Viagem

Você Apanharia Um Voo Para ‘Lugar Nenhum’?


A Nova Invenção das Empresas Aéreas Para Contornar a Crise do COVID-19

Sim, você entendeu certo, estamos falando de entrar em um avião, decolar e pousar no mesmo ponto de partida. Mas, e você, apanharia um voo para “lugar nenhum”?

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é Viajar-para-lugar-nenhum.png

Para quem teve a oportunidade de viajar de avião, sabe que alguns detalhes podem tornar um voo mais prazeroso, apesar de existir quem não goste de voar de jeito nenhum.

Com os aviões na pista, gastando dinheiro (sim, o avião paga para ficar no solo), as companhias aéreas tem usado muita criatividade para fazer “decolar” a economia do setor.

Algumas ideias tem a intenção de agradar saudosos viajantes, ou só curiosos mesmo, que anseiam pisar novamente em um avião. Mas, elas tem surpreendido.

É o caso da companhia Qantas, uma aérea australiana, que está oferecendo verdadeiros shows a bordo de suas aeronaves. Tudo para atrair passageiros e colocar sua frota e tripulação para jogo.

Como Funciona o Voo Para ‘Lugar Nenhum’?

Após perder todas as batalhas contra a pandemia da COVID-19, com o fechamento de fronteiras e restrições impostas mundo afora, algumas companhias aéreas abriram falência. No entanto, outras tiveram que usar a criatividade e aproveitaram para se readequar a realidade.

Em setembro de 2020, a companhia australiana, Qantas Airlines, anunciou um voo de 7 horas com mesma origem e destino, que se esgotou em minutos. Tudo isso a fim de apazigar o desejo dos viajantes de estar novamente nas alturas.

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é Voce-Apanharia-Um-Voo-Para-Lugar-Nenhum.png

O voo a bordo de um 787 Dreamliner foi entitulado “The Great Southern Land” (A Grande Terra do Sul). O avião decolou de Sydney com 150 passageiros anunciando que mostraria a paisagem australiana sem a preocupação com o constante fechamento das fronteiras.

Para a aventura nos ares, a empresa colocou bilhetes a venda pela “bagatela” de $575 e $2,765. O comandante da aeronave, Alex Passerini, disse que em pontos específicos onde o avião costumava voar a 35.000 pés de altitude, voaria a 7.000 pés.

O voo mostra lugares como a Grande Barreira de Corais, o monólito Uluru e o Outback australiano de um ponto de vista único.

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é Voce-voaria-para-Lugar-nenhum.png

Na mesma onda, outras companhias aéreas também estão criando verdadeiros “Cruzeiros Aéreos”. Isso com o intuito de minimizar o impacto em suas receitas causadas pela pandemia do COVID-19.

O CEO da Qantas Airlines, Alan Joyce, disse que “a pandemia de coronavírus criou as piores condições comerciais em nossos 100 anos de história”.

A taiwanesa Starlux também está promovendo seus voos panorâmicos. A empresa anunciou no Festival de Outono de Taiwan um voo entitulado “Fly to the moon”.

Além dela, outras companhias do país e também outras japonesas, tem ofertado voos para “Lugar Nenhum” até o fim deste ano.

+Leia também: A Tecnologia Reduzindo os Impactos do Coronavírus.

Ventos Contra

Mas, os ambientalistas já começaram a se mobilizar alegando que os voos não teriam um bom motivo para decolarem, causando poluição injustificável.

A Qantas Airlines disse que pagaria pelas emissões de carbono. Mas, de acordo com os críticos da ideia, isso não reduz as emissões, o que é óbvio.

Além do uso intensivo de carbono, os críticos alegam que a medida não resolve o problema. E pior, ela desvia o foco das políticas que devem ser tomadas a fim de realizar as mudanças necessárias para mitigar a crise climática.

Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é Apanharia-um-voo-para-Lugar-Nenhum.png

O CEO da Qantas Airlines, Alan Joyce, disse que “a pandemia de coronavírus criou as piores condições comerciais em nossos 100 anos de história”. Com os números de voos reduzidos à mais da metade mundo afora, as companhias áéreas também estão sendo obrigadas a se reinventar.

Empresas de grande prestígio, como a TAP e a LATAM estão no limite da sobrevivência. Outras como a Azul, tem investido no mercado de cargas. Por fim, sabemos que precisamos nos readequar à nova realidade, o desafio é como.

O Coronavirus está aí e, infelizmente, veio para ficar!

Até o próximo post, porque a próxima viagem parece que ainda vai demorar um pouquinho. :/

Bjokas

Kacau Sampaio

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.