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Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao – O Trio Ilha Maravilha!

Tailândia é um destino dos sonhos para qualquer mortal que habita outras terras e outros mares. Lugar de incríveis e belíssimas ilhas, o que tem de kilo por lá. Mas, vou focar em três delas, para mim o “Trio Maravilha” que também são paradisíacas e que me fascinam: Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao.

Confesso que pensei até em não publicar esse post hoje, pelos acontecimentos dos últimos dias que causaram alguns estragos e até uma morte em uma das ilhas, assustando turistas que não puderam se deslocar e acabaram ficando presos por lá.

Mas, depois de me certificar de que estava tudo voltando a ser como era antes e que a Pabuk (nome dado à tempestade tropical), já havia se acalmado e os turistas puderam se locomover novamente, resolvi postar. Afinal, essas ilhas vivem do turismo e as famílias de lá não podem parar de trabalhar e precisam continuar a garantir seu sustento.

Quando se fala em Tailândia, imaginamos praias paradisíacas, resorts para todos os lados, badalação. Mas, se você quer mesmo relaxar, há sempre o outro lado da ilha. São alguns lugares mais afastados que podem garantir o refúgio perfeito. Essa é a parte que eu particularmente gosto e o que me leva a este tipo de lugar.

É o que essas três “ilhas irmãs” oferecem para quem as visita. Normalmente quem vai à primeira acaba indo à segunda e então à terceira. Por serem muito próximas geograficamente, facilita muito visitar todas elas.

Por isso as chamo de ilhas irmãs, o que não quer dizer que se pareçam de verdade. Nesse trio maravilha cada irmã tem sua particularidade.

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Koh (ou ko, sem o “h” no final) em tailandês significa ilha, portanto é comum ouvir essa palavra antes do nome dos lugares se você está em um lugar repleto delas. Comecemos com a maior:

Koh Samui

A primeira das ilhas que visitei, é onde fica o aeroporto. Uma gracinha por sinal. Nele você já sente que está na praia. Quando você se afasta do aeroporto já percebe que Samui é uma ilha maior e com cara de cidade grande, repleta de mercados noturnos, shoppings centers e restaurantes que lhe conferem esse ar mais urbano.

Lá, por muitas vezes esquecia de que estava em uma ilha. Mas, é só você chegar à praia que essa sensação desaparece quase que instantaneamente.

Do aerporto você vai ao píer e pega um speed boat (barco veloz) para chegar às outras ilhas ou um barco normal que, claro, vai levar um tempo um pouco maior. Mas, quem está com pressa, não é mesmo?! Aqui o protetor solar é item indispensável. Você pode ir na parte de baixo com ar-condicionado, mas eu recomendo ir no topo, a vista é incrível.

Koh Samui, também conhecida como “pérola do Mar da China” faz parte de um imenso arquipélago, e é uma das seis únicas ilhas povoadas na região que comporta 85 outras ilhas menores.

Fui recebida com um céu azul intenso que no final da tarde se tornou um espetáculo de tons de lilás que foi suficiente para me manter contemplando o céu por muito tempo.

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Cair da noite do hotel em Koh Samui

Quando finalmente fui descansar no meu quarto uma coisa, que apesar de comum na Ásia me chamou a atenção neste resort que me hospedei. Eram todas casas individuais, tipo condomínio fechado.

Isto quer dizer que meu quarto era separado com muro e que desfrutava de uma piscina privada ou de uma banheira de hidromassagem, o que era o meu caso. Além de jardim e uma área externa bem agradável com sofás e até mesa de trabalho.

Mas, isso não foi o que me chocou já que amoooo privacidade. A questão é que o banheiro apesar de, desta vez, ter porta para o quarto, era completamente aberto para o jardim. E quando digo completamente aberto é porque o banheiro não tinha parede.

O lado ruim é que algumas vezes dava para ouvir os vizinhos como se estivessem no nosso quintal. Mas, quem iria perder tempo no quarto do resort quando tinha uma natureza exuberante esperando para ser desfrutada?

Koh Tao

Esta é a menor das três ilhas, mas é extremamente movimentada e foi onde tive a oportunidade de conhecer mais pessoas entre todas as ilhas. Jeito de Praia do Rosa em Santa Catarina, com muitos hippies (que não são bem hippies) e mergulhadores por todo o lado. Aliás, foi lá que tive a minha primeira experiência mergulhando, foi incrível.

A Tailândia, em geral, é um dos destinos mais baratos para a prática do mergulho, além de um dos mais belos, claro. Já ouvi gente falando que Koh Tao é tranquila. E é mesmo, mas quando fui estava bem cheia e com festas para todo o lado. Para mim. isso não é a imagem de um lugar tranquilo.

Koh Tao
Koh Tao, a ilha de muitas festas badaladas e mergulhadores, com sua dose de sossego

Mas, tudo depende do lado da ilha em que você se encontra.

Fiquei um bom tempo nessa ilha, que foi escolhida a dedo, por ser a mais afastada da muvuca, “teoricamente” mais calma, e longe da Full Moon Party que acontece na próxima ilha que vamos falar.

No entanto, Koh Tao mais parecia um vilarejo com festas esporádicas. Aquele estilo gostoso de beira de praia, mas, com o plus de ter Fire Shows durante as noites e danças típicas da região regadas à famosa “Thai food” a gosto do freguês.

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Apesar dessa badalação que também existe na ilha, é possível relaxar e posso dizer que encontrei o descanso tão almejado. O lugar é absurdamente mágico. Fiz amigos incríveis que pretendo encontrar novamente.

Koh Phangan ou Ko Pha Ngan

Apesar de grande como Koh Samui em dimensões geográficas, tem mais cara de ilha, assim como Koh Tao. Aquele ar praiano que vemos no litoral brasileiro é bem presente por aqui também.

Para mim, tranquilidade mesmo eu tive nesta ilha, que muitos consideram uma das mais badaladas. Depende. Tem a época da Full Moon Party, em que a ilha vira uma loucura. Mas, isso também depende de que parte da ilha você escolhe se hospedar.

Eu fui pro norte da ilha e fiquei em um resort. Melhor coisa da vida para quem quer sossego e tranquilidade. Foram lá meus dias de maior inspiração onde pude escrever sobre muita coisa sentada na sacada com vista para o paraíso.

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Full Moon Party – Festa da lua cheia

Dentro circuito turístico tradicional da Tailândia. Essas três ilhas bem famosas, são o refúgio de muitas pessoas que resolvem inovar. Apesar de algumas partes das ilhas não terem nada de sossegado, em Koh Phangan, a fama vem com a Full Moon Party. A famosa festa da Lua Cheia, atrai turistas do mundo inteiro, então você imagina a “muvuca” que a ilha fica nesse período.

Esta não é uma festa anual. Ela acontece exatamente toda lua cheia. A festa de fama mundial, atrai milhares de turistas que cruzam o globo para desfrutar da beleza do lugar, associada as loucuras atípicas por aqui, mas que acontecem em raves pelo mundo todo regadas a muita música eletrônica, tinta neon, drogas, álcool, prostituição e no fim de tudo, muito lixo.

Mas, há quem curta e isso não é problema meu. As pessoas que gostam desse tipo de festa dizem que não há melhor. Ainda assim, a ilha é grande e não é afetada pela festa num todo, então ainda que você esteja por lá na mesma época, pode curtir o recanto de sossego que existe na ilha, com toda a certeza!

E maneiras de se divertir por lá não vão faltar!

Dançarina Tailandesa
Dançarina Thai (à direita…rsrs) me ensinando movimentos de dança tradicional

Então é isso. Para aproveitar o que a Tailândia tem de melhor, é só não esquecer seu protetor solar (e chapéu, e óculos e roupas frescas, mas que protejam). Eu me queimei horrores por uns 45 minutos de descuido no barco e como consequência tive insolação.

Ah! E, não menos importante: repelentes! Você vai se dar conta de que será a melhor coisa que você vai ter na mala quando o assunto é Tailândia!

Até a próxima viagem! 🙏

KS.

 

 

 

 

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Passo a Passo de Como Tirar o Passaporte

Passo a Passo de Como Tirar o Passaporte

Como tirar o passaporte? Quanto custa? E quanto tempo demora para ficar pronto? Isso eu te respondo com um passo a passo bem detalhado, para facilitar sua vida e garantir a tranquilidade no planejamento daquela tão sonhada viagem de férias.

Mas sem o passaporte você não consegue transitar entre fronteiras, a menos que seu destino seja parte do MERCOSUL ou você esteja tentando pular algum muro por aí.

Se o Registro Geral (RG) é um documento de identificação válido em todo o território nacional, o passaporte é um documento que garante a sua identidade em qualquer lugar do mundo em que esteja, e a garantia – ou não – de entrada em outros territórios, bem como o regresso ao Brasil.

Mercosul

Antes de escolher o destino é melhor verificar se precisa ou não de passaporte para a sua viagem. Isso porque países que têm acordo com o MERCOSUL, não exigem passaporte para a entrada neles, o RG é suficiente.

Mas, algumas regras – que vou falar mais depois -, também se aplicam aqui. Basicamente, você deve manter seus documentos atualizados e em bom estado de conservação sempre. Fora desse espaço, o passaporte é mandatório.

Missão Aeroporto Destino

Calma, que para obter o passaporte brasileiro não é nenhum bicho de sete cabeças se você é um cidadão brasileiro. Portanto, além de listar aqui todos os passos necessários para solicitar o documento, vou listar o que pode te impedir de obtê-lo.

Primeiramente você precisa se certificar de que possui toda a documentação necessária para fazer essa solicitação. Cada modalidade de passaporte vai exigir uma documentação específica.

Existem quatro tipos básicos de passaporte. O Comum (para brasileiros), o de emergência, o para estrangeiros, isto é, para não-brasileiros e o Laissez-Passer, que é um documento concedido ao viajante estrangeiro de um país que não mantêm relação diplomática com o Brasil.

Como estamos falando sobre brasileiros vamos focar nos passaportes comum e de emergência, que é específico para cidadãos brasileiros.

Passaporte Comum

A documentação necessária para solicitar o passaporte comum não é muito extensa, mas é bem específica. Porém, para dar entrada no passaporte é necessário primeiramente verificar se você preenche todos os requisitos para tal solicitação.

Alguns requisitos, além de ser brasileiro, são: estar quite com as obrigações eleitorais, que serão consultadas pelo atendente no ato da solicitação; estar quite também com as obrigações militares (no caso dos homens entre 18 e 45 anos de idade); não ser procurado pela polícia e também não ser impedido pela justiça de deixar o país.

Lembrando que o menor de 18 anos tem uma lista própria para obtenção do passaporte.

É muito importante deixar claro que se algum documento solicitado estiver rasurado ou, por algum motivo, não puder identificar o requerente, ele NÃO será aceito pelo atendente.

Portanto, garanta que o seu RG ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) estejam em bom estado e que a foto seja correspondente com sua aparência atual, bem como as demais certidões e documentos solicitados.

Não adianta aparecer loiríssima e linda, se em seu documento seus cabelos eram castanhos. Ou também, apresentar aquela identidade que você tem desde criancinha e que a assinatura é nada menos que seu polegar.

Após certificar-se de qual categoria se enquadra, o solicitante precisa preencher o formulário diretamente no site da Polícia Federal. Uma Guia de Recolhimento da União (GRU) será gerada.

Somente após o pagamento da taxa de R$ 257,25 e da sua devida compensação bancária, é que o site abrirá a opção para que você realize o agendamento eletrônico e assim, possa apresentar os documentos pessoalmente, tirar a foto e coletar as impressões digitais.

Passaporte Digital

Após todo o processo de requerimento finalizado, agora é só aguardar a confecção, que demora em média 6 dias úteis. Mas, é bom acompanhar pelo site para garantir que esteja pronto quando for buscar e assim, não perder a viagem.

E não adianta a mamãe, papai ou o responsável ir buscar o passaporte dos filhos menores sem a presença deles. Os filhos terão que comparecer junto dos pais ou responsáveis também. E preste bem atenção: só o titular retira passaporte, nem procuração pública conferindo amplos poderes resolve neste caso.

Uma observação importante é que se você não buscar seu passaporte 90 dias após confeccionado, ele será cancelado e você deverá reiniciar o processo todo novamente, inclusive com o pagamento da taxa.

Validade do passaporte comum de acordo com a idade:

IDADE VALIDADE 
0 a 1 ano incompleto 1 ano
1 ano completo a 2 anos incompletos 2 anos
2 anos completos a 3 anos incompletos 3 anos
3 anos completos a 4 anos incompletos 4 anos
4 anos completos a 18 anos incompletos 5 anos
18 anos completos ou mais 10 anos

Passaporte de Emergência

Como o nome já diz, esse passaporte é emitido em casos emergenciais. Portanto, é importante deixar claro que viagens de turismo não se enquadram nessa categoria. Para solicitar esse passaporte tem, que haver, necessariamente, o fator IMPREVISTO.

De acordo com o site da Polícia Federal, órgão responsável pela emissão de todos os passaportes no Brasil, as situações consideradas de emergência são:

  • Catástrofes naturais;
  • Conflitos armados;
  • Necessidade de viagem imediata por motivo de saúde do requerente, do seu cônjuge ou parente até segundo grau;
  • Para a proteção do seu patrimônio (o que NÃO inclui o mero prejuízo com passagens, hospedagem etc);
  • Por necessidade do trabalho;
  • Por motivo de ajuda humanitária;
  • Interesse da Administração Pública;
  • Ou outra situação emergencial QUE NÃO SE PODERIA PREVER, cujo adiamento da viagem possa acarretar grave transtorno ao requerente;

Lembrando que todos esses casos devem ser comprovados com documentos que serão submetidos à análise do atendente.

Após garantir que se enquadra na categoria emergencial, você deve preencher o formulário de solicitação de passaporte. Lembre-se de anotar o protocolo.

Munido dos mesmos documentos solicitados para a emissão do passaporte comum, mais os documentos que comprovem a emergência e o protocolo, você deve dirigir-se ao posto da Polícia Federal mais próximo.

Não há a necessidade de agendamento. Porém, é importante se certificar de que a unidade que você pretende ir fornece o serviço, pois nem todos os postos estão equipados para emitirem o documento.

Após o atendente avaliar a sua situação e comprovar a emergência, ele lhe entregará uma GRU para pagamento. O passaporte de emergência é mais caro e você terá que despender R$ 334,42 para obter o documento. Se submetendo então ao mesmo procedimento de coleta de digitais e fotografia, o prazo para confecção do documento é de 24 horas úteis.

A entrega também está sujeita as mesmas regras do passaporte comum.

A validade desse passaporte é de apenas UM ANO e alguns países ainda, podem não aceitá-lo, mesmo nesses casos emergenciais. Por isso, é bom conferir as leis do país destino também.

Agora que já está tudo certo e o passaporte está na mão, é só escolher o lugar, se aventurar mundo afora e garantir aquele tão sonhado carimbo.

Missão Aeroporto Carimbo passaporte

Se ainda tiver alguma dúvida, comenta aqui, se eu souber, com certeza te respondo.

Até o próximo post!

KS.

 

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A Deslumbrante Cingapura

A Deslumbrante Cingapura

Durante a viagem do aeroporto até o meu hotel, que fica um pouco afastado da cidade, já comecei a ficar encantada com os prédios de Cingapura. Não é para menos, vencedora do prêmio Smart City Awards 2018, a Cidade-Estado é deslumbrante. Parte do quarteto fantástico chamado de “Tigres Asiáticos”, Cingapura não decepciona.

Juntamente com Hong Kong, Coreia do Sul e Taiwan, Cingapura é um dos países da Ásia com maior taxa de desenvolvimento. Por isso, os quatro países recebem esse apelido, que remete à força e à impetuosidade do tigre.

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Diante de estritas regras bem conhecidas do país e estudadas por mim com esmero antes da viagem, a chegada é um pouco tensa e você literalmente tem receio de tudo.

Ainda que você seja uma pessoa extremamente educada e acostumada à regras básicas, você só se lembra que por lá turista também recebe chibatada como punição para a violação das leis cingapurianas. Mas, depois de um par de horas na cidade, você esquece de tudo isso, e vida que segue.

Para ser bem honesta, nesse começo tudo parecia ser meio plastificado. Tenho sempre a sensação de estar em um cenário de algum filme que assisti recentemente. É tudo muito glamoroso, opulento, limpo demais, perfeito demais.

Sabe aquele filme que o Jim Carrey mora em um cenário, “O Show de Truman”? Então, o cenário não tem nada a ver mesmo (rs). Mas, que eu tinha a sensação de que a qualquer momento alguém ia aparecer em algum canto com uma claquete e gritar: -Corta! Isso eu tinha.

 

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A cidade é inteirinha monitorada por câmeras e isso até que não me incomodou. Acho que é isso que acontece com aquela galera dos “Big Brothers” da vida que dizem que depois de um tempo esquecem as câmeras e por isso, acabam mostrando as “peitcholas” para todo mundo com essa desculpa. Mas, isso me causou uma sensação de segurança (como se lá eu precisasse).

Este feito é só um dentre tantos recursos, validados por leis extremamente rigorosas que conferem à Cingapura, a medalha de prata no quesito segurança. Sim, esta é a segunda cidade (neste caso cidade-estado) mais segura do mundo. Figurando no topo do Índice de Cidades Seguras desde 2012, ficando atrás apenas da absoluta Metrópole de Tóquio.

Você não vai se deparar com robôs circulando pelas ruas, a menos que você vá ao Cassino. Sim, lá tem robôs circulando e oferecendo bebidas aos apostadores. De resto, a maioria parece mesmo de carne e osso. Pelo menos eu acho que eram. 🙂

Mas, carros que não precisam de motorista, isso sim você deve ver nos próximos anos. Esse é um dos objetivos da cidade-estado e parece que o negócio está indo de vento em popa. Ai que maravilha não ter que conversar mais com o motorista do táxi ou do Uber. 🙂

Epa! Por falar em Uber, ele não opera mais em nenhuma das cidades asiáticas que visitei. O App que funciona por lá é o “Grab”, carinhosamente apelidado por mim – e por todos os motoristas que usam o app – de crap, que em inglês significa %$#@&*. Mas, isso é assunto para outro post.

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia!

Tenho escutado sempre pessoas que descobrem sobre a rigidez das leis em Cingapura dizendo que não tem vontade de ir para lá por receio de fazer algo errado e acabar sendo punido. Mas, eu te garanto que se você for uma pessoa com o mínimo de bom senso, não precisa ter medo não, se joga! Cingapura é tudo de bom.


Smart City – A Cidade Mais Inteligente do Mundo

Cingapura é considerada uma das cidades mais limpas do mundo. Como boa curitibana e que tem a experiência de morar na Suíça, isso não é lá uma grande surpresa para mim. Estou bastante acostumada com cidades muito limpas e confesso que me sinto desconfortável quando visito uma cidade mais suja. Mas, Cingapura não é só limpa, é também inteligente.

As leis na Cidade-Estado são bem pesadas para quem joga lixo nas ruas, cospe ou, até mesmo, mastiga chicletes. Leia mais sobre as leis de Cingapura no artigo “AS 10 LEIS QUE VOCÊ NÃO VAI QUERER QUEBRAR!”. Mas, isso traz o benefício de estar sempre andando em uma cidade limpa, segura e acessível a todos.

As E-bikes, bicicletas elétricas que tanto amo na Suíça, também fazem fila aqui para onde se olha. Gente, tem coisa mais delícia do que pegar uma E-bike na frente do seu hotel e poder devolvê-la em dezenas de pontos espalhados pela cidade? Eu simplesmente amo. Detalhe para ciclovias na cidade inteira. Quer coisa melhor?!

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Bicicletas elétricas da frente do hotel em Cingapura

A cidade, como não é diferente em várias outras que estive, é basicamente povoada por chineses. O país tem quatro idiomas oficiais: inglês, malaio, mandarim e tâmil. O inglês deles é bem particular e, apesar de falado com bastante naturalidade por onde andei, às vezes você não obtém resposta. Então, uma dica é manter o básico até ter certeza de que seu interlocutor manja o mesmo inglês que você, aí te garanto, o papo vai longe.

Em uma dessas conversas, tive o prazer de conhecer um taxista muito simpático que perguntou de que país eu era. Quando respondi Brasil ele logo devolveu um “oi, tudo bem?” Achei graça e perguntei sobre seu interesse no português. Ele disse que namorava uma paulistana e que, apesar de falar algumas coisas, há muito tempo tinha desistido de aprender o idioma da amada. Segundo ele, é muito complicado falar português.

Não fala inglês ainda? Então vou de dar uma dica, clique aqui e saiba mais.

Cidade-Espetáculo

Andar pelas ruas de Cingapura já é um espetáculo a céu aberto. Todas as marcas de grife que você imagina estão instaladas nos gigantescos e opulentos shopping centers. Para onde se olha tem um maior que o outro e com uma decoração e luzes de tirar o fôlego. Sem contar os jardins suspensos em arranha-céus magníficos. Tudo é muito moderno por lá.

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Mas, a Cidade-Estado, que é um importante centro financeiro do mundo, também sabe entreter. Todos os dias é possível visitar atrações e lugares espetaculares. Por isso, apelidei Cingapura de Cidade-Espetáculo. Desde a “Supertree Grove” até a “CloudForest”, tudo é um misto de surrealismo e tecnologia de ponta.

No topo de uma dessas Super Árvores tem um bar. Para falar a verdade ele não me atraiu muito e, apesar de pagar para entrar, fiquei uns 10 minutos lá e desci correndo para ver as árvores dançarem. Vale a vista lá do topo, mas ver o show de baixo é muito mais divertido.

O show acontece diariamente às 20:45h e é aberto ao público, assim como o “Show das Águas” que pode ser visto de qualquer parte da orla da Marina Bay Sands. Já para entrar na Cloudforest você precisa comprar seu ingresso antecipadamente e custa 34,00 dólares cingapurianos por pessoa.

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Little India

Outra coisa muito interessante na cidade-estado são os bairros ou espaços denominados pelo país ao qual representam. Tipo, tem o bairro indiano que é chamado de Little India (Pequena Índia) e que é basicamente povoado por indianos. Por lá, as lojas são como na Índia, vendendo aqueles tecidos coloridos e tão belos, os prédios também exibem esse colorido e tudo se parece como lá. Os indianos que vivem nesse bairro usam normalmente as roupas típicas indianas, com direito às “moçoilas” usando o tradicional saree e tudo mais. Você se sente finalmente turista quanco chega lá.

Se você pensa em conhecer a Índia um dia, eu recomendo fortemente, mas fortemente mesmo, que você vá antes nesse “minicurso” sobre a Índia que é esse bairro de Little India. Lembre-se de que as leis de Cingapura também valem por lá, é óbvio. Então se você imagina a limpeza da cidade, terá uma Índia bem limpinha. Gostou da ideia?!

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“Little India” – Bairro de Cingapura

Arab Quarter

Arab Quarter, bairro árabe da cidade, é também conhecido como Kampong Glam, e fica mais restrito mesmo à poucas quadras ao redor da Mesquita do Sultão. Ainda assim, por lá, rola muitos comércios de árabes. Mas, a população dessa área com o tempo se tornou de maioria malaia. Então, as coisas são meio misturadas por lá.

Por isso mesmo, nesse bairro, você pode experimentar diversas culinárias, não só a árabe. Uma gama de países fazem presença nessa região. Foi por lá que me surpreendi quando ao tomar um delicioso suco de lichia, descobri que ela é uma fruta asiática. :0

 

Chinatown

E, sem sombra de dúvidas, em um país dominado por chineses, não poderia faltar uma, ilustríssima Chinatown. Tenho a sensação de que elas devem ser iguais no mundo inteiro, porque, em todas as Chinatowns que fui, não vi muita diferença não, são todas incríveis e cheias de identidade. Com exceção, do fato de que esta Chinatown, especificamente, tem sua grandiosidade característica de Cingapura, é claro. Ela fica no meio dos arranha-céus, fazendo um background tudo de bom!

Essa divisão por espaços não quer dizer nem de longe que esses povos se restringem a essa área geográfica específica de cada cultura. A todo o momento você vai ver muçulmanos, indianos, chineses espalhados por todos os lugares do país. Cingapura é uma cidade cosmopolita e você vai encontrar pessoas do mundo todo.

Eu diria que é meio difícil se cansar de Cingapura. Parece que você está em uma cidade dentro de outra cidade, tipo aquelas bonequinhas russas, as matrioscas, que quanto mais você abre, mais vai encontrando uma menor por dentro.

Isso te faz ter a sensação de ser teletransportado a todo o momento para um mundo totalmente novo. Espero que em breve seja possível me teletransportar para lá novamente. É ou não é um super espetáculo?!

Quer saber mais sobre Cingapura? Já visitou o país? Deixe um comentário sobre a sua experiência por lá! Ainda tem coisa à beça para falar sobre esse país excepcional.

Até a próxima viagem!

KS.

 

 

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10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

10 Dicas Para Você Que Vai Viajar Para a Ásia

Vai viajar para a Ásia? Está um pouco perdido e precisa de alguns conselhos? Ou ainda está em dúvida se vai ou não em busca do desconhecido? Vem comigo que eu te conto 10 dicas  e te ajudo a desvendar um pouco mais dessa região que cada vez mais vem conquistado o coração dos ocidentais e se tornando queridinha dos turistas do mundo inteiro.

Dica Ásia

Saber como se comportar em um lugar diferente é sempre muito importante para não pagar mico, ou pior, desrespeitar o outro. Não importa se é ali na esquina ou do outro lado do mundo. Quando se trata de um país com uma cultura completamente diferente a coisa fica ainda mais séria.

Aqui vou deixar 10 dicas ou orientações para você não passar sufoco na viagem e se inserir melhor na cultura para aproveitar o que a região tem de melhor. Vem comigo!

1. Esqueça do Garfo

Aqui na Ásia você normalmente será servido com colher e garfo ou com hashi (palitinhos até que bem conhecido dos brasileiros). Mas, neste caso, esqueça o garfo para comer, ele serve somente para auxiliar a pegar a comida em alguns casos. Para levar à boca mesmo, é a colher que comanda, se tiver hashi, ele deve ser usado para os sólidos e a colher somente para os líquidos.

Claro, que ninguém vai te chamar a atenção por isso, e podem até providenciar uma faca se você pedir (se tiverem). Mas, já que você quer aprender outra cultura e modo de vida, por que não agir como eles? Pensa alguém pedindo um hashi em um restaurante tipicamente brasileiro. Estranho, né? Então, para eles é a mesma coisa.

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2. Buzinar é Sobreviver!

O trânsito na Ásia no geral é uma loucura, não se espante. Cada lugar tem uma mão diferente dependendo do país. Japão, Tailândia, Cingapura e Malásia, por exemplo, usam mão inglesa. Outros países mais pobres, como na região da Indochina, o trânsito dos carros é mão francesa (a mesma que usamos no Brasil), mas os carros tem a direção do lado direito. Isso se deve por que alguns países importavam carros usados do Japão que usa mão inglesa, por serem mais baratos. A lei também é sempre do mais forte nesses países, nesse caso do maior. Se você é uma moto do tipo scooter ou afins, buzina é item obrigatório. Às vezes alguém, principalmente os pedestres, reclamam se você não buzinar para avisar que está passando. Vai entender esse povo. Então, por via das dúvidas, buzine!

3. Cubra seus Ombros e Joelhos

Quando for visitar templos aonde quer que seja, respeite a cultura local que geralmente está atrelada a religião, seja ela budista, hindu ou outra qualquer. Por isso, cubra sempre os ombros e joelhos. Não vale mostrar a barriga alegando que não está na lista de restrições. Isso é óbvio já que querem você bem coberta (o). A desculpa de que ninguém falou nada sobre como você deve se vestir também não serve. A responsabilidade de se informar é sua e não deles. Camiseta e calças com tecidos leves é uma boa pedida, já que você terá de subir escadas e ficará mais confortável com esse tipo de roupa por conta do calor. Lembrando que isso vale para os meninos também. Nada de bermuda ou regata. Normalmente nesses lugares você sempre encontra vendedores de lenços e sarees (que parecem saias envelope para você colocar por cima da roupa).

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4. Tire os Sapatos

Sapatos são proibidos na área dos templos, em alguns lugares até as meias são. No Camboja, por exemplo, andava tranquila de meia nos templos, e alguns lugares disponibilizavam uma sacola para colocar os sapatos e carregar consigo, mas em outros, nada feito. Para estes carregar os sapatos nas mãos, é tão desrespeitoso quanto entrar calçado. Normalmente nesses lugares que exigem pés descalços eles disponibilizam um local para que você deixe seus sapatos, alguns com chaves outros não, alguns cobram outros não. Uma doação nesses casos normalmente é esperada. Quando não tem armário, os sapatos devem ficar na porta mesmo. Essa regra vale para quando for entrar na casa de alguém. Em alguns estabelecimentos comerciais isso é mandatório. Portanto, observe atentamente se deve ou não descalçar antes de mudar de ambiente.

5. Vá de Táxi!

Em algumas cidades do sudeste asiático, como Yangon, no Myanmar e Bangkok, na Tailândia, por exemplo, motocicletas são proibidas. Esta é uma medida para tentar melhorar um pouco o trânsito dessas cidades que é caótico. O que nos resta, meros turistas, é andar a pé ou pegar um táxi. Normalmente essas cidades são infestada deles. Mas alguns motoristas de algumas cidades não falam inglês, outros nem sabem responder bom dia ou outro cumprimento. Para esses lugares, eu vou a pé. Quando o destino é muito longe, eu uso o “Grab”, (nas cidades em que está disponível). Ele é um aplicativo de táxi parecido com o “Uber” (que não é permitido na Ásia mais por questões político-econômicas), Com alguns prós e contras, é ele que quebra o galho. Ali você coloca o endereço e fica mais fácil para o motorista se localizar. Mais fácil, porém, não é garantia de que vai dar certo. Eventualmente você terá problemas. Mas nada que sinais e aplicativos tradutores não resolvam.

6. Fuja dos Cachorros

Não ande sozinho a noite. Não, não vão te roubar ou te sequestrar. O problema aqui é com os cães que podem te atacar. SIM! Eles atacam pra te comer! Não que tenham sucesso, mas quem quer levar uma mordida de um cachorro, com sabe lá que tipo de doença, em um país estrangeiro? Na dúvida, melhor não arriscar! Essa diga foi de alguns guias turísticos que me acompanharam por lá e me alertaram quanto a isso.

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7. Não Beba Água da Torneira

Essa é uma dica bem óbvia, mas às vezes a gente esquece. Eu, por exemplo, morando na Suíça, que tem a melhor água “torneiral” do mundo, e ainda fui para uma longa viagem para a Ásia direto de Londres, onde você pode beber tranquilamente a água da pia do banheiro, já sabe né? O instinto pode te fazer pensar que pelo menos escovar os dentes com a água da torneira está tudo certo. Na Ásia nunca cometa esse erro. Água da torneira somente para banho e descarga. Para todo o resto e principalmente para beber, é claro, garanta sua água mineral, que você certamente terá que comprar. Ela deve ser sua companheira aonde quer que for.

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8. Não Esqueça o Repelente

Repelente será o seu melhor amigo nessa viagem, ou pelo menos um deles. Essa dica também é básica, mas te garanto que se você esquecer vai se arrepender amargamente. Porque quando você precisar vai descobrir o quanto terá que investir em alguns lugares. Se estiver em uma cidade grande ok, mas, se for se aventurar em lugares mais ermos, eles serão vendidos a peso de ouro. Então, não custa nada garantir. Use todos os dias dentro e, principalmente, fora do hotel amiguinho. Para mim que tenho alergia, não é necessidade básica, é de sobrevivência. Acredite, no final das contas você vai lembrar de mim!

9. Use Protetor Solar

O protetor solar, muito querido pelos brasileiros também entra nessa lista de itens vitais quando o assunto é Ásia. Um só dia que esqueci de passá-lo, foi o suficiente para eu me arrepender. Tive insolação e febre local. Isso que não sou das mais brancas não, mas queimo muito fácil. Nesse dia eu, literalmente, fritei e sofri as consequências. Não cometa o mesmo erro que eu e carregue o protetor solar sempre com você. Óculos de sol, chapéus e roupas que te protejam do sol são sempre bem vindos. Assim, você garante que não perderá nenhum precioso dia da sua incrível viagem.

10. Nada de Frescura 

Não dá para ficar com “nojinho” de tudo nessa viagem. Se você está a fim de ter uma experiência incrível, você vai ter que se conformar que alguns restaurantes talvez não serão esplendorosos, chiquérrimos ou até mesmo, aparentemente limpíssimos. Isso vale para alguns hotéis também. Até porque em alguns casos você não tem muitas escolha. Tipo, quando não tem nem hotel para onde você vai. Às vezes, esses lugares vão ser meio sujinhos mesmo, com a toalha meio rasgada, mas ainda assim você poderá ter uma experiência única. Pense positivo! O melhor “Fried Rice” no abacaxi que provei na vida foi no Camboja, quando eu voltava com um grupo turístico para o hotel, em um restaurante na beira da estrada, tipo esses que normalmente só tem caminhoneiro ou viajantes express.

Então, se liga nessas dicas e se joga nessa aventura, porque a Ásia é sim, tudo de bom!!!!<3

Até o próximo post pessoas!

 

KS.

 

 

 

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10 Curiosidades Sobre o Myanmar

10 Curiosidades Sobre o Myanmar

Em minha viagem pelo Myanmar certamente acabei descobrindo muitas surpresas e uma cultura muito diferente. Hoje eu conto 10 curiosidades sobre o país que está sendo desvendado pelo ocidente só nos últimos anos. Tenho certeza, você vai se encantar.

Myanmar Palacio Real
Entrada do Palácio Real em Mandalay – Myanmar

Para vocês terem noção de como é difícil falar desse país, não existe unanimidade nem mesmo no nome. O país mudou de nome algumas vezes e em 2010 se estabeleceu como República da União do Myanmar.

As Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE), por exemplo, reconhecem a mudança, porém, Reino Unido e EUA, não. Para eles Birmânia (Burma) é o nome do país.

Nem o povo Birmanês/Myanmarense é unânime. Alguns grupos e etnias, que não reconhecem o governo, também não reconhecem a mudança de nome. Para o Brasil, Myanmar mesmo.

Um lugar outrora fechado para o mundo vivendo um regime militar que manteve a população sob rígido domínio e que de certa forma, ainda mantém, já que o país ainda está vivendo uma transição para uma democracia. Por isso, só recentemente abriu as portas para o turismo.

Leia também: Yangon – A Nova Iorque do Myanmar.

Mas, agora que você já sabe coisas bem interessantes sobre o país, vamos “piorar” e contar as 10 curiosidades que vão fazer você se surpreender ainda mais com esse lugar incrível.

1. Religião é Fator Determinante Para a Cidadania

Curiosidades Myanmar Religião
Bíblia Sagrada em inglês ao lado do Livro dos Ensinamentos de Buda (em inglês e birmanês)

Se você pretende viver no país, é bom que seja budista, viu?! Em um país onde por volta de 90% da população é budista imagine como é fazer parte dos 10% que não são. Isso quer dizer que 10% da população divide-se em todas as outras religiões.

Apesar de ter sinagoga, igreja católica e protestante, e do país garantir liberdade religiosa, na prática não é bem assim que funciona. Por exemplo, o islã é extremamente rechaçado no país e se você é muçulmano você é considerado imigrante ilegal.

Alguns myanmarenses me disseram “extraoficialmente” que se você não é budista não pode votar e também não pode prestar concurso público, pois jamais assumirá o cargo.

2. Moto Não é Para Pessoas Egoístas

Quem tem uma moto por lá, dessas tipo scooter, é considerado classe média. O que para mim não fazia o menor sentido, mas ter um carro significa que você está bem no topo da pirâmide social.

Então, o jeito é levar a família toda na moto. Capacete para no máximo um dos passageiros.

Moto pessoas Myanmar
As motos são normalmente compartolhdas por bem mais que uma pessoa

Essa foto para ser honesta é no Camboja, mas a cena se repete no Myanmar e em outros países asiáticos.

Além de ter frequentemente mais de quatro pessoas na moto, existe a possibilidade de você encontrar um cãozinho espremido no meio deles ou em algum suporte improvisado com um lenço. Se couber, sobe sempre mais um!

3. A Semana do Myanmar Tem Oito Dias

No Myanmar a semana tem oito dias. Na verdade não são exatamente oito dias inteiros, porque a quarta-feira é dividida em duas: na parte da manhã e da tarde é um dia e na parte da noite inicia-se outro dia. Os demais dias são iguais.

Para esse povo o número oito é muito importante. São oito animais no Zodíaco, oito pontos cardeias, oito dias da semana, que estão todos associados entre si. Nas pagodas as bases são dispostas a fim de permitir oito direções.

Cada uma contempla um dia da semana com seu respectivo altar e assim as pessoas podem lavar o seu respectivo Buda (uma forma de prestar reverência) correspondente ao dia da semana em que nasceu e ao animal desse dia. Fiz um diagrama para demonstrar a correspondência:

Curiosidades Myanmar Semana
Diagrama do dia da Semana de Nascimento, animal do Zodíaco e Ponto Cardeal

Para os budistas da Escola Teravada o dia da semana é muito importante para uma pessoa. Dependendo do dia em que nascer, será determinado como você vai se chamar e até com quem irá se casar. Mas, hoje em dia isso é menos rigoroso por lá.

Já para fins práticos para nós visitantes, isso não interfere em nada. Oficialmente conta o calendário normal. Mas, para eles cada um dos doze meses têm 28 dias, o ano é 1.377 e começa em abril.

4. Os Homens Usam Saias

Myanmar Curiosidades Homens de saia
No Myanmar os Homens usam uma saia chamada de “Longyi”

Não é saia o nome do que os homens usam no Myanmar, o nome correto é longhi ou longyi, mas não é porque tem outro nome que deixa de ser saia.

As mulheres também usam, a diferença é que os homens usam um longhi mais sóbrio, de cores escuras e com suaves quadriculados, enquanto as mulheres usam de várias cores e estampas.

5. A Nota de Dólar Precisa Estar Impecável

Nunca entendi muito bem a necessidade disso, mas se seu dólar estiver minimanente amassado, sujo ou riscado, é bom manter guardado na carteira.

Os comerciantes locais só aceitam notas que estejam impecáveis e até os ambulantes na rua preferem não vender do que aceitar uma cédula danificada. E, não adianta insistir, se o dólar não estiver novinho em folha, o valor das notas é reduzido a zero.

Myanmar Curiosidades Dollar

Então, se pretende ir as compras no Myanmar e pagar em cash, mantenha seus “dinheiros” intactos ou vai voltar para casa com os bolsos cheios, já que não vai conseguir gastar. Até que não é má ideia, não acha!?

6. Da Árvore Thanaka Vem a Pasta da Beleza

As pinturas que os myanmarenses usam no rosto não são meramente decorativas. Elas estão lá por um motivo muito mais importante.

A pasta resultante da mistura do pó de Thanaka com água tem propriedades benéficas para a pele, além de ser um excelente protetor solar.

myanmar-curiosidades thanaka
A Thanaka é usada por grande parte da população do Myanmar, especialmete mulheres e crianças.

Eu confesso que me rendi à Thanaka e usei a pasta no meu rosto durante algumas horas. O resultado foi uma pele mais fresca, o que foi uma das garantias que me fizeram quando aplicaram no meu rosto.

Pena que não tinha uma mudinha da árvore para levar comigo e assim poder plantar meu próprio “pé de beleza”.

7. O Paraíso das Pedras Preciosas

O Myanmar é detentor de 70% de toda a produção mundial de Jade, chamadas pelos chineses (seu maior importador) de “Pedras do Paraíso”, com uma coloração esverdeada muito bonita. Mas, outras pedras, como a safira e o rubi, são famosas nesse país.

É de lá que vem 90% dos rubis fornecidos para o resto do mundo. A cor mais desejada e que determina o valor final da pedra, é exatamente a cor desses rubis do Myanmar, chamada de “sangue de pombo”.

Perto de Mandalay, segunda maior cidade do Myanmar é possível visitar a “Ruby Land” em Mogok. Lá, além de comprar as pedras você pode aprender mais sobre elas.

8. Não Tem Condicionador e Nem Protetor Solar Para Comprar

Com a consagração absoluta da Thanaka como protetor solar eu até entendo a dificuldade de achar protetor solar para comprar, agora condicionador eu não entendo. Eu não encontrei em lugar nenhum,  nem mesmo nas grandes cidades. Em alguns hotéis locais também, nada.

Ainda bem que o condicionador sempre acaba depois do shampoo, pelo menos no meu caso. Caso contrário, não quero nem imaginar as condições que ficariam minhas madeixas, já que a longa estadia pela Ásia não fez muito bem para elas.

Não sei se é a água ou a diferença de clima, mas meus cabelos ficaram bem ressecados por lá. Imagina sem condicionador?!

Myanmar condicionador

O engraçado é que eu encontrei marcas famosas de shampoo com outros produtos da linha, como creme para pentear (que não uso) e outros tratamentos. Mas, condicionador? Nem pensar.

Eles nem sabiam o que era o tal pós-shampoo. Depois descobri que eu não fui a única a ter esse problema, outras pessoas que viajaram para lá também se depararam com a falta desses produtos.

9. Você Não Pode Andar Sozinho à Noite

Não é por causa de assalto ou esse tipo de coisa. A recomendação estrita do meu guia era de que eu evitasse a qualquer custo andar sozinha à noite pelas ruas de Mandalay, principalmente Yangon.

Ele disse, em tom natural, que era por causa do cães. Meio perdida, perguntei qual era o problema com eles? Foi então que ele disse que os cães por lá costumam atacar pessoas quando estão muito famintos, o que não é raro. Então, se você estiver sozinho será uma presa mais fácil.

Myanmar dog

Confesso que essa declaração me deixou bastante chocada, mas não foi a única vez que ouvi, tanto por lá, quanto em outros países mais pobres do sudeste asiático.

10. O Myanmar Levou um Nobel

Aung San Suu Kyi. Esse o nome da ativista política que recebeu o Nobel da Paz em 1991. Seu nome já era conhecido porque seu pai Aung San é considerado o pai do Myanmar que conhecemos hoje.

Ela venceu as eleições de 1990, mas não pôde assumir o cargo. Um pouco antes da disputa ela foi detida e forçada a permanecer em prisão domiciliar por 15 anos. No final de 2010, por conta de uma forte pressão internacional ela foi finalmente libertada.

Myanmar Curiosidades Nobel

Em 2015 após vencer novas eleições Suu Kyi foi impedida novamente de assumir o cargo. Existe uma lei no Myanmar que determina que os Chefes de Estado não podem ser casados com estrangeiros e seu marido era inglês.

Já em 2016 o Parlamento Nacional elegeu Htin Kyaw para o cargo de Presidente. Ele foi o primeiro não-militar a ocupar a presidência do país desde 1962. Com o objetivo de reparar essa questão com Suu Kyi, no governo de Htin Kyaw foi criado o cargo de Conselheiro de Estado, que agora é ocupado por ela. Esse cargo tem funções similares a de um primeiro-ministro.

Essa mulher impressionante continua inspirando livros, filmes e a todos que conhecem a sua história. Uma mulher assim só poderia vir de um lugar tão surpreendente como o Myanmar.

Achou curioso? Conhece alguma curiosidade sobre o Myanmar que não está aqui? Deixe seu comentário e divida sua experiência sobre esse país singular.

Até o próximo post!

KS.

 

 

 

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Um Sentimento Chamado Camboja

Um Sentimento Chamado Camboja

Esse é um daqueles lugares que você fica meio sem palavras ao descrever. Impossível não despertar em você um sentimento por esse país e a única palavra que encontrei para descrevê-lo, é seu próprio nome: Camboja,

Se você nunca ouviu falar sobre o Camboja, é importante saber que eles viveram um recente genocídio que dizimou quase 25% da população do país.

Com o intuito de garantir o domínio sobre esse povo, o líder do Khmer Vermelho, Pol Pot, matava todos os que tinham estudo e algum dinheiro. O resultado foi a morte de aproximadamente dois milhões de pessoas.

Tudo isso entre os anos de 75 e 79. Sim, 1975 e 1979. De pensar que isso aconteceu “ontem” você passa a olhar as coisas por lá com outros olhos. Um lugar de muitos extremos, mas, nem de longe o que se tem é só lembranças ruins.

Para ser sincera a viagem para o Camboja foi meio que por acaso e de última hora, como o sangue brasileiro insiste em impor. O visto de entrada no país, conhecido dos viajantes, é o “visa on arrival“.

Traduzindo em miúdos, é aquele visto que você tira no momento em que desembarca no aeroporto de destino, paga a taxa (se houver) e pronto, você está admitido (ou não…rs). Sendo assim, era só comprar os tickets e terminar de fazer as malas que ultimamente andam sempre semi-prontas.

Minha primeira viagem para o sudeste asiático, conhecido como Indochina e destino comum entre brasileiros que decidem se aventurar em busca de paraísos desconhecidos, começou pelo Camboja, mais precisamente, a cidade de Siem Reap, que apesar de não ser a capital, é a mais importante cidade turística do país.

É em Siem Reap que fica o “Angkor Wat”. Em khmer (idioma local), “wat” significa “templo”, e Angkor siginifica “Cidade”. Portanto, “Cidade do Templo”.

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Angkor Wat – o mais importante monumento do Camboja

Datado do século XII, o Angkor Wat é considerado o monumento religioso mais importante já construído e, em termos arqueológicos, a estrutura toda é um dos mais importantes tesouros existentes.

O complexo foi tombado como patrimônio da humanidade pela UNESCO em 1992. Para você ter uma noção da importância desse templo para os khmer, ele não só estampa as cédulas do “Reil” (esse é o nome do dinheiro cambojano), como também estampa a bandeira do Camboja, fazendo com que ela seja a única bandeira no mundo a possuir um monumento como símbolo.

Bandeira do Camboja
Bandeira do Camboja – com o monumento Angkor Wat exibido nela

Quando você se depara com esse templo já de longe, percebe o motivo de sua importância. O lugar é gigante e realmente impressiona, além de ser também o mais importante templo dentre todos para os cambojanos, que em sua esmagadora maioria, é de budistas.

Com uma estrutura em forma de quadrado, o templo possui um lago artificial que contorna todo o complexo. Mas tudo isso você só descobre quando chega lá mesmo.  Porque todo o protagonismo inicial, é claro, fica com o Ta Prohm Wat, já que foi lá um dos cenários mais famosos do filme Tomb Raider, estrelado pela lindíssima Angelina Jolie.

O templo é um chamariz de turistas. Confesso que achei realmente surreal estar em um cenário de uma produção em que você não sabe o que é verdade e o que é computação gráfica. Tudo é tão imponente e com aquelas árvores intrincadas nas construções, que parecem de mentira, tudo fica mais magnífico ainda.

E o mais legal é que as árvores ainda estão vivas e seguram toda a estrutura do templo. Se as árvores fossem tiradas dali o templo não aguentaria e certamente ruiria.

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O País das Minas

Mas, apesar de toda essa opulência, o Reino do Camboja, nome oficial, é um país de um povo sofrido. Especialmente por suas recentes guerras, que ainda perduram e insistem em fazer parte do seu cotidiano como um fantasma voltando para assombrar a população.

A prova viva disso são as mais de quatro milhões de minas terrestres espalhadas pelo seu território, que amputam milhares de pessoas todos os anos e ceifam outras tantas. O Camboja encabeça a lista dos países com mais minas terrestres no mundo todo. Além das incessantes disputas territoriais com seus vizinhos Tailândia e Vietnã.

Apesar de tudo isso, seu povo sempre tem um sorriso para oferecer aos seus visitantes. Humildade, respeito e cordialidade podem ser a tradução do que vi na maioria do povo cambojano. Eu não sou supersticiosa, mas achei muita ironia que o mesmo solo que esconde as minas, faz brotar um mar de trevos de quatro folhas.

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Trevos de quatro folhas no caminho de um dos templos

Por isso, já nos primeiros dias tudo se tornou um paradoxo para mim. Um misto de magia e de impotência. Esse sentimento que tenho pelo Camboja é inominável, porque, pelo menos para mim, é muito diferente de tudo que já vi e vivi.

De um lado, porque a pobreza extrema alcançou um novo patamar. Depois, porque é impossível não se apegar as pessoas com as quais você convive diariamente e que são tão amáveis com você.

Ao mesmo tempo, os vendedores, que vão de criancinhas até aos amputados pelas minas terrestres, por vezes, beiram a hostilidade na ânsia de vender seus produtos e prover seu sustento.

O que os faz proferir quase um mantra de insistência para que você compre alguma coisa deles, como se estivessem em transe e só despertassem dele quando ouvissem como resposta um “sim”. Isso exige que você seja enfático e contundente se não tiver a intenção de comprar nada.

Uma vez, estava eu no mercado noturno pensando em algo para levar de presente para as minhas irmãs quando avistei lenços lindíssimos e comecei a passear meus olhos sobre eles. Foi então que a vendedora veio e começou a tirar vários lenços dos pacotes e me vestir com eles.

Após decidir que estávamos famintos e que retornaríamos às compras mais tarde a vendedora imediatamente começou a gritar em um inglês meio que ininteligível dizendo que se abrimos os lenços teríamos que comprar. Assustada, fui me afastando com os gritos dela: “Turistas que não compram não são bem-vindos em nossa cidade”.

Após visitarmos outros mercados e lojas, acabei conseguindo comprar meus lenços e souvenirs. Percebi que a insistência e, por vezes, até o constrangimento para que compremos, é uma prática comum até mesmo nas ruas do Camboja. No entanto, não revivi aquele episódio pavoroso em nenhum outro lugar. Ainda bem!

Em contrapartida, o hotel e os restaurantes que frequentei, sem a obrigação de vender algo para os turistas, tinham a cortesia e a gentileza típicas desse povo. A humildade faz parte do dia a dia convivendo com eles.

Ninguém grita, ninguém é rude, tudo é feito para que a estadia dos turistas no país seja a mais tranquila e agradável possível.

“Peixe Pedicure”

Em uma de minhas andanças pelas ruas de Siem Reap, avistei um lugar onde tinha aqueles peixinhos que fazem “faxina” no seu pé comendo cutícula e carne morta, ecaaa!

Para dizer a verdade, nem pensei naquelas conversas que dizem que você pode pegar alguma doença transmitida pela água contaminada por outras pessoas que tivessem usado o tanque anteriormente e que não não teve a água trocada.

Achei aquilo tudo tão divertido e só me lembrava de ter assistido um episódio do “The Simpsons” anos atrás que me deixou com muita vontade de experimentar.

Não pensei duas vezes, sentei e comecei a puxar a barra da calça, já que estava usando jeans. Na mesma hora umas três pessoas vieram me ajudar. Seria cômico se não fosse trágico, mas finalmente consegui erguer a barra o suficiente para imergir meus pés junto dos peixinhos.

Fish Pedicure
“Fish Pedicure”

Depois disso foi só vexame. Não conseguia ficar mais do que dois segundos com os pés dentro da água. Não sei explicar, mas a sensação deles comendo sua pele morta é, além de meio nojenta, esquisita demais. No que eles se aproximavam dos meus pés eu já tirava e quando não tirava, gritava.

Não preciso nem dizer que à essa altura eu era o espetáculo do lugar. E olha que costumo ser bem discreta na minha vida em geral. Mas aquilo realmente me pegou de surpresa. Foi um mico “gorilesco”!

Enfim, após ter algum sucesso e alimentar os peixinhos por alguns minutos, retirei os pés definitivamente da água. Nisso, um rapaz veio com uma toalha para secar.

Quando fui pegar a toalha ele se abaixou e começou a secar os meus pés muito cuidadosamente. Fiquei um tanto constrangida, mas deixei ele continuar para não tornar aquela situação ainda mais vexaminosa.

Naquele mesmo dia fui a um restaurante comer “fried rice”. E preciso dizer que foi lá que eu experimentei no melhor que eu já provei na minha vida. Já havia comido muitos antes e comi muitos depois. Mas, aquele que eu comi por lá vai ficar na memória e no paladar para sempre.

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Outra coisa que eu adorei no Camboja foi andar de tuk-tuk. Havia solicitado o traslado até o hotel antecipadamente. Após 15 horas de voo (Londres/Bangkok/Siem Reap), eu estava muito cansada e tudo que eu queria, além de um bom banho, era dormir por pelo menos duas horas antes de começar a explorar a cidade.

Mas o motorista do hotel atrasou, e eu já ia atrás de outro táxi, até que eu vi um moço com o meu nome na placa. Engraçado é que ele parecia saber que eu era a turista que ele ia levar até o hotel porque ele veio direto em mim antes de eu me manifestar. Quando fomos até o carro, vi que não era bem um carro, mas o tuk-tuk.

10 Dicas Para Você que Vai Viajar Para a Ásia

Eu sabia que eventualmente eu iria andar neles, mas não estava preparada para andar na chegada, tão cansada e ainda com as malas. No começo, quase saí correndo para procurar um táxi, mas o motorista era tão querido que eu resolvi arriscar.

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A viagem até o hotel demorou uns vinte minutinhos e foi legal ver o trajeto sem janelas interferindo a paisagem. Depois disso, o tuk-tuk era meu meio de transporte favorito e usei carros somente para caminhos mais longos ou quando estava com os guias turísticos que nos buscavam de carro, de van ou de ônibus. Mas essa história eu conto uma outra hora.

O Camboja foi uma grata surpresa. Digo surpresa porque eu já tinha grandes expectativas ao visitar o país. Mas, sem dúvida, elas foram superadas.

Quando chega a hora de partir, me despeço da equipe do hotel em que fiquei hospedada e em especial da recepcionista. Peço a ela para tirar uma foto para lembrar dos bons momentos que vivi lá. Seu nome é Kimsong, o nome que descreve essa suave melodia que me acompanhará por muito tempo.

Kimsong – recepcionista do hotel

Deixo o Camboja com aquele sentimento inominável e uma vontade feroz de reescrever uma história que nem é minha e que não sou capaz de compreender. Espero voltar um dia nesse país tão pobre, mas que foi capaz de me enriquecer tanto.

Já foi para o Camboja? Pensa em ir um dia? Comente e compartilhe aqui o que mais gostou ou o que deseja conhecer no país.

Eu fico agora por aqui e até a próxima viagem!

KS.