barulho me acorda. Resultado: nunca dormia nada e sempre parecia um zumbi apresentando o circo do terror.

Passaram alguns congressos até que eu aprendi a escolher o lugar antes de viajar para não ser obrigada a ficar em hostels ou dormitórios nas universidades e não tive mais esses problemas.

Nada do que meu próprio quarto em um hotel. Não preciso de luxo, mas um quarto honesto, bem limpo e com o básico necessário já me deixa bem feliz.

Por isso o HostelWorld é para quem quer economizar na estadia e conseguir os melhores preços de hostels, não os melhores em si, mas você vai ter uma boa noção do que é melhor para você ou não e assim poder escolher melhor.

Por exemplo, esse hostel que fiquei na Suíça fica em um lugar incrível e fiz amigos muito bacanas nele. Alguns hostels no Brasil que fiquei na época da faculdade eram maravilhosos, com exceção da parte de dividir o quarto com uma galera.

Trivago

Em todos os continentes possíveis não há como fugir dessa propaganda. E todos os idiomas possíveis e sempre com um personagem diferente. Mas sempre terminando com a perguntinha: “Hotel? Trivago”! Já virou até meme.

O Trivago simplesmente pega o melhor preço do mesmo hotel. Ele te mostra o site que apresenta o preço mais baixo para você fazer sua reserva. Prático e simples assim.

9° – TripIt/Viator/Get Your Guide

O TripIt acessa seus e-mails coletando todas as informações de datas dos voos e hospedagem, criando um itinerário para você. Além disso, ele pode ser acessado offline, o que pode te ajudar a evitar muitos problemas caso não tenha acesso a internet.

O Viator te dá dicas sobre tudo o que fazer na sua viagem. Um excelente aplicativo para quem cai de paraquedas em um país estranho e te mostra as melhores opções sobre o que fazer no respectivo lugar.

Já com o Get Your Guide, que é mais famoso, você pode, além das sugestões, comprar os tickets. Isso evita que você tenha que ficar nas filas quilométricas, como é o caso de Roma, onde existem vários “níves” de valores que te darão acesso a algumas áreas específicas, como acontece no Coliseu.

8° – Airbnb

Se você gosta de um lugar mais intimista, mais “cara de casa”, o Airbnb é o seu aplicativo. Além de mostrar a foto, os valores normalmente são bem mais em conta que hotéis em geral.

Airbnb

Você também tem a opção de se hospedar com os anfitriões, que normalmente disponibilizam um ou mais quartos da sua propriedade. Assim, você terá uma experiência ainda mais real sobre o lugar em que está ficando.

Esses anfitriões, normalmente dão dicas e às vezes até embarcam em aventuras com seus hóspedes, levando-os para “turistar” pela cidade.

Mas, é sempre bom ficar de olho nas recomendações. Como em qualquer lugar do mundo, seus anfitriões podem não ser pessoas tão legais. Então minha dica é: sempre leia os comentários. Opinião é sim bem vinda nesse caso.

O plus é ter uma plataforma que se algo der errado pode te dar um suporte. No Airbnb você pode ter seu dinheiro de volta se alguma coisa der errado.

7°- Skyscanner/Swoodoo

Esses são aplicativos de busca de passagens aéreas. O Swoodoo você pode usar para buscar hotéis e carros, mas o meu foco nele são os voos. O Skyscanner faz literamente um scanner nos preços das passagens aéreas e mostra as melhores opções para você.

O Swoodoo também tem essa função. Escolha o melhor e garanta a economia nas passagens para poder gastar mais com outras coisas. 🙂

6°- Navmii/ Maps.me

Navmii é um aplicativo de navegação offline e online, o que para mim é a maior vantagem. Então você baixa o aplicativo referente ao país que você vai viajar e pode usá-lo também offline.

No Camboja ainda não possuia Navmii quando fui para lá no segundo semestre do ano passado. Por isso, tive que usar o Maps.me, o que foi bem tranquilo. Se o país não tiver use um outro aplicativo de navegação. Nem que seja o Google Maps. Acredite, se perder em um país estrangeiro, normalmente, não é boa ideia.

5°- Google Translate

Para mim o Google Translate é o mais básico e prático tradutor. Ele normalmente já vem nos telefones e isso facilita muito as coisas. Então quando você precisa de tradução para um idioma desconhecido esse aplicativo é o mais prático, apesar de achar que para cada idioma diferente existem aplicativos melhores.

Falo da praticidade do Google, porque ele reúne vários idiomas em um mesmo app que possui uma qualidade razoável para quem está na estrada. Sendo assim acho ele mais do que suficiente para fazer pedidos em restaurantes e consultar pequenas frases rapidamente.

Eu particularmente não uso muito tradutor. Quando vou para um país que não conheço a língua procuro aprender frases importantes e palavras usadas no dia a dia para facilitar a comunicação. Acredite, nem todo mundo fala inglês, mesmo em lugares muito turísticos.

Já passei por situações bem engraçadas, mas até hoje sobrevivi, vai saber!

4°- XE Currency/Transferwise

Se o assunto é dindin e sua viagem é internacional, você certamente vai precisar desses dois aplicativos. O XE Currency é um conversor de moedas e de quebra te diz se o câmbio é justo. Assim você tem melhor noção de quanto, de fato, está gastando. Parece simples, mas pode ser uma “mão na roda”.

Já o Tranferwise é para transferências de dinheiro para o exterior. De todas as formas de se fazer isso, este método se mostrou o mais prático por ser muito rápido e mais econômico, pois possui e melhor taxa.

Basicamente, o Tranferwise parece possuir agentes em diversos países que fazem a transação direto no país para o qual você vai fazer a transferência. Um e-mail é enviado no momento em que a transação é concluída.

No começo tive um pouco de receio, pois é muito simples o processo. O melhor é que você pode fazer o pagamento com o cartão de crédito, o que torna a operação mais segura. Já usei esse app várias vezes e não tive nenhum problema.

3°- Uber/Grab/99

Apesar de estar longe do ideal, para mim o Uber é ainda o aplicativo mais seguro e preciso quando o assunto é solicitar um carro ao invés dos táxis que via de regra são bem mais caros.

Não sei o que teria feito em Londres sem o Uber, que apesar de ainda sair bem caro quando convertemos de Reais para Libras, foi quase metade do valor dos táxis tradicionais por lá e me senti bem segura quanto aos motoristas.

Uber

Na Ásia, infelizmente o Uber não é permitido. Portanto minha opção foi o Grab, que é um protótipo de Uber com um GPS bem ruinzinho, fazendo com que praticamente todos os motoristas tivessem que ligar.

Esse simples fato de ligarem já era um problema porque eu pagava pela simples ligação ainda que não atendesse.  Por isso, eu me apressava para enviar uma mensagem para tentar facilitar o entendimento quanto ao ponto de encontro. Mas, normalmente nos encontrávamos uma ou duas quadras do lugar referido.

Se estou no Brasil, fico entre o Uber e o 99 e, às vezes, o segundo ganha nos preços, especialmente em feriados e dias em que o Uber cobra um valor bem acima do que o praticado normalmente.

2°- Booking.com/Hotels.com/Agoda

O Booking.com é o mais completo site de reservas na minha opinião. Você realmente encontra de tudo nele. Desde hostels até luxuosos hotéis. Em caso de problemas com o hotel e a gerência não resolver, normalmente o Booking resolve.

Booking

O ideal é combinar os dois: reclamar no hotel e no Booking. Noites grátis no próprio hotel ou em outros hotéis, bem como descontos não são incomuns. O Hotels.com segue a mesma linha, mas o Booking na minha opinião é mais eficiente quando o foco é acomodação.

O Agoda foi o aplicativo que eu mais usei para buscar hotéis na minha recente viagem à Ásia. Esse site tem nome esquisito e quando minha irmã me recomendou não levei muita fé, mas quando vi que o negócio podia funcionar resolvi usar.

Imagine minha surpresa quando no Agoda tive melhores resultados do que nos outros aplicativos quando o assunto foi Ásia.

1°- Trip Advisor

O Trip Advisor é o top 1 da nossa lista. Por quê? Porque é basicamente um buscador de tudo para a sua viagem e todas as áreas ele é bom.  Primeiro porque é um termômetro com as opiniões e resenhas de quem já esteve no respectivo, hotel, restaurante, atração turística, ou qualquer lugar que mereça a opinião do visitante seja ela boa ou ruim.

Trip Advisor

Isso vai ranquear os lugares que para conseguir avaliações positivas, são impulsionados a melhorar o serviço.

Além de você encontrar opiniões dos turistas e poder agendar passeios turísticos. Portanto minhas pesquisas sobre qualquer coisa relacionada ao meu destino, começa nesse aplicativo.

Ele é bem comum no mundo todo inclusive na Ásia. Até os pequenos locais exibem as suas plaquinhas recebidas do Trip Advisor com a quantidade de estrelas dadas pelos viajantes. Dessa forma eles podem fazer uma auto avaliação na prestação dos serviços e melhorarem conforme as opiniões.

Para fechar te digo que fui mudando de aplicativos ao longo do tempo e esses se tornaram os meus queridinhos, no entanto, você deve analisar o que serve melhor para as suas necessidades.

Você conhece algum aplicativo interessante para compartilhar com a gente? Conta aqui nos comentários.

Até a próxima viagem!

KS.

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Checklist – Tudo Para a Sua Viagem

Checklist – Tudo Para a Sua Viagem

A primeira coisa que fazemos quando decidimos viajar é pensar na diversão, claro. Mas, para não passar aperto e evitar desconfortos em uma viagem, seja ela nacional ou internacional, não esqueça de sempre fazer o famoso checklist. Com ele você garante que terá tudo o que precisa para que sua viagem não tenha imprevistos.

Checklist Viagem

Quer se divertir e aproveitar o momento? Então se antecipe e garanta que tudo transcorra da melhor maneira possível. Se a sua viagem é dentro do país, as coisas são mais fáceis, mas ainda assim requer planejamento.

Entenda somente que uma viagem para fora do país, ainda que para um país vizinho demanda algumas obrigações a mais do viajante, caso contrário nada feito.

Os turistas oriundos dos países do Mercado Comum do Sul, o Mercosul, desde 2008, não precisam de passaporte para transitar entre eles. No caso do Brasil, o Registro Geral, famoso RG, já é suficiente para as entradas nesses países. Se você quiser saber quais outros documentos cada país membro do Mercosul aceita, clique aqui e confira.

Os países que fazem parte do Mercosul são: Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai (países fundadores) e Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela (associados).

Atente às regras comuns para documentos em viagens internacionais. Lembre-se que a foto deve ser recente e o documento deve estar sem rasuras e com menos de 10 anos de emissão.

Se você resolveu pintar o cabelo de roxo, fez tatuagem no rosto, ou cirurgias plásticas que altere as suas características físicas ou despertem dúvidas quanto a sua real identidade, após tirar o documento, isso poderá resultar na não aceitação da sua entrada no país.

Leia também: Missão Aeroporto – Como Não Ser Barrado na Imigração

Dog face

Nas viagem com crianças, a Certidão de Nascimento ORIGINAL é obrigatória. O único documento que substitui a certidão é o RG (caso a criança já possua). Se vai viajar com crianças menores de 12 anos e não tem parentesco, você precisará de uma autorização dos pais ou responsáveis.

Se for parente, basta apresentar documentos que comprovem a ligação. Acima de 12 anos, crianças podem viajar sozinhas dentro do Brasil portando apenas o RG. Para viagens internacionais, elas também podem viajar sozinhas, mas o passaporte passa a ser o documento obrigatório.

Dito isto, vamos ao checklist. Você pode criar seu próprio modelo com todas as coisas que você precisa levar. Minha intenção aqui é mostrar os itens básicos que não devem faltar de jeito nenhum na sua lista. Vamos ao que interessa!

Documentos Para Viagens Internacionais

passaporte

  • Passagens Aéreas/Terrestres – Esqueça o telefone nesses casos. O melhor é levar as passagens de ida e volta impressas, especialmente em viagens internacionais. Isso evitará problemas, caso o agente de imigração resolva pedir.
  • Passaporte ou RG (países do Mercosul) – A dica aqui é sempre levar uma cópia do documento em um lugar diferente do original. Caso você perca, será bem mais fácil provar quem é você junto ao consulado para emissão de documento de emergência.
  • Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) – Alguns países exigem a vacina contra a Febre Amarela, sendo assim, a CIVP é o documento que você deverá apresentar. Saiba como tirar o documento neste post: Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir.
  • Reserva do Hotel Impressa – Quando a viagem é internacional esse dado será muito requisitado pelos agentes de imigração, por isso o tenha sempre a mão. Ter a reserva impressa vai te ajudar também no momento do check-in no hotel. Sendo sua viagem nacional ou internacional, caso alguma coisa saia errado com a reserva online ou via telefone, fica mais fácil resolver o imprevisto.
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – Caso queira dirigir, é claro. Confirme antes se sua CNH será aceita no país destino. Alguns países ainda que solicitem a Permissão Internacional para  Dirigir (PID), não dispensam o porte da CHN original do país de origem. Em alguns países, como a Tailândia, por exemplo, por lei não é permitido dirigir no país, a menos que você tenha residência permanente. Mas na prática, qualquer um dirige.
  • Cartão de Crédito Internacional – Não esqueça de informar ao seu banco que sairá do país. Isso pode ser feito via Internet Banking, caso tenha acesso ou direto no seu banco. Se não fizer isso, seu cartão poderá não ser aceito em outros países e ainda por cima, corre o risco de ser bloqueado.
  • Nota Fiscal de Produtos de Valor – Em viagens internacionais você deve declarar as compras feitas acima de um determinado valor de acordo com o lugar para o qual irá viajar. Sendo assim, os agentes de aeroporto podem questionar produtos de valor que você esteja portando. Normalmente se está de alguma forma usado, eles não reclamam. Mas, caso esteja muito novo e você tenha mais de um, eles podem requerer a nota ou taxar. É o caso de laptops, câmeras fotográficas e relógios. Portanto, não exagere. É permitido apenas um item novo de cada um desses.

Vistos

Alguns países exigem dos brasileiros visto para a entrada no país. Então é bom ficar de olho e tirar o visto antes de pensar em comprar as passagens. Pois, se seu visto for recusado, a possibilidade de reembolso é pequena. Depende do tipo de passagem que você comprou e ainda assim, normalmente, você recupera 80% do valor.

Alguns países oferecem a forma chamada de Visa on arrival, isto é, você solicita o visto no momento da sua chegada ao país. Existe a possibilidade de você ser recusado, mas somente em casos muito específicos.

Geralmente países que dispõe dessa modalidade de visto, estão de portas abertas para receber turistas que estejam com todos os documentos em ordem e dispostos a deixar seu rico dinheirinho no país deles.

Carimbo passaporte (2)

Agora, outros países como Estados Unidos e Canadá, além de exigirem o visto antecipadamente, podem recusar sua entrada sim. Então fique atento à sua documentação, para que não falte nada e nenhuma vírgula contrarie o que seus documentos dizem ou mesmo sua linguagem corporal.

Tenho relatos de conhecidos que nem chegaram a pisar no território norte americano, por razões, que no Brasil, seriam nada menos que “uma mentirinha besta”. Então, esteja seguro do que vai dizer ao agente de imigração e certifique-se de que tem como provar o que diz.

Cada país tem a sua própria lista de documentos para a expedição de vistos e seus prazos. Não custa nada ligar para o respectivo consulado e se informar até esgotar suas dúvidas.


Lembre-se: Vistos válidos em passaportes vencidos não perdem a validade.


Portanto, se você tem um visto de 5 anos para os Estados Unidos e seu passaporte vale só por mais 3 anos, você terá que emitir novo passaporte, mas no momento da viagem leve o velho com você para apresentar o visto ainda válido.

Se o seu passaporte vence em menos de seis meses, alguns países não vão deixar você entrar. Nos EUA isto não é problema, a única exigência é que você deixe o país antes de seu passaporte vencer.

Mas, verifique o que pede seu país de destino, além de confirmar com sua companhia aérea. Às vezes são elas que barram você, por exigirem validade de seis meses. Eu recomendo sempre tirar um novo documento antes desse prazo para não correr riscos.

Afinal alguns países solicitam que ele tenha essa janela de validade a partir do momento que você entra no país e outros, a partir da sua saída. Cada caso é muito particular.

Por isso, a dica que eu dou é de tentar tirar os dois na mesma época, o passaporte e o visto para o país desejado, assim eles terão mais ou menos o mesmo prazo de validade. Pelo simples motivo de que passaporte vencido não é renovado. Você emite um novo, toda vez que o prazo do seu documento expira.

Não é necessário esperar o passaporte vencer para solicitar um novo. Afinal, pode ser que não haja mais espaço para carimbos, caso você viaje muito, e isso será um problema. O que recomendo é tirar um passaporte quando estiver a 7 meses de vencer ou quando estiver cheio de carimbos.

Não esqueça de guardar o documento antigo, você terá que pagar um valor a mais, caso ele não seja apresentado no momento de expedir um novo, além de ter que apresentar um Boletim de Ocorrência(BO), caso tenha sido roubado ou extraviado.

Tudo isso é para que eles possam furá-lo e torná-lo desta forma inutilizável, para fim de evitar fraudes. Mas, você manterá o documento com você.

Veja aqui o Passo a Passo de Como Tirar o Passaporte

mapa do mundo

Abaixo segue a lista de países que exigem vistos dos brasileiros.

  • Afeganistão
  • Angola
  • Arábia Saudita
  • Argélia
  • Austrália
  • Azerbaijão
  • Bangladesh
  • Bahrein
  • Benin
  • Brunei
  • Burkina Faso
  • Burundi
  • Butão
  • Cabo Verde
  • Camarões
  • Camboja
  • Canadá
  • Chade
  • China
  • Comores
  • Coreia do Norte
  • Costa do Marfim
  • Cuba
  • Djibuti
  • Egito
  • Eritreia
  • Estados Unidos
  • Etiópia
  • Gabão
  • Gâmbia
  • Gana
  • Guiana Francesa
  • Guiné
  • Guiné-Bissau
  • Guiné-Equatorial
  • Iêmen
  • Ilhas Kiribati
  • Ilhas Marianas
  • Ilhas Marshall
  • Ilhas Maurício
  • Ilhas Salomão
  • Índia
  • Irã
  • Iraque
  • Japão
  • Jordânia
  • Kuwait
  • Laos
  • Lesoto
  • Líbano
  • Libéria
  • Líbia
  • Madagascar
  • Malawi
  • Mali
  • Mauritânia
  • Moçambique
  • Moldova
  • Myanmar
  • Nepal
  • Níger
  • Nigéria
  • Omã
  • Papua-Nova Guiné
  • Paquistão
  • Quênia
  • Quirguistão
  • República Centro-Africana
  • República Democrática do Congo
  • Ruanda
  • São Tomé e Príncipe
  • Senegal
  • Serra Leoa
  • Síria
  • Somália
  • Sri Lanka
  • Suazilândia
  • Sudão
  • Sudão do Sul
  • Tadjiquistão
  • Taiwan
  • Tanzânia
  • Timor Leste
  • Togo
  • Turcomenistão
  • Uganda
  • Uzbequistão
  • Vietnã
  • Zâmbia
  • Zimbábue

Agora é só fazer as malar e correr para o abraço. Se você seguir essas dicas, as chances de correr tudo perfeitamente bem na sua viagem são muito maiores.

aproveitar a viagem

E você? Já passou algum perrengue porque esqueceu algum desses itens em alguma viagem? Conta para a gente aqui nos comentários. É sempre bom saber a experiência de outra pessoa.

Até o próximo post!

KS.

 

 

 

 

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Cinquenta Tons de Suíça

Cinquenta Tons de Suíça

A Suíça é toda diferentona, não tenha dúvidas. Como moro aqui, está mais do que na hora de falar das minhas impressões sobre ela. Um lugar singular com muitos plurais, abrindo em uma palheta de muito mais de cinquenta tons de muita cultura e diversidade, figurando o topo de muitas listas de excelência ao redor do mundo.

Certamente um dos melhores lugares do globo para se viver, o melhor chocolate, o melhor relógio, o mais tradicional canivete, as vaquinhas felizes, o único país do mundo que tem a bandeira quadrada, além do Vaticano, que é uma cidade-estado.

O país tem QUATRO idiomas oficiais totalmente distintos. Alemão, Italiano, Francês e Romanche. Tudo isso a torna única, mas, com bem mais do que cinquenta tons de Suíça.

Veja mais curiosidades sobre o país no post 20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça.

switzerland flag

Uma das coisas que mais me chamou a atenção no tempo que estou na Suíça, é como toda essa mistura de culturas, idiomas e modos, em um território geográfico tão pequeno, permite aos suíços serem preconceituosos.

Dito isto, queria esclarecer que a grande maioria do povo suíço é muito educada e discreta, mas alguns detalhes nos fazem perceber o nariz torcendo na presença de um diferente.

Se você acha que é só com os “gringos” que os suíços tem preconceito, se enganou. Eles rivalizam entre eles mesmos. Se você é de um cantão diferente do dele, ele vai comentar com alguém próximo sobre os hábitos e maneiras do outro cantão que não o agradam.

Isso merece uma discussão maior e pretendo falar sobre isso com mais calma em outro artigo para não correr o risco de ser mal interpretada.

Mas, recebi inúmeros avisos e tudo que eu lia sobre a Suíça antes de vir era de que se eu não falasse a língua do cantão em que estivesse não iam nem me responder. Uiiii!

Não digo que essas pessoas estavam exagerando, pois sei de histórias de pessoas próximas capazes de fazer cair todos os cabelos.

Porém, neste ponto preciso ser muito franca. Sei que em algumas regiões da Suíça as pessoas são mais conservadoras e talvez se eu estivesse em meu país, teria ou não a mesma atitude que elas.

Não posso julgar sem saber e sem viver de fato a situação. No entanto, o que vi, no começo, quando eu cheguei e fui morar na capital Berna, era que eu podia me expressar em inglês na grande maioria dos lugares e que se eles não falassem inglês chamariam alguém que falasse.

Portanto, a minha impressão foi sempre a melhor possível no quesito cordialidade e tratamento em geral. O que não quer dizer que me tornei amiga de dezenas de suíços no primeiro mês morando aqui.

Até porque, eu sou também bastante reservada e não faço amizade fácil como boa curitibana que sou. Mas, como os suíços, grande parte das amizades que faço são para a vida toda.

O que não impede ninguém de ter conversas longas e produtivas com estranhos, é claro. A diferença é que você não vai convidar essa pessoa para tomar um café na sua casa, nem muito menos para um almoço ou jantar.

Isso é uma das coisas que me agrada no país, preservar a privacidade. Mas, para os suíços a privacidade tem um significado um tanto diferente do que para nós brasileiros. Não digo em geral, porque já viajei para lugares no Brasil em que as pessoas perguntavam até a cor da minha roupa íntima. Só por Deus!

Na Suíça já vi gente perguntando quanto o outro recebia de salário. Apesar da reação do outro ser de surpresa, me fazendo entender que isso não é comum e nem aceitável por aqui, aconteceu.

Então não tem como generalizar. Tantos tons de Suíça não permitem estabelecer um padrão do povo suíço, apesar de alguns costumes peculiares.

Leia também 5 Comidas Típicas da Suíça.

Enquanto a Suíça tem tantos tons de cinza para onde se olha, ela é multicolorida de todas as etnias possíveis. São tantos saberes e não saberes, que promovem uma capacidade incrível de crescimento para quem tem a cabeça aberta e disposta a aprender sobre o que é o outro.

Essa coisa de “aqui nós fazemos assim” não funciona. Quem são esses “nós” em questão? Não tem como prever. A população é heterogênea por demais e com uma quantidade enorme de influência de culturas externas que coabitam diariamente.

Só nos cabe desatar esses “nós”, respeitando o outro e sua maneira de pensar e agir. Assim, apesar de não garantir que imprevistos ocorrerão, a convivência se tornará muito mais fácil e prazerosa.

Linguagem

Deixando essas questões culturais mais pesadas, a Suíça surpreende principalmente na questão dos idiomas. Como falei antes, são quatro idiomas oficiais. Na “vida real” não é o alemão que nós aprendemos da Alemanha que é falado entre eles, mas, sim o suíço-alemão. O que para os nativos de algum país que fale alemão, tem suas diferenças, mas conseguem se comunicar.

quatro idiomas oficiais

E para quem não domina nem o Alemão ainda? Pelo amor de Deus! Parece uma língua alienígena. Estava eu voltando da aula de alemão um certo dia, e meu vizinho me disse “Abend“.

Na verdade, ele estava, de uma forma abreviada, me dando boa noite – “Guten Abend” – Que como no inglês tem Good Evening e Good Night, eles usam Guten Abend e Gute Nacht. Mas, até eu associar o que ele estava dizendo com a abreviação soltei um Good Evening, sim, em inglês mesmo.

Isso, quando uma senhorinha que mora no meu andar veio até mim sorridente e falando em suíço-alemão algo que parecia umas boas-vindas. Eu só consegui responder, Grüizi, Vielen Dank! Aliás, algumas das únicas palavras que eu domino em suíço-alemão são porque tem alguma relação com o português e o inglês.

Tchau você pode usar sempre, tanto para oi como para tchau mesmo, porque é italiano e na verdade é “Ciao”. Com o “c” com som de “t”.

Sory (com um ‘r’ só), que como sorry em inglês, também quer dizer “Me desculpe”. Adieu, emprestado do francês, quer dizer adeus como em português mesmo. Assim como o “merci” sem puxar o “r” do fundo da garganta e tendo o “mer” como sílaba tônica.

Hoi, é como o “oi” mesmo, mais informal. Sempre que alguém me dava oi assim eu perguntava para um conhecido em comum se essa pessoa era brasileira e nunca era.

Na Suíça, muita gente fala inglês. Não todos, como me afirmaram antes de ir, mas uma boa parcela. Então, quando o calo aperta no hochdeutsch (alemão padrão), você manda o inglês que você sobrevive. Eu pelo menos, me viro muito bem.

Cenários de Filme

Aqui na Suíça, para onde você olha, pode admirar paisagens dignas de cenário de filme, literalmente. James Bond que o diga! As paisagens ao redor do país são realmente magnânimas.

rhône gletscher

Você pisa para fora de casa e te garanto, se não for instantâneo, em alguns minutos de caminhada você terá uma vista incrível. Você se encanta a todo o momento, ainda que seja pelos cinquenta tons de cinza da Suíça.

Às vezes preciso conferir se a foto não está mesmo com filtro de tão monocromática que aparenta. As vestimentas das pessoas normalmente segue essa sequência descolorida também. Já fui muito alertada para cuidar com as cores, mas não me fixo muito nisso.

Afinal, não é porque vivo na Suíça que quero me parecer suíça. É claro que não apareço de neon nos lugares, mas uma corzinha de leve sempre pinta. 🙂

Apesar de cinza, durante a maior parte do ano, por conta da neve e do céu fechado, ela soma todas as cores no verão. E se torna de uma beleza tão incrível quanto e ainda assim surpreendente.

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Diante dessas paisagens de tirar o fôlego, grandes produções já aportaram por aqui em busca das paisagens bucólicas e estonteantes para a produção da melhor fotografia possível.

A lista de filmes de sucesso é grande e enche os olhos. Star Wars: Episódio III, foi gravado nas montanhas de Grindelwald. Alguns episódios do famoso e amado James Bond tiveram a Suíça como pano de fundo para suas aventuras. X-Men e Homem de Ferro 3 também fazem parte da lista.

Mas, sem dúvida nenhuma, foram as produções de Bollywood, a maior indústria de cinema indiana, que tornaram a Suíça tão atrativa para este público. Não é nada incomum ver ônibus de turistas indianos, aparcando nas redondezas dos lugares mais visitados da terra do Alpes.

Um dos motivos de Bollywood filmar em território suíço é que a Suíça, diferente de outras partes do mundo, não cobra pelo uso dos espaços públicos, incluindo aeroportos e estradas do país.

Já em áreas em que o acesso pode ser perigoso, como as montanhas, é necessário solicitar autorização, que normalmente sai em até quatro semanas, já que cada cantão tem suas próprias diretrizes, porém sem maiores complicações.

A Suíça é pequena em tamanho, mas é grande em todo o resto. Não me espanta Einstein ter escolhido o lugar para trabalhar a Teoria da Relatividade, uma das suas mais brilhantes contribuições para a humanidade.

Acredito que muitos outros tons ainda serão descobertos no meio do caminho. O que me encanta é a surpresa que cada um deles me causa. Vivendo e aprendendo!

Já visitou a Suíça? Sonha em visitar? Comente aqui e nos conte o que você sabe sobre esse país tão imponente.

Até a próxima viagem!

KS.

 

 

 

 

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Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir

Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir

Para cada lugar que nós brasileiros decidimos viajar, uma série de observações devem ser seguidas a risca de acordo com o país. Uma das coisas que devemos atentar é para a vacina que precisamos tomar antes de viajar para nosso desejado destino. Vai viajar? Veja o passo a passo a seguir.

vacina 1

A vacina contra a Febre Amarela é a única exigida dos brasileiros. No entanto, alguns países recomendam outras vacinas. Sendo assim, é necessário verificar caso a caso.

Da primeira vez que fui à Tailândia cheguei por Bangkok. Lá não tive que passar pelo Controle Sanitário (Health Control) porque ia para Chiang Mai, norte da Tailândia. Quando cheguei lá fui uma das últimas a descer do avião e havia uma funcionária do aeroporto com uma enorme placa com meu nome escrito me esperando no fim da escada.

Assim que me aproximei ela me informou que eu deveria passar pelo Controle Sanitário, por ser brasileira. Enquanto quase todos os outros já se encontravam no ônibus que nos levaria até a porta de entrada do aeroporto, olhavam para mim como se eu tivesse cometido um crime horroroso.

Ok, se tem que fazer esse controle vamos fazer. Cheguei lá, mostrei meu passaporte, preenchi um formulário e a mulher da cabine nem se deu ao trabalho de perguntar se eu tinha o tal do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). Afinal, o que importa são os 10 dias para a ação da Febre Amarela.

Se você não tiver a febre manifestada nesse prazo, fique tranquilo, eles também ficarão. Por isso, se você passou pela Europa antes e ficou mais de dez dias, provavelmente não vão te pedir o CIVP.

Eu tomei a vacina na Suíça, um dia antes de ir para Londres. Fiquei uma semana em Londres e embarquei para a Tailândia. Isto é, não tomei dez dias antes da viagem. Mas, como estava na Suíça antes, para eles era isso que importava, que eu não estava vindo do Brasil, que é uma região endêmica.

Vacina 2

Da segunda vez em Bangkok, que agora era meu destino final, ninguém me avisou de nada. Sem placas, sem estardalhaço. Mas, eu que não sou boba nem nada e já sabia como funcionava os balangandan, fui direto para o Controle Sanitário.

Se eu não tivesse passado eu seria barrada na imigração, pelo menos até voltar lá no controle e pegar um carimbo atestando que estava devidamente vacinada. Então não tem jeito, se o país que você vai exige a vacina contra a febre amarela, tenha em mente que você não vai entrar se não tiver tomado.

Ah, mas eu fui para outro país que exige a vacina e eles não me pediram nada. Eu também já fui. NENHUM outro país sequer solicitou o controle sanitário, quanto mais a CIVP, ainda que na lista de documentos houvesse a exigência para a entrada neles.

Mas, isso fica a critério deles. Às vezes o dia da sua viagem pode ser o dia em que o agente do aeroporto vai pedir. Eu citei a Tailândia, porque eles são realmente rigorosos com relação à entrada dos países que constam da lista da Organização Mundial da Saúde (OMS), como região endêmica da Febre Amarela, no país.

A questão é que você só precisa fazer isso se você veio do Brasil ou de um dos países na lista da OMS que possuem risco de transmissão da Febre Amarela. Nesta lista estão também outros países da América Latina, América Central e África Subsaariana.

Mas, se você vai viajar para o exterior, seja o país que for, verifique se o país-destino exige a CIVP. Pode ser que um país que não exigia o certificado antes, passe a exigir e (menos provável) o contrário também pode acontecer.

No meu caso eu tinha que fazer porque meu passaporte era brasileiro e não adiantava dizer que eu vim de Londres ou antes mesmo da Suíça. Afinal, eles precisam garantir isso checando seus carimbos.

Não reclame, só vá até lá, preencha o formulário e apresente seu passaporte. Se você fizer isso será rápido e indolor. 🙂

Para ficar mais claro, se você está indo viajar para um país que exige a vacina, mas seu destino imediatamente anterior era um país não endêmico, após checarem seu passaporte, você será liberado.

Pelo menos comigo sempre foi assim. Mas, se você vai para lá direto do Brasil, isso será mandatório. A não ser que você queira tomar a vacina lá e arriscar arruinar a sua viagem se tiver reação.

No site oficial do Itamaraty explica que você pode tomar lá mesmo no Aeroporto Internacional de Bangkok, o Suvarnabhumi, ou na Cruz Vermelha. O site não menciona outros aeroportos, então se você quer arriscar tomar só lá na Tailândia, certifique-se de que vai chegar pelo Suvarnabhumi ou que vai conseguir ir até a Cruz Vermelha.

Neste caso, provavelmente eles farão uma anotação requerendo a apresentação da vacina em algum prazo específico que deve ser bem curto.

Descobri isso só depois ou teria economizado o dinheiro da consulta na Suíça e a semana que perdi em Londres com a reação da vacina. Pior seria se tivesse tido a reação no calor da Tailândia. Melhor não reclamar! 🙂

Brincadeiras a parte eu prefiro garantir, não gosto de contar com possibilidades que estão fora do padrão. Vai que tem um desavisado por lá que não sabe que pode, não é mesmo?!

Para Quais Países Devo Ter a CIVP?

Mapa mundi

A lista de países que na teoria exigem o CIVP é imensa, ao todo 135 países exigem a vacina.

Confira abaixo quais países você terá que tomar a vacina se quiser se aventurar por eles.

  • Afeganistão
  • África do Sul
  • Albânia
  • Angola
  • Antígua e Barbuda
  • Antilhas Holandesas
  • Arábia Saudita
  • Argélia
  • Aruba
  • Austrália
  • Bahamas
  • Bahrein
  • Bangladesh
  • Barbados
  • Belize
  • Benim
  • Bolívia
  • Botswana
  • Brunei
  • Burkina Faso
  • Burundi
  • Butão
  • Cabo Verde
  • Camarões
  • Camboja
  • Cazaquistão
  • Chade
  • Chile (apenas Ilha de Páscoa)
  • China
  • Colômbia
  • Coreia do Norte
  • Costa do Marfim
  • Costa Rica
  • Cuba
  • Djibouti
  • Dominica
  • Egito
  • El Salvador
  • Equador
  • Eritreia
  • Etiópia
  • Fiji
  • Filipinas
  • Gabão
  • Gâmbia
  • Gana
  • Granada
  • Guadalupe
  • Guatemala
  • Guiana
  • Guiana Francesa
  • Guiné
  • Guiné Equatorial
  • Guiné-Bissau
  • Haiti
  • Honduras
  • Ilha do Natal
  • Ilha de Páscoa
  • Ilha Norfolk
  • Ilhas Salomão
  • Índia
  • Indonésia
  • Irã
  • Iraque
  • Jamaica
  • Jordânia
  • Kiribati
  • Laos
  • Lesoto
  • Libéria
  • Líbia
  • Lituânia
  • Madagáscar
  • Malásia
  • Malawi
  • Maldivas
  • Mali
  • Malta
  • Martinica
  • Maurícia
  • Mauritânia
  • Mayotte
  • Moçambique
  • Montserrat
  • Myanmar
  • Namíbia
  • Nauru
  • Nepal
  • Nicarágua
  • Níger
  • Nigéria
  • Niue
  • Nova Caledônia
  • Omã
  • Panamá
  • Paquistão
  • Paraguai (para pessoas provenientes dos estados: RJ, SP, ES e BA)
  • Pitcairn
  • Polinésia Francesa
  • Quênia
  • Quirguistão
  • República Centro-Africana
  • República Democrática do Congo
  • República Dominicana
  • República do Congo
  • Reunião
  • Ruanda
  • Samoa
  • Santa Helena
  • Santa Lúcia
  • São Bartolomeu, Ilha
  • São Cristóvão e Nevis
  • São Martinho, Ilha de
  • São Tomé e Príncipe
  • São Vicente e Granadinas
  • Senegal
  • Serra Leoa
  • Seychelles
  • Singapura
  • Somália
  • SriLanka
  • Suazilândia
  • Sudão
  • Suriname
  • Tailândia
  • Tanzânia
  • Timor-Leste
  • Togo
  • Trinidad e Tobago
  • Tristão da Cunha
  • Uganda
  • Venezuela
  • Vietname
  • Wallise Futuna
  • Zâmbia
  • Zimbabwe

O Que é a Temida Febre Amarela?

Antes de pensar em vacina e viagem, é bom saber que a Febre Amarela é uma doença viral transmitida pela picada dos mosquitos Aedes Aegypti, o mesmo que transmite a DENGUE e mais recentemente a febre CHICUNGUNHA e o vírus ZIKA no caso da Urbana e Haemagogus e Sabethsno caso da Silvestre.

Desde 1940 o Brasil não registra nenhum caso da Febre Amarela Urbana.

mosquito-febre amarela

Assim como a Dengue, a Febre Amarela não tem medidas eficazes contra o vírus, o que existe é tratamento para alívio dos sintomas que são: febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas. Por isso, a maneira mais eficiente de combate a Febre Amarela é a vacinação.

Só para deixar bem claro, para você que se apavorou e resolveu que deve matar todos os inocentes MACACOS com medo de uma possível epidemia.

Saiba que eles também são VÍTIMAS da Febre Amarela. Eles NÃO transmitem a doença, além do mais, eles ajudam a alertar a população sobre a presença de mosquitos transmissore do vírus.

Portanto, vai limpar seu jardim cheio de foco dos mosquitos e deixa os coitadinhos dos macacos em paz!

Dose Padrão X Dose Fracionada

A Dose Fracionada é a que está sendo disponibilizada desde 25 de janeiro de 2017 em agluns estados para a população em geral. Essa dose deve ser renovada em 9 anos e não serve para fins de emissão do CIVP.

A Dose Padrão é a dose única que deve ser tomada para emissão do certificado. Crianças de 9 meses a 2 anos, gestantes e pessoas com condições clínicas especiais (com HIV/AIDS, após término de tratamento com quimioterapia, com doenças hematológicas) também só podem tomar a versão padrão da imunização.

Com relações aos IDOSOS, cada caso é um caso, por isso faz-se necessária avaliação médica individual para saber qual dose deve ser aplicada.

O Certificado Internacional Vacinação ou Profilaxia (CIVP)

Eu por garantia guardo sempre o meu certificado de vacinação com o passaporte. Assim não corro o risco de me embananar em nenhuma imigração também, caso peçam. Lembrando que eu não entrego a carteirinha se o agente não pediu. Se você fizer isso é capaz dele achar ruim. Então, em todo caso, espere ele/ela pedir para entregar.

CIVP.png

Leia outras dicas sobre a chegada em um outro país em Missão Aeroporto – Como Não Ser Barrado na Imigração.

Mas, que cerificado/carteirinha é essa que a gente tanto fala? Bom, sabe aquela carteirinha que te dão no postinho para o seu controle de vacinas. Ela não serve para a viagem.

No entanto, é com ela que você vai solicitar na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a tal da carteirinha em questão que é o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

*Lembre-se: A Anvisa não realiza a vacinação ela só emite o CIVP.


Passo a passo:

  • Tomar a vacina – Você precisa primeiramente tomar a vacina, claro. No Brasil, a vacina está disponível nos postos de saúde do SUS.
  • Guarde o certificado – Ele é seu comprovante de que você está devidamente vacinado e será utilizado para apresentação futura.
  • Atente para os prazos – A vacina deve ser tomada com antecedência mínima de 10 dias antes da viagem.
  • Cadastro na Anvisa: Para qualquer um dos passos a seguir você precisará ter um documento pessoal oficial, uma conta de e-mail e o nome de um responsável, caso menor de idade.
    • Atendimento Presencial – Feito isso, agora é hora de realizar um pré-cadastro no site da Anvisa. Clique aqui para acessar a página e escolha a opção “cadastrar viajante”. Após o pré-cadastro se dirija a unidade credenciada da Anvisa mais próxima para emitir o certificado.
    • Atendimento pela internet – Você pode emitir o certificado online e imprimir você mesmo. Para isso, você deve se cadastrar no Portal do Governo Federal, Brasil Cidadão. Em seguida, siga as instruções e pronto.

Fique atento para os prazos: o prazo para a emissão da primeira via é de 5 dias e da segunda via de 7 dias.

Eu fiz a minha na Suíça, custou duzentos francos suíços e recebi na hora. O país conta com médicos específicos que fazem a vacina, já que na Suíça não existe sistema público de saúde como no Brasil, onde você pode tomar a vacina de graça.

Então, quando você for no posto tomar a vacina, que como eu disse antes, no Brasil ela é de graça pelo Sistema Único de Saúde (SUS), você precisa avisar que vai viajar para outro país e que tem que ser a dita CIVP.


IMPORTANTE: A Anvisa requer comprovante de viagem antes da vacinação para que receba a dose única.


A vantagem é que agora a Dose Padrão da vacina contra a febre amarela é vitalícia, ou seja, você só precisa tomar uma vez na vida e não mais de dez em dez anos como era antes.

Então, não esqueça: se tomou uma vez não precisa se preocupar em tomar novamente, mas guarde a carteirinha ou terá que solicitar a segunda via com antecedência.

O ideal é que você não espere pintar uma viagem para tomar a vacina. Previna-se e se antecipe. Nunca se sabe!

Gostou das dicas? Comente aqui sua experiência e se tiver alguma dúvida, fique à vontade para perguntar.

Até o próximo post!

KS.

 

 

 

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Bangkok – A Selva de Pedra

Bangkok – A Selva de Pedra

Quando me falavam da Tailândia, sempre pensava em mares turquesa e florestas para todo lado. Nunca imaginei que por lá encontraria uma “Selva de Pedra”. É o que Bangkok, a capital da Tailândia se tornou para mim.

Sem nunca deixar o estilo tailandês de recepcionar, com um enorme sorriso e mãos juntas em posição de prece. Melhor não tem!

Bangkok Recepção

A cidade, que hoje comporta mais de oito milhões de habitantes é uma dessas que cresceram demais e sem muito planejamento, o que, às vezes, faz com que a cidade pareça um caos completo.

O trânsito é uma loucura, e ainda que tenham proibido motocicletas de circularem na cidade, o problema já está enraizado. Atravessar a rua na Ásia é sempre uma aventura, não sei o problema que eles tem com trânsito, seja de carros ou de pessoas, é sempre um tumulto só.

Então, claro que não seria diferente em Bangkok. Quando você olha é uma confusão completa. Mas, ainda assim, tem um fascínio característico dos congestionamentos cheios de tuk-tuk e motoristas ouriçados.

Bangkok mercado e trânsito

Se você leu meu post A Real Sobre Londres, sabe que tive reação à vacina contra febre amarela, o que me derrubou por alguns dias, tudo porque decidi, finalmente, conhecer a Tailândia. E tudo começa, é claro em Bangkok.

A longa viagem de Londres até Bangkok foi um pouco penosa já que ainda estava convalescendo e me sentindo um pouco fraca, apesar de não ter mais os sintomas da reação à vacina.

A primeira vez que passei por lá, foi só para pegar um outro voo rumo a Chiang Mai, norte da Tailândia. Falo sobre essa viagem no meu post Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai.

O Aeroporto Internacional de Bangkok – Suvarnabhumi, foi uma surpresa para lá de agradável. Extremamente moderno, organizado e decorado conforme a cultura tailandesa. Não deixou a desejar a nenhum super aeroporto do mundo. Fiquei muito impressionada, o lugar é realmente imenso.

Bangkok tem sete aeroportos, mas dois são mais importantes, o Suvarnabhumi e o Aeroporto Internacional Mueang (opera os voos low cost). Fiquei conhecendo bem esse último na hora de ir embora, já que fui parar no aeroporto errado.

Sério, não sei como não perdi meu voo de volta para Londres, que seria meu destino novamente depois da Tailândia. Um dia eu conto essa história, mas até hoje acho que foi milagre de Deus.

Porque eu já estava atrasada para o meu voo quando cheguei em Mueang, só aí descobri que não havia lugar para fazer o Check-in por lá, já que a Thai Airways só opera no Suvarnabhumi.

Ainda tive que esperar outro taxi que demorou uns vinte minutos porque o cara não falava inglês e não sabia aonde estávamos. Detalhe, cada aeroporto fica a quase 30km de distância da cidade em direções diferentes.

Uma coisa a se comentar, é que se você está atrasado o motorista vai te dar a opção de ir pela Highway. Mas, para isso alguns Bahts (moeda thai) serão acrescentados ao valor da sua corrida. Estranho pensar que o lugar mais rápido é mais caro. Mas, isso é porque tem pedágio nessa estrada. E ele tem que pagar a taxa.

Nada demais se comparado ao valor das passagens perdidas caso não chegasse a tempo ao aeroporto. Precisei usar a Highway algumas vezes e os preços foram diferentes. Então acredito que dependa da distância e dos horários.

Quando cheguei no Suvarnabhumi (o aeroporto certo), havia uma equipe pronta para nos fazer atravessar o aeroporto e chegar a tempo até o portão de embarque. Passei por um lugar alternativo que pelo que percebi cortava caminho. Me senti em um filme de aventura misturado com suspense, beirando ao terror.

Pensa em uma pessoa correndo que nem uma louca por aquelas esteiras do aeroporto e meu portão não chegava nunca. Quando achei que meu coração ia parar de bater subtamente ou pular pela boca, eis que avisto meu portão. Ufa!

Bangkok correndo aeroporto

Foi quando ouvi um funcionário da companhia dizer docemente para eu desacelerar que ainda não estavam embarcando. Será que eu queria matar as meninas do balcão de check-in?!

Do Luxo ao Lixo

Sempre que ouvia o nome Bangkok na infância lembrava de um ator chamado Van Dame, que gravou filmes na cidade. Eu adorava seus filmes de luta, achava incríveis. Mal sabia eu que seus golpes de luta eram inspirados por, nada menos, que passos de ballet.

A partir daí comecei a ter ideia sobre a cidade tailandesa. Sempre cheia de gente andando pelos mercados noturnos, ou feiras montadas nas ruas mesmo. Tuk-tuks por todos os lados e algumas coisa bem estranhas sendo expostas nas barracas.

Bangkok Feira

Quando cheguei em Bangkok me deparei com tudo isso, só que muito mais. Eu imaginava uma cidade no meio do nada, quase que na selva e tudo muito rudimentar. O mesmo pensamento que muitas pessoas de fora tem em relação ao Brasil.

Acredite, tem gente que acha que andamos fantasiados todos os dias, que as mulheres andam nuas e dançando pelas calçadas, além de acharem que vivemos todos em ocas e que não sabemos o que significa a palavra tecnologia.

Um dia, eu começava outro nível de alemão com uma turma diferente. E estudar em outro país como a Suíça, normalmente inclui você dividir a sala de aula com pessoas de diversos países.

Foi quando uma moça ficou curiosa sobre a cidade em que eu  morava, e ficou ainda mais surpresa com o que o Google mostrou para ela. Eu basicamente vivia em uma cidade com indices de educação e qualidade de vida tão bons quanto os do país dela.

O fato de o Brasil ser de dimensões continentais nos proporciona condições diferentes em casa região, seja com relação ao clima, seja com relação ao Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), seja com relação a vários fatores sócio-econômicos e culturais.

Mas, para quem não conhece, o Brasil é uma selva. Não posso nem achar ruim. Porque eu, como muitas pessoas que conheço, tem esse desconhecimento vivendo dentro do próprio país.

Eu achava que no Norte do Brasil só tinha, basicamente, árvore e/ou desmatamento. Até conhecer e descobrir a riqueza cultural que o “Brasil lá de cima” tem.

Bom, voltando à Bangkok, foi a mesma surpresa que tive. Assim que comecei a sobrevoar a cidade antes da aterrissagem já entendi que minha visão sobre a cidade era de fato extremamente simplória e limitada.

Em muitos momentos me senti em São Paulo. Foi quando a Selva virou Pedra. Arranha-céus por todos os lados, carros e mais carros. Restaurantes estrelados de chefes renomados. Lojas de luxo, shoppings com várias marcas internacionais famosas.

Bangkok Glamour

Por outro lado, a poluição visual chega a níveis alarmantes quando você circula pelas ruas mais movimentadas. Não sei como os carros conseguem dirigir. Percebi isso também em outras cidades asiáticas como Yangon no Myanmar. Leia também Yangon – A Nova Iorque do Myanmar!

Painéis gigantes em uma esquina com semáforo. Sério, ficava até meio zonza porque tenho fotofobia, mas acho que também não deve ser agradável para uma pessoa com visão normal.

Você vai do luxo ao lixo e ao luxo de volta a todo o momento. Quando você se afasta um pouco mais da parte mais central da cidade você vai tendo mais contato com a cultura “raiz” da tailândia. Lá você vive paradoxos o tempo todo.

Desde um restaurante chiquérrimo super internacional à uma simples barraca de rua que vende comida estranha. De uma super máquina até a um aventureiro tuk-tuk. De uma loja Prada até uma barraquinha de roupas baratíssimas. De arranha-céus ultra modernos até um barraco.

Aliás, uma grande parte da Ásia me traz essa sensação de opostos convivendo entre si o frequentemente.

Bangkok contraste

O Que Fazer Em Bangkok

Esssa pergunta é muito fácil e muito difícil de ser respondida, simplesmente porque em Bangkok tem opções para absolutamente todos os gostos. A cidade é um dos lugares mais visitados do mundo e recebe turistas de todos os tipos o tempo todo. Mesmo assim vou dar umas dicas do que você deveria experimentar.

  • Compras nos mercados noturnos – Bangkok é famosa pelas falsificações de “boa qualidade”. Então fique esperto, o barato pode sair caro. Mas no geral, pode comprar sem medo. As coisas que comprei por lá são elogiadas sempre e paguei quase nada por elas. Desde artesanato, até roupas e alguns eletrônicos mais básicos.
  • Experimentar comidas diferentes – Lá tem alguns mercados noturnos com barracas de comida e bares. Eu não sou muito fã de multidão, ainda mais quando é de gente bêbada. Mas, alguns mercados noturnos também tem umas áreas mais reservadas e fica bem mais tranquilo ir nesse locais.
  • Rooftop bars – Bangkok tem muitos arranha-céus. Vale a pena ir em um restaurante ou bar lá no topo. A vista compensa, te garanto. Fui no Red Sky Bar na noite antes de ir embora, que na verdade é um bistrô muito aconchegante. O atendimento e a comida estavam excelentes.
  • Grand Palace – É ponto de parada certa para qualquer turista, são várias contruções diferentes lá dentro. Lembre-se que se quiser entrar no Wat Phra Kaew as regras para cobrir ombros e joelhos e válida. Caso contrário, simplesmente não entra.
  • Wat Pho – É um dos templos mais famosos de Bangkok, que possui nada menos do que quatrocentos deles. Esse é aquele templo que possui o famoso Lying Buddha (Buda deitado).
  • Mercados flutuantes – Mais afastados da cidade, ainda assim são uma “muvuca”. Funcionam aos finais de semana às margens dos canais. E levam esse nome, porque ao invés de barracas, você verá barcos. Apesar de bem mais afastados, são feitos para turistas, mas ainda assim são bem interessantes.
  • Massagem Tailandesa- Depois de rodar tanto, porque não a massagem tailandesa?! Não saia de lá sem experimentar. Você acha casas de massagem em qualquer esquina e como é muito barato você pode fazer sempre que puder. Eu acho meio violenta, mas vale a pena. 🙂

Dica: Não compre coisa que tem que testar antes. Você nunca sabe se o vendedor é sério ou não. Quando voltar lá, caso consiga e dê tempo, pode ser que o vendedor seja outra pessoa. Então, teste tudo na loja ou barraca no momento da compra.

Bangkok é tão cheia em todos os sentidos. Cheia de cultura, cheia de gente, cheia de carro, cheia de surpresas. Uma daquelas cidades que você sempre quer voltar porque fica com aquela sensação de que tem mais alguma coisa para descobrir e que ficou para trás.

Espero poder voltar muitas e muitas vezes. Nem que seja para dar um alô.

E você?! Tem alguma coisa de interessante para contar sobre Bangkok? Conte aqui nos comentários.

Até a próxima viagem!

KS.

 

 

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20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça

20 Coisas Incríveis Sobre a Suíça

A Suíça é sinônimo de chocolates deliciosos, queijos furados, relógios precisos, e montanhas de neve perfeitas para esquiar. Esse país tão incrível sempre pode surpreender ainda mais. Hoje vou te contar 20 coisas sobre esse país que me deixaram de queixo caído quando descobri. O que só me faz ficar mais impressionada com o lugar que escolhi para viver.

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Suíça

1. A Suíça Tem QUATRO Idiomas Nacionais

Alemão, Francês, Italiano e Romanche em ordem de importância. Essa é a sequência dos idiomas mais falados, sem contar que nas ruas o que se fala é o suíço-alemão, que é um dialeto. Mas, não se engane, em cada região o idioma é falado de uma forma um pouco diferente. Tudo é muito específico quando se trata de idiomas na Suíça. Não se assuste, não é difícil achar quem domine o inglês ao menos em um nível intermediário.

2. A Suíça Foi Cenário do 007

A Suíça tem a maior ponte de madeira do mundo em Lucerna. Tem a Montanha Pilatus (esse mesmo que crucificou Jesus), que leva esse nome, pois, diz a lenda, que ele foi parar por lá após toda a história com Jesus. Aliás, essa montanha é a minha queridinha.

Mas, quem é o Pilatus na fila do pão, quando James Bond tem sua própria montanha? O nome dela é Schilthorn, mas se disser a Montanha do James Bond todo mundo conhece.

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Bem no meio dos Alpes Suíços ela foi cenário do filme 007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade, com George Lazenby no papel de James Bond em 1969. A única vez em que ele interpretou o personagem, voltando o papel em seguida para Sean Connery. Desde então o lugar virou atração.

3. País Neutro e Paraíso Fiscal

A Suíça é considerada um país neutro. Desde 1815 ela não se envolve em nenhuma guerra ou toma lado definido nelas. As contas bancárias também não podem ser acessadas pelo nome do titular. Elas recebem um número único, sendo assim, o sigilo é garantido. Apesar de as leis terem mudado recentemente ela é ainda considerada um paraíso fiscal.

4. A Suíça é Repleta de Abrigos Nucleares

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Bunker “disfarçado” na Suíça

Todos já sabemos que a Suíça é um país neutro, e não se envolve em guerras desde 1815. Mas, se caso a Suíça, só bem por acaso, entrasse em uma guerra hoje, todos os seus moradores teriam um lugar cativo em um dos mais de 30 mil bunkers (abrigos anti-bomba) espalhados por todo o país. Isso garantiria a subsistência da população de todo o país por, aproximadamente, um ano.

5. O Suicídio é Permitido na Suíça

Quando o assunto é suicídio, a Suíça também entra na top list. Como explicar que um dos melhores países do mundo para se viver tenha índices de suicídio tão altos. Deve ser realmente muito difícil para pessoas com problemas de auto-estima verem outras tão felizes, criando assim esse paradoxo. Pessoas de outras partes do mundo também vêm até a Suíça para morrer, com o chamado suicídio assistido que no país é permitido por lei desde 1942.

Veja essa artigo da Swissinfo.ch

6. A Suíça Tem a Melhor Água “Torneiral” do Planeta

A água que você bebe da torneira na Suíça vem dos glacier, geleiras milenares. Então, é certamente a água mais pura do mundo. O único “porém” é o fato de possuir um alto teor de calcário, o que dizem que faz o cabelo cair.

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Por isso, muita gente tem usado filtro no chuveiro, não sei bem como funciona. Para mim fez muito bem às minhas madeixas. Se não tomo banho muito quente, fica tudo certo.

Além da água da torneira ser essa maravilha, aonde quer que você vá, vai encontrar bebedouros que mais parecem fontes. Se joga! É super seguro e recomendável beber dessa água e aproveitar para encher as garrafinhas.

7. A Suíça Não Faz Parte da União Europeia

Apesar de ser signatária do acordo do Espaço Schengen que acabou com o controle de passaportes entre os países que aderiram a ele, a Suíça não faz parte da União Europeia (UE). E ela só se tornou parte das Nações Unidas em 2002.

O motivo é que a Suíça neutra não combina com um bloco político do tipo que é a UE. Por isso, a Suíça decidiu não fazer parte da aliança, mas tem seguido a maior parte das recomendações do bloco europeu.

Lembrando que todas essas decisões são feitas através de referendos e consultas populares. Já que a Suíça é uma das únicas democracias diretas do mundo, tendo o povo grande poder de decisão junto ao parlamento.

8. O Nome da Suíça NÃO é Suíça

Confederação Helvética. Sim, esse é o nome oficial da Suíça. Por isso os sites suíços terminam com CH como o Brasil termina com BR. O curioso aqui é que até alguns suíços mais desavisados, às vezes, não sabem disso.

9. A Capital da Suíça NÃO é Zurique

A Suíça é uma República Federativa e, coincidentemente, como o Brasil também possui 26 estados, mas, não tem Distrito Federal. E Zurique está para a Suíça assim como São Paulo está para o Brasil. Sendo o centro financeiro e a maior cidade do país, mas não a capital. Berna, a cidade dos ursos, é a Capital Política do país. Sim, os ursos existem e ficam soltos, porém, em uma área restrita ao contato direto do público.

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10. O Refrigerante Mais Famoso da Suíça NÃO é Bem Um Refrigerante

Rivella. Este é o nome do “refrigerante” suíço, feito a base do soro de leite. Mas, eu te garanto que gosto de leite não tem nenhum. Eu não curti muito no começo, mas hoje é só o que tomo na rua. Assim, de quebra, evito o refrigerante que já não tomo mesmo e gasto menos, já que um suco de qualquer coisa na Suíça é mais caro. Você tem sabores para escolher por cor. Tem, verde, vermelha, azul. A minha preferida é a rot (vermelha).

 

11. A Bandeira Suíça é Quadrada

Desde 1848 as medidas oficiais da bandeira Suíça são de 1.1. Isto é, ela é quadrada. Toda em vermelho com uma cruz grega branca no centro, onde cada braço é 1/6 maior que a sua largura. Além dela, somente a bandeira do Vaticano (que é uma cidade-estado) tem medidas 1.1. O inverso das cores da bandeira da Suíça formam a bandeira do Comitê Internacional da Cruz Vermelha fundado na Suíça em 1863 na cidade de Genebra. O seu criador Jean-Henri Dunant foi a primeira pessoa no mundo a levar o Nobel da Paz em 1901.

bandeira da suíça

12. A Suíça é Menor Que São Paulo

A Suíça possui uma população de 8 milhões de habitantes, enquanto somente a cidade de São Paulo sem contar a região metropolitana já tem mais de 12 milhões. Mas, para ilustrar melhor, preciso dizer que a Suíça toda é um pouco menor que o estado do Rio de Janeiro, sem contar com o fato de que 70% de seu território é basicamente composto por montanhas e mais belas montanhas. E tudo isso fazendo fronteira com a Alemanha, a França, a Itália, a Áustria e Liechtenstein. Por aí você já entende um pouquinho o porquê de quatro idiomas tão distintos. É só olhar para as fronteiras com os países que a Suíça tem divisa.

montanhas da suíça

13. Porquinho da Índia de Estimação? Só Se Forem Dois

Após um estudo ter demonstrado que esses bichinhos sofrem muito com a solidão, só é possível ter os porquinhos da Índia na Suíça aos pares. Isso vale para outros animaizinhos também que precisam de companhia, como o papagaio, a cacatua e etc.

porquinho da Índia

14. Negar O Holocausto é Crime

Na verdade é uma norma penal antirracista votada pelos próprios suíços que entrou em vigor em janeiro de 1995. Então, qualquer violência verbal, propaganda antissemita, a negação do genocídio armênio de 1915, preconceito contra estrangeiros e religiões em geral entram nessa norma. Negar o holocausto pode ter consequências graves para o seu bolso. Normalmente a pena é uma multa bem salgada.

15. Na Suíça Não Tem SUS

Sistema de Saúde Pública não existe na Suíça, isto é, todo mundo que reside na Suíça precisa obrigatoriamente ter um plano de saúde privado. É claro, que se você não tiver dinheiro para pagar, já que não são nenhum pouco baratos o Governo Suíço entra em ação e te subsidia.

16. O País das Sedes

A Suíça é sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), da Cruz Vermelha Internacional, da Federação Internacional de Futebol – FIFA e do Fórum Econômico Mundial

17. A Nestlé é Suíça

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a nossa amada empresa de chocolates Nestlé, que tem fábricas espalhadas por todo o Brasil é genuinamente suíça. Sua matriz fica na cidade de Vevey, no cantão de Vaud.

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18. Dia de Sol é Sagrado

O Chamado Heat Free é como um “direito” não-oficial dos cidadãos de não irem ao trabalho ou de “cabularem” a aula em dias quentes no alto inverno. Como na maior parte do ano a Suíça está nublada e muitas vezes com temperaturas congelantes, os dias de sol são reverenciados no país.

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Se estiver fazendo um dia lindo lá fora e você quiser tirar o dia para aproveitar, não haverá nenhuma desaprovação por parte dos seus superiores. Como um funcionário feliz e saudável é um funcionário que gera menos despesas, você só vai precisar encontrar uma forma de repor esse dia sem dar muitas explicações. O mesmo para os estudantes que necessitam tanto da vitamina D para evitar os altos índices de depressão no país.

19. A Suíça Tem Mais Armas Que o Iraque

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Apesar de ter quase metade da população armada o índice de mortes por armas de fogo é um dos menores do mundo. A Suíça sempre aparece como um dos países com as menores taxas de criminalidade de todo planeta. A maioria das casas é equipada com pelo menos um rifle, para melhor resposta em caso de guerra. E todos os homens que serviram ao exército são obrigados a se reciclar uma vez por ano nas aulas de tiro.

20. É O Melhor País do Mundo Para Nascer

Em uma pesquisa realizada pela The Economist Intelligence Unit’s a Suíça é o melhor lugar para nascer e com melhores chances de a criança se dar bem no futuro. O estudo levou fatores de qualidade de vida em consideração, como expectativa de vida, mortalidade infantil, liberdade política, corrupção, igualdade de gênero, taxas de divórcio, de desemprego e de homicídios.

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Austrália e Noruega vem na sequência enquanto o Brasil está em 37º lugar. Em 2018, de acordo com o Ranking da U.S. New & World Report a Suíça ficou no topo também como o melhor país para se viver. O que não é nenhuma novidade, pois a Suíça sempre encabeça esse tipo de lista.

Bônus: O Cinema Tem Intervalo

Tem quem goste e tem quem odeie. No Brasil alguns cinemas fazem isso, raros, mas existem. E são raros justamente por não fazerem muito sucesso no Brasil. Imagina o intervalo bem no clímax do filme?

Eu acho o máximo. Pensa você super apertado para ir no banheiro e ter que perder, que sejam, 15 minutos do filme. Eles podem ser cruciais. Então é exatamente esse o tempo de intervalo na Suíça. Em 15 minutos você corre no banheiro, se precisar, e já repõe o refrigerante ou a pipoca. 🙂

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E aí, já sabia de todas essas curiosidades? Sabe de mais alguma que não está na lista? Conta aqui para a gente! A Suíça é realmente fascinante e eu não me canso de ser surpreendida.

Leia também 5 Comidas Típicas da Suíça

Acesse mais notícias sobre a Suíça em Swissinfo.ch

Tenho certeza que você não vai se decepcionar se puder um dia conhecer esse país.

Até o próximo post.

Tschüss!

KS.

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A Real Sobre Londres

A Real Sobre Londres

Quando digo a Real sobre Londres em nada me refiro a família real. Até porque não esbarrei com nenhum deles por lá. Digo isso, primeiro, porque para chegar lá você gasta bastante dinheiro mesmo.

Depois pelo fato da moeda não ser o Euro, mas, o Pound – o que por terras tupiniquins chamamos de Libra – faz você pagar muito mais do que você pensa que está pagando. Apesar de ter que admitir que algumas coisas são baratas, até mesmo em Reais.

Como estava muito cansada quando cheguei em Londres, apesar de ser somente uma hora e pouco de distância da Suíça, de onde parti, cheguei pelo London Airport, que na minha cabeça era bem central.

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Então, resolvi chamar um Uber, como sempre faço quando a cidade dispõe do serviço, já que táxis são mais caros em qualquer lugar. E a fama dos cabs de Londres vem de longa data. Então eu não iria arriscar mesmo.

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Tradicional Táxi de Londres

Trocando em miúdos, daria um valor que não me lembro muito bem, mas era mais ou menos o preço que pago quando chego no Brasil e vou do aeroporto até minha casa em Curitiba. Então achei bem razoável, mesmo sabendo da conversão. Afinal, estava sozinha em Londres e sem ânimo para pegar o metrô.

Como eu me arrependi. Na minha cabeça exausta, eu estava pagando em Euro, o que para mim que vivo na Suíça e estava convertendo do Franco Suíço, dava na mesma. Quando a fatura do cartão chegou, quase caí de costas.

Porque a Libra estava nas alturas naquele dia. Paguei quase 6 reais por cada Libra. Minha corrida deu uma pequena fortuna, que estourou meu orçamento, durante a minha estadia de uma semana na “Terra da Rainha”.

Mas, tudo bem, o hotel já estava pago antecipadamente e sobrevivi com Subway, McDonalds, Domino’s e 7 Eleven para todo o canto, acho que até ganhei uns quilinhos. Tudo para continuar salvando algum dinheiro e continuar a usar o Uber. Porque não sou obrigada a andar de metrô sozinha!

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Mentira, na Suíça ando de metrô e de tram para tudo quanto é lado e sempre sozinha. O que aconteceu foi que cheguei em Londres exatamente dois dias após tomar, ainda na Suíça, a vacina contra a Febre Amarela que era exigida na Ásia, que seria meu próximo destino. E você é apto a entrar nos paises de lá somente 10 dias depois de tomar a dita cuja.

Tomei de tonta que sou, porque não mostrei a carteirinha de vacina em NENHUM aeroporto do mundo durante meus 6 meses de viagem. Mas isso eu vou conto direitinho como funciona no post Vacinas – Vai Viajar? Veja o Passo a Passo a Seguir.

O Real em Londres

As coisas são realmente caras em Londres. O transporte público é caro, hotéis são caros, restaurantes são caros, mas gente sério, supermercado e lojas de conveniência são muito em conta, e se você ganha em Libras ainda, caraca, fica muito barato. comprovante londres

Olha essa conta em um supermercado. Pensa naquele chocolate Snicker como se fosse em reais. Eu paguei uma Libra por quatro deles. Imagina agora quanto a gente paga aqui por um apenas.

Agora de volta sobre a dita vacina. Sabe o que aconteceu? Eu fui o UM caso em uns trocentos milhões que tem reação à vacina.

Por isso, só aguentava sair se fosse de Uber, isso quando conseguia sair. Então, resumindo, minha impressão sobre Londres é amarela e bem quente, apesar do frio.

Uma amiga minha disse que de Londres (onde ela vai quase todo o ano) a maior lembrança dela é o vento e as sirenes. E não é que ela tava certa? Minhas pashminas tinham que ser amarradas apropriadamente ao pescoço ou voariam pelas ruas.

E as sirenes? Lá estavam elas a todo o momento. Ainda bem que fechar as janelas por lá resolvem. Abençoado isolamento térmico e acústico!

Mas, uma coisa eu digo. Que chato ir sozinha! Apesar de ter feito amizades e me divertido muito, eu queria ter dividido isso com pessoas mais próximas. E as duas vezes em que estive lá, eu estava sozinha.

Fora isso e a impossibilidade de visitar alguns restaurantes com uma ou duas estrelas michelins, quem sabe, andar por Londres já é um acontecimento. O que é a Piccadilly Street? OMG! Me senti em um filme de Bridget Jones.

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E, que graça tem uma super loja de maquiagem para uma pessoa que não entende nada de maquiagem? Minha irmã quase me matou porque não aproveitei as super megas blasters ofertas de lá. Da próxima vez que for a Londres, será acompanhada, ou eu mudo meu nome. Ah! E sem vacina antes.

Pensa, ficar sozinha no hotel com reação da vacina de febre amarela, dor no corpo, e todo o resto? Eu só queria dormir. Mas, eu estava em Londres, não podia me dar ao luxo de ficar sete dias pagando um quarto de hotel para convalescer. Não ia rolar!

Então eu me concentrei nos pontos que me permitiriam conhecer o máximo de coisas possíveis sem me esforçar muito, já que não podia brincar naquele momento com a minha saúde. Quase fiquei em um Airbnb para ter alguém para dar uns toques sobre a cidade. Quem sabe da próxima vez. Desta, fiquei em um hotel que era bem completo.

A primeira impressão que tive assim que comecei a desbravar Londres, foi de que o mundo inteiro estava ali. Judeus ortodoxos, indianos, chineses, mas, os muçulmanos em especial, existem lá em uma quantidade absurda. Me senti em Dubai com aquelas mulheres de burca ou hijab.

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O que dá para fazer sem gastar muito?

Nunca fui fã de super-atrações e ainda mais se tiver que ficar em filas quilomêtricas. A última vez que fiz isso foi no Beto Carrero World e não pretendo repetir, a não ser que seja uma coisa realmente incrível.

Tem tanta coisa para fazer em Londres, que um post não dá para descrever nem o começo. Portanto, vou fazer como sempre faço, dar minha impressão sobre os lugares que visitei e os que deixei para visitar na minha próxima ida que não deve demorar muito.

Para quem quer economizar no orçamento ou estrapolou como eu, as dicas são os Museus Victoria&Albert, Museu Britânico, Museu de Ciências e o Museu de História Natural que são gratuitos. E valem muito a pena, especialmente o último. Fiquei encantada.

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Andando pelas ruas, vi um escocês tocando gaita de fole, um cara vestido de Darth Vader divertindo as crianças e assustando outras e várias outras coisas interessantes.

Me perguntaram se fui ao Museu de Cera da Madame Tussauds. Não tive interesse em ir nem no de Gramado que era do lado de casa. Simplesmente não faz minha cabeça.

Um dia teve uma exposição de bonecos de cera em algum shopping em Curitiba e até dei uma olhada, mas, jamais iria gastar para entrar em um lugar sinistro cheio de pessoas feitas de cera olhando para mim. Deixa para lá!

Sou adepta de museus, jardins incríveis, vistas de tirar o fôlego, montanhas. Essa é a minha praia. Nem a Tailândia com praias paradisíacas me tirava sempre de casa (hotel). Que dirá um museu de cera.

Baker Street

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Agora o que me deu frio na barriga foi a Baker Street. Quem me conhece sabe o que isso significa para mim. Fã de Sir. Arthur Conan Doyle, e que respira Sherlock Holmes, me emociono só de lembrar.

Elementary, Sherlock, Dr. House, tudo o que é série que remete a Holmes eu já assisti ou está na minha lista, não quer dizer que adorei todas. Livros? Já li quase todos. Quando o Uber virou na Baker meu coração quase parou. Foi quando avistei o 221-B.

É uma sensação louca, mas você só vai sentir se for amante das histórias de Doyle e conhecer o que o 221-B representa. No endereço existe um museu privado muito charmoso dedicado exclusivamente ao detetive mais famoso do universo. Lá tem souvenirs de todos os tipos

Na hora de voltar para casa, eu passei por lá de novo para me despedir. É um lugar que com certeza eu quero voltar.

Londres é uma lugar para se descobrir e cada vez que você for ainda vai ter muita coisa para descobrir. Então, minha recomendação é, se informe bem antes, não tenha medo de andar de metrô.

Lá tem tipo um cartão que você carrega com uma quantia específica e pode andar de metrô. Apesar de não ser barato, ainda vai ser melhor que Uber, a menos que você não esteja sozinha e vá dividir a corrida. O aplicativo já permite essa opção sem gerar confusão.

London Eye e Elizabeth Tower

Fiquei frustrada, como todo mundo que tem ido a Londres recentemente. A sede do Parlamento, parte da Elizabeth Tower, que para alguns é conhecido somente como Big Ben (que nada mais é do que o sino que fica na torre entre todo o complexo do Palácio de Westminster) – está fechada para obras.

Bom, é isso mesmo. O lugar está passando por uma reforma. Então, tem andaimes em todo o entorno do complexo para a realização dessa manutenção. E a previsão é de que fique pronto somente em 2021. Vamos ver se vão cumprir o prazo, mas a promessa é de um elevador que será uma alternativa à subida dos 334 degraus para chegar ao topo.

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O London Eye foi um desapotamento para mim. Achei que fosse bem mais majestoso e a fila, mesmo com chuva para subir na roda gigante é de perder a paciência, e como já disse lá em cima, só fico na fila se eu achar que vale muito a pena.

A Singapore Flyer dá de 10×0 na London Eye, na minha humilde opinião. Tá bom, de 5×0, vai?!

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Essa foi a minha primeira impressão sobre essa cidade incrível e que promete muito. E você, já esteve em Londres? O que achou de tudo por lá? Alguma dica fora do trivial que todo mundo sabe? Conta aqui para a gente!

Byee

KS.

 

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Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

Do Outro Lado da Tailândia – Chiang Mai e Chiang Rai

A “Rosa do Norte” é a tradução de Chiang Mai, a segunda maior cidade da Tailândia. Como seu nome indica, ela fica localizada do outrola do outro lado da Tailândi, no norte do país e é considerada a capital cultural do norte do país. Chiang Rai fica um pouco mais longe, mas também na direção norte.

Para nós, dizer que é do outro lado do país é porque normalmente os brasileiros escolhem o sul da Tailândia como destino, já que é lá que se encontram as ilhas paradisíacas do país.

Leia mais sobre algumas ilhas que visitei por lá! Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Nessa cidade, grandes mercados noturnos compõem o cenário. A primeira impressão que tive quando cheguei em Chiang Mai, foi de que a cidade é bem limpa perto de outras cidades da Ásia em que estive. Um clima de cidade grande, e que apesar de estar lá na baixa temporada, muitos turistas circulavam em Chiang Mai.

Impossível não comparar Chiang Mai com Bangkok, a capital da Tailândia, que é frenética e completamente diferente. Bangkok atrai muito mais turistas do que Chiang Mai, logicamente. Mas, Chiang Mai tem seus encantos.

Chiang Mai
Frente de uma Casa em Chiang Mai

Bangkok é uma cidade gigante e com o ritmo de São Paulo eu diria. Já Chang Mai, é bem mais tranquila e a vida segue mais leve, mais relax. A maioria dos turistas que encontrei na capital do norte foram chineses, coreanos, japoneses e etc. Isto é, basicamente, asiáticos. Apesar de ter encontrado turistas ocidentais também, mas, bem mais raros.

Cidade de templos e casas de massagens por onde se olha, Chiang Mai é uma cidade para desligar do mundo e aproveitar as belezas naturais que a rodeia. Mas, se acha que é só isso, está enganado. A vida noturna por lá é bem intensa. Até Hard Rock Café tem por lá.

Quando pensei em Chiang Mai, imaginava uma cidade de camponeses, lavradores e comerciantes de artesanatos e trabalhos manuais em geral. Mas, o que vi foi uma cidade em plena atividade, cheia de bares, restaurantes e spas luxuosos.

Você será sempre recebido ao modo Thai de viver. Com chá, geralmente delicioso, um biscoitinho ou uma fruta e sorrisos largos e acolhedores. Uma observação para a massagem com óleo no corpo todo: a melhor da vida!

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Recepção do Spa de massagem

Com exceção do aroporto, porque nem tudo é perfeito (rs). Lá, os taxistas se atropelam e, se preciso, te atropelam para te levar ao seu destino. Mas, comigo inesperadamente não foi o que aconteceu.

Pegamos um taxista super falante e despojado. Disse que duas semanas era tempo demais para ficar na cidade (era o tempo que eu ficaria), que dava para ver tudo em três ou quatro dias. Expliquei que a intenção era relaxar e imergir na cultura local.

Foi quando ele me mostrou um caderno de referências. Sim, um caderno cheio de recados de pessoas do mundo todo que tiveram ele como motorista fixo, inclusive referências em espanhol (muitas) e em português, pode?

Quando chegamos no hotel não tínhamos Bahts, a moeda thai para pagar a corrida e iríamos pedir na recepção para trocar alguns dólares. O motorista então disse que pegava outra hora. Quando insistimos para ele esperar e fomos pegar o dinheiro, ele simplesmente desapareceu. E nunca mais voltou.

Isto é, em uma cidade em que todos falavam para tomar cuidado com os taxistas que cobravam preços injustos e se matavam por um cliente. Essa foi a exceção à regra. Espero que no ciclo de bondade ele já tenha recebido seu retorno. 🙂

Pratique seu inglês para viajar para qualquer lugar!

Em Chiang Mai tem um templo em cada esquina, nenhum deles muito famoso e nehum deles muito luxuoso. Os monges estão por toda parte e muitas vezes com trajes comuns. Conheci um monge que chegou na área de um dos templos de caminhonete, jeans e camiseta.

Perguntou de onde éramos e disse que era monge. Foi uma conversa rápida porque estávamos com pressa. Mas, foi bem interessante saber que eles são pessoas como a gente.

Mas, normalmente existem sessões de conversas com monges em inglês. Isso serve para eles praticarem o idioma, mas no fim é importante deixar  uma oferta. Os monges não podem pedir dinheiro. Tudo o que eles têm é doado por alguém, até os celulares que eles possuem são de doações.

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Monges em Chiang Mai

Silver Temple – Templo Prata

Seu nome real é Wat Sri Suphan. Silver Temple é um nome mais comercial. Esse templo em Chiang Mai é mesmo prateado. Além de belíssimo, é realmente o único todo coberto de prata.

Com detalhes feitos todos à mão, o que torna o lugar ainda mais fantástico. A entrada das mulheres é proibida nesse templo. Por lá é assim, em alguns templos as mulheres são admitidas em outros não.

Esse foi construído por volta de 1500 , mas, o processo de o torná-lo completamente em prata só começou em 2008. e valeu a pena hein?! Pensa num lugar bonito.

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Chiang Rai

Não dá para falar de Chiang Mai sem falar de Chiang Rai. De nome quase idêntico, Chiang Rai não tem muito a ver com Chiang Mai. A distância até ela é de 180km na direção norte fazendo com que esta cidade fique já na região fronteiriça chamada “Golden Triangle” – Triângulo Dourado, que está entre a Tailândia, o Laos e o Myanmar, países esses que fazem fronteira entre si.

Long Neck Woman – As Mulheres Girafa

É em Chiang Rai que você vai conhecer as últimas tribos de mulheres girafa do mundo. Aquelas que usam várias argolas no pescoço.

Tivemos a oportunidade de vir com duas delas no nosso vôo de Bagkok para Chiag Mai e depois estivemos na região tribal dessas figuras interessantíssimas. Mas, não visitamos as tribos, ficamos na região dos templos, pois, sabemos da exploração que há por trás da tradição das argolas que essas mulheres são obrigadas a manter, já que se as retiraren deixam de obter ajuda do Governo da Tailândia.

Elas são originárias no Myanmar, país que faz fronteira com a Tailândia, e Chiang Rai é a primeira cidade fronteiriça. Fomos visitar a região com um grupo turístico, então tivemos que aguardar próximos à van em que fomos, enquanto os demais foram conhecer as mulheres girafa e os elefantes.

Eu totalmente desaconselho este passeio, pela exploração que elas sofrem e porque sou contra animais presos para fins recreativos. Sei que alguns animais vivem em santuários e outros necessitam ser cuidados em situações específicas, por isso são mantidos em cativeiro.

Mas, zoológicos e esse tipo de exploração animal não é uma questão ativista para mim. É uma realidade óbviamente cruel da qual não quero jamais me associar.

Eu entendo a curiosidade por detrás das lendas existentes sobre as mulheres girafa e a vontade de conhecê-las. Eu mesma não consegui esconder minha euforia no avião onde duas delas sentavam nas primeiras fileiras.

Mas, ir até as aldeias aonde vivem é o mesmo que dar respaldo ao governo para continuar mantendo-as quase que prisioneiras em suas alfeias. Elas podem somente sair de lá com autorização ou talvez escondidas.

Afinal, se forem vistas na rua sempre, para que pagar para vê-las, não é mesmo? E se tirarem as argolas, também perdem o apoio financeiro, pois também se tornam comuns e não uma atração.

E, pelos constantes conflitos étinicos na região, elas não tem muita alternativa em conseguir asilo e auxílio em outros lugares. Portanto, se atenha as fotos delas e guarde sua curiosidade para o dia em que elas tiverem respeito e liberdade.

White Temple – Templo Branco

No norte da Tailândia a maioria dos templos mais importantes são identificados por uma cor por questões turísticas. Afinal é quase impossível para nós acertarmos o nome real desses templos.

Quando eu digo importância, me refiro ao turismo mesmo. Pois, os templos mais sagrados muitos vezes não atraem tanto os turistas quanto templos mais elaborados e recentes. Como é o caso do “White Temple” – O Templo Branco.

O nome desse templo é na verdade Wat Rong Khun. Esse templo foi reformulado e construído em 1997 por um arquiteto que virou celebridade por lá. Ele criou um espaço que define o inferno e o céu e literamente esculpiu esses dois espaços para simular a saída do inferno para a entrada no paraíso.

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É tudo muito sinistro na minha opinião, mas me senti na Disney ou no Beto Carreiro, naqueles brinquedos que fazem você se assustar. Bem nada a ver, e percebi um certo constrangimento por parte do guia ao falar sobre o lugar.

Como se fosse importante por gerar renda para a região, no entanto, sempre enfatizando que para eles, budistas, o templo não tinha muita relevância. Já as pessoas que vem de fora, escrevem seus desejos e gratitudes em um papel que você compra e vem com um pingente. Eles penduram esses pedidos e quando as pessoas vão fazer suas preces, incluem aqueles desejos nas suas preces.

Blue Temple – Templo Azul

Bem perto do White Temple, já fomos ao Blue Temple. Senti maior desprezo ainda por parte do guia por este templo, porque era um templo que foi pintado de azul depois, não tinha história ou tradição por detrás da cor azul.

O nome do templo é Wat Rong Suea Ten. Suea Ten também é o nome da vila onde ele está localizado. O nome quer dizer tigres dançantes, porque algumas lendas urbanas afirmam que os tigres saltavam os rios e aparentavam dançar. Em 2005 começaram a reconstrução, que terminou dois anos depois em 2008.

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Eu resolvi listar abaixo, para você que ainda tem dúvidas, algumas regras que devem ser seguidas ao visitar templos por lá.

  • Se vista adequadamente. Esconda ombros e joelhos sempre.
  • Retire os sapatos ao adentrar às áreas dos templos.
  • Fique em silêncio. Muitas pessoas estão indo lá para fazer suas preces.
  • Não abrace e nem beije seu parceiro em hipótese alguma, seja hétero ou não. Isso é extremamente ofensivo nessa cultura, quem dirá dentro de algum templo.
  • Nunca aponte seus pés para nenhuma imagem de Buda. Isso é a pior ofensa que você pode fazer. Em último caso sente sobre seus pés ou finja que é uma sereia e coloque suas pernas de lado e pés para trás.
  • Não fume! Sei que parece óbvio, mas acredite, não é.

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Seguindo essas regrinhas básicas tenho certeza que a sua passagem por lá será só alegria! Conte para nós a sua experiência por lá.

Até a próxima viagem!

Ciao.

KS.

 

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Paris – Uma Cidade Além do Tempo

Paris – Uma Cidade Além do Tempo

Quando se fala em Paris na França, já vem uma enxurrada de coisas associadas a cidade. Como por exemplo: romance, boa comida, a famosa Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Museu do Louvre e mais uma infinidade de coisas que impressionam na terra dos amantes. Uma cidade além do seu tempo que continua unindo o velho e o novo por onde quer que se olhe.

Desta vez viajei de TGV (Train à Grande Vitesse), que em português é o famoso Trem de Alta Velocidade. Cheguei no fim da tarde no hotel bem cansada, tinha vindo de uma longa viagem pela Borgonha, só com tempo para tomar um banho rápido e ir ao restaurante no qual tinha reserva.

Na verdade, o restaurante era em um barco onde eu e meus colegas fizemos um tour pelo canal de Saint-Martin, passando pelos principais pontos turísticos da cidade. Recomendo demais esse passeio. Além, da comida ser deliciosa, a vista é muito interessante.

Vou falar um pouco sobre os principais pontos turísticos da cidade, do meu ponto de vista, mas, já vou adiantando que isso não é nem de perto tudo o que Paris tem a oferecer aos seus turistas.

As ruas, por si só, são um museu a céu aberto, e tudo é inspirador. Mas, confesso que essa minha ida à Paris nos últimos meses foi um desapontamento. Isso nada tem a ver com os recentes protestos porque cheguei a ir um pouco antes deles acontecerem. Mas, ainda assim a cidade já estava decepcionante.

Veja bem, Paris continua incrível, seus monumentos que são motivos de orgulho para a cidade, continuam fantásticos. Mas, descobri nessa viagem que Paris não tem condições de abrigar os refugiados que tem recebido, como tentam fazer parecer nas mídias, e que tanto precisam de um novo lar para recomeçar.

Vi uma quantidade imensa de pessoas dormindo nas ruas, nos pontos de ônibus. E graças a Deus não estava frio, porque imagino o que devem estar passando agora com as temperaturas congelantes que tem feito na Europa.

Mas, não vou falar sobre política ou economia nesse post e nem sobre o lado negro de Paris com seus conhecidos pickpockets, os batedores de carteira nos metrôs e suas estações. Vou focar na parte histórica da cidade que é o que não falta.

Como parte do “Velho Mundo”, Paris vem encrustada de história em cada parede, em cada monumento, em cada esquina. Quem nunca ouviu falar na Revolução Francesa, estudada nas escolas desde muito cedo? Pois saber que isso tudo foi cenário de um momento tão decisivo para as civilizações, é entusiasmante!

A Terra do Ratatouille

Aos arredores da Torre Eiffel, vi muitos vendedores ambulantes de outras nacionalidades, vendendo bebidas alcoólicas, refrigerantes, energéticos, comidas, apetrechos neons.

E eles vinham em sua direção de forma hostil. Apesar de não termos tido problema com nenhum deles, achamos melhor voltar para o hotel mais cedo para não correr nenhum tipo de risco.

Mas, antes resolvemos dar uma esticadinha na Notre Dame, porque fazia uma noite bem agradável. Aí, sento eu na beirada de um banco na praça com vários pinheirinhos atrás de uma cerquinha, que logo começou a fazer barulho.

No início achei que alguém estava amassando algum plástico por perto, até descobrir ratos convivendo comigo logo atrás do banco em que eu lindamente estava sentada. E não era só atrás de mim. Para onde se olhava no meio das plantas, ratos e mais ratos. Quando descobrir a razão da infestação escrevo um novo post para contar.

No caso do Ratatouille, à alusão ao filme se deve estritamente ao rato e não ao famoso prato. Mas gente, fiquei horrorizada quando cheguei à noite nessa região e tivemos que correr (literalmente) dos ratos.

Eles não fogem mais tão fácil, acho que se acostumaram com as pessoas, com os vendedores ambulantes e querem a comida que eles vendem ou que as pessoas deixam por lá.

Definitivamente não sei a causa. Lógico que sempre xistiram ratos em Paris, não sejamos inocentes, mas circulando assim por todos os cantos me assustou bastante, até porque tenho um pavor desgranhento do pobre bichano.

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Catedral Notre Dame – Paris

A Torre Eiffel

Essa torre está para Paris e eu ouso dizer, para toda a França, assim como o Cristo Redentor está para o Rio de Janeiro e para o Brasil. Ela não é só linda, mas carrega o peso de atrair milhares de turistas por ano.

De acordo com a Organização Mundial do Turismo, a França é o país que atrai mais turistas em todo o mundo, com quase 90 milhões de gringos visitando o país só em 2017. Dá para acreditar nesse número?  Apesar da França possuir famosos castelos, museus, belas praias, excelente culinária, Paris é sempre a porta de entrada e a Torre Eiffel o monumento pago mais visitado do mundo.

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Afinal, todos querem ver essa maravilhosa e brilhante torre e garantir sua tradicional foto ao lado dessa belezura. Quem nunca?!

Só a título de comparação, o Brasil não chega nem aos 7 milhões de turistas por ano, isso quando bate recordes. Eu digo o país todo, que tem dimensões continentais e as paisagens mais incríveis para se contemplar.

Mas, você sabe a história por detrás da torre? Já teve interesse em saber o que tem por detrás de um monte de ferro do século XIX que atrai turistas pela beleza e que não tem nem noção da história dela?

Sabia que ela foi construída com a intenção de ser o portal da Exposição Universal de 1889 que celebraria os cem anos da Revolução Francesa? Com seus incríveis 324 metros de altura, a torre pode ficar 15 centímetros mais alta no verão por conta da dilatação do ferro. Legal né?!

Mais de cem designs foram submetidos a um concurso para a construção de um monumento para a exposição. Gustave Eiffel foi o vencedor e de quebra deu o nome à torre.

Depois disso a torre foi revitalizda várias vezes e agora ela tem luzes por toda a parte, até luzes que piscam em certas horas do dia, o show é de cair o queixo. A torre tem três níveis de acesso. Você pode adquirir tickets nos dois primeiros níveis.

No primeiro andar ficam os banheiros e lojas de souvenir. De lá você contempla a cidade toda. No segundo nível tem um restaurante e no terceiro nível o acesso é feito somente por elevador. Por isso mesmo, quem tem problemas de mobilidade não pode visitar o primeiro nível que você só pode alcançar após subir uns 300 degraus.

Outra coisa que me deixou muito triste, é que agora a Torre Eiffel é toda fechada ao redor após às 22h. Então fotos após esse horário só de longe. Essa é uma das coisas que pesam quando digo que Paris não é mais a mesma.

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O Museu do Louvre

O Museu do Louvre é um lugar fora do comum em tantos sentidos que é difícil até de explicar. Para vocês terem uma ideia, tropeçar é a palavra de ordem. Você tropeça no grupo de turistas guiados, nos turistas perdidos, nos turistas engajados, em você mesmo, e eu particularmente tropeçava porque não conseguia parar de olhar para o teto.

Sério, o teto daquele lugar é por si só uma obra prima. É tudo tão lindo, tão lúdico, que você não consegue desviar o olhar. Uma coisa é óbvia: é impossível conhecer o Louvre inteiro em apenas um dia.

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Não estamos falando só do maior museu do mundo, mas, de um monumento histórico também. O complexo total do Palácio do Louvre tem mais de 70 quilômetros quadrados. E aí? Ainda acha que dá para conhecer tudo em um dia?

Impossível, mesmo que você esteja em ótima forma e só passe rapidamente por todas as salas, pátios e jardins sem parada para o almoço, ok?

Por isso, o Louvre me fascina, você sempre vai ver uma coisa que você não viu antes. Ele é aquele tipo de lugar que você deve ir toda vez que for a Paris para se dedicar a uma parte dele. E te garanto, se você é fã de arte, você não vai se decepcionar.

A Mona Lisa

Mona Lisa? Quem quer ver a Mona Lisa? Um bando de gente. Sério pessoas. Nunca vi tanta gente querendo ver um quadro que você vê em todo o lugar. Eu sei que é a obra mais visitada do mundo e entendo perfeitamente que é a mais pura verdade e ali você está diante da original.

Mas, se fosse como antes, sem aquele vidro horroroso e a distância de segurança de 10 milhões de quilômetros que você deve manter da obra com o risco de gritarem com você (como se você quisesse roubar a obra em plena luz do dia e com uma vasta audiência), ok. Mas, pelo amor de Deus, não vejo mais sentido algum em apreciar a obra, você nem vê as pinceladas de Da Vinci.

Passei, dei uma olhada rápida, registrei as pessoas que me empurraram tanto, que nem foto delas consegui tirar direito. Essa segurança toda pode ser, quem sabe, só um palpite, pelo fato de que ela é a pintura mais famosa do mundo, ter mais de 500 anos e estar avaliada em mais de 820 milhões de dólares. Talvez, só talvez justifique todo esse cuidado. Quem sabe…

Como se não bastasse a distância que mal te permite saber de que quadro se trata, ainda você tem que brigar para achar um espaço para colocar o seu celular e conseguir alguma foto meio borrada e tremida.

Lógico que ela tem seu valor histórico inestimável e todo mundo gosta de ver coisas muito famosas e que demarcam uma época, mas, convenhamos, tem tanta coisa para se ver, que não dá para dizer o que é melhor. Para mim, certamente não foi ver a Mona.

Eros e Psique

Tem muita coisa para falar sobre o Louvre, mas eu escolhi falar sobre uma das minhas obras favoritas. É impossível ter uma só. Se você achava que era a Vênus de Milo, errou feio. Ela não está nem no meu top 5. A escultura que vou falar é de um italiano chamado Antonio Canova, um dos melhores de sua época na minha humilde opinião.

A obra se chama “Eros e Psique” e uma de suas versões mais belas se encontra exatamente no Louvre.

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L’Amour et Psyché

As obras de Canova foram espalhadas pelos museus mundo afora, um de seus maiores temores. Pois, ele gostaria que fossem mantidas na Itália, sua pátria.

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Por lá o nome da escultura é L’Amour et Psyché e está na minha lista de favoritas, pelo mito e pela perfeição da obra em si, é claro. A história é longa, mas sugiro a leitura.

Eu, particularmente gosto bastantes das histórias gregas, romanas e egípcias. E essa é uma das que ouvi ainda criança e guardei para mim.

Ver a escultura pessoalmente me traz muitas coisas à memória. Então, além da beleza, tem todo um encantamento por detrás dela.

O Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo fica na Praça Charles de Gaulle, no encontro da bela e famosa avenida da Champs-Élysées cercada de cafés e lojas luxuosas. Ela é conhecida na França como “La Plus belle avenue du monde” ( A mais bela avenida do mundo). Não acho que seja, mas é muito bonita certamente.

Quando você vai descendo a Champs-Élysées você já avista o arco ao fundo e é muito legal a aproximação. Devo lembrar que Campos Elísios em bom português é uma referência mitológica dos gregos que remete ao paraíso dos mortos. Dos “bons mortos” digamos assim.

Segundo o mito, lá eles festejam, rodeados de paisagens verdejantes, se divertindo por toda a eternidade. Um verdadeiro paraíso. Lá só entram as almas dos deuses, santos, sacerdotes, heróis e poetas. Sendo restrito a estes transitar no mundo dos vivos.

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Avenida Champs-Élysées – Paris

O arco possui 50 metros de altura, 45 de largura e 22 de profundidade. O arco é tão grande que três semanas após o desfile da vitória que marcou o fim da Primeira Guerra Mundial (1919), Charles Godfrey, aviador, fez passar seu biplano no meio do arco. Massa, não é?!

Mas, ele não é o arco mais alto do mundo. Em 1938 foi erguido o “Monumento a La Revolución” localizado em “La Plaza de la República” na capital mexicana, que tem 67 metros de altura.

Na base do Arco do Triunfo está o “Túmulo do Soldado Desconhecido”. Sua construção foi determinada por nada menos que Napoleão Bonaparte. Inaugurado em 1836 o arco tem o nome de 128 batalhas e de 558 generais gravados nele.

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Arco do Triunfo – Paris

Bom, esses são os pontos “batidos” de Paris que muitas vezes as pessoas nem sabem porque estão visitando. Um pouco de história faz o lugar ficar mais interessante e mágico na minha opinião.

Terminei meu dia em um café próximo ao Arco do Triunfo mesmo, ao sabor de um crepe francês de Nutella estragado por coca-cola. Fazer o quê? Nem tudo são rosas e romance em Paris.

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E você, já esteve em Paris? Tem vontade de conhecer? Qual monumento te encanta mais? Eu me encanto com tudo, pareço uma tonta olhando para todos os lados.

Alguma experiência interessante por lá? Conta aqui para a gente e até a próxima viagem!

Au revoir mon cher!

KS.